Este espaço é dedicado, principalmente aos meus queridos Acadêmicos que sofrem tanto pra conseguir um Diploma, tropeçando na insensatez das normas ditatoriais que impedem o livre arbítrio e retiram de seus trabalhos a sua pessoalidade.
O que mais se vê hoje em dia nas universidades é o acadêmico sendo tratado como aluno.  Lembro do comentário do Professor Ronaldo (PUC-Rio), nos idos de 1970, quando o então Presidente Garrastazu Médice mandava trancar as portas das universidades brasileiras: "Estão começando a semear hoje, nos berços, a semente do que serão os professores do futuro"… e concluiu: Serão todos "burros", não por culpa deles, mas por culpa da política educacional que passa a ser ministrada a partir de hoje". 
Não quero aqui discutir a erudição dos cátedras de hoje, porem o poder pedagógico é, questionável. A pedagogia é a ciência da capacidade de transmitir conhecimento.
Ora, se um acadêmico entrega um tabalho ao docente e este, ao invés de corrigir e aplicar a nota correspondente à elaboração, manda fazer as alterações que, a seu modo de ver, são necessárias, para depis, então, conceder nota, é claro que esse trabalho não é mais do acadêmico e sim do professor.
É aí que reside o questionamento.  Se um trabalho vale nota 5 e depois de passar pelo professor retorna ao acadêmico que o refaz, merecendo, então nota oito ou nove, talvez até dez, o mérito não é do acadêmico e sim do docente. Mérito, entretanto, quanto à elaboração do trabalho.  O mérito pedagógico é desqualificante.
Voltando ao tratamento dispensado aos acadêmicos no ambiente universitário, é bom lembrar que o título de Bacharel ou tecnólogo é apenas uma concessão em reconhecimento da conclusão do curso.  Já o título de Doutor é dado em reconhecimento por um trabalho elaborado e defesa de uma tese.  Ou seja, o ambiente acadêmico se curva ao trabalho de pesquisa de um colega que expôs algo antes não descoberto, ou, no mínimo, não tão bem explanado e defendido. 
O que quero deixar claro aqui é que o ambiente acadêmico se modifica constantemente, a partir das novidades introduzidas pelos pesquisadores.  Alguns anos atras a teoria da relatividade de Einstein foi colocada em xeque pelos acadêmicos da UFRJ.  Isso é possivel.  Então chamar um acadêmico de aluno é no mínimo desprezar sua capacidade de pesquisador.  Os alunos estão nas escolas de níveis fundamental a médio. Lá eles simplesmente aprendem sem direito a contestação. 
Já no ambiente acadêmico, tudo que está sendo ministrado (e não ensinado, permita-se aqui a discordância), pode ser contestado até pelo "calouro".  O que vale dizer que o docente está o tempo todo em xeque.  Uma de suas explanações pode ser contestada em sala de aula e dali advir um novo pensamento (contraditório ao que já está escrito e sendo ensinado).    
Esta é apenas a ENTRADA de um blogg que promete… espero. 
Estarei junto a vcs o tempo todo.
E quando vierem as críticas, será um "Deus nos acuda".  Mas não vou correr.