Nunca pensei que um dia chegaria a ter um blog.  Muito menos que iria escrever sobre política, nele.
Só que como qualquer brasileiro que se preze, não posso mais suportar calado o que estão fazendo com nosso país.
Como apolítico, não gosto de opinar sobre a categoria que mais engana, que mais trapaceia, que mais rouba… mas tudo tem um limite.
Um grande homem inglês, certa vez, definiu político e estadista por uma diferença entre eles.  Faço minhas suas palavras:
"O POLÍTICO FAZ SUAS OBRAS PENSANDO NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES.  O ESTADISTA, PENSANDO NAS PRÓXIMAS GERAÇÕES".
Ou seja, estadistas e políticos sempre existiram.  No tempo dos Faraós (para não ir mais atrás no tempo), alguns eram líderes de seu povo e erigiram monumentos para serem relembrados por milênios.  Outros, por se julgarem imortais, fizeram de seus túmulos outro tipo de monumento.
O desembarque na Normandia das forças aliadas, só foi possível graças à liderança exercida pelos comandantes sobre seus comandados.
Políticos, hoje, confundem liderança com conchaves, conversas de "pé-de-orelha"  e ofertas mirabolantes para o porvir.
Os "acertos" fazem parte do dia-a-dia dos poderes constituídos.
E o povo é o último a saber – saber que não participou, que não participa, que não participará – daqueles acertos.
Não interessa muito (nem pouco) o povo, para os políticos.  O que importa é quanto eles vão ganhar com seus conchaves.
Veja-se o resultado das votações dos processos de cassação na Câmara Federal (deveria colocar iniciais minúsculas, tamanha é a indignação).  Os primeiros processos resultaram em cassação de direitos dos julgados.  Já os últimos redundaram em absolvição. Isso leva a crer que se os primeiros tivessem mais tempo, também teriam revertido "seus" processos a "seu" favor.
Vê-se, o tempo todo, o chefe do executivo dizer "não soube…" , "não sabia…", "fui traído…".
Não há povo que aguente tanto descaramento.
E agora… o pior…
Esse moço, que um dia se intitulou "trabalhador" arvora-se no direito de se considerar o mais "digno dos brasileiros, cheio de moral".
As palavras do Presidente deixaram o país indignado.
Inúmeras mensagens circularam na Internet, desafiando o Chefe do Executivo para um debate, ou uma simples prova do que é caráter, honra, dignidade, moral…
Claro que Lula não se deixará pegar num desses desafios.  Será demais para ele, sucumbir em um ano em que se considera, já, reeleito pelo povo que enganou, engana e enganará sempre, com os seus "não sabia…", "não vi…", "fui traído…".
Claro que o filho do presidente tem mérito maior que o Delegado que tem um hotel avaliado em alguns milhões.  O filho do presidente recebeu "honestamente" milhões de uma telefônica.  O Delegado, por sua vez, roubou, porque ninguém com salário de trabalhador, neste país, consegue juntar milhões para construir um hotel.
Não é o país do contínuo que virou banqueiro… Não é o país do pobre que enriqueceu dignamente… não para o Delegado… Apenas e somente, para o filho do presidente.
E não estou aqui defendendo o Delegado, muito pelo contrário… não condeno nem absolvo, tanto quanto não o faria com os senhores legisladores (eleitos pelo povo, diga-se de passagem).
Não vou prolongar muito, porque minha indignação não terminaria antes do final do ano.
Mas vamos, rapidamente, lembrar dos outros políticos que nos cercam…
Como o partido considerado pricipal opositor ao do excecutivo resolveu suas disputas internas?  Para chegar a um só candidato, quando dois pleiteavam o direito democrático de seguir na pré-candidatura, o que se fez dentro do partido?
Acho que só temos uma resposta: conchave!   Essa é a palavra do dia-a-dia dos partidos e dos políticos que os integram. 
Quanto custou ao "derrotado"?  Melhor seria questionar: "Quanto custou ($) derrotá-lo?".
Não saberemos.  Não dirão. 
E continuaremos induzidos a crer que um cedeu, de acordo com o bom senso.
Um abraço.