Costumo receber frequentemente acadêmicos em estado de "desespêro" em razão da falta de tempo para terminar os TCC de seus cursos.
Nessas horas o que recomendo é (difícil) manter a calma.
Primeiro é necessário procurar a Coordenação do Curso, para verificar o prazo limite para a Defesa. Claro que se a defesa vai ocorrer no dia 15, a entrega deverá ocorrer bem antes.
Alguns acadêmicos costumam descuidar desse fato. Os membros da banca examinadora necessitam de tempo para lerem os trabalhos e – por sua vez- estarem aptos a questionarem alguns itens que necessitam ser melhor explicitados.
Bom, conhecedor do prazo fatal, o acadêmico tem duas opções: primeiro, pode deixar a defesa para o semestre seguinte. Isto acarreta alguns inconvenientes como, por exemplo, a participação ou não em uma festa de formatura que não tem direito (por não ter-se formado). Algumas atividades de fim de curso são fortalecedoras da base do futuro que foi plantado no início da faculdade.  Uma delas é a presença – junto aos demais graduandos – na festa, na foto, na colação, enfim, em todos os atos relativos à conclusão do curso.  Serve como indicação de sucesso nos estudos.
A segunda opção ao acadêmico é entrar noite adentro nos trabalhos para elaborar sua monografia, artigo, relatório ou seja lá qual for o TCC. Ir ao limite das forças. Abandonar todos os demais labores que tiver nessa época e juntar as forças – enquanto arregaça as mangas – para cumprir os prazos estabelecidos.
Mas é bom lembrar de uma coisa… O acadêmico, quando entra no ambiente de estudo, já no primeiro período, tem conhecimento de que irá elaborar um trabalho ao final do curso.  O que vejo, sinceramente, mesmo sem querer aqui entrar em julgamento desse ou daquele, é o descaso com o tempo. Acredita-se que vai dar tempo de resolver todos os problemas no final do curso. Que o último semestre será reservado para a elaboração do TCC. Não é bem assim!  O último semestre envolve estudos como os anteriores, com o acúmulo da preparação do TCC. E, diga-se de passagem, o TCC não nasce no último período. Ele nasce lá no Projeto Pesquisa, que foi elaborado (ou deveria ter sido) no penúltimo ou ante-penúltimo semestre.
Então, quem deixou para o último, "escorregou na maionese".
Aí, é negociar, negociar, negociar e torcer pelo sucesso da negociação: que o prazo não expire antes do trabalho pronto.
Um abraço
 
 
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