SHOW NO BANZEIROS

Por Artur Quintela


Porto Velho esbanja em qualidade quando se trata de música. A capital rondoniense tem músicos práticos e profissionais da melhor estirpe.
E temos espaços, hoje, muito bons para o deleite do apreciador da boa música.
O que se viu no Teatro Banzeiros, no último dia 30 (sábado) foi um espetáculo que nada fica a dever às melhores apresentações do circuito sudeste do Brasil. Carlos Guery e seus coadjuvantes deixaram o público extasiado. Muitos foram às lágrimas. Confesso, eu, inclusive.
Repertório muito bem escolhido, execução primorosa!
O show Emociones sin palabras calou a todos.
Os gritos de Bravo custaram a surgir na platéia que insistia em não conspurcar o ambiente sonoro. Mas acabaram ecoando. Tinha que ser assim.
Guery deixou, como sempre o faz, o público maravilhado com a execução magistral de músicas de excelente nível.
Fez-nos passear pela Europa, Ásia e Américas. Seu repertório, vastíssimo, foi levemente apresentado, já o que tempo era curto. Foram, na realidade, 112 minutos de apresentação com músicos se revezando para que a execução fosse ainda mais primorosa.
E, talvez pela primeira vez, o público foi brindado com a execução de “El condor pasa” por uma flautista local, a professora Rosimeire, de nosso Conservatório.
Para completar a apresentação maravilhosa – que também foi motivo para gravação de um CD e DVD de Carlos Guery – ainda tivemos a apresentação da companhia de dança local Chagas Perez que deixou-nos mais maravilhados, ainda.
Os que não foram – de longe – não sabem o que perderam. Mas, para a capacidade do Teatro Banzeiros, pode-se dizer que quase a totalidade de suas cadeiras estavam ocupadas.
Sentado na segunda fila, deleitei-me com os acordes. Dedos ágeis e saltitantes trocavam de instrumento a todo instante. Guery tocou, com nada mais nada menos, que três teclados eletrônicos e um piano elétrico. Esnobação? Não. Nem de longe. A simplicidade do moço bom não lhe permitiria uma invirtude dessas. Talento, sim! E dos melhores!
Finalizou com a belíssima Czardas, deixando o público com saudades e aquele “gostinho de quero-mais”. Foi aplaudido pelo público em pé, na totalidade.
Parabéns Guery. E a todos os músicos participantes.
Parabéns à Leninha e toda equipe de produção.
Parabéns ao Tatá que, desde que assumiu a Fundação Iaripuna, não cansa de trazer ao público espetáculos de grandeza tão singular que faria qualquer apreciador do “circuito cultural carioca-paulista” babar.

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