SHOW!!!

Por Artur Quintela

BRAVO!!!

Esta era a expressão da platéia no Teatro Banzeiros.  Mais uma vez Porto Velho demonstra que a Cultura tem prestígio junto à administração municipal.

A abertura do 8º FESTCINEAMAZÔNIA foi digna de comparação com as grandezas espetaculares.

A partir do Mestre de Cerimônias, o Índio Fidelis Baniwa, convidado especial para fazer a abertura e comandar a programação. Ele mesmo deu seu show particular, ao falar de sua sensação ao fazer parte da equipe que promove o Festival. Usou a língua de suas origens, depois traduzida para o português, com o sorriso que lhe é tão característico e que faz de sua pessoa uma eterna simpatia. Fez-nos voltar à mini-série Mad Maria, da TV Globo, em que interpretou o índio Karipuna que teve as mãos decepadas.

O documentário Horizontes e Fronteiras, apresentado pelo nosso querido Bado, que também interpretou com seu grupo musical a música que serviu de tema ao filme (produzido e dirigido pela dupla Jurandir Costa e Fernanda Kopanakis) foi, de longe, uma viagem aos mais distintos rincões da Amazônia. Bado conduziu-nos até à Bolívia e Peru. Cuzco foi uma aula de história, geografia e cultura.

O show que se seguiu foi, então, o ápice. Nilson Chaves e Celso Viáfora esbanjaram talento, harmonia e simpatia. O espetáculo tinha encerramento previsto para 22 horas. Ora, ultrapassou, claro. E o público ainda pediu mais. A dupla, então, não se fez de rogada. Cantou mais uma, emocionante. Papai Noel de Camiseta – a música – fez até Nilson Chaves perder a voz, embargada pela emoção.

Mais uma vez – parece redundância, mas é preciso repetir sempre – Porto Velho esbanjou. Cultura se faz assim. Com eventos que deixam a platéia extasiada. Cantando junto… aplaudindo muito… e pedindo BIS!

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