A postagem recebida do amigo Beto Ramos retrata bem a sexta-feira do nosso mercado Cultural.

Então, aí está.

 

 

 

DIZ A LENDA – MEU CARO POETA

 

 

Por: Beto Ramos

 

 

Meu caro poeta.

Aqui na margem direita do Madeira, estamos chegando ao fim de mais um ano.

Vem chegando o natal.

Este foi um ano maravilhoso para todos nós.

A nossa querida “A Fina Flor do Samba” cresceu.

Como uma árvore do bem, deu muitos frutos.

Nós cantamos a nossa aldeia.

Quando fecho os olhos como você, vejo estes frutos do bem com nomes de Basinho, Oscar, Karatê, Sérgio Ramos, Walber, Ênio Melo, Coimbra, Cristóvão, Cabeça do Mocambo, João Carteiro, Hudson, Audízio, Assis do Areal, Wilian, Zé Áureo, Sílvio, Bainha e tantos outros que plantaram esta semente que hoje dá frutos do bem.

Meu caro poeta.

Não sei lhe dizer se sou fruto bom ou ruim.

Apenas sei que quando muitos desejam deixar de adubar ou molhar esta árvore, busco um galho de cuieira para dar um susto nestes que ficam na sombra de nossa árvore do bem e ainda desejam podá-la.

Não poderíamos esquecer nossas pastoras.

Erenir, Rosimere, Ana, Maria, Beth, Úrsula, Alda, Kinha, Rosa e muitas outras que apóiam com seus sorrisos e aplausos o samba das sextas feira.

Aconteceram alguns momentos de turbulências.

Muito normal quando as coisas começam a crescer e talvez incomodem alguns desavisados que não compreendem o quanto este projeto simboliza nossa cidade.

Não sou de palavras bonitas.

Mas, como diz o Basinho, Beto Ramos que palavras são aquelas?

Palavras meu amigo Antônio Serpa do Amaral, apenas palavras.

Estes frutos de nossa árvore já estão começando a levar sementes para outros terrenos férteis do nosso querido Porto do velho Pimentel.

Meu caro poeta.

Quem me ver sorrir não há de me ver chorar.

Talvez alguns motivos nos fizessem tristes.

Mas, nós somos maiores que as picuinhas.

Somos maiores que a falta de apoio em alguns momentos.

O que nós fazemos por Porto Velho, são poucos que fazem.

Vem à chuva, e nós estamos lá.

Chega o calor e nós estamos firmes.

Em alguns momentos chegam aos nossos ouvidos um som da terra.

Som que muitas vezes da pra rachar até as paredes do Mercado Cultural.

E nós sempre estamos lá.

Só não podemos ser maiores que o nosso público.

A população aprovou o nosso evento.

E todo mundo sabe disso.

Acredito que até o nosso Prefeito já tenha ouvido falar do espelho que é nossa “A Fina Flor do Samba”.

Meu caro poeta.

Talvez eu seja um fruto de sabor amargo.

Mas, jamais poderia me curvar diante do desrespeito que em certos momentos assola os nossos frutos do bem.

Somos beradeiros.

Bebemos água do Rio Madeira.

Somos iguais e muitas vezes desiguais com os mesmos propósitos de valorizar a nossa história.

Que a nossa árvore do bem continue a florescer.

Que o nosso samba que também é um pagode do bem nunca morra.

Que em dois mil e onze todos os nossos sonhos se realizem.

Que o mundo seja melhor.

Que A Fina Flor do Samba continue trazendo brilho ao nosso centro histórico.

Que a nossa prosa seja sempre sincera.

Que a nossa terra de chão batido sempre seja o nosso caminho.

Que todos os dias possam amanhecer no Mocambo.

Que jamais volte o tempo dos Generais.

Que possamos ter a inspiração da época da Favela.

Que Porto Velho sempre seja o nosso dengo.

Que todos possamos sofrer por amor.

Sofrendo por amor podemos compor e fazer versos.

Que os nossos nomes não sejam gravados tão cedo nas cadeiras do Mercado Cultural.

Que o nosso céu sempre seja uma moldura para alegrar o nosso povo.

Que as nossas amizades nunca se acabem.

Meu caro poeta.

A margem direita do Madeira é poesia para quem ama esta terra.

Vamos passar a toa no bar do Zizi e fazer amigos.

O mundo fica mais bonito com poesia.

Vamos cantar Porto Velho.

Vamos cantar o Brasil.

Vamos ouvir a canção que certo menestrel fez para os projetos do Mercado Cultural.

Vamos agradecer a todos os convidados que prestigiaram o nosso projeto neste ano que termina.

Quando o Tatá está é só dizer obrigado, e ele sempre está!

Vamos agradecer ao Pirarublue por nos brindar com cem anos do nascimento de Noel Rosa.

Não Poderíamos esquecer a ADUNIR.

Também o Zecatraka.

D. Vera e Almira.

Vamos agradecer a louca de pedra que beijou o diz a lenda.

Vamos agradecer a Porto Velho pela inspiração para sempre fazer os melhores versos para esta musa dos nossos sonhos.

Meu caro poeta.

Que todos os dias sejam felizes e não só no natal ou entrada de ano novo.

E NÃO SE FALA MAIS NISSO!

 

Diz a lenda!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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