Mengão Campeão de 87? Me Contem Algo Que Eu Já Não Saiba.

Com este título Arthur Muhlemberg inicia a postagem em seu blog.

A história, que os adversários nunca quiseram reconhecer como verdadeira, é que a CBF, alegando falta de recursos financeiros, comunicou aos clubes que não haveria Campeonato Brasileiro de Futebol em 1987.

O que fazer então? Brasil sem Futebol? Nem pensar!

Os maiores clubes do Brasil se juntaram, fundaram o Clube dos Treze, conseguiram patrocinadores e foram à CBF expor o plano. Bancariam com recursos próprios aquele que se chamaria Copa União – como o próprio argumento demonstrava.

Trato feito, CBF de “bem com a vida” já que não teria que arcar com despesa alguma, os clubes montaram um campeonato brasileiro em que somente os maiores clubes -, diga-se de passagem, com as maiores torcidas – participariam. Recorde de público, mídia mundial com os olhos voltados para o Brasil. Emissoras de Televisão “brigando” pelo direito de transmissão dos jogos ao vivo.

Tudo corria bem. Mas a CBF (sempre a CBF) resolveu se meter no meio do campeonato e “mandou” criar um outro módulo que representaria a Segunda Divisão, com clubes menores, mas com acentuada torcida local. Era o caminho para “entrar mais uma graninha”.

Proposta aceita, foram criados os Módulos Verde e Amarelo. O primeiro contaria com a presença dos representantes dos Clube dos Treze  e o Amarelo.contava com a participação das equipes de Guarani, Criciúma, Joinville, América-RJ, Inter de Limeira, Portuguesa, Atlético-PR, Rio Branco-ES, Bangu, Treze, Ceará, CSA, Náutico, Atlético-GO, Sport e Vitória.

A HISTÓRIA DA COPA UNIÃO É A SEGUINTE:

Copa União é o nome fantasia pelo qual ficou conhecido o Campeonato Brasileiro de 1987 que tinha o nome oficial de Copa Brasil. A competição foi dividida pela CBF em dois módulos: o Módulo Verde (inicialmente chamado Copa União e que tinha o nome oficial Taça João Havelange), vencido pelo Flamengo, e o Módulo Amarelo (Oficialmente Taça Roberto Gomes Pedrosa), que teve como campeão o Sport. Enquanto a CBF e o Superior Tribunal Federal consideram o Sport como campeão nacional, o Clube dos 13 e o CND (hoje STJD) fazem o mesmo com o Flamengo (WIKIPEDIA).

Para os que não conhecem a história do Clube dos Treze, o site wikipédia disponibiliza uma gama notável de informações. A esse respeito:

O Clube dos Treze (oficialmente União dos Grandes Clubes do Futebol Brasileiro – Clube dos 13) é o nome recebido por uma pessoa jurídica com sede em Porto Alegre, formada em 11 de Julho de 1987 para defender os interesses políticos e comerciais dos 20 principais clubes de futebol do Brasil (entre eles todos os 18 campeões brasileiros). Negocia os direitos de transmissão de campeonatos como o Brasileiro com as emissoras de rádio e TV. Também dialoga com a CBF acerca das formas de disputa dos campeonatos nacionais.

Foi fundada por 13 clubes (daí o nome, Clube dos Treze). Posteriormente, outros sete clubes foram aceitos como participantes, totalizando 20 membros.

EXTRAÍDO DO WIKIPEDIA

Em 1987 a CBF vivia problemas financeiros e administrativos. Então em junho de 1987, Octávio Pinto Guimarães, presidente da entidade, anunciou publicamente via imprensa que a CBF não tinha condições de organizar o Campeonato Brasileiro daquele ano. Notícia que em seguida foi confirmada também pelo seu vice-presidente Nabi Abi Chedid que além de confirmar a situação deu todo o aval [1] para que o presidente do São Paulo F.C., na época Carlos Miguel Aidar, tomasse a iniciativa de convencer os principais clubes do Brasil a fundarem uma associação que os representassem e que tivesse como primeiro objetivo a organização do Campeonato Brasileiro de 1987[2].

Na manhã de sábado, dia 4 de julho de 1987, no Morumbi foi fundada a “União dos Grandes Clubes do Futebol Brasileiro – Clube dos Treze” que reunia os representantes dos treze principais clubes de futebol do país na época. Os membros fundadores da associação foram os quatro grandes de São Paulo: Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos; os quatro grandes do Rio de Janeiro: Flamengo, Vasco da Gama, Fluminense, Botafogo; os dois grandes de Minas Gerais: Atlético Mineiro e Cruzeiro; os dois maiores do Rio Grande do Sul: Internacional e Grêmio e também o Bahia que de acordo com um levantamento feito pelo Jornal do Brasil representavam juntos na época 95% de todas as torcidas do futebol brasileiro [11]. O idealizador do evento, Carlos Miguel Aidar, foi eleito também o presidente da nova entidade, permanecendo no cargo até abril de 1990. Assim, o Clube dos 13 organizou a Copa União, que representaria o Campeonato Brasileiro daquele ano. A criação da Copa União surgiu após uma conciliação entre a CBF e o Clube dos 13, já que uma desobediência à entidade poderia provocar reações da FIFA.

Membros fundadores

* Atlético Mineiro (MG)

* Bahia (BA)

* Botafogo (RJ)

* Corinthians (SP)

* Cruzeiro (MG)

* Flamengo (RJ)

* Fluminense (RJ)

* Grêmio (RS)

* Internacional (RS)

* Palmeiras (SP)

* Santos (SP)

* São Paulo (SP)

* Vasco da Gama (RJ)

Novos membros

* Atlético Paranaense (PR)

* Coritiba (PR)

* Goiás (GO)

* Guarani (SP)

* Portuguesa (SP)

* Sport (PE)

* Vitória (BA)

Pontos esclarecidos, é bom notar que se a CBF não realizava o campeonato de 1987 por problemas financeiros, o Clube dos Treze não queria passar pelos mesmos apertos. A CBF alegava que os custos de manutenção de clubes de pequeno porte no Campeonato Brasileiro eram elevados e os dirigentes da nova entidade temiam que ao convida-los tivessem prejuízo pois arcariam com as despesas de deslocamento, hospedagem, etc…

Por isso o Clube dos Treze nasceu com clubes cuja capacidade financeira – e de aporte financeiro pelas torcidas que levavam aos estádios – era viável.

O que se tornou inaceitável foi a decisão posterior da CBF em cruzar os vencedores dos Módulos Verde e Amarelo para distinguir um campeão único em 87. Seria o mesmo que mandar o Campeão da Primeira Divisão jogar com o Campeão da Segunda Divisão, atualmente, para conhecer o verdadeiro campeão do ano. Tal “desmando” foi veemente contestado pelo Clube dos Treze e, após reunião com os membros, ficou decidido que não haveria tal cruzamento.

Então, não foi por medo, covardia ou outro adjetivo desqualificante que Flamengo e Sport Recife não se enfrentaram. Havia uma decisão de um conselho que era, inclusive, à época, presidido pelo Presidente do São Paulo. E era esse conselho que comandava o Campeonato Brasileiro daquele ano.

Ficou, ainda, uma outra coisa importante esquecida pelos torcedores anti-título-do-Flamengo. Haviam mais dois módulos: Azul e Branco. Ao todo, representavam as quatro cores da Bandeira Nacional. Por que, pergunta-se desde então, a CBF não determinou o cruzamento com os vencedores daqueles módulos (Americano (RJ) e Operário (MS). Estava claro que a intenção era angariar recursos com jogos a mais levando o campeonato a estender-se por mais tempo. Tal situação ficava clara e visível. Só não entende quem não quer.

Finalmente, chegou-se a um consenso, mesmo porque a CBF premiou os clubes paulistas (Santos e Palmeiras) com o octocampeonato (considerando os títulos da Taça de Prata e Copa do Brasil). Assim, não custa reconhecer o título do Flamengo que o mesmo, ainda assim, ficará atrás dos “grandes campeões”. Burle-se a vigilância que “eles” operam.

Tenho dito

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