Por Beto Ramos

Seu Manelão cadê você?
A Banda vai com o jeito do General.
Deixe a chave do céu para lá.
Era para você abrir o nosso carnaval.
Venha brincar com sua corte que somos todos nós.
Mas, se for para ter carnaval no céu, está tudo bem.
Lá no andar de cima já existe uma Banda de anjos tortos numa folia imensa pela sua chegada.
Seu Manelão cadê você?
A vida muitas vezes segue na contramão.
O Léo está cheio de razão.
Você é o nosso Marechal.
Lembro-me quando você ia à casa de meu pai e dizia que o lugar era tão pequeno que era preciso dormir em pé.
E meu pai também está lá em cima lhe aguardando.
Você vai fazer falta.
Mas, a Banda precisa passar.
Na contramão como sempre.
Uma contramão que é a vida de todos nós.
Sempre chega o dia de um adeus.
Mas, como sempre foi sua vida, haveria de ser na época do carnaval.
Vou continuar saindo de mulher.
Os metralhas estão aí meio ao nosso carnaval, fazendo da realidade suas fantasias.
E mais de cem mil pessoas irão chorar.
E a Banda vai ser sempre a Banda do Cláudio Carvalho, Sílvio Santos, Evemar Mesquita, Manoel Mendonça (Manelão), Antonio Edson (Nenê), Paulo Queiroz, Narciso Freire, Emil Gorayeb Filho (Emilzinho), Eliana e Lica.
Na Banda vamos tomar besouro pra pegar mulher.
Então, eu vou iniciar meu carnaval no sábado.
Pois chegou a Banda, a Banda, a Banda.
E a nossa Banda quando passa é uma alegria geral.
E lá vem a Banda venha ver como é que é.
Vamos brincar para esquecer as CPIS.
Por isso eu não vou vão me levando.
Pois a Banda sempre será uma menina mulher.
A Madeira Mamoré foi a mãe dos Cassacos… É chamada de Maria Loca.
Ainda estão misturando combustível, é sacanagem eu me abasteço de mulher.
Seu Manelão, eu quero mais um dia, um sábado só é pouco.
O povo ainda não entende boroca de nada, é a maior palhaçada, é bolsa é lei Pelé.
Veja o nosso carnaval hoje em dia.
Mas, isto é carnaval não me leve a mal tudo eu já deixei para lá.
O frango continua sumindo de nossa mesa.
Nas Bancas do Mercado Central quando o dia amanhece tudo é carnaval.
Lá vem a Banda do Manelão, meu amor ô, ô…
O General é vitalício e faz a Banda seguir na contramão.
Este ano o motivo é maior para transformar o asfalto num rio de suor.
Vem comigo ser criança pelo espaço sideral.
Seu Manelão a saudade vai brincar e brindar o carnaval.
E a Banda irá sempre passar com o jeito do General.
Até breve seu Manelão. 

Diz a lenda

 


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