Genésio partiu. Deixou-nos o legado da musicalidade pura e simples. Afinação perfeita, harmonia idem.

O Excelso Criador não precisa pedir licença para atuar. Levou-nos o amigo que era, também, seu filho querido.

Que descanse em paz.

Tínhamos, os músicos de Porto Velho, nos comprometido com um evento que buscaria minimizar seu sofrimento. Mesmo sabedores que nada poderíamos fazer pela sua cura, estávamos imbuídos da melhor intenção para ajudar, principalmente seus familiares, a suportar a deficiência orçamentária, já que o esteio da família não mais podia ajudar com seu labor.

A música entristece-se. Mas estamos de cabeça erguida diante do Excelso Criador. Fizemos o que achávamos melhor.

E estamos imbuídos a transformar o evento beneficente num grande tributo a um dos maiores mestres da música portovelhense.

De minha parte, continua como dantes, haja vista, agora a família encontrar-se desorientada diante da grande perda. Para ela irão os donativos e toda a arrecadação que o evento propiciar.

Conto com todos os que se haviam comprometido para que Genésio jamais seja esquecido.

Comecemos agora, então.

Seu corpo, velado no Mercado Cultural – melhor lugar não haveria – será levado ao Cemitério de Santo Antonio às 10,00 horas de hoje (11/abril).

Vamos conduzir o corpo de Genésio. Não Genésio. Ele continuará habitando em nossos corações.

E, depois, prosseguiremos a jornada que tínhamos programado.

Dia 29 de abril faremos o Tributo a Genésio. Que a cidade compareça. Homenagem póstuma ao Mestre do Cavaquinho.

Aliás, das Cordas.

Artur Quintela

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