SOLIDARIEDADE- Ajude mulher que precisa de aparelho respiratório para sobreviver

Quarta-Feira , 06 de Julho de 2011 – 14:33

 

 

Meu nome é Aline.Nasci no dia 04/09/1981.Sempre fui uma menina muito levada. Gostava de brincar na rua,correndo descalça de um lado para o outro. Na escola participava de tudo,desfiles,grêmio,e praticava todos os esportes,mas o que eu mais gostava era de handebol,nesse eu entrei pro time da escola. Também gostava muito de dançar. Sempre nos fins de semana ia com minhas amigas para a matinê. Amava tudo aquilo! Outra coisa que gostava muito também era de namorar. Aos 15 conheci meu primeiro namorado sério. Namoramos alguns meses até eu descobrir que estava grávida. Daí pra frente minha vida mudou totalmente. Grávida aos 16 anos,tive que parar de estudar e encarar as pessoas me olhando como se eu tivesse cometido um crime. Mas graças a Deus sempre tive apoio da minha família. Tive um menino lindo que dei o nome de Jorge Alexandre. Depois que ele nasceu fui morar com o pai dele. A vida estava ótima. “ Casada”,com um filho lindo nos braços,resolvi voltar a estudar. Tudo  estava muito bem até que um dia voltando da escola senti uma dorzinha no pescoço,cheguei em casa e comentei com minha mãe. Achávamos que era dor de garganta então passamos a tratar com mel e xarope. Não melhorou. Procurei então o médico da família

.Ele recomendou uma ultra som da tireóide. Quando estava fazendo a ultra,a médica falou sem muita importância que tinha uma “inflamaçãozinha”… como ela não deu importância,eu também não dei (erro gravíssimo) e não retornei ao médico. Os meses foram passando e percebemos uma alteração no pescoço,alguns nódulos pequenos começaram a aparecer. Resolvi voltar no médico e fazer mais alguns exames,entre eles um exame de gravidez ,pois,estava com as regras atrasadas.

O resultado do exame mostrou que eu estava com Toxoplasmose mas não corria risco porque estava em estado final ,como se meu organismo já estivesse se recuperando sozinho.Eu ainda teria que fazer mais alguns exames mas pra minha surpresa estava grávida também. Então esperei toda a gravidez e só depois de ter minha filha (dessa vez uma menina,Lenice Victória) para então voltar ao médico e fazer novos exames. Bom,depois de 6 meses que minha filha naceu eu voltei ao médico. Nessa época eu pescoço já tava com novos nódulos aparentes,espalhados por todo pescoço e foram aparecendo cada vez mais rápido. Fiz exames e o resultado apontou que eu estava com a tireóide toda comprometida e precisava fazer uma cirurgia de emergência. 

 Era para a ser uma  cirurgia de 3 horas,mas durou 5horas.No dia  seguinte da cirurgia falei com o médico,perguntei como foi e ele me respondeu com um olhar bem sério: “Olha Aline,eu sempre faço  cirurgias de tireóide,mas há pelo menos 3 anos eu não fazia uma tão complicada quanto a sua!” . Quando ele saiu eu vi que o negócio era mais sério do que eu imaginava. Mandamos o  material recolhido para biópsia e o resultado: Câncer de Tireóide. Fiquei assustada na hora,mas depois pensei:” Por que estou com medo? Eu já tirei a tiróide toda,agora não tem mais porque ter medo!” . Outro erro grave. Eu tinha feito sim a tireoidectomia  total,mas não sabia que poderia ter “metástases” . E foi o que aconteceu. Viajei para Manaus, pra fazer uma cintilografia de corpo inteiro. O resultado mostrou que eu tinha mestástases por   todo o corpo INCLUSIVE NOS PULMÕES. Ai sim um grande susto e dessa vez eu estava muito apavorada.

Comecei de imediato um tratamento em Manaus chamado de Iodoterapia ,é um iodo radioativo que atinge apenas as células do Ca da tireóide. As primeiras doses queimaram boa parte das metástases. Mas, as dos pulmões só diminuíam. Eu passei a fazer doses viajando para  Manaus a cada 6 meses. Na segunda viagem que fiz descobri que meu marido me traia e quando voltei nos separamos. Eu agora estava doente e com dois filhos pequenos para cuidar. Entrei em depressão profunda. Cheguei a pesar 37 kilos. Estava definhando. E fiquei  vulnerável as pneumonias. Com o passar dos anos fui sentindo cansaço ao realizar tarefas de casa,como por exemplo: varrer casa, lavar roupa,entre  outras coisas. Mais algumas doses de iodo e o cansaço sempre aumentando,e mais pnemonias . Em 2005 tive minha primeira crise de falta de ar,saindo de um banho,pela primeira vez tive medo de morrer.

Mas graças a Deus fui socorrida a tempo. Em 2007 voltei a ficar internada por conta de mais uma pneumonia. Eram várias em apenas um mês. E o cansaço sempre aumentando. Agora eu já tinha um balão de oxigênio em casa em caso de emergência. Sempre que eu fazia algum esforço, sentia cansaço e usava o oxigênio por alguns minutos e depois desligava. No retorno a Manaus ainda no ano de 2007 o médico me disse o que estava causando tanto cansaço. Depois de tantas pneumonias e mais o tratamento radioativo, meus pulmões ressecaram e agora eu estava com Fibrose Pulmonar. Isso mesmo. Fibrose Pulmonar. Esse caso para a medicina é irreversível. Não tem cura. Mas eu estava bem até então. Ainda podia sair para leves passeios. Cansava ao andar rápido, mas era só parar um pouquinho que já descansava. Continuei levando minha vida sossegada. Sempre de bem com todos. Sempre de bom humor.  Em 2008 fomos passar a festa de ano novo na casa de uma tia. Eu cometi mais um erro grave ,fiquei no sereno boa parte da festa. No dia seguinte eu   estava com muita tosse.

 Ainda na casa da minha tia comecei a sentir cansaço. Ficar sentada me dava muita tosse. Até que descobri uma posição em que eu ficava mais aliviada que era sentada e debruçada sobre minhas pernas. Assim eu tossia menos. Fiquei nessa posição por um tempo até que meu pai disse que ia pegar o carro para irmos embora. Ele pediu pra eu esperar um pouco,mas eu estava tão agoniada que fui atrás dele e sai no sereno. Foi minha sentença. Nunca devia ter feito aquilo. Entrei no carro e levei uma bronca merecida. E desde lá até em casa fiquei na posição debruçada sobre as pernas. Quando cheguei em casa já fui direto pro balão de oxigênio. E a partir daí não o tirei mais. No dia seguinte já fiz um novo pedido de balão pois o outro já estava acabando. Eu sentia  muita falta de ar. Tossia muito. Não dormia. Não conseguia fazer nada. Por medo de ir para o pronto socorro por conta da fama de descaso com a população,eu fiquei em casa. Não queria ir de jeito nenhum para o  hospital. Os dias foram passando e eu cada vez  pior. Agora eu já estava dependente cada vez mais do oxigênio.só tirava para ir ao banheiro e quando voltava já estava passando mal.

A  única posição que encontrei para  dormir foi sentada debruçada sobre 5 travesseiros. Assim eu ficava todo tempo. Mas quando tinha crises de tosses  nada dava jeito. O meu medo de morrer num hospital público estava me matando em casa. Então quando percebi que já não adiantava mais ficar em casa,resolvi pedir ao meu pai pra ligar p SAMU e pedir socorro. Já sem forças e chorando muito falei: “Pai,não dá mais,quero me internar” .Meu pai na mesma hora ligou pro SAMU,mas eles não tinham ambulância disponível,aí estava meu medo,o descaso. Depois de muitas tentativas conseguimos uma ambulância dos Bombeiros. Mas eles não dispunham de oxigênio na viatura. Então tive que levar meu balão.Bom,chegando no hospital vi tudo aquilo que eu temia. Muita gente em todo canto e com todo tipo de doença,ali..todos no mesmo lugar. Gente pelo chão. Tudo lotado! Passei a noite ali,apavorada. No dia seguinte fui transferida pra uma espécie de UTI,chamada UCE (Unidade de Cuidados Especiais). Lá sim fui muito bem tratada. Tinham apenas 4 leitos e eu era a única paciente acordada.Os outros estavam em coma. Fiquei ali uma semana .Até o dia em que o paciente do meu lado morreu. Essa noite eu queria esquecer. Cenas que só via nos filmes eu vi ali. Horrivel.

No dia seguinte fui pra enfermaria . De novo lotado. Pessoas com todo tipo de doença misturado ali no mesmo lugar. Fiquei lá mais uma semana,até o dia em que uma senhora na minha frente faleceu. Ai sim,chorei muito e pedi pelo amor de Deus que me tirassem dali porque eu ia morrer ali também. Dois dias depois fui transferida pra outro hospital. E ali tive uma recuperação sossegada. Fiquei mais uma semana lá . Estava curada da pneumonia. Mas as seqüelas me acompanharam. Meus pulmões fibrosaram mais. Eu estava totalmente dependente de oxigênio. Foi ai então que pensei na possibilidade de fazer o transplante. Como na minha cidade não fazem,eu fui então encaminhada para São Paulo,para fazer a avaliação. Depois de avaliarem meus exames os médicos disseram que no meu caso infelismente não é possível fazer transplante,porque eu ainda tenho metástases do Câncer. Elas estão controladas,mas ainda existem.

 Bom,dá pra imaginar como fiquei depois disso?  Péssima!! Chorava muito. Pensava em como seria minha vida dali pra frente. Como eu viveria  carregando um balão de oxigênio pra onde eu fosse. Como eu poderia ser uma mãe pros meus filhos. Chorei por alguns dias. Até que Deus me disse que eu poderia sim viver bem,ser uma ótima mãe, e que só dependia de mim . Deus disse: VOCÊ PODE!!!!  E eu decidi viver. 

Hoje faço fisioterapia respiratória todos os dias.Isso ajuda no condicionamento. Minha capacidade funcional pulmonar é de 14%,por isso sou dependente de oxigênio. Tenho na minha casa um concentrador de oxigênio que fica ligado na tomada 24 horas. Quando falta energia eu sou transferida para o balão. Quando saio carrego comigo um balãozinho que pesa 12 kilos. Por ser muito pesado nunca saio sozinha,sempre tem que ir alguém comigo para carregá-lo. Esse balãozinho tem duração de 4 horas. E me custa 50 reais a recarga. Isso mesmo,eu pago o oxigênio porque por conta das burocracias o estado me negou.

 Existe um CONCENTRADOR DE OXIGÊNIO PORTÁTIL que pesa 2,5 kilos,com duas baterias(uma com carga de 2 horas e outra com carga de 6 horas) que me dão um total de 8 horas de autonomia. Ele vem com uma bolsa e daria para carregá-lo no ombro facilmente. Seria minha liberdade. Mas o custo é muito alto: 12.000,00 (doze mil reais). Não tenho condições de comprar. Por isso,estou numa campanha para arrecadar doações. Ajude na compra do meu concentrador portátil..contribua na “vakinha” http://www.vakinha.com.br/VaquinhaP.aspx?e=37136 .esse é o site que tem a demonstração do concentrador.

 Nunca pensei que fosse precisar de uma máquina para sobreviver… mas já que preciso,peço ajuda de todos.  Obrigada !!

 

Essa é a histioria da aline que hoje aproximadamente 30 anos.Ela depende 24h de oxigênio os amigos estão fazendo essa campanha para ajuda-la.http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=12575303843073007528, esse é o orkut dela. Contato 9293-2430. Taina amorim lima “amiga”.

 

Segue abaixo o número das contas para doações:

Banco do Brasil
Ag: 2290-x
Conta corrente:61.000-3

Banco Real :Ag:1587
Conta Poupança: 218973833

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