Lendo hoje o blog do Ariel Argobe senti a sensação que a perseguição maldita ainda continuará no Mercado Cultural. Mas, por outro lado, lembrei-me da certeza de estarmos em fim – embora não tão próximo assim – de mandato da administração municipal.

O que ocorreu poucos tempos atrás no Mercado Cultural inflamou a categoria e deixou às claras uma situação inédita em nosso município: O prefeito não manda!.

Quem leu o primeiro artigo que publiquei aqui a respeito deve lembrar da citação:

“Cidade em que secretário manda mais que prefeito não é cidade, é o caos!”

Pois bem… até hoje o prefeito não se pronunciou a respeito do ocorrido e, embora corra a boas (ou más) bocas que a situação não foi resolvida a contento devido o relecionamento pessoal mantido por duas figuras do escalão municipal… nada, nem ninguém ousou manifestar-se contra o desvairado ato que levou de dentro de um antro cultural até instrumentos utilizados pelos artistas que ali se apresentam. Instrumentos estes que foram retirados mediante pagamento de multa – total – e que correram o risco de serem danificados (ou levados a hasta pública, conforme o código de postura).

Não entenderam os mentores daquela confusão toda que estavam brigando com seu próprio reflexo. Estavam ferindo sua imagem.

Bem, o comentário que postei no blog do Ariel é o seguinte:

Meu caro Ariel.

Não por menos, faço minhas suas palavras. A indignação quase leva-me ao torpor latente de investir contra os malditos em retribuição às suas maldições contra nossa cultura.

Realmente, o que se viu poucos dias atrás no Mercado Cultural foi, no mínimo, uma atitude infantil, desferida por bestas que se insurgiram como seres humanos, apenas por terem semelhança física.

Infantil a ponto de expor um escabro muito maior. A relação entre pessoas de diferentes níveis profissionais alicerçada em relacionamentos pessoais, o que culminou com o imprudente descaso com as atitudes tomadas, que apenas denegriram a imagem do mandatário maior do município.

Este, diga-se de passagem, mostrou-se morno e complacente, talvez sabedor que “desta água não mais sorverá nenhum gole” a partir do próximo pleito.

Sobra quem, então, para buscar-se apoio?

Esboçou-se reação que não pode ir além das simples conjecturas em virtude das pressões e ameaças. Colisões de interesses internos. Afinal, perguntei-me, “quem mandaria mais?”.

Em artigo publicado conclamei o mandatário a fazer-se presente na contenda, não como apaziguador, mas como autoridade, pois seu nome estava sendo estropiado. E não o era pelos amantes da cultura – artistas – mas pelo próprio povo que o elegera.

Não sobrou muito para festejar. Mas ainda haverá muita festança, isso sim.

Mandatos e mandatários passam. O que não passa – NUNCA – é a cultura popular. Essa perdura por milênios.

Quiçá tenhamos (a esperança é esta) uma administração coerente da próxima vez.

Um abraço e parabéns pela louvável publicação.

Para quem quer ler a publicação do Ariel é só seguir o link abaixo

http://arielargobe.blogspot.com/2011/07/mercado-central-quase-um-seculo-de.html

Um abraço.

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