CRIA-SE UM NOVO ESTADO REBELDE

 

Espero ter perdido a razão. Mas preocupa-me muito as ações da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização do Tratado do atlântico Norte (OTAN) no Oriente Médio.

Poucos anos atrás, um louco cismou de “honrar o pai”. Bush filho estava determinado a liquidar o opositor de seu pai e – contra tudo e todos – invadiu o Iraque,promovendo em todo mundo uma campanha contra a ditadura insana de Saddam Hussein. Só descansou quando o líder iraquiano foi enforcado por seus opositores.

Seguiu-se uma panacéia parecida com a do Vietnam e Barack Obama, ainda hoje, tenta reverter o quadro patético criado por um cowboy bêbado. Quantas famílias receberam de volta os corpos e seus filhos, levados ao extermínio numa guerra que não era sua? A questão não pode ser respondida. A Agência Central de Inteligência (CIA) não permitiria.

Tirou-se Saddam. O Iraque continua o mesmo, aliás, pior que antes. Os atentados nunca foram tantos.

Agora, a sede de petróleo de Itália, França e outros belicosos fez-se sentir na Líbia. Transtornados com a transformação imposta por Amuar Kadhafi, os líderes europeus exigiam que a ONU ou a OTAN iniciassem uma guerra contra aquele pais árabe “rebelde” que insistia em crescer.

E a guerra começou…

Quando terminará, ninguém sabe, ainda, e é difícil profetizar.

O que se sabe é que a interferência em países estrangeiros começou no Oriente Médio, mas tende a se espalhar pelo mundo inteiro.

Ninguém se lembra da Nicarágua?

E o Haiti?

E a Colômbia?

Certo. Os paises árabes tinham (ou têm, ainda) regimes ditatoriais. Seus lideres, Emires, Sultões, Sheiks, ou como sejam chamados, sempre impuseram à força suas vontades. Mas… por que, então, não invadir todo o Oriente Médio? Transformar tudo em uma legítima democracia?

Fácil a resposta: Nem todos os paises daquela região belicosa tem riquezas a perder de vista.

Acredito que a ONU, bem como a OTAN, só resgatará sua credibilidade (se é que já teve alguma) internacional se deixar der submeter-se aos Estados Unidos. Afinal, o que se viu até agora é o cordeirinho Ban Ki-Moon balançar a cabeça afirmativamente aos EUA, diuturnamente.

Se Amuar Kadhafi conduziu seu país de forma ditatorial e criminosa, isso deve ser tratado como assunto interno deles. Afinal, é uma nação.

Fico, deveras, preocupado. Afinal, enfrentamos décadas de um regime militar, duro e cruel. E repelimos o passado.

Mas e se o regime adotado por um governante nosso mudar? E quando nosso desenvolvimento estiver incomodando às potências? Quem vai ordenar a invasão de nosso país?

A ONU, obsoleta e incapaz de se autocomandar, deve passar por reformulação político-estratégica, a fim de não sucumbir mais aos mandos e desmandos dos governantes dos EUA. Senão, caímos no risco de termos nações verdadeiramente democráticas invadidas,simplesmente por não concordarem – por exemplo – com o subsídio oferecido aos algodoeiros norte-americanos.

O que se percebe, agora, com a tomada quase total do poder pelos rebeldes líbios – que nunca chegariam a termo sem a “ajuda” inescrupulosa da ONU-OTAN-EUA – é que eles não querem a interferência externa em seus assuntos “internos”. Já decidiram. A ajuda que queriam era para chegar ao poder. Daqui pra frente, ONU-OTAN-EUA “que se danem”. Eles decidirão o que fazer com Kadhafi e com a Líbia, propriamente dita.

Como o fez Israel.

E a paz prevalecerá, até que surja um novo Saddam, Dadhafi…

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