Algum tempo atrás, um jovem motoqueiro fez uma conversão atabalhoada e quase colide com meu carro na principal avenida do centro de Porto Velho.

Embora estivesse errado, ele parou a moto e desafiou-me para uma briga. Como estava com a esposa, sequer dei trelas à bola. Irritado, ele perseguiu-me tentando dar um pontapé no carro.

Esquentei a cabeça e pisei fundo em sua direção. Logo retornei à sensatez e desviei o caminho, entrando por uma transversal. Ele, amedrontado com minha reação, também desviou e foi para outro lado.

Sai de cena bastante nervoso, com as mãos trêmulas e minha esposa, também nervosa, criticando-me, o que agitava ainda mais o sangue.

Passado alguns dias (ou meses) outro motoqueiro que tentou ultrapassar pela direita, fora do alcance do retrovisor, parou ao meu lado querendo briga. Chegou a largar a moto no chão (deitada), vindo em minha direção. Reagi prontamente e arranquei com o carro alguns metros, retornando em sua direção. Acreditei estar agindo em legítima defesa, portanto, não infringindo nenhuma lei, já que ele estava tentando agredir-me.

Ele retornou à moto e ao passar por mim deu um violento chute na porta de meu carro, amassando. Depois, enfiou-se pelo meio dos demais carros parados à frente, sem dar-me chance de perseguir-lhe.

Como estava deixando minha esposa no trabalho, esperei que desembarcasse, fingindo uma calma que não tinha, e saí em seu encalço, sem lograr êxito, claro, já que o trânsito já retornara à corrente normal.

Mais uma vez, fui pra casa com as mãos trêmulas, respiração ofegante, como se estivesse à beira de um colapso.

Após estes dois episódios refleti muito sobre o comportamento no trânsito. E passei a “ignorar” os motoqueiros.

Tenho dois filhos que andam de moto e preocupa-me bastante quando vejo um desses veículos deitado na rua ou estrada. Praticamente desespero-me à noite, ansioso pela volta deles em segurança.

E, partindo daí, permiti-me pacificar em relação aos motoqueiros.

Veja bem: Escrevo motoqueiro, pois existe uma diferença muito grande entre motoqueiro e motociclista. Enquanto uns “brincam” no guidão, outros fazem da moto seu símbolo de liberdade, verdadeiro referencial de vida.

Já publiquei texto, aqui, a respeito dessa diferença – não tão sutil.

E quem quiser conhecer mais leia sobre os Hell’s Angels.

Mas o episódio de hoje é a absorção de um texto que navega pela internet, tratando da paz no trânsito, obtida através da reflexão, como eu mesmo já fiz e mudei radicalmente meu comportamento. Hoje, quando vejo aquele “enxame” circundando-me no semáforo, simplesmente espero que partam, como abelhas furiosas. Depois, sigo meu caminho, como verdadeiro cavalheiro do trânsito.

Leiam o que segue:

Texto lindo e verdadeiro!!! Lei do Caminhão de Lixo.

Um dia peguei um taxi para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa, quando de repente um carro preto saiu de um estacionamento e cortou bruscamente o nosso caminho.
O taxista pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz!

O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós nervosamente. Mas o taxista apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo. E ele o fez de maneira bastante amigável.

Indignado lhe perguntei: ‘Porque você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital!’

Foi quando o motorista do taxi me ensinou o que eu agora chamo de   “A Lei do Caminhão de Lixo.”

Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por aí carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, traumas e de desapontamento. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de
um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente.
Não  tome isso pessoalmente. Isto não é problema seu!

Apenas sorria, acene, deseje-lhes o bem, e vá em frente.   Não pegue o lixode tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, EM CASA,ou nas ruas. Fique tranquilo… respire E DEIXE O LIXEIRO PASSAR.

O princípio disso é que pessoas felizes não deixam os caminhões de lixo estragarem o seu dia. A vida é muito curta, não leve lixo.
Limpe os sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais, ódio e frustações.
Ame as pessoas que te tratam bem. E trate bem as que não o fazem.

A vida é dez por cento o que você faz dela e noventa por cento a maneira como você a recebe!   Tenha um bom dia, Livre de lixo!

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