Lenha na Fogueira

Ontem passei parte do dia, lembrando do Eliezer Santos ou Bola Sete como era conhecido o criador da primeira escola de samba de Porto Velho e em consequência de Rondônia.

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Acontece que ontem foi o dia de São Cosme e Damião e o Bola Sete como bom devoto dos santos gêmeos, todo dia 27 de setembro saia pelas ruas de Porto Velho distribuindo balas (bombons) e doces para a criançada e os adultos interessados.

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A gurizada do bairro Santa Bárbara e do centro de Porto Velho ficava esperando a passagem do Bola Sete no dia de Cosme e Damião para pegar doce e bombons.

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São Cosme e São Damião eram gêmeos e médicos e exerciam a profissão na Síria e Egeia, sem receber qualquer pagamento. Cristãos, foram perseguidos e mortos pelo imperador romano Diocleciano.

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Eles eram relacionados a mártires (grandes testemunhas do cristianismo), mas a partir do 4° século, quando a igreja se alia ao império romano, passam a ser lembrados como curadores. Os santos gêmeos também são reverenciados pelo Candomblé, Batuque, Xangô do Nordeste, Xambá e Umbanda. Apesar de terem sido mortos adultos, na religião afro são reconhecidos como crianças, os erês.

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Ontem pelo menos no bairro onde moro o Santa Bárbara e também pelo centro de Porto Velho, não vi ninguém distribuindo doce ou bombom, pela passagem do dia de Cosme e Damião.

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As tradições, pelo menos nas capitais vão ficando esquecidas e apesar do esforço do MinC quando o Gilberto Gil era Ministro,  no sentido de se registrar esse tipo de manifestação popular. Atualmente pouca coisa se faz para mantê-las.

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Se o governo federal não faz, imaginem os governos estadual e municipal.

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Antigamente os “Batuques” batiam em homenagem a Cosme e Damião, Inclusive o Batuque de Santa Bárbara e depois o Batuque de São Sebastião que era conhecido como Batuque do Celso eram enfeitados com arranjos coloridos.

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Nos terreiros os santos gêmeos são associados aos ibejis, gêmeos amigos das crianças que teriam a capacidade de agilizar qualquer pedido que lhes fosse feito em troca de doces e guloseimas. O nome Cosme significa “o enfeitado” e Damião, “o popular”.

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Saudades do Bola Sete!

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Já que entramos no assunto. O Sesc abriu a Semana do Idoso no dia de ontem e as festividades vão até o dia 1º de outubro.

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Sou idoso sim, não sou é velho como muitos jovens que perdem o tempo nas redes sociais e esquecem de viver a vida.

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Será que a Wélida conseguiu fechar a programação cultural da Feira de Artesanato Internacional?

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Como hoje estou saudosista, lembro que em 2004 o governo do estado patrocinou a viagem de uma equipe de artistas que foram participar do Seminário de Cultura da Amazônia em Belém do Pará

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E a equipe coordenadora que tinha a frente o João Zoghbi, Geraldo Cruz e o Professor Chiquinho pai da Bebel, selecionou o que tínhamos de melhor, nas artes plásticas, no folclore, na música popular regional, no teatro e no artesanato.

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Resultado a embaixada de Rondônia foi uma das mais festejadas durante a semana do Seminário.

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Foram três dias de viagem de Porto Velho a Belém e nenhum incidente aconteceu, muito pelo contrário até música nasceu durante a viagem foi a música, “Rema, Rema, Remador” do Zezinho Maranhão que foi gravada pelo Bado.

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O grupo Abstractus de Teatro com a peça “O Julgamento de Branca Dias pela Santa Inquisição” foi aplaudido de pé pelos mais de 800 espectadores que estavam no teatro do Centro de Convenções de Belém.

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A equipe de artesãos vendeu todo o material levado e olha que foi muita coisa.

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O Corre Campo se apresentou para uma super platéia enquanto nossos músicos, Bado, Zezinho Maranhão e, Baaribu Nonato lotavam os ambientes onde se apresentavam.

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O cantor e compositor Nilson Chaves um dos coordenadores do evento desde esse tempo passou a prestar atenção na programação cultural de Rondônia em especial a de Porto Velho

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Foi daí que ele fez amizade com o Bado e então o Bado se apresentou por praticamente todo o Brasil.

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Hoje Rondônia só sabe levar para os grandes eventos nacionais os Bois de Guajará Mirim. Tá faltando criatividade na Secel.

SECEL

 

Projetos para o segmento Audiovisual

O Mais Cultura Rondônia orienta os interessados na elaboração de Projetos

O governo de Rondônia através da Secel e da Coordenação do Programa Mais Cultural Rondônia que tem a frente, o professor Dinho, convoca os envolvidos com o segmento do Audiovisual em Rondônia, para comparecerem a sala da Coordenação do Mais Cultura localizada no primeiro piso do prédio do relógio em Porto Velho, onde tomarão conhecimento dos Editais abertos pelo Ministério da Cultural para o segmento Audiovisual. Na sala da Coordenação do Mais Cultura o interessado vai conversar com os técnicos Joaquim Pedro-Kim ou com o Wilson Fernandes ou mesmo com o Coordenador Aldimar Reis – Dinho. “Estamos realizando reuniões às segundas feiras sempre a partir das 15h com os interessados em colaborar na elaboração dos Projetos que serão enviado ao Ministério da Cultura. Aproveitamos a oportunidade para convoca todos que militam ou tenham idéias que podem ser transformadas em Projetos dentro das normas dos Editais do MinC”, disse Dinho. Independente das reuniões os interessados podem manifestar suas idéias durante o horário normal de expediente, ou seja,entre as 7h30 e as 13h30

O Ministério da Cultura está disponibilizando cinco Editais para a área nos seguintes temas:

01 – Capacitação de artistas, técnicos e produtores – na área de audiovisual – Recursos direcionados aos núcleos de produção digital

02 – Treinamento e aperfeiçoamento profissional por meio da realização de cursos, palestras, workshops, oficinas, seminários, bem como por meio de concessão de bolsa de estudo.

03- Preservação de Acervos Audiovisuais – Identificação física e avaliação históricas de acervos audiovisuais a serem preservados, de modo a possibilitar a intervenção física mediante a adoção de medidas de conservação ou restauração.

04 – Promoção e Intercâmbio de Eventos Audiovisuais – Concessão de apoio exposições, cursos, palestras, dentre outros, bem como concessão de apoio à participação de produtores, artistas e técnicos da área inmatográfica e audiovisual em eventos no País e no exterior. Confecção e transporte de cópias de obras cinematográficas e audiovisuais, demais materiais de divulgação, locação de stands de feiras e contratação de assessoria de imprensa. 05 – Fomento a Projetos Cinematográficos e Audiovisuais – Concessão de recursos para Projetos voltados à produção, em todas as suas etapas, distribuição, exibição, e difusão de obras cinematográficas e audiovisuais.

Podem participar entidades sem fins lucrativo registradas no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídicas (CNPJ) do Ministério da Fazenda a mais de 3 anos.

Lembramos que as inscrições de Projetos nos Editais vão até o dia 18 de novembro deste ano.

Informações pelo telefone 3216-5125 – Falar com o Kim, Wilson ou Silvio.

LITERATURA

 

A Princesa Vermelha

 

A biografia de Sophy DolgorOuky reflete todos os grandes acontecimentos políticos e sociais que varreram o mundo na primeira metade do século XX. Nascida sob a segurança do antigo regime dos tzares russos, a princesa passou por diversas reviravoltas que terminaram por levá-la a se juntar ao Partido Comunista.

Em Princesa Vermelha, sua neta Sofka Zinovieff resgata a fascinante história desta personagem que sobreviveu aos horrores de um campo de concentração nazista e ainda surpreendeu e escandalizou o mundo com seu ativismo político e seus muitos romances.

Opiniões

 

“Engraçado, honesto, mordas e trágico.”The Times.

“A princesa vermelha é a combinação de comédia e tragédia misturada com a história inebriante de uma Rússia que desapareceu (…) Um enredo maravilhoso”Guardian

De criança privilegiada na São Petersburgo tsarista a membro dedicado do partido comunista britânico, a vida de Sofka Dolgorouki reflete as grandes convulsões sociais e políticas do século  XX. Princesa Vermelha é uma biografia profundamente pessoal, em que Sofka Zinovieff explora a vida turbulenta e quase sempre escandalosa da avó.

Em 1907, nasceu em São Petersburgo a princesa Sophy (Sofka) DolgorOuky. Membros da família imperial tinham acertado o casamento de seus pais nesse mesmo ano, e os primeiros anos de Sofka foram vividos em um mundo privilegiado, de enfermeiras, tutores e elegantes chás.

A Revolução russa obrigou a princesa a voar pela Europa, em direção à Inglaterra, mas foi a Segunda Guerra Mundial que deixou a marca mais profunda na sua vida adulta. Durante aqueles anos, a jovem deixou o primeiro marido e perdeu o segundo. Mais tarde, ficou presa em um campo nazista, onde descobriu o comunismo e mostrou grande bravura ao defender os direitos dos prisioneiros judeus. Foi o comunismo que a levou de volta à União Soviética, como improvável guia de turismo para trabalhadores britânicos. E o comunismo, ainda que de forma indireta, trouxe o último amor de sua vida, Jack, um operário londrino que nunca saiu do país.

A agitada vida de Sofka ainda inclui uma amizade com Laurece Olivier, inúmeros amantes, alguns sérios, outros rapidamente descartados, e um grande amor pela leitura, especialmente pela poesia. Princesa Vermelha é um retrato apaixonado de Sofka feito por sua neta homônima. Com base em cartas, diários e entrevistas, a autora recria um mundo que já não existe e explora as suas próprias raízes russas.

Sofka Zinovieff, de origem russa, nasceu na Inglaterra. Estudou antropologia em Cambridge; depois de períodos morando na Rússia e na Itália, fixou residência com a família na Grécia, experiência que descreveu no seu primeiro livro, muito aclamado, Eurydice Street.

Serviço

 

Princesa Vermelha

Sofka Zinovieff

Tradutora: Elizabeth Leal Barbosa

Editora Record

364 páginas

Formato: 16 x 23 cm

Preço: R$ 54,90

Biofrafia / Europa

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