Fazemos samba o ano inteiro!                  

 

 

Por: Diretoria do Asfaltão

 

 

 

Costumamos ler a Coluna do Zekatraca, que além de destinar seu espaço para divulgar as ações dos segmentos culturais de nossa cidade, contribui para impulsionar este setor. Nesta quinta feira nos deparamos com o infeliz artigo do senhor Ariel o qual queremos comentar.

Antes de começar o comentário sobre a tal “historinha de bastidores”, a Escola de Samba Asfaltão, entende que o senhor Presidente da FESEC, cuja sede desta instituição é em Porto Velho onde está a maioria de suas afiliadas e os acontecimentos pertinentes às mesmas acontecem diuturnamente, a cidade onde  o dito Presidente deveria estar mais presente, fato que não acontece, o que pode ter contribuído para que o mesmo viesse equivocadamente contar esta “historinha” cheia de inverdades, conforme os fatos que expomos a seguir:

A Escola de Samba Asfaltão não tinha candidata. Nem era obrigada a tal ou sequer recebera por parte da FESEC, maiores estímulos para tomar parte. O que ocorreu foi que na quinta feira (19/01/2011), uma de nossas brincantes demonstrou interesse em participar. Entregamos a ela a ficha, para que a mesma preenchesse, caso resolvesse participar da disputa, pois, ela não estava segura quanto a sua participação;

Quando a mesma viu o regulamento, procurou o Presidente da Fundação e fez alguns questionamentos relativos às exigências para participação quanto à altura mínima exigida de 1,60. A mesma salientou ainda, que tinha o 2º grau mais não entendia o fato de constar a exigência de conclusão do ensino médio. Foi exatamente isso e nada mais. Pode-se afirmar com isso que fizemos inúmeras mudanças no regulamento? Foi apenas uma conversa informal e até descontraída da possível candidata com o representante da Fundação que naquele momento nos fazia uma visita.

Pela sensibilidade que tem o Presidente da Fundação, no mesmo momento ele disse que ela tinha razão e reuniria sua equipe no dia seguinte para conversar sobre o assunto, não por nós, mas para possibilitar um maior número de participação. Afirmamos isso com segurança, porque esta conversa aconteceu em nosso ensaio onde algumas pessoas estavam ao lado dela e do Presidente.

Quanto à festa de escolha da Rainha do carnaval, a diretoria de nossa Escola se dividiu e esteve presente sim ao evento, que, aliás, estava muito bonito, muito bem organizado e principalmente prestigiado pela população. Inclusive bem lá do alto da arena, podemos assistir, comentar as participações e a performance das candidatas. Vimos todas as apresentações só não esperamos a soma da pontuação dada pelos jurados. Nos ausentamos, pois, precisávamos ir para o nosso ensaio o qual tratamos com muita seriedade. Destacamos inclusive, que acertamos o resultado.

Aproveitamos o ensejo para parabenizar a equipe da Fundação Iaripuna que se empenhou para este sucesso e a imprensa local pela bela cobertura ao evento, valorizando um dos momentos da cultura do carnaval popular. Estendemos também os parabéns a nossa grande adversária “na avenida”, pela sensibilidade de ir para o palco, com sua troupe de ritmistas para acompanhar as candidatas, vestindo uma cor neutra (branco) e comum a todas as escolas de samba.

Pena, ou melhor, ainda bem que o Presidente “bem informado” não nos viu e terminou escrevendo mais uma besteira e tendo que engolir seu próprio veneno.

O que é isso Presidente: “si hay samba, soy contra?”. Isso não é verdade, fazemos samba o ano inteiro! Mais que isso fazemos tantas outras coisas e a elas demos a devida publicidade.  Perguntamos: onde está o Presidente da Federação que não prestigia as atividades de suas afiliadas, ou melhor, da nossa escola? Senão vejamos: sob o mote de sermos uma instituição cultural voltada pro samba e tendo este gênero como front de nossa ação cotidiana nos detivemos, ao curso do ano inteiro, em 2011, na busca pelo aprimoramento das nossas ações. Praticamente atravessamos todo o exercício realizando (aos sábados pela manhã) oficinas de percussão gratuita para jovens da comunidade em geral, realizamos feijoadas promocionais voltadas para os interesses de nossa escola e das comunidades dos Bairros Santa Bárbara, Nossa Senhora das Graças e região, realizamos saraus culturais com lançamento de livros, espetáculos teatrais, happy-hours (shows musicais) com artistas locais, festividade do dia das mães, dia dos pais, festa junina, duas edições do já consagrado Baile Brega, dois festivais do chopp, homenagem a Porto Velho (no seu aniversário), dia das crianças. Contribuímos com a questão ambiental no mês de setembro fazendo uma campanha voltada para o plantio de mudas e, no dia 2 de dezembro, realizamos uma bonita atividade pela passagem do dia do samba. Pra fechar o ano, a nossa agremiação, com apoio da Fundação Cultural Iaripuna organizou (como faz todos aos anos) o tradicional desfile do Bloco Mistura Fina que oficialmente abre o período carnavalesco em nossa cidade.  Além do mais, aos sábados, pra não deixar o samba morrer, nem tão pouco acabar, realizamos as tradicionais rodas de samba no Bar do Calixto onde acolhemos todas as tendências do samba local em ritos e cerimoniais de puro e autêntico samba. Pelo visto, não é bem a Escola de Samba Asfaltão que está descontextualizada e sim, os apátridas da cultura popular, dentre eles o senhor Presidente da própria FESEC que somente vê o arco-íris nas cores que lhe convém.

Surrupiar? É o mesmo que roubar, que absurdo! È melhor nem comentar, pois, vamos tratar sobre isso em outro momento.

A “escola do contra”? Não entendemos porque a pecha deste adjetivo de “escola do contra”. É contra quem ou o que? Parece até que a postura da família Asfaltão fere seus interesses.

É senhor Presidente da FESEC, antes de destilar seus venenos, o que é muito comum, é bom se interar dos fatos e ter olhos de Tigre, pois, ele usa todos os seus sentidos para ver além de sua visão.

Nos parece que a frase que caberia ao Presidente seria: “si hay tigre, soy contra!”.

 

Quem é você que não sabe o que diz?

Meu Deus do céu, que palpite infeliz!

(Noel Rosa)

 

A Diretoria

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