QUANDO A MULHER PISA NA BOLA

Vejo com preocupação a situação do Flamengo atual, com Patrícia Amorim no comando.

Diferente do Brasil em que a mandatária maior pegou um governo cheio de vícios, Patrícia pegou um Flamengo Campeão Brasileiro.

Promessas de campanha não se leva a sério em um país onde os políticos são desonestos, em sua grande maioria. Não cobro da presidente, portanto.

Mas palavras devem ser honradas. E o escrito, também.

Quebra de contrato se paga com uma multa rescisória. Entretanto, quando se quebra a palavra, o questionamento é sobre a honradez da pessoa.

Vejamos assim: Patrícia, dia 01.02.2012 afirmou, em uma entrevista na Radio Tupy (Rio), que não estava demitindo ninguém.

 

“Boa noite, família Tupi. Peço muita calma nesta hora. Nenhum treinador foi contratado, no(sso) treinador é o Vanderlei Luxemburgo. Ninguém da diretoria rubro-negra passou no hotel para comunicar alguma coisa aos jogadores. A única que passou por lá fui eu e não comuniquei nada. Luxemburgo sempre contou com o nosso apoio. Essa é uma informação da internet. Ninguém é contratado e demitido do Flamengo sem a minha assinatura. Portanto, venho a público desmentir esta informação. Jamais demitiríamos ou contrataríamos um treinador na véspera de uma decisão”.

 

E ainda afirmou ao fim da entrevista, com veemência: “Como eu disse, Vanderlei Luxemburgo é o nosso treinador e isso não mudará hoje, amanhã ou no final do mês”.

 

Passados dois dias, a mandatária maior da nação rubro-negra, como boa “pré candidata” volta atrás e afirma que

 

“- Conversando com ele (Luxemburgo), percebendo o ambiente conturbado, coisas que observamos, vimos que os pensamentos eram divergentes. A conclusão desse encontro foi o afastamento do treinador”.

 

Faz-me lembrar, sim, a época do Kleber Leite, quando Romário “mandou” demitir Luxemburgo por não concordar com o treinador. Àquela época, Luxa foi para o Paraná Clube e venceu o primeiro confronto com o Flamengo, por 2 a 1. O mais importante, entretanto, é que o Flamengo continuava pagando (ou devendo) o salário do treinador, haja vista o contrato prever situação desse tipo.

Agora, a multa rescisória será “discutida com o Departamento Jurídico” como adiantou Patrícia. Ou seja, o Mengão vai continuar devendo 4 milhões de reais a Luxemburgo, mesmo depois de demiti-lo, sangrando ainda mais os cofres já esvaziados pela presidente nadadora.

 

Creio que Patrícia esquece que seu sonho da Câmara Municipal pode não se tornar realidade. Afinal, no Rio, ninguém tem mais eleitorado do que o Flamengo. Indiscutível. E ninguém tem maior eleitorado contra do que os rubro-negros. Isso também é indiscutível.

 

Onde vai parar Patrícia, então.

 

Ela já se queimou com a torcida – pelo menos com os tradicionais rubro-negros, que são maioria – quando negou-se a apoiar Zico, o maior baluarte vivo da nação rubro-negra, com passagem gloriosa pelo clube e cuja honradez sempre se mostrou sólida como o pavilhão.

 

Não era de estranhar, agora, que Patrícia também não saísse em defesa de Luxa. Ela já mostrou que não tem caráter, nem voz de comando. Várias vezes!

 

Lamento que após a passagem de Andrade, numa clara demonstração que o elenco poderia ser aproveitado e vencer quando ninguém acreditava – o Flamengo tenha mergulhado numa nova onda de vexames e caminhe para mais uma trajetória inglória como à época de Romário e Edmundo.

 

Afinal, quem manda? Acredito que Técnico manda em Jogador e não jogador em técnico.

 

E ninguém, em clara razão, acredita que o episódio de Luxa discutindo com Ronaldinho não tenha uma base sólida. O jogador vinha chegando aos treinos visivelmente ressaqueado pelas noitadas de pagode. Dormia no vestiário enquanto os demais treinavam no campo. Após três dias consecutivos, o técnico campeão deu-lhe uma bronca áspera, quando afirmou que nem todos seus milhões (de Ronaldinho) superavam os títulos que ele (Luxa) detinha. Assis (empresário do jogador) não gostou e a discussão foi para fora do campo (e do vestiário). Patrícia não soube como enfrentar o jogador mais caro do elenco e sobrou para o salário menor. Dançou o técnico “brigão” que carrega em suas veias o verdadeiro sangue rubro-negro.

 

De minha parte, como administrador, não entendo a supervalorização de um jogador caro no elenco.  Verdade que Ronaldinho em um único lance pode resolver a partida. Verdade, também, que ele tem talento de sobra com a bola nos pés.

Mas é verdade, também, que a coroa de louros em sua cabeça afastou a modéstia e o jogador que nunca faltara agora se dá ao luxo de dormir no vestiário, visivelmente de ressaca.

E os milhões investidos nele não retornam com os patrocinadores, como muita gente crê.  Na verdade, todo patrocínio conseguido através do craque vai para a conta bancária dele e não do Mengão. E, se isso acontecer, o Mengão fica endividado até a alma com o jogador. Então… se não conseguem-se títulos… melhor vender o camisa 10.

 

E que venha o Love, 99 vezes mais rubro-negro que qualquer ronaldinho.

 

Saudades de Ellen Gracie…

 

Tenho dito.

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