PUBLICADO NO SITE http://www.paginadanoticia.com/noticias.asp?cd=19018 O TEXTO ABAIXO DÁ UMA CLARA VISÃO DA SITUAÇÃO ATUAL DO ENGODO QUE É O PROCESSO DE TRANSPOSIÇÃO DOS SERVIDORES ESTADUAIS PARA O QUADRO FEDERAL. LEIA!!

 

 

TRANSPOSIÇÃO: Nem sempre, uma mentira mil vezes contada pode virar uma verdade

16/4/2012 – Artigos

COLUNA ESPAÇO ABERTO – POR MIRIAN FRANCO

 

Bruxa

Brincadeiras à parte, mas parece, com certeza, que a bruxa está solta em Rondônia. A semana começa com a notícia de que, nem sempre, uma mentira mil vezes contada pode virar uma verdade. É o que parece, como foi conduzida a conversa sobre a transposição dos cerca de vinte mil servidores estaduais para os quadros federais.

Blefe

O governador Confúcio Moura lançou sua versão da transposição no início da semana. Também não havia garantia aos servidores se Brasília iria aceitar o termo de opção que o Estado coloca para assinatura. Era só um detalhe a ser confirmado, até que chegasse à tona o parecer da Advocacia Geral da União jogando por terra pontos que pareciam já estar consolidados.

Defesa

Tanto sindicalistas, quanto políticos já haviam confirmado o ingresso dos servidores contratados até 1991. Já era voz corrente. Todos esperavam a edição da famosa instrução normativa que iria estabelecer as normas para enquadramento dos servidores.

Balde de água

Mais uma vez, quem dormiu federal, acordou sem pai. Principalmente os servidores do meio, ou seja, os Agentes de Atividades Administrativas do Executivo Estadual, aqueles servidores que fazem tudo, são ponte para todos os outros acionarem suas especialidades, receberam um balde de água gelada na expectativa de ingressarem aos quadros da União.

Dilma

O que a presidente Dilma disse como certo ao assinar em Rondônia o Decreto de Regulamentação da Emenda Constitucional 60, em julho de 2011, de que seria o resgate de uma dívida para com os servidores estaduais foi desfeito na lente dos assessores jurídicos da Advocacia Geral da União.

Estatutários

Os servidores estaduais são, até então, estatutários, regidos pela Lei Estadual 68/92 que no decorrer dos anos teve, literalmente, todos os direitos e progressões vetados. Ou seja, o Estado não lhes deu nada de Direito e o que lhes devia seria debitado na conta da União.

Vislumbre

Quando surgiu a hipótese de transposição, o Estado foi o principal parceiro desses servidores órfãos, com a possibilidade de tirá-los da frente e conduzi-los ao governo Federal. Hoje se fala em constituir novos quadros, pagando-se com a economia dos recursos dos que forem inseridos na folha da União.

Passado

A esses servidores que se negaram, até então, salários compatíveis com os demais poderes aqui mesmo no Estado, bem como progressões e capacitações, plano de carreira e ascensão funcional, agora é negado o direito em conseguir um salário mais justo.  Quem vai pagar a dívida aos servidores estaduais?

Futuro

Ao futuro é encaminhada a revisão dos planos de carreira, todos com data estimada para depois da transposição. Muitos nem vão transpor e o Estado vai ficar numa saia justa. Os servidores que se capacitaram ao longo dos anos, foi por própria conta e risco. Muitos correram atrás das faculdades e se formaram vislumbrando melhoria funcional, mas tudo em vão.

Enquanto isso…

Campeia no Governo o poder dos acordos políticos onde nem sempre o que conta é a competência profissional. Por conta do erário ganham aqueles que, em maioria, não fazem nada, assistem inertes aos que trabalham, mas gozam das benesses e da confiança dos dirigentes que os contratam a peso de ouro, à conta do contribuinte. É o jogo político travestido de seriedade, competência e atenção pública.

Transputaria

Muito cedo avocou o neologismo o nosso colega Pantera, como premonição!

Espaço Aberto – Mirian Franco

e-mail: mpfmirian@gmail.com – 9289-4701

 

Anúncios