STICCERO versus CASSOL

 

Sinceramente, de minha parte, acredito que de há muito os sindicatos brasileiros deixaram de ser Sindicatos.

Lembro de uma oportunidade em que cheguei em meu Sindicato e encontrei ali um monte de panfletos de candidatos do Partido dos Trabalhadores (que “dos Trabalhadores” não tinha e não tem nada.

Embora me considere politicamente apartidário, não tolerei ver ali uma violência praticada contra a democracia pela qual tanto lutei.

Lutei, sim!

Estive nos movimentos estudantis do final dos anos sessenta. Início dos anos setenta. Enfrentei a tropa de choque. Enfrentei os tanques na Rio Branco e Presidente Vargas. Cantei com Vandré “Pra não dizer que não falei das flores” e quase fui preso, também.

Meu sonho de liberdade era por uma democracia plena. Então não aceitei ver o Sindicato transformado em balcão de um só partido político.

Se fosse assim, deveriam estar os santinhos e panfletos de todos os outros partidos. E não só do PT.

Não era esse o sonho dos que enfrentaram as tropas no regime militar? O pluripartidarismo?

Como poderia um Sindicato (e ocorreu com todos, mesmo) transformar-se em balcão de um só partido político.

Fiz o que minha consciência mandou: joguei tudo fora e pedi para chamarem a polícia. Chamaram o presidente. Acalmados os ânimos, prometeu-me ser mais “amplo” com os demais candidatos. O que não ocorreu nem ocorre.

O que se vê hoje são sindicatos (minúsculo, mesmo) servindo de “balcão” para a Central Única dos Trabalhadores (que, por sua vez, é “balcão do PT”). E por aí vai.

Não quero aqui falar bem de Cassol, mesmo porque nunca comemos à mesma mesa nem dormimos sob o mesmo teto. Mas, nos oito anos que esteve como mandatário maior das terras rondonienses, mostrou-se como um grande administrador. Duro, sim. Político, nem tanto.

Lembrava, em algumas oportunidades, o jeitão milico do Teixeirão. Também o foi, como o Coronel, amado e odiado. Só que Teixeira morreu e Cassol sobrevive até hoje.

E os opositores persistem, então, numa trilha de guerra com o, então, Senador.

O texto do STICCERO (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil do Estado de Rondônia) mostra que a memória é curta. Nunca, dantes, no Estado de Rondônia, o Executivo disponibilizou tantas obras, quanto no tempo de Cassol. E isso é geração de empregos.

Se algumas obras pararam, cabe a investigação. Quem sabe, com um Ministério Público menos politizado, as obras de Sobrinho também não teriam sido concluídas? Não jogo aqui farinha no ventilador de ninguém. Mas, investigar é com a polícia. E, denunciar, com o Ministério Público.

O texto do STICCERO está aí para quem quiser conferir. Um adendo: não existe nome de ninguém da diretoria. Por quê será?

 

 

NOTA DE REPÚDIO AO SENADOR IVO CASSOL

“… Quem é você que não sabe o que diz? Meu Deus do Céu, que palpite infeliz” Noel Rosa

O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil (STICCERO) vem a público manifestar veemente repúdio as acusações levianas, não condizentes com a verdade, do senador Ivo Cassol, em recente matéria na imprensa, na qual ele fala sobre supostos desvios de dinheiro, faz ilações sobre financiamento de campanhas políticas no Sindicato e denúncias totalmente infundadas de responsabilidade por ações violentas ocorridas nas Usinas.

O STICCERO desafia publicamente o senador Cassol a mostrar provas das acusações falaciosas que tem feito através da imprensa, sob pena de ficar provado que ele, mais uma vez, está falando irresponsavelmente e faltando com a verdade, envergonhando o mandato de Senador da República que o povo de Rondônia lhe concedeu.

O Sindicato já está tomando todas as providências jurídicas necessárias para processar Cassol na Justiça, com o objetivo de condená-lo a se retratar e a indenizar o STICCERO por danos morais.

Esta postura de Cassol comprova sua conhecida postura anti-sindical e contra os trabalhadores, de triste memória dos seus dois mandatos de governador, prática que infelizmente continua agora em seu mandato de senador.

Diante do exposto o STICCERO esclarece aos seus filiados e à sociedade em geral que a atual administração da entidade está à disposição das autoridades para prestar todas as informações que forem necessárias.

Porto Velho-RO, 14 de junho de 2012.

 

A Diretoria.

 

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