Como sempre, divulgamos a agenda da GRES ASFALTÃO, atendendo pedido da amiga Silvia.

Senhores(as),

Peço se possível, a veiculação deste material.

Grata,

Silvia – 9982-9381

 

ASFALTÃO HOMENAGEARÁ

SILVIO SANTOS E NEGUINHO MENEZES (IN MEMÓRIA)

 

 

Dentro do projeto “Só Bambas”, a Escola de Samba Asfaltão homenageará, nesta sexta-feira (27/07), dois Bambas da História do Samba de Porto Velho, Silvio Santos e “in memória”: Francisco Dias de Menezes, que foi conhecido como Neguinho Menezes. Os dois foram parceiros em muitas composições, algumas serão lembradas por Silvio Santos na noite desta sexta-feira, na Tenda do Tigre, quando serão homenageados pela família Asfaltão.

Silvio de Macedo dos Santos nasceu em São Carlos do Madeira no dia de Nossa Senhora da Conceição no dia 8 de dezembro. Perdeu seu pai antes de completar 4 anos de idade. Em 1951 veio morar em Porto Velho.  Sua mãe botou banca na feira livre, Silvio além de ajudá-la, passou a vender saco para os freqüentadores das feiras acomodarem suas compras. Em 1958 passou a trabalhar como entregador do Jornal O Alto Madeira e aprendeu a profissão de tipógrafo.  No carnaval de 1960 compôs sua primeira música, uma marchinha de carnaval intitulada “A Chuva Quando Cai”.  Em meados do mesmo ano foi contratado como sonoplasta da recém fundada Rádio Caiari   (primeiro sonoplasta). Em 1961 passou a ser apresentador do primeiro programa de rádio em Porto Velho. Foi um dos fundadores da escola de samba Pobres do Caiari em 1964. Em 1970 compôs o primeiro samba de enredo da escola. É o compositor de samba enredo que mais títulos ganhou no carnaval de Porto Velho. Seus parceiros são: Waldemir Pinheiro da Silva – Bainha, Sebastião Araújo da Silva – Baba e Aluízio Bentes e atualmente seu filho Silvio José. Tem mais de 200 músicas entre samba enredo, marchinhas, toada de boi bumbá, MPB, seresta, brega além de forró. Além da escola de samba Pobres do Caiari  criou junto com o Bainha, a escola de samba Mocidade Independente do KM-1, incentivou e ajudou a criação da escola de samba Acadêmicos do São João Batista, Já compôs samba enredo para as escolas de samba: Pobres do Caiari; Mocidade Independente do KM-1, Unidos da Castanheira, Império do Samba, Unidos da Rádio Farol e Diplomatas do Samba, atualmente é compositor da escola de samba Acadêmicos do Armário Grande.

Segundo Silvio Santos – Zekatraca, ele gosta mesmo é de trabalhar em prol da cultura do estado de Rondônia, em especial, a de Porto Velho e seus beiradeiros.

FRANCISCO DIAS DE MENEZES, mais conhecido no mundo do samba como NEGUINHO MENEZES, foi um dos melhores cavaquinistas e compositores de samba da nossa cidade. Nascido em Fortaleza do Abunã – RO, teve sua vida, durante a juventude, vivida em Porto Velho – RO, a capital do então Território Federal de Rondônia, no bairro Santa Bárbara, reduto de grandes boêmios e sambistas. Folião de primeira linha integrou a Escola de Samba Pobres do Caiari e foi fundador do Bloco o Bafo da Múmia.

Suas composições, sempre foram admiradas e elogiadas por quem ouvia, o que o incentivou a ir morar no Rio de Janeiro, cidade maravilhosa, berço nacional do samba. Isso ocorreu em meados da década de 60. Para viver e tentar realizar este sonho, o compositor teve que pedir as contas de onde trabalhava, comprou tudo em roupas e sapatos para vender e sobreviver no Rio. Menezes permaneceu no Rio de Janeiro por aproximadamente 15 anos. Batalhou muito, foi de tudo um pouco. Garçom, Cozinheiro, Leão de Chácara, etc., mas, as dificuldades da cidade grande, não permitiram que seu sonho se realizasse. No entanto, o período em que ficou no Rio, contribuiu para o surgimento de lindas músicas, como por exemplo, o samba ‘EXALTAÇÃO AO RIO”, grande sucesso nas rodas de sambas e pagodes de Porto Velho, tendo sido gravada por Marquinhos do Cavaco e Beto César.

Neguinho Menezes tocou e encantou a cidade, ao som marcante e delirante dos acordes de seu cavaquinho, pelos bares da vida levou seu talento embalado pelas maravilhosas composições, como “VOU PRA RONDÔNIA”, “É TRISTE SIM”, “MARILURDES”, “SABIÁ DE ESTIMAÇÃO” além de ter composto marchinhas de carnaval para os Blocos Bafo da Múmia, Bloco do Sol e Bloco da Chuva.

Em 1977, ainda na flor da idade, o compositor veio a falecer e em sua homenagem a Escola de Samba “MOCIDADE INDEPENDENTE DO KM 1” desfilou no carnaval de 1978 com o tema de enredo “RÉQUIEM A UM SAMBISTA” com samba de enredo composto por “BAINHA e SILVIO SANTOS”

Reconhecendo a valiosa contribuição pra história do samba em nossa cidade, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Asfaltão, presta essa justa homenagem a Silvio Santos e ao Neguinho Menezes (IN MEMÓRIA).

 

 

 

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