O texto abaixo foi colhido na íntegra do blog do xará Arthur. Reflete minha opinião, que acredito deve ser igual a da maioria da nação rubro-negra em relação à situação atual do jogador Adriano (ex-Flamengo).

Adriano: Uma Opinião.

 

ter, 06/11/12
por Arthur Muhlenberg |

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Brasileiro já era, o assunto voltou a ser Adriano, sem dúvida alguma a crucificação mais esperada do ano. Dá pena ver o rumo que sua história está tomando. Mas pelo menos ele não precisa culpar ninguém pela merda toda que está acontecendo. A Marcela Raposo tem uma opinião sobre o caso. Você pensa diferente ou fecha com ela? Manda aí seus pensamentos, pode ser que eles sejam publicados.

Marcela Raposo marcelaraposo@hotmail.com por globo.com
15:51 (3 dias atrás)

para blogdoflamengo
Olá,

Sou mais uma flamenguista apaixonada, que tem 18 anos e cursa faculdade de Moda na PUC – RIO, mas é incansável no que diz respeito a ler sobre seu time do coração e, também, escrever sobre ele. Escrevi um texto que teve repercussão positiva entre amigos e eles me sugeriram enviá-lo para um lugar “adequado”. Logo pensei no blog do torcedor. Assim sendo, segue o mesmo abaixo e em anexo..

Adriano e seu império de papel
Por Marcela Raposo

Creio que seja difícil, não apenas para flamenguistas, ler uma matéria sobre o jogador Adriano e não ficar chocado. No entanto, muito mais do que triste observar o provável fim daquele que já foi ídolo, tal fato gera reflexão. Eis a minha: o problema de Adriano certamente não é ter nascido na favela, estar acima do peso, gostar de orgias e carrões. Posso ir ainda mais longe: o problema não está somente no jogador.

Adriano é um fruto real da má gestão que acomete os clubes brasileiros desde que o futebol passou a ser sinônimo de cifra ao invés de paixão. Administrar um clube do porte do flamengo, por exemplo, exige muito mais do que sabedoria: exige valentia. É preciso ter pulso firme para impedir ou punir faltas e atrasos, cobrar melhor desempenho e, principalmente, saber lidar com o Mundo do estrelato que atualmente acompanha os jogadores.

A fama, o dinheiro, o poder e ilusão de que se pode tudo não são luxos de um esportista, mas sim das celebridades. O esporte, ainda que o cenário atual queira nos fazer acreditar no contrário, não é lugar de permissividade, mas sim de sacrifícios. Ai entra a culpa do Imperador e os problemas da má gestão, no caso, pessoal.

Certamente o atual momento de sua carreira reflete sua indisciplina, a falta de percepção de que no futebol, assim como em todos os esportes, não basta ser bom. É preciso treinar a exaustão e ter responsabilidade, afinal, vestir a camisa de qualquer time significa assinar um contrato com cada torcedor, no qual você não dá garantia de gol, mas de raça, amor e paixão. Torcedor quer gana, suor, dedicação e entrega.

No momento, o jogador parece desconhecer todos os fatos anteriormente mencionados. Recusa-se a ter um psicólogo, frequenta a noite, falta ao treino e, o pior, tenta fazer o torcedor de trouxa nas entrevistas coletivas em que se diz profundamente arrependido e pronto para mudar. Alguém precisa dizer para ele que toda mudança pede ações, não palavra. E, caso ele quisesse nos fazer acreditar em discurso, deveria ter trabalhado sua credibilidade.

Infelizmente, seu império, que um dia já foi sólido, hoje em dia parece feito de papel e sempre a beira do desmoronamento: esse é o retrato simbólico do caos que permeia a vida daquele que, num passado não tão distante, emanou raça, amor e paixão. Saudades, Adriano versão 2009!

Marcela Raposo, 3/11/2012