SECEL E A CULTURA

 Por Artur Quintela

Conheço a Secretária Cleidimara de tempos idos. Sempre ligada ao esporte. Não tenho dúvidas que em sua gestão a SECEL irá apoiar fortemente o esporte estadual. E não é pra menos. Nosso esporte vive às favas há anos. Praticamente sem apoio do governo e sem ninguém à altura pra se importar com as modalidades que Rondônia pode e deve desenvolver.

 

Já quanto à Cultura a história é outra. Mara nunca foi dada a esses movimentos.

Tanto que temos passado às vistas grossas da Secretária.

 

Quarta-feira, dia 9 (portanto, ontem) SECEL negou categoricamente apoio ao Carnaval das Escolas de Samba de Porto Velho e de outros municípios do interior do Estado. Tudo em nome de um Orçamento que não contempla verba para isso.
Cá pra nós… pensei que o Orçamento era da SECEL e não do esporte, carnaval, etc…

Mas, deixa pra lá.

 

Temos outro caso grotesco na SECEL de então.

Dia 3, quarta-feira anterior (haja quarta-feira…) estive na SECEL com o Diretor Fundador do Boi Bumbá Malhadinho de Guajará Mirim. Não conseguimos falar com a Secretária. O assunto era o repasse do convênio firmado no ano passado com as agremiações de Guajará Mirim e que estava travado naquela secretaria.
Repito: não conseguimos falar com a Secretária. Fomos informados por um cidadão que pareceu-nos o Chefe de Gabinete (estava naquela área) de que a Secretária não se encontrava no prédio e que deveríamos nos dirigir à Gerência Financeira pois lá estariam todas as informações. Adiantou-nos para que tratássemos diretamente com a titular daquela pasta, pois ela já tinha solução para o impasse.
Só que… e sempre tem uma reticência quando se trata de governo (pelo menos este) fomos barrados, também, na Gerência Financeira por um cidadão que colocou o braço na porta e impediu nossa passagem. Acho que ele pensou que iríamos “assaltar” alguém lá. Depois que nos identificamos ele informou que a titular também não se encontrava no prédio mas que a liberação estava dependendo da abertura do exercício financeiro – o que só se daria na semana seguinte (esta, agora).

 

O interessante nisso tudo é que as duas titulares encontravam-se – SIM – naquele prédio, em seus gabinetes. Tanto é que o cidadão desculpou-se conosco ao final da “entrevista” dizendo que havia negado sua presença (da GEFIN) porque estava havendo “expediente interno”.

Por outro lado, Mara também estava se “escondendo” ao que parece, pois quando saíamos deparamos com a comissão da FESEC que estava indo exatamente tratar do tal assunto do repasse com a Secretária (reunião marcada, diga-se).
Parece que a reunião daquele dia também “gorou” (como a de ontem), pois não haverá repasse às agremiações carnavalescas de Escolas.

 

Também não se sabe se o “Governo do Calote” irá repassar o prometido nos convênios do ano passado.

 

Na realidade, é melhor ser claro de início, como fez a Secretária Mara desta vez. Não vai ter repasse e acabou!!!

Chega de enrolação, embromação…

 

Quanto aos convênios anteriormente assinados e não cumpridos, seria de bom alvitre que as entidades envolvidas entrassem com denúncia no Ministério Público, haja vista que estão sendo alvo de ações judiciais e os juízes (e juízas) não aceitam o argumento de que “o governo não pagou o prometido”. As agremiações simplesmente são condenadas, inclusive com multas diárias pelo não cumprimento de sentenças.

 

Desse jeito, a Cultura, o Folclore, a Arte de Rondônia está fadada à mudar para outros estados.

 

 

Veja-se, por fim, o que foi publicado na Coluna “Zekatraca” do Jornalista Silvio Santos, no Diário da Amazônia de hoje.

 

 

CARNAVAL

 

Governo nega apoio às escolas de samba

 

Em reunião realizada na última quarta feira 9, a secretária da Secel Mara Alves informou aos carnavalescos dirigentes das escolas de samba filiadas à FESEC, que a Secel não tem como firmar convênio do repasse do subsídio solicitado de R$ 750 Mil com a FESEC, pois segundo a Mara “A Secel não tem orçamento”.  A saída, segundo a secretária “É vocês conseguirem emendas junto aos deputados estaduais”. Assim que a direção da FESEC saiu da reunião expediu a seguinte nota:

“Na reunião de hoje na Secel com a Federação das Escolas de Samba e a Secretaria Cleidimara Alves, as noticias não foram as que esperávamos a Secel não tem orçamento para contribuir com a realização do carnaval de Porto Velho, Ariquemes, Cacoal, Rolim de Moura, Costa Marques e Guajará Mirim. A Fesec irá buscar junto aos parlamentares estaduais emendas que possibilitem realizar os desfiles das Escolas de Samba nesses Municípios, esperamos contar com a boa vontade dos deputados, afinal de contas às escolas já estão trabalhando ha um bom tempo, ensaios já estão a todo vapor e barracões de alegoria e de fantasias estão abertos. Em Porto Velho a Fundação Iaripuna receberá a FESEC nesta quinta-feira dia 10, para ultimar os detalhes de sua parte, já que o carnaval é do município”.

Vale salientar que a prefeitura de Porto Velho através da Iaripuna está garantindo apenas R$ 350 Mil praticamente, o mesmo valor repassado no carnaval passado. “A presidente Jória Batista nos disse que iria tentar convencer os secretários da área financeira a aumentar um pouco os subsídios das escolas de samba. Nossa solicitação é de R$ 600 Mil” disse o secretário da FESEC Cantarelli.

Diante da falta da confirmação da prefeitura sobre o valor e data do repasse e agora com a noticia de que o governo estadual não fará o repasse, a diretoria da escola de samba Asfaltão expediu nota cancelando o inicio dos ensaios: “Até que tenhamos a certeza de que contaremos com subsídios oficiais, para montarmos nosso carnaval”.

Enquanto o governo estadual nega contribuir com a montagem dos enredos das escolas de samba, o “Carnaval do Povo”, evento que praticamente passa despercebido pela população e que é coordenado pela mesma empresa que realiza o carnaval fora de época de Porto Velho, já está praticamente com recursos assegurados, via emenda parlamentar. O processo está em andamento no setor financeiro da Secel.

A Uniblocos também está conseguindo recursos via emenda parlamentar.

Já a direção da Fesec por falta de comando, já que o presidente Ariel Argobe assumiu o cargo de secretário de cultura e turismo do município de Guajará Mirim e em consequência, não consegue espaço em sua agenda para cuidar das escolas de samba, ficou a ver navios, ao contar apenas com os recursos oriundos da Secel fato que foi descartado pela secretária Mara Alves na reunião de quarta feira passada.

 

 

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