O RESPEITO À MÃE DEVE SER EXEMPLO DE VIDA

 

Já escrevi antes neste espaço que duvido muito que possa aparecer uma pessoa que afirme – com convicção – que já foi desrespeitada por mim.

Não posso dizer o contrário, infelizmente.

 

Cresci em uma casa onde o respeito não era só aos que tinham autoridade, mas aos mais velhos e aos iguais, também se devia respeito.

Posto que é respeitando que se granjeia o respeito.

 

Tenho visto vários jovens hoje andando pelas ruas, adentrando casas comerciais, e até residências, com as cuecas à mostra, calças sem cinturões, arriadas quase à base da bunda.

 

Creio que lhes faltou ensinamento doméstico. Sim. Ensinamento familiar.

Será que esses mesmos jovens gostariam de ver outros indivíduos comportando-se de tal maneira na presença de suas mães? Para os que respondem afirmativamente, creio que o título desse breve artigo deve cair como uma luva.

 

Uma vez um indivíduo falou que homem que usa banheiro público deve ser bicha. Ora, quem estava utilizando um mictório era eu. Pagara por isso.

E, ao sair, sem discussão, redargui que se ele não ficava ofendido com sua esposa vendo a exposição de tantos pênis pelas ruas da cidade, eu, por meu lado, preocupava-me com isso sim. E respeitava, inclusive, aquela que estava a seu lado, que parecia ser sua esposa. Ele desconversou, dizendo que estava ali pra brincar o carnaval e não discutir, o que encerrou a réplica.

 

Fico pasmo de ver como os valores morais vão se esgotando em nossa sociedade. Será que esses jovens que andam de cuecas pelas ruas acreditam mesmo que fazem sucesso?

 

A outra pergunta que não cala é:

 

Será que aceitariam de boa vontade a presença de outros elementos na frente de suas genitoras, posando com as calças quase pelos joelhos e as cuecas totalmente às mostras.

 

Acredito que tais personagens são aqueles que passaram a primeira infância sem assistência dos pais, desagregados das famílias, por isso não aprenderam o que é respeito, mesmo que aos familiares. Foram forçados pelo regime a conhecer primeiro os coleguinhas da escola que, como eles, também foram apartados do seio familiar. Assim, criam um mundo banalizado onde a negligência com os costumes e o desrespeito passa a nortear suas ações.

 

Que pena!… Que pena!…