SOU O QUE SOU

Artur Quintela

 

Boa tarde/noite a todos(as).

Sexta-feira, tardinha, preparando para largar o trabalho e partir para a compensadora happy-hour.

Entretanto, ainda há tempo para expressar meu pensamento para o fim de semana que se avizinha.

Falando de personalidade.

A personalidade está intrinsecamente ligada ao caráter, mas ambos são diferentes e exclusivos em sua forma de ser, simplesmente.

Enquanto a personalidade liga-se a “injeções” hormonais, o caráter é moldado dia após dia desde que a criança começa a entender o mundo que a cerca.

Não vamos tratar com psicologia, neste breve texto, mesmo porque não sou autoridade no assunto.

Mas a vivência nos ensina muitas coisas e uma delas é que sua personalidade é exclusiva sua, enquanto o caráter pode vir de família.

Enquanto alguns podem dizer que a personalidade do filho é idêntica (ou parecida com) a do pai, parece-me que estão confundindo com o caráter.

Pois, então, é exatamente nisso que centro meu texto hoje.

Se você busca a felicidade na solidão, é caso exclusivo seu. Mas se o faz na convivência com outras pessoas então deve esperar a desigualdade sempre. As diferenças individuais são marcas das personalidades. E é exatamente isso que faz o mundo – a humanidade – ser tão belo.

Nas diferenças pessoais está o motivo de aproximação.

Não espero que as pessoas pensem da mesma forma que eu. Exatamente isso. Até neste texto vou encontrar os que concordam e os que discordam plenamente. Alguns até ‘doutorados’ no assunto.

Mas ali é que estará a certeza do que escrevo.

Não busco espelho nas pessoas. Não me interesso por ver meu reflexo nelas. Permiti – sinceramente – a formação individual de cada um de meus filhos. Cada qual escolheu sua religião, seu time de coração, sua profissão, sua ideologia política… coisas assim.

Nunca pretendi interferi em suas vocações, seus destinos.

 

Assim também ajo em relação às pessoas que me cercam. Não me encho de expectativas ao conhecer alguém novo. Vou aguardando as novidades que vão surgindo aos pouquinhos e contentando-me com cada uma delas. Sinto alegria ou tristeza, mas sempre aguardo pelas novidades.

E aceito-as, mesmo quando são tristes. Faz parte da real realidade da vida.

 

Não espero, também, que as pessoas me aceitem do jeito que sou.

Da mesma maneira que não me modifico para agradar essa ou aquela pessoa.

Simplesmente sou.

O que não quer dizer que não seja polido nas ocasiões em que é preciso ser. Ou grotesco quando o momento assim o permite ou clama.

Simplesmente, sou eu mesmo.

 

Talvez por causa disso tenha me cercado de tantos amigos. E talvez por isso, também, me sinta feliz com a vida que tenho.

 

Tenho muitos – MUITOS – problemas. E isso é bom. É desenvolvedor da força natural. Faz-me pensar, agir. E agir muito.

 

Mas continuo sendo o que sou. Simplesmente.

 

E aí… aceito os demais como são.

Simplesmente, como são.

 

Bom fim de semana.

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