AS ALTERAÇÕES METEOROLÓGICAS PROVOCADAS PELO HOMEM

 Artur Quintela

 

Com a construção das hidrelétricas do Rio Madeira, um grande lago foi formado. Embora a tecnologia atual permita redução das áreas alagadas, a retenção de água ainda é muito grande.

Em decorrência, a lâmina d’água que sofre a incidência dos raios solares aumentou muito. Isso faz com que a evaporação aumente consideravelmente, durante o dia.

À noite, a condensação faz com que apareça a “cruviana”, fenômeno de friagem, em que as gotículas d’água em suspensão resfriem a paisagem. Os dias mais frios amanhecem com neblina. A cerração cobre campos e campinas.

Seria belo se não fosse tão cruel com a própria natureza.

 

Entretanto, o que mais se percebe é a alteração na precipitação pluviométrica.

Falando assim, parece que é fato relacionado com o aquecimento global, fenômeno que alguns cientistas atribuem ao efeito estufa, provocado pelo lançamento de gás carbônico na atmosfera, principalmente pelas indústrias e grandes queimadas agrícolas.

 

Mas, não! O fenômeno que ocorre em Porto Velho está claro e evidenciado que tem uma causa conhecida. Os lagos das duas barragens construídas até o momento: Santo Antônio e Jirau.

 

Costumo lembrar que, algumas décadas atrás, falava-se que o mês de julho era diferente dos demais, pois não chovia um dia sequer.

Ora, hoje, dia 12, somam-se 10 dias em que a chuva da tarde foi certeira. Tão costumeira quanto as precipitações diárias do mês de janeiro.

 

É para nossa engenharia repensar as próximas desculpas por atrasos nas obras.

Sim, porque nossos engenheiros, principalmente os que licitam com o poder público, costumam atrasar suas obras, justificando que “chegou o período das chuvas” e não há como se tocar obras assim.

 

A continuar desse jeito, as obras tendem a ficar paradas o ano inteiro.

 

Como será agosto? E setembro, quando irrompem os primeiros dilúvios primaveris?

 

 

Será?

 

Quem viver verá.