MELHOR DIA DOS PAIS

 

                        Domingo passado foi Dia dos Pais. Até aí, nada de novo. Afinal é uma data que tem todo ano. Ou seja… todo ano tem, faz anos…

                        Mas o desse ano foi diferente. Tinha que ser. Já passei vários dias-dos-pais longe de casa. Já houve oportunidade em que levei minha família em peso para Guajará Mirim, só para ter meus rebentos mais próximos naquela data.

                        O Festival de Bois na fronteira tirava-me de casa anualmente, exatamente na época da festividade. E fui cobrado, certa vez, pelo filho mais velho: “Pai, o senhor ensinou uma coisa e tá praticando outra. O senhor disse que quatro datas no ano eram pra ser passadas com a família. Natal, Ano Novo, Dia dos Pais e Dia das Mães. Mas fazem cinco anos que a gente passa o Dia dos Pais sem sua presença.”Aquilo era uma cobrança séria.

                        Ano seguinte, lá estava eu, em casa, com a esposa e a filha caçula. O filho mais velho tinha ido para a casa do sogro, com a esposa. O segundo estava na casa da namorada, que nem pai tinha. As filhas mais velhas já estavam com seus respectivos companheiros.

                        Sobrei!… Sobrei em casa. Passaram-se, assim, dois anos. Até que rebelei-me de novo e parti para a Pérola em busca de alegria e os telefonemas apareceram a manhã inteira: “Feliz dia dos pais, papai…”

                        Este ano já estava decidido. Não iria para Guajará. O Projeto Cantinho da Paz urgia pela minha presença. Mas as filhas fizeram prometer que estaria no domingo, em casa, para o almoço com a família.

                        Cheguei cedo, antes das 10 horas. A calma aparente não denotava o que viria a seguir. Minha casa virou uma festa como nunca antes ousei pensar, em pleno dia meu.

                        Os presentes materiais não são tão importantes numa hora dessas, mas quando nos chega pelas mãozinhas de um pequerrucho que sequer sabe falar, ainda, emociona e nos conduz às lágrimas. Os beijos e abraços sucedâneos fizeram brotar à saciedade borbotões dos olhos que há tanto teimavam em manter-se secos.

                        O almoço – lauto – teve a participação de mãos numerosas e ávidas. Pratos não haveriam de faltar. Talvez cadeiras… mas deu pra acomodar.

                        Confesso que não esperava ver tanta gente assim. Não mesmo. Nem me dera conta do quanto a família crescera.

                        De todos os filhos e filhas vieram os abraços. Sinceros e bem acolhidos. E retribuídos com o mesmo carinho e amor.

                        E vieram de genro, nora, neto, neta… até do co-sogro (alguém sabe o que é isso?).

                        A alegria tomou conta da casa e dos corações. Até cantar ao violão cantei. Só não excedi na gelada. Mesmo porque estava saindo de uma gripe danada. Mas, a zero não fiquei.

                        Ultrapassando a tarde, a euforia entrou pela noite adentro, com mais violão e cerveja gelada, haja que o filho que saíra pra trabalhar já estava de volta, “com a goela seca e afinada”.

                        Enfim… dia daqueles de dormir com os anjos. Ou como disse minha filha Aline:

 

“um dia “super Top” !! Um dia dos pais inesquecível!! Cheio de alegria e com a família “quase” toda reunida (faltou o Arly que estava trabalhando”) . Simplesmente amei! Mas como foi dia dos pais, quem tem que dizer se gostou mesmo foi meu pai! E ai pai, gostou???”

 

                        Pergunto eu: Alguém tem dúvida? Se deixei pra escrever hoje, apenas, foi porque ainda encontrava-me “em êxtase”. E continuo… até o ano que vem… quem sabe?

 

                        Obrigado, família! De coração pra coração, OBRIGADO!!!