RECADO PARA O JORNALISTA PAULO NOGUEIRA, COMO COMENTÁRIO AO SEU ARTIGO “Por que Joaquim Barbosa é o grande perdedor da segunda fase do mensalão”, de 18.set.2013, publicado no Jornal Digital 247 http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/115287/Por-que-Joaquim-Barbosa-%C3%A9-o-grande-perdedor-da-segunda-fase-do-mensal%C3%A3o.htm

 

 

 

Parece que o jornalista esqueceu alguma coisa no permear de sua escrita. Esqueceu que está sendo aético ao julgar o Presidente do Supremo. Você não é juiz, mero jornalista. Não deve e não pode. Enquanto afirma que a midia deve manter-se afastada do judiciário, joga escárnio sobre a maneira pública de Barbosa se expressar. Por que não falou do cômico voto de Marco Aurélio – que não apenas riu, mas fez o plenário gargalhar?

Deveria ter notado em sua longa carreira de favores e benesses que Joaquim Barbosa trouxe o judiciário para o devido lugar: o meio do povo. Cretinice achar que a erudição deve ser demonstrada em um julgamento. É atitude retrógrada em um mundo que não vive mais sem internet.

Lembre, ainda, caro simples mortal, que a Carta Magna de nossa nação reconheceu o analfabeto como eleitor – portanto, o povo merece ser ouvido e tem direito de entender o que dizem a seu respeito.

Usar da erudição – inclusive latim, já considerada língua morta – nos tribunais é querer ocultar a verdade face dos autos do povo simples.

Barbosa nunca se curvou aos costumes e tradições de seus pares e não seria na Presidência que o faria.

É Homem – com H maiúsculo, mesmo. Coisa que poucos jornalistas sabem ser.