AS CONFUSÕES DO GOVERNO CONFUSO

 

Confúcio Moura decretou o fim de várias atividades, reduziu jornada de trabalho dos órgãos governamentais, cancelou viagens de servidores (as dele, não), reduziu a frota (colocou vinte por cento dos veículos nas garagens – para apodrecer, sem manutenção)… tudo em nome da redução nos gastos públicos, propondo economizar vinte e cinco por cento do orçamento.

 

Por outro lado, o Governador determinou o cancelamento dos contratos com as empresas prestadoras de serviço de vigilância e segurança. Inicialmente, uma das empresas confirma a demissão de 2.500 seguranças, o que iria atingir direta e indiretamente cerca de dez mil pessoas.

 

O Sindicato da categoria já tentou de tudo, sem êxito. Até o Ministério Público do Trabalho tenta conter a onda, mas, até agora, sem sucesso.

 

Claro que isso denota o mal estar gerado pela eterna desavença entre o chefe do executivo e o Presidente da Assembleia estadual. Lógico está que a medida não é meramente administrativa. Muito menos de economia.

 

Não sou Economista, mas não precisa ser para entender que o governo está, na realidade, tirando de circulação um montante considerável de dinheiro. Ou seja, se ele não paga, os salários não vão para o comércio, indústria e segmentos de serviços (além de bancos, é claro).

 

Quando o Governo disponibiliza verbas, por exemplo, para um evento público as atividades que cercam o dito levam ao retorno rápido como forma de impostos e taxas. Afinal, capital precisa circular e retornar aos cofres públicos.

 

Então, não será por economia que o poder público irá cortar salários. Não é, mesmo!…

 

Parece a cada dia que o governo não consegue desatrelar-se da confusão criada pelas parcerias – deveria dizer-se “conchaves” – de sua eleição. Prometeu tanto a tantos que ficou sem verba para tocar o Estado.

 

Será que as verbas de compensação das usinas já acabaram? Falava-se em milhões e milhões. Mas, nenhuma obra se viu no atual governo que estampasse a logo de Furnas, Odebrecht, CSAC, SAE, etc.

 

Veja-se, então, o caso das obras “paralisadas” desde a administração anterior. Ao que tudo indica, apenas as que prometem visual – caso do CPA “Paláci Rio Madeira” e Teatro Estadual – tornaram-se objeto da ânsia governamental. Deve pensar que ali estarão os votos da capital para o próximo ano.

 

Atingindo os Vigilantes, Confúcio deixa de colocar no mercado alguns milhões por mês. Mas, isso não deve estar lhe interessando muito.  Afinal, o pão-de-cada-dia de sua casa está garantido até dezembro de 2014. Quem sabe até poderá ser prorrogado. Claro! Afinal, o que menos Confúcio precisa é dos votos da Capital. O interior é seu. Será? Quem viver verá!! Afinal, agora ele está atingindo pelo menos dez mil bocas. E a ação do Governador Bianco ainda é uma névoa sobre as eleições governamentais.

 

Tenho dito!