O texto abaixo foi enviado à Eletrobrás Distribuição Rondônia, como desabafo. Afinal, nenhuma providência é esperada de uma empresa que trata os clientes “à distância”.

Senhores, bom dia.

Creio que se fosse situação inversa, o melhor adjetivo que os senhores me dariam seria tão pejorativo que escuso-me escrever aqui.

Vamos aos fatos.

Noite passada, cerca de uma hora da madrugada, após fortes ventos que assolaram nossa capital, dois cabos da rede de distribuição romperam, junto à minha residência. Das três fases, duas ficaram intactas, porém o neutro também havia rompido, o que deixou a rua às escuras.

Imediatamente liguei para a Central de Atendimento (0800 647 0120) e numa ligação de péssima qualidade fui atendido por um funcionário de vocês que pediu-me uma série de informações, todas atendidas com presteza e segurança. Entretanto, como ele sequer entendia o que seria Areal ou Baixa da União (nomes do logradouro, bairro) da ocorrência, perguntei-lhe de onde estava falando, qual o estado ou cidade. Ele fez-se de desentendido e disse que estava sendo aberta uma OS (Ordem de Serviço): “senhor, vai estar sendo emitida uma OS […]”.

Como questionei novamente sobre o local de onde falava, evasivamente falou “Porto Velho”.

Ora, qualquer morador local sabe o nome dos bairros de nossa capital, até mesmo os migrantes mais recentes. Como ele não conhecia sequer os bairros da zona central, lógico que estava mentindo.

Encerrei a ligação e aguardei.

Aguardei, aguardei, aguardei… horas passando e nenhuma viatura.

Vale lembrar que temos em nossa quadra uma pessoa que respira às custas de aparelhos e teve que ser remanejada para o balão de oxigênio, haja vista a falta de energia.

 

Numa noite terrificante, em região onde o calor é insuportável, vimos o dia amanhecer, “sem pregar olho”. Claro que a manhã começa conturbada, o humor péssimo, as palavras ríspidas fluindo facilmente.

 

Às 7,27h (hora local), ao verificar que não chegara viatura alguma do plantão, novamente ligamos e desta vez questionamos de imediato a atendente (Cintia) de onde estava falando. Ela prontamente informou que era de Porto Velho. Falei-lhe da ligação realizada 1,04h e ela informou não haver nenhum registro àquele respeito. Não havia OS nenhuma baixada. Também relatou que o atendimento a partir das 22,00h (sempre local) passava para Brasília-DF. E que o atendimento certamente houvera sido realizado por pessoa de lá. Passou-me o número do protocolo de seu atendimento (3825240) e pediu-me para ter calma pois nem todos os atendentes atendiam mal, ao que respondi-lhe que ela estava recebendo o feed back pelos atendimentos de um modo geral. Afinal, passaram-se sete horas e meia sem que o plantão tivesse nos atendido.

 

Menos de cinco minutos (vejam bem, 5 minutos) após minha ligação, já havia uma viatura do plantão atendendo à ocorrência. Ao conversar com o funcionário da terceirizada fui informado que não havia nenhuma outra OS desde a madrugada. Eles haviam atendido apenas uma ocorrência e, pela manhã receberam a nossa.

 

Pergunto aos senhores se aceitariam um tratamento desses no caso fossem vocês os necessitados. O que fazer com um atendente de Call Center que não repassa informações tão prementes como de cabos partidos ao chão, expondo vidas humanas ao risco iminente?

 

Também sou empresário e jamais aceitaria que um funcionário expusesse um cliente à situação tão constrangedora. Mas, não se trata apenas de constrangimento e sim, de vida. Vidas humanas.

 

Creio que alguma providência deve ser tomada, pois o trabalho realizado em Brasília (deveras, muito distante da situação) deixa-nos sem ter a quem recorrer em situações de risco como a relatada. Parece-nos que para os senhores “tanto faz” que sejamos bem ou mal atendidos, haja vista a concessão ser direta com os órgãos federais e o monopólio lhes permita a exclusividade.

 

Parabéns à atendente Cintia, pela presteza (e “sangue frio”) no atendimento matinal. Infelizmente, não posso dizer o mesmo do atendente da madrugada.

 

P.S. De bom alvitre que seu site seja revisto. Onde se lê “Manifestão”, leia-se “Manifestação”. Será isso prova de desleixo, desatenção, ou o “tanto faz” alhures?

 

Que seu dia seja melhor que minha noite.

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