Olá, gente querida!!
O sonho acabou? Talvez o seu. O meu, não.
Sonhei durante décadas com uma Copa do Mundo no Brasil. E estou tendo o prazer de realizar meu sonho.
A vitória – Hexa, jamais alcançado por nenhuma outra seleção – seria a coroação de uma vontade. Mas não a desilusão de um sonho perdido.
Vi – e ainda estou vendo – meu país invadido pelo mundo inteiro. Vi gente que sequer estava disputando a Copa, vindo apenas para assistir os jogos das demais seleções.
Vi as ruas enfeitadas, bandeiras tremulando sobre e abaixo as cabeças. Os carros e as pessoas fantasiados.
Vi efusão de alegria em cada esquina, em cada estabelecimento comercial.
Vi escolas cederem seu tempo para que todos pudessem assistir os jogos – desta vez realizados em nosso país.
Relembrei 1994, quando a Seleção Canarinho entrou desacreditada e os bancos sequer fechavam mais cedo. Com os jogos evoluindo veio o Tetra, tão festejado e inesquecível, numa dura disputa de pênaltis.
Relembrei, também, 2002, quando uma Seleção que quase ficava de fora, chegou e ganhou da Alemanha. Mérito desse Técnico que ontem, infelizmente, teve seu dia de infortúnio.
Temos nosso Penta. Ninguém tem, ainda, pelo menos, o Tetra que já superamos.
Por que chorar? Por que lamentar?
Tivemos – estamos tendo – nossa Copa. Provamos que temos competência para realizar um evento de porte fenomenal. Isso é o que prevalece. Pelo menos, para mim.
A megalomania de querer mais e mais, levou-nos a crer que tínhamos um selecionado capaz de superar os melhores projetos de países que valorizam realmente essas coisas.
Não nos preparamos para o futuro que hoje é o presente. Mas preparamos este presente que temos hoje.
Uma seleção jovem, com talento de sobra, esbanjando euforia e garra, mas com insegurança diante dos revezes.
Se for trabalhada, cuidada, lapidada, como fizeram com a equipe alemã, possivelmente essa mesma equipe ainda nos dará muitas alegrias. E gritos de euforia, também, com as vitórias conseguidas fora de casa.
De meu canto, estou e continuo tranquilo. Esperar o sábado para torcer pelo meu País, cantando o Hino Nacional de pé, com a mão no coração.
Aliás… seria bem melhor se não precisasse do futebol para demonstrarmos nossa brasilidade. Poderia ser melhor demonstrada na cabine de votação.

Obrigado a toda(o)s.
Bom dia. De amarelinha!