Archive for julho, 2015


A VIDA CONTINUA – ALINE VIVE

Hoje, saudoso como sempre, desde a partida da filhota, recebi em nossa casa um casal que se tornou tão amigo de Aline que passou a integrar a família como membro de nossa prole. Renato e Ariadne são como nossos filhos.
Ariadne havia prometido a Aline, durante sua gestação, que se fosse menina teria o nome em homenagem a ela, pela grande amizade que nutriam uma pela outra.
E hoje a pequena Aline adentrou nossa casa, com apenas quatro dias de vida.
Fez meu mundo reluzir, embora não impedindo as lágrimas, que explodiram mais uma vez.
Aline vive, mais uma vez entre nós. Será presença constante, sim, em nossa casa. Pois já foi abençoada por nós, como nossa neta e como a estrelinha fulgurante que importa neste momento.
Meu céu brilha, mais uma vez. E minha alegria pode ser vista, tanto no sorriso, quanto no olhar marejado.
Obrigado, meu Deus. Obrigado, Ariadne e Renato. Obrigado Aline.
Aline vive!2015-07-29 11.07.01 2015-07-29 11.07.04 2015-07-29 11.07.10 2015-07-29 11.07.14 2015-07-29 11.07.33 2015-07-29 11.07.40 2015-07-29 11.07.42 2015-07-29 11.07.45 2015-07-29 11.07.50 2015-07-29 11.10.23 2015-07-29 11.10.34

FELIZ DIA DO AMIGO

Bom dia, gente querida.
Hoje é o Dia do Amigo.
Refletindo, lembrei o dia em que reencontrei minha irmã Maria Augusta Quintela, em seu apartamento no Rio. Passamos a tarde sentados no chão de seu quarto, olhando fotos e matando a saudade de quando vivíamos juntos.
Havia, misturado às fotos, alguns marca-folhas. Daqueles com mensagens para se marcar a página do livro que se está lendo, quando interrompida a leitura.
De cara notei um que batia muito comigo, pois falava de amizade.
Ela presenteou-me com o cartão. Guardo com carinho até hoje.

Amizade é muito importante para mim. Muito mais que o amor, costumo dizer. Pois quando o amor se rompe, normalmente fica o rancor, até ódio da pessoa dantes amada.
E a amizade é indissolúvel, não se rompe, não se quebra.
O que não quer dizer que não possamos ficar com raiva, em certos momentos, da pessoa querida. Mas, guardar mágoa, rancor… isso nunca.

Já discuti com vários amigos, mas isso é questão apenas de momento de divergência de opinião. Nada que perdure.

Da mesma forma, a amizade não exige contemporaneidade, muito menos presença.
Disse-me, certa vez, um grande amigo, já saudoso: “Nossa amizade não se abala nem pelo tempo nem pela distância. Podemos ficar anos sem nos vermos que no reencontro a amizade estará ali, sólida, incólume e mais fortalecida, até.

É assim… nada que abale, mesmo.

E a frase que tirei num momento de definição: Se um amigo morrer, pode ser que não tenha ninguém da sua família junto com você para prantear a dor, mas se um parente seu falecer, com certeza haverá pelo menos um amigo a lhe amparar, buscando consolo para sua dor”.

E, hoje, quero deixar aqui meu abraço festivo, ou, como costume escrever, fraterno e sempre sincero a todo(a)s amigo(a)s que fazem parte de minha vida.

FELIZ DIA DO AMIGO!!

 

A TRAGÉDIA GREGA DO III MILÊNIO

O título não quer dizer exatamente a mensagem do texto.
Na realidade, tudo o que se escreve aqui representa a visão do autor sobre o tema que hoje faz os olhares da humanidade voltarem-se para a Grécia.

Abalada desde gestões passadas a economia grega passa pelo seu momento de maior incerteza. Nem os gregos parecem acreditar num final feliz para o drama em que se envolveu a nação após tantos e tantos planos e ideias mirabolantes para salvar a economia do país sucateado que foi pelas gestões que nada tinham de patriotismo ou idealismo, mas, simplesmente, submeteram-se à gana desenfreada do capitalismo.

O que vejo é a vitória grega sobre o capitalismo que vai apartando cada vez mais a raça humana. Mostrem-me uma obra de um capitalista e reconhecerei que estou errado. O capitalismo não constrói. Corrói. Destrói a alma humana. Destrói a esperança fingindo mantê-la.
Muitos dirão: Ahhh… mas os bancos dão emprego. – Sim!, lhes respondo… Mas a que preço – cobrado da clientela?

A Grécia parece-me, hoje, criar um novo ângulo no prisma viciado da visão capitalista. “Devo e pagarei, mas sem comprometer meu futuro!”
Não é aquele velho ditado do “devo não nego, pago quando puder”. É a nova maneira de impor regras – de baixo para cima. Ou seja… “se eu sucumbir, levo você junto. Então, aceite minhas regras”.

Ao negar o acordo oferecido inicialmente pela União Europeia a Grécia não renunciou ao pacto. Simplesmente exigiu tratamento de nação e não de cliente de balcão. É o povo grego que tem que decidir. E o povo apoiou a proposta de seu governante. Pagar, sim. Mas, pelas regras gregas.

Os economistas (que só aprenderam capitalismo e não economia, realmente) debateram-se na insônia provocada pelo arredio patriota. “Como pode?… Ta devendo e ainda faz exigências?”

Mas a Grécia não dobrou-se aos anseios dos ditadores do capital. E, mesmo correndo riscos, exigiu respeito.

Parece que a mensagem foi entendida. Por unanimidade a União dos Países Europeus aceitou renegociar. Agora, sim. Liderados – ao que parece – pela grande mulher da cúpula europeia, os membros da EU aceitaram fazer o teste.

Faz-me lembrar uma frase, que hoje parece-me sem sentido. Mas, ao inverter as personagens fica de uma lógica impressionante.

– Merkel, shows Dilma how do.