A TRAGÉDIA GREGA DO III MILÊNIO

O título não quer dizer exatamente a mensagem do texto.
Na realidade, tudo o que se escreve aqui representa a visão do autor sobre o tema que hoje faz os olhares da humanidade voltarem-se para a Grécia.

Abalada desde gestões passadas a economia grega passa pelo seu momento de maior incerteza. Nem os gregos parecem acreditar num final feliz para o drama em que se envolveu a nação após tantos e tantos planos e ideias mirabolantes para salvar a economia do país sucateado que foi pelas gestões que nada tinham de patriotismo ou idealismo, mas, simplesmente, submeteram-se à gana desenfreada do capitalismo.

O que vejo é a vitória grega sobre o capitalismo que vai apartando cada vez mais a raça humana. Mostrem-me uma obra de um capitalista e reconhecerei que estou errado. O capitalismo não constrói. Corrói. Destrói a alma humana. Destrói a esperança fingindo mantê-la.
Muitos dirão: Ahhh… mas os bancos dão emprego. – Sim!, lhes respondo… Mas a que preço – cobrado da clientela?

A Grécia parece-me, hoje, criar um novo ângulo no prisma viciado da visão capitalista. “Devo e pagarei, mas sem comprometer meu futuro!”
Não é aquele velho ditado do “devo não nego, pago quando puder”. É a nova maneira de impor regras – de baixo para cima. Ou seja… “se eu sucumbir, levo você junto. Então, aceite minhas regras”.

Ao negar o acordo oferecido inicialmente pela União Europeia a Grécia não renunciou ao pacto. Simplesmente exigiu tratamento de nação e não de cliente de balcão. É o povo grego que tem que decidir. E o povo apoiou a proposta de seu governante. Pagar, sim. Mas, pelas regras gregas.

Os economistas (que só aprenderam capitalismo e não economia, realmente) debateram-se na insônia provocada pelo arredio patriota. “Como pode?… Ta devendo e ainda faz exigências?”

Mas a Grécia não dobrou-se aos anseios dos ditadores do capital. E, mesmo correndo riscos, exigiu respeito.

Parece que a mensagem foi entendida. Por unanimidade a União dos Países Europeus aceitou renegociar. Agora, sim. Liderados – ao que parece – pela grande mulher da cúpula europeia, os membros da EU aceitaram fazer o teste.

Faz-me lembrar uma frase, que hoje parece-me sem sentido. Mas, ao inverter as personagens fica de uma lógica impressionante.

– Merkel, shows Dilma how do.