Category: ACADÊMICOS E FACULDADES


APOSTILAS PARA O CONCURSO TRE-2013

 

Tenho alguns exemplares para vender

 

R$ 70,00

 

APOSTILA TRE 2013 0002

A FLOR E A BAIONETA

 

Por Artur Quintela

Tenho acompanhado de longe – sentindo-me perto – os movimentos populares que explodiram por todo o país neste ano.

E vejo-me novamente, jovem, com sonhos dourados, a gritar pelas ruas do meu Brasil “Abaixo a Ditadura”.

 

ABAIXO A DITADURA

Alguns podem até achar que é demagogia, mas falo “Meu Brasil”, com orgulho.

 

Ajudei, contribuí, lutei por uma democracia. Por isso me alarmo quando vejo os civis de hoje querendo impor censura, mandando as tropas às ruas para escorraçar o povo – legítimo possuidor da nação brasileira.

 

Lutei, corri, atirei pedras e paus… gritei a plenos pulmões que queria LIBERDADE!!!

Liberdade para falar, para estudar, para trabalhar, para ser eu, enfim.

 

E, quando pensava que tinha conseguido realizar o tão almejado sonho, vejo uma corja de delinquentes infiltrados nos três poderes de minha Nação, vilipendiando seu erário e desrespeitando seus símbolos.

 

A FLOR CONTRA A BAIONETA

Ao combater o canhão – como bem disse Vandré – oferecíamos, primeiro, flores e palavras. Nunca saíamos de casa pensando em matar ou ferir ninguém.

 

Vimos nossa mocidade ser trucidada pelo AI-5. Nossos correligionários desaparecendo – como bem o disse Gil.

 

Mas conseguimos colocar o civil no poder e escrever uma Constituição que “parecia a cara do povo”.

 

A sequencia, entretanto, foi pior que o soneto inicial.

 

Não vi, sem soube de nenhum presidente militar que saísse do governo rico.

Da mesma forma que não vi e nem soube de nenhum civil que deixasse o governo apenas com o patrimônio que tinha antes. Os civis enriqueceram. O povo, não.

 

Foi esse o Brasil que ajudei a construir? Não!!! Decididamente, não!!!

Não foi por esse Brasil que Edson morreu. Não foi por esse Brasil que Palmeira gritou na Presidente Vargas. Não foi por esse Brasil que fizemos a Marcha dos Cem Mil. Não foi por esse Brasil que ladeei José Dirceu, Nara, Gil, Caetano, Marieta e tantos outros. Não, não foi por esse Brasil que marchei. Não foi por esse Brasil que daria (sim) a vida.

 

Por isso não aceito o Brasil de hoje, de novo, com armas contra seu povo. Não aceito o soldado que aprende o que lhes ensinam nos quartéis – “antigas lições, de morrer pela pátria e viver sem razões”.

 

Se hoje não tenho mais a disposição e o vigor físico da juventude, nem por isso me calo. Ainda que seja a última cartada da vida, ela continua sendo do MEU BRASIL!

 

“Podem me prender,

Podem me bater,

Podem até deixar-me sem comer

Que eu não mudo de opinião”!

 

 N.R. As fotos foram colhidas da internet. Motivo: Não tinha máquina fotográfica pessoal, na época.

Tenho notado uma grande dificuldade por parte dos acadêmicos que me visitam, na hora de elaborar a pergunta do Projeto Pesquisa.  É sobre esse tema que quero tratar hoje.
É  necessário que se faça um diagnóstico do problema.  Isso vale dizer que não existe o projeto sem que tenha ocorrido um problema antes. 
A partir da existência de um problema é que se elabora um projeto.
Uma pessoa só elabora o projeto de uma casa porque precisa morar lá.  Então o problema é a falta de moradia.  E a questão é: Qual o modelo de casa que se adequa ao meu ideal de vida?
Ou então… "como resolver o meu problema de falta de moradia?"
De qualquer maneira… a formulação da pergunta, depende da problematização.
Normalmente vejo o acadêmico dizer o que espera como resultado final do projeto – isso é o objetivo.
Também nao percebo dificuldades quanto à explanação sobre o tema (embora uma minoria ainda não tenha percebido que explanar não é problematizar).
Mas na hora de elaborar a pergunta no tópico problematização (ou diagnóstico do problema, como prefiro), ficam em dúvida. Não conseguem perguntar o que querem do projeto. 
Ora, se você está fazendo um projeto pesquisa, logo de início você pretende aprender com os resultados obtidos.
Assim, já é meio caminho andado para a formulação da pergunta.  Se você quer aprender, a questão é: "como aprender?".
A partir daí se constrói a lógica do raciocínio.  Se você quer aprender a extrair leite de uma vaca, o problema é: "como extrair leite de uma vaca?". Não vai ser "como aprender a tirar leite de uma vaca", mesmo porque essa última exemplifica uma matéria para tese ou dissertação e não para Projeto Pesquisa.
É só um rápido exemplo.  Estamos aqui para ajudar e não para criar mais dúvidas.
Um abraço

Qui prodest?

 

Se você meu (minha) estimado(a) acadêmico(a) não entendeu, não se desespere.

 

Estou escrevendo essa pequena página em razão de vários depoimentos que venho colhendo durante minha vida, de pessoas que constantemente se vêm burladas em seus direitos de entender o que outros fazem em seu nome, mas que usam máscaras de uma língua que sequer se ensina mais nas escolas.  Escondem dos seus donos a verdade, usando atifícios que, dizem, fazem parte do seu meio profissional.

 

Estive assistindo, esta semana, um breve debate pela televisão, no qual uma renomada magistrada expôs  sua tese sobre o juridiquês (costumo chamar de advogadês). E o mesmo que os economistas fizeram com o termo indexação (ou desindexação) no período dos planos econômicos de salvação (?) da Pátria.

 

Só que tem um pequeno detalhe:  os economistas, administradores, e outros abalizados profissionais de elevada erudição, utilizam nossa língua  para se fazerem entender.  Distorcem nossas palavras, mas… para o bom entender um pingo já é letra.  Desde que seja a língua que aprendeu a falar (seja em casa ou na escola).

Agora… como é que um cidadão ou cidadã que entra com uma ação na justiça pode entender o que se escreveu no processo, se escreveram apenas para os advogado e juízes? 

É o que fazem quando utilizam termos extraídos do latim.  Ora, o latim foi banido das salas de aula (como língua morta) quando eu ainda cursava o ginásio.  Pouco depois foi a vez do Francês ser expulso, em nome da redução de matérias.  Mas esse idioma continua vivo (e bem vivo).

Acredito que, como a jurídica vem se modernizando sem esquecer suas bases – os doges romanos, venezianos e tal… – existe uma dificuldade muito grande em se desprender do conservadorismo intelectual.

Não sou advogado, não milito nem transito com frequência pelos corredores forenses.  Mas sou cidadão! E se vc não entendeu o que está escrito lá em cima, também deve se sentir como eu.

O ambiente acadêmico é propício a mudanças.  Ali surgem as novas fórmulas que resolvem os problemas modernos. 

Então não se venha culpar a erudição.  A erudição conservadora, que não bate à porta do presente, nunca chegará ao futuro. 

E, conservando-se no passado, fará sempre parte dele.

É tempo, creio, de se fazer alguma coisa nas academias, de modo a mudar o pensamento ultra-conservador que termina por praticar um ato ilegal – o de impedir o conhecimento pelo indivíduo, daquilo que se escreveu sobre ele.

Habeas-corpus é um termo corriqueiro.  Conhecido de praticamente todo cidadão.  Porém a tradução, se feita ao pé-da-letra, não condiz com o que se quer transmitir. Vejamos

Habeas corpus: Que tu tenhas o corpo.

 

Seria esse realmente o que queria dizer o magistrado ao declarar que o pretendente não deveria ser preso (ou mantido preso)?

A propósito, a epígrafe quer dizer que “as culminâncias do direito não são os direitos” e o entre parênteses “para argumentar”.

A proposta é esta, mesmo:

– Que se argumente.

Um bom dia pra todos e um ótimo fim-de-semana. 

 

Saudades das férias?
 
Bom, todo começo de período letivo é uma canseira, não é mesmo.
A primeira aula já dá dor-de-cabeça.  Se for Matemática, então… pior.
O jeito é iniciar devagar, e ir acelerando progressivamente até voltar a sentir vontade (?) de estudar.   
Afinal, Newton não aprendeu tudo só com uma maçã caindo na cabeça.
Nem Einstein elaborou nenhuma equação no primeiro dia de vida.
Tudo a seu tempo.
Espero vcs aparecerem por aqui.
Eu sei que hoje somos poucos.
Mas é devagar que se vai ao horizonte (?).
 
Este espaço é dedicado, principalmente aos meus queridos Acadêmicos que sofrem tanto pra conseguir um Diploma, tropeçando na insensatez das normas ditatoriais que impedem o livre arbítrio e retiram de seus trabalhos a sua pessoalidade.
O que mais se vê hoje em dia nas universidades é o acadêmico sendo tratado como aluno.  Lembro do comentário do Professor Ronaldo (PUC-Rio), nos idos de 1970, quando o então Presidente Garrastazu Médice mandava trancar as portas das universidades brasileiras: "Estão começando a semear hoje, nos berços, a semente do que serão os professores do futuro"… e concluiu: Serão todos "burros", não por culpa deles, mas por culpa da política educacional que passa a ser ministrada a partir de hoje". 
Não quero aqui discutir a erudição dos cátedras de hoje, porem o poder pedagógico é, questionável. A pedagogia é a ciência da capacidade de transmitir conhecimento.
Ora, se um acadêmico entrega um tabalho ao docente e este, ao invés de corrigir e aplicar a nota correspondente à elaboração, manda fazer as alterações que, a seu modo de ver, são necessárias, para depis, então, conceder nota, é claro que esse trabalho não é mais do acadêmico e sim do professor.
É aí que reside o questionamento.  Se um trabalho vale nota 5 e depois de passar pelo professor retorna ao acadêmico que o refaz, merecendo, então nota oito ou nove, talvez até dez, o mérito não é do acadêmico e sim do docente. Mérito, entretanto, quanto à elaboração do trabalho.  O mérito pedagógico é desqualificante.
Voltando ao tratamento dispensado aos acadêmicos no ambiente universitário, é bom lembrar que o título de Bacharel ou tecnólogo é apenas uma concessão em reconhecimento da conclusão do curso.  Já o título de Doutor é dado em reconhecimento por um trabalho elaborado e defesa de uma tese.  Ou seja, o ambiente acadêmico se curva ao trabalho de pesquisa de um colega que expôs algo antes não descoberto, ou, no mínimo, não tão bem explanado e defendido. 
O que quero deixar claro aqui é que o ambiente acadêmico se modifica constantemente, a partir das novidades introduzidas pelos pesquisadores.  Alguns anos atras a teoria da relatividade de Einstein foi colocada em xeque pelos acadêmicos da UFRJ.  Isso é possivel.  Então chamar um acadêmico de aluno é no mínimo desprezar sua capacidade de pesquisador.  Os alunos estão nas escolas de níveis fundamental a médio. Lá eles simplesmente aprendem sem direito a contestação. 
Já no ambiente acadêmico, tudo que está sendo ministrado (e não ensinado, permita-se aqui a discordância), pode ser contestado até pelo "calouro".  O que vale dizer que o docente está o tempo todo em xeque.  Uma de suas explanações pode ser contestada em sala de aula e dali advir um novo pensamento (contraditório ao que já está escrito e sendo ensinado).    
Esta é apenas a ENTRADA de um blogg que promete… espero. 
Estarei junto a vcs o tempo todo.
E quando vierem as críticas, será um "Deus nos acuda".  Mas não vou correr.