Category: EDUCAÇÃO E ENSINO


Olá, gente querida.
Estou um tanto ausente deste espaço por problemas de ordem maior.

De qualquer forma não posso deixar de publicar aqui, como de hábito, o resultado da reunião realizada pela Escola Asfaltão que, com nova diretoria já urge para o ano vindouro, com suas ações sendo desenvolvidas e planejadas. Então segue aí o comunicado da amiga Silvia que continua à frente da Diretoria de Comunicações de nossa escola querida.

Senhores(as),
Segue em anexo o resultado do Planejamento da escola de Samba Asfaltão.
Pedimos se possível, a veiculação deste material.
Grata,

Silvia – 9982-9381
Diretora de Comunicação do GRESA

“A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios.
Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente,
antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”.
(Charlie Chaplin).

ASFALTÃO MANTERÁ SUA MISSÃO

“…O samba agoniza , mais não morre…” (Nelson Sargento)
O Samba é um ritmo genuinamente Brasileiro que surgiu a partir das danças, rituais e ritmos de raízes africanas. Aqui na terra do gingado e do swing, ganhou uma característica com  estilo,  cara,  jeito e harmonia encontrada somente neste País tropical, por isso é considerado uma das principais manifestações culturais populares do Brasil.
Em Rondônia, mas especificamente em Porto Velho, sob a responsabilidade de muitos que já estiveram neste plano e outros que por aqui ainda cumprem sua missão, a história deste ritmo segue, a duras penas e graças a garra de muitos bambas, ainda se mantém firme e muito viva.
1.  A Escola de Samba Asfaltão avalia e planeja para organizar!!
A Escola de Samba Asfaltão, visando continuar e revitalizar esta história, procurando fortalecer ainda mais, junto com todas as pessoas que carregam consigo este propósito, reuniu a sua Diretoria no dia 28/03/2015, pra avaliar, planejar e organizar suas ações. Assim definidas:
1.1.    AÇÕES ESTRUTURAIS que consiste em cuidar da estrutura e do Patrimônio da Agremiação;

1.2.    AÇÕES ADMINISTRATIVAS – redefinir e organizar as ações burocráticas da Instituição;

1.3.    AGENDA SOCIAL – são as agendas de eventos que envolvem o fortalecimento do samba, o Projeto leituras ao Vento, Rua de lazer, integração com a comunidade e outros eventos tradicionais da Agenda do Asfaltão.
• O destaque especial neste item é o Projeto Samba Autoral, criado por membros da Família Asfaltão junto com outros bambas de Porto Velho, que vem incentivando os compositores e compositoras de nossa cidade.
• Destaque também, para o esporte por meio do futebol, que além de possibilitar qualidade de vida, tem proporcionado intercâmbio com clubes e equipes locais e atletas de outras cidades.

1.4.    AGENDA CARNAVAL – que nada mais é do que planejar e organizar as ações da Escola, pertinentes ao carnaval de 2016 dentre as quais estão os encaminhamentos para a Escolha do Enredo; Entrega da Sinopse, Escolha do Samba de Enredo dentre outras ações.
• Destaques do Planejamento
Duas ações comentadas a seguir foram discutidas intensamente, e por isso destacadas pelos presentes na reunião de Planejamento.
Agenda Social – Escolinha de Percussão
É um Projeto da Escola iniciado a 2 anos atrás, que apesar de ter preparado muitas crianças e adolescentes, esteve suspenso por algum tempo por falta de apoio e estrutura.
Agora, graças a uma parceria que está sendo consolidada com acadêmicos da Faculdade São Lucas, terá continuidade. Conduzido pelo Mestre Danilo e os Contra Mestres Eduardo Soneka e Junior Frajola, desta vez, além de nossas crianças e adolescentes, serão também incentivados e preparados discentes desta instituição.

Desfile das Escolas de Samba
Este assunto bateu recorde na avaliação negativa, principalmente por lembrarem que nesta gestão municipal, a tradição dos desfiles das Escolas de Samba não aconteceu e o sentimento de todos é, ao que tudo indica, da forma que vai, nem o de 2016 acontecerá. Se realmente quisessem ou quiserem, este seria o momento, para o planejamento do Desfile do ano que vem e, tanto Funcultural quanto FESEC da qual o GRESA é filiado, deveriam estar debruçados neste projeto.
Não adianta empurra, empurra de data, pois fruto de problemas oriundos tanto de gestões passadas da FESEC e da má vontade da Prefeitura Municipal de Porto Velho por meio Funcultural, bem como do Governo do Estado que demonstra total descaso com a cultura, o sentimento geral da Diretoria é que a exemplo do que aconteceu em 2014, o desfile de 2015, fracassou.
Muitos pontos foram levantados, o mais grave e que muito preocupa, é o fato de não percebermos, por parte da gestão municipal, vontade para sanar esta dívida cultural e política para com os fomentadores e admiradores deste segmento da cultura.
Se querem de fato sanar este débito cultural, vamos agora no mês de abril Fulcultural e Fesec, junto com suas filiadas, começar a Planejar, e a elaborar o projeto de organização para os desfiles de 2016.

Silvia Ferreira de Oliveira Pinheiro – 9982-9381
Diretora de Comunicação

APOSTILAS PARA O CONCURSO TRE-2013

 

Tenho alguns exemplares para vender

 

R$ 70,00

 

APOSTILA TRE 2013 0002

“Vira-lata é o governo Confúcio”

Por Antônio Serpa do Amaral Filho

É isso mesmo: o governo Confúcio Moura está sendo chamado de vira-lata. É o que diz, com muita picardia, uma faixa exposta, nesta quarta-feira, dia 24, pelo chamado Movimento Reforma Cultural defronte ao prédio da Secretaria de Planejamento do Estado, onde ocorreu a terceira jornada de protesto e ocupação de prédio público pelos artistas.

Antes de receber os representantes do movimento, o secretário George Alessandro Gonçalves Braga exigiu a retirada da faixa, por entender ser ofensiva ao seu chefe, o governador. Os artistas retiraram os dizeres e o secretário da Seplan sentou pra conversar e receber a reivindicação da categoria: a criação de uma secretaria própria para o setor, posto que a Secel é hoje um órgão que abrange cultura, esporte e lazer. O movimento reivindica mais: quer transparência orçamentária, elaboração de políticas públicas para a cultura e projetos de parceria entre educação e cultura, reclamando ainda condições dignas de trabalho para os artistas e produtores culturais no Estado de Rondônia.

Vinícius de Moraes já dizia que o melhor amigo do homem é o uísque, o cachorro engarrafado. O melhor amigo do pobre é o vira-lata, o cachorro bem dotado, possuidor de qualidades invejadas pelo Pastor-alemão, Hottweiler e Pooodle de madame; ele é o herói sem caráter dos descamisados, favelados e desesperançados, a verdadeira raça canina tupiniquim – brasilis caninus. Vivendo na rua e tendo de matar um leão por dia, o vira-lata é um herói nacional, símbolo da tenacidade da gente brasileira, metáfora explicita de um povo que teima sobreviver no Haiti tropical. Nos seringais da Amazônia ninguém caça melhor que um vira-lata, que intimida a onça e a sucuri, denuncia o buraco de tatu, encurrala a paca e pega cutia no dente. Sem falar do macaco gogó de sola, a quem, com um simples latido, bota pra correr. Tudo isso sem treinamento e sem apelo à teoria behaviorista radical do estímulo-resposta, apenas por alegria e voluntarismo do pândego animal. Pense num cão apetrechado de predicativos!

Portanto, por esse ângulo, chamar a administração Confúcio Moura de Vira-lata é emprestar dignidade a quem, do ponto de vista cultural, não tem e atribuir qualidades a quem, do ponto de vista político, não merece. Fosse mesmo vira-lata, esse governo não padeceria de tanta falta de criatividade, de determinação e pragmatismo. Fosse mesmo vira a administração Confúcio Moura, ela se identificaria plenamente com os anseios da comunidade artística, respeitaria a cultura dos rondonienses e rondonianos, dotando suas agências de gente mais competente que a secretária Eluane Martins, colocando em prática políticas públicas em favor daqueles que produzem, nas suas várias vertentes, a arte – oxigênio mantenedor da espiritualidade criadora e da identidade de um povo.

Cachorrada mesmo é não prestigiar o nosso emergente carnaval, a Flor do Maracujá, as artes plásticas e visuais, o teatro, a música, a dança, a literatura, o cinema e tantas outras manifestações culturais que vivem à míngua como cachorro pirento, à pachorra de um governo que nem vira-lata é. Vira-lata tem tutano e talento, cara e coragem, garra e criatividade para ir à luta. Se muito for, o governo Confúcio é uma barata tonta, pegajosa e lenta, acéfala, sem brilho e sem cor, descendo de bubuia em piroga maltrapilha no rio da história.

Enquanto os cães domesticados da burocracia ladram empertigados de pudores para com seu chefe, os verdadeiros vira-latas de nobre estirpe, os produtores culturais de Porto Velho, peregrinam de porta em porta clamando por subsídios para a cultura, pedindo transparência e projetos de fomentação para o setor. Os artistas se equivocaram. O governo Confúcio não é vira-lata, é a própria lata – de lixo.

A praga de Deus intimidando os Faraós embalsamados

 

Por Antônio Serpa do Amaral Filho

 

Morreu a Rua da Beira, mas Porto Velho não morreu e hoje mostra sua cara para o Brasil e para o mundo. Morto, ou se fingindo de morto, posta-se Mauro Nazif e seus secretários deitados no berço esplêndido da incompetência. Morta está a última legislatura municipal que, durante a gestão Roberto Sobrinho, não deu um pio seque, como se não tivesse nada a ver com o peixe da realidade social dos portovelhenses nos últimos quatro anos.  Putrefato está o governo Confúcio Moura, que vive encalacrado no caixão do mesmismo administrativo, incapaz de atender a uma simples reivindicação da classe professoral.  

 

Com seus 99 anos de municipalidade, a cidade nunca se mostrou tão vigorosa e crítica. Os partidos, partidecos e partidários chinfrins que assistam de camarote a grande marcha do povo reformulando o conceito do que seja Política e Cidadania. Não é uma manifestação de esquerda, não é uma passeata de direita, nem da social-democracia tucana, nem das grandes centrais sindicais, nem da União Nacional dos Estudantes. É o que andam combinando no breu das tocas, que anda nas cabeças, anda nas bocas, que andam acendendo velas nos becos, que estão falando alto pelos botecos e gritam nos mercados que com certeza está na natureza.

 

Os cientistas políticos estão atarantados com o tamanho e a inusitada forma de mobilização social. Os partícipes marcam encontro pela internet e se encontram nas ruas. Confabulam no mundo virtual e se aglomeram e gritam e desafiam a polícia no mundo real. Os políticos à moda antiga quedam-se boquiabertos com tanta falta de logicidade. A ideologia carcomida alojada na sua visão de mundo está indo à lona, assolada por socos bem colocados no ringue do imprevisível. O movimento que vem atanazando o status quo tem cara mas não tem dono. Reclama participação política mas não tem sigla. Golpeia o patrimônio privado e público do Estado capitalista mas não ergue bandeira vermelhas. Envolve as massas mas não é o populismo de Jânio Quadro. É febril como uma paixão e se espalha por todos os escaninhos do país como uma praga, mas não tem parte com o capeta, nem com a Igreja Católica, nem com a manipulação das massas à moda Getúlio Vargas. Toma as ruas, becos, avenidas e alamedas, mas nem de longe se parece com a campanha do Caçador de Marajá, contra quem marcharam os Caras-Pintadas, catapultando a campanha que desaguou no impeachment de Fernando Collor de Melo.

 

O que o Partido dos Trabalhadores levou décadas para soergue – a consciência e ação política -, surge agora como um passe de mágica, sem Lula Lá, sem PT, nem PC do B, sem bandeira socialista ou comunista, sem uma agenda esquerdista ou direitista. Nem o futebol, ópio do povo durante a Ditadura Militar, serve de ungüento para aplacar as feridas que provocam tantas dores, tantos clamores e tantos ardores do no coração e na alma do povo brasileiro. Eles assistem à Copa das Confederações, porém no outro dia estão no batente, no embate com as regras de convivência da sociedade burguesa. O Estado Democrático de Direito assiste perplexo o repúdio e a indignação daqueles que clamam tanto pela ação do Estado quanto pela implementação de Direitos, desmantelando a lógica da normalidade democrática, numa democracia cada dia mais cara-de-pau, cínica e alheia aos reclames básicos do povo que a concebeu para ser não apenas uma abstração juris-política, mas para ser acima de tudo um conjunto de políticas públicas a satisfazer as reais necessidades do cidadão. Nas ruas, não há espaço para falácias nem do Palácio do Planalto, nem do Congresso Nacional, nem dos Poderes da República nem de ninguém. Não é uma revolução Cubana, nem Chinesa nem a Russa, não é. Mas é uma revolução. Se revolucionar é revolver com radicalidade a organização social circundante, então as ruas estão sendo tomadas de assalto pelos guerrilheiros pós-Geração Coca-Cola, pós Carlos Lamarca e Mariguela, pós Che Guevara e Mao Tsé Tung. Que os sociólogo socorram a camarilha política estupefata, atônita e nervosa com tantos pedindo tanto em tão pouco tempo, saindo dos becos, viela e brenhas como uma praga de Deus intimidando os Faraós embalsamados, que há anos desdenham da inteligência, paciência e do bom-mocismo do povo brasileiro.

 

Que coisa é essa, então, que vive nas idéias desses amantes, que cantam os poetas mais delirantes, que juram os profetas embriagados, que está na romaria dos mutilados, que está na fantasia dos infelizes, que está no dia a dia das meretrizes, no plano dos bandidos, dos desvalidos, em todos os sentidos…

 

Começou com o orkut. Vieram outros sem grande alarde ou compilação. VEio o twitter… e o facebook párece que ainda toma conta de nossas cabeças.

Não sei até quando, mas que a moda passa, isso passa. E o site de relacionamentos logo, logo, creio, será suplantado por outra novidade.

O modismo impera. Já teve a moda da lambada, do sertanejo (que de sertanejo só tinha o chamamento apelativo) e tem até a torcida saopaulina fazendo campanha para ser a maior do Brasil.

Tudo passa. Chega o tempo em que lembramos que essas invenções – e invencionices – existem. Mas… estão ali… no cantinho… quse que esquecidas ou parcialmente tal…

Tatá dos Anjos, ou melhor, Altair dos Santos colocou as palavras na medida certa para explicar um pouco do modismo facebook.

É certo que o site de relacionamento está pelos quatro cantos do Brasil. Invadiu nossos lares, nossos celulares… nossas mentes!

É preciso ser comedido. Precisa-se ter bom senso para não transformar o deleite em vício.

Mesmo porque, terminamos “caindo na real” que muita coisa escrita pode ser virada contra a gente mesmo.

Exemplo disso são os incontáveis erros de grafia (ortografia, gramática, redação, como queiram chamar). Os de digitação (melhor seria datilografia) ainda passam. Mas existem apelações que chegam às raias da barbárie, demonstrando a involução do ensino/aprendizado brasileiro.

Isso depõe contra a pessoa, contra sua escola, sua cidade, seu estado, seu país.

É bom ter cuidado, então.

Segue o texto do amigo Tatá.

A REDE SOCIAL E SEUS ECOS

Por: Altair Santos (Tatá)

“a atribulada relação humana com o facebook, o maior fenômeno de comunicação e interação social dos últimos tempos.”

Lá do recôndito distante e derradeiro do seu cabeção, um maluco puxaria pela memória e repetiria, em alta voz, a célebre frase, “pára o mundo que eu quero descer!” Isso, dar-se-ia ante o fantástico, incrível e espetacular poder arrebatador e de domínio das redes sociais e alguns dos seus serviços, bem como, o usufruto cotidiano e praticamente ininterrupto desses recursos, que tem transformado a vida de muita gente.

O glorioso facebook nosso de todas as horas e das horas todas, em que pese o encurtamento de distâncias por ele promovido, a agilidade na troca de informações, a praticidade oferecida e possível, num mundo cada vez mais célere, exigente e atribulado, faz muita gente lançar os pés pelas mãos e assumir este meio, como parte indissociável de suas vidas. Um casal de jovens namorados, radicalizou na coisa e tatuou aquele “F”, símbolo do facebook. Ele no antebraço, ela atrás do pescoço.

E assim, a toda hora, a todo momento, de dentro pra fora, de fora pra dentro, conforme a música, tem gente que troca a noite pelo dia, a comida pela fome, a água pela sede, o marido ou a mulher pelo computador. Nesse particular, não chega a ser tanto, mas, do jeito que vai, em médio prazo, quem sabe! À noite numa festa, ou num bar, em alta madrugada tem gente postando fotos da balada, atualizando os ocorridos ou parte deles. Isso vara a noite indo até o amanhecer. A bateria desses navegantes quase nunca perde carga.

Após nocautear inapelavelmente o Orkut e empalidecer o MSN, suplantar e desbotar outros do ramo, o facebook reina quase que absoluto na preferência popular. Até o advento de um novo e mais atraente invento que o empurre para escanteio, ele virou e continua sendo um rotativo e vistoso painel de úteis e inúteis informações. É um leito de rápidas, conflitantes e apaziguadas relações, afinal, tem pinta de carro chefe do momento, em se falando de rede social.

Entre postagens, compartilhamentos, cutucadas e comentários, uma verdadeira salada de coisas boas e ruins é, ali, despejada, em grande número, sem qualquer zelo, sem maior ou menor critério, por parte dos consumidores. Pior, o que se lamenta no uso indiscriminado da conta, é que muita gente opta e exibe a potencial verve do besteirol, ressaltando as mentes e cucas desprovidas. É o exercício do livre direito em choque com a face inculta e deseducada, o que suscita debate, reflexão, análise sociológica.

Estes enunciados avalizam que, nem eruditos e nem populares, sozinhos em guetos, de parte a parte, sem associativismo, não construiriam a diversidade e a pluralidade social. Logo, os posicionamentos aqui expressos não carregam os crivos de natureza condenatória, nem de longe! Apenas, revelam fatos e nuances daquela realidade. Interagimos com a sociedade faceana ao nosso modo, respeitando o seu modelo e costume. Se não o fosse, nada teríamos a dizer.

O face (leia-se “feice”), para os íntimos, em sua estupenda legião de seguidores conta com aficionados de todas as ordens, a saber: os eventuais – aqueles que somente acessam para poucas e discretas investidas, visitas raras, esporádicas. Os moderados – que regularmente visitam, mas não se excedem e os viciados – que formam a esmagadora maioria. É neste conglomerado onde realmente mora o perigo. Esses são os degraus da verdadeira escada descendente da falta do que fazer e do arruinamento de um monte de coisas, dentre elas, a nobre língua portuguesa que sofre um bruto e irreversível bombardeio.

Com freqüência, no facebook, se nos aparece jóias raras como: quando eu “volta” da viagem (não seria voltar?). Hoje queria “esta” (estar) contigo. Em resposta à pergunta: vais ao evento? Acho que “vou ir”. Numa conversa entre amigas ou amigos: mas eu já tinha “chego” em casa! E essa: Não “fasso” isso “com” “tigo”, então não “fassa” isso “com” “migo”, por favor me “polpe!”. Essa foi de lascar! Outra mais: o lanche de ontem na faculdade “me deu em mim” uma tremenda “asia”, Se caprichasse um pouco mais, dava na pessoa um tremendo continente asiático! Fulana amanhã “não dar de ir”, o carro da minha mãe tá “concertando” na “ofisina!”. Isso no ENEM seria, “e nem” pensar. Já no ENADE seria “e nade a ver!”

Mais: diga não “au rasismo!” (assim fica difícil!). Alguns acadêmicos no face, rasgam previamente os diplomas e jogam o futuro de suas carreiras na lata do lixo, vejamos: amigo, fui “mau”, muito “mau” na prova de direito “sivil!” Onde já “si vil” isso rapaz? Esse cara só Pode estar gazetando as aulas e rasgando o dinheiro do pai! Sai pra lá “dotô”, já pensou um homem desses fazendo a sua defesa? É condenação certa, se não pela possível ou evidente culpa, mas pela retórica tortuosa, aleijada, do diplomado.

Via face, temos podido mandar e receber informações, agilizar contatos, emitir opiniões e um sem número de coisas servíveis e não servíveis, no emaranhado e acelerado ritmo da vida atual. Em potencial, o espaço virou praça virtual por onde desfila, em forma de postagem, uma enxurrada de porcaria.

Tem gente que usa o espaço para apor a fotografia do seu cachorro na cama do casal. Talvez na hora de dormir, marido e mulher deitem no chão e o cãozinho em lençóis macios! Já um outro, exibe uma enorme lasanha que vai ao forno (na casa dele), e daí? Uma moça, toda semana, tasca lá uma fotografia diferente, sempre sensual, dedo na boca entreaberta, olhar em diagonal, sinuosidade na cintura e decote em “V” maiúsculo. Quando instigada nega ser exibicionismo e afirma, nem fiz pose!

Um cidadão tarde da noite e, na falta de assunto, diz que está “indo dormir”, como se o sono dele interessasse e fizesse diferença na vida de alguém, ou que todos também se fossem com ida dele. Ora bolas, vá logo e, se possível, nem acorde mais. Dorme Cinderela, dorme!

Alguns metidos a poliglotas postam frases ou textos inteiros em inglês ou espanhol. Nas últimas semanas apareceram até uns textos do mundo árabe, nem sei se é verdade ou não, porque não tinha tradução e mal pratico o português! Certos manés passam o tempo todo inserindo clips de pagode de São Paulo, forrós desforrozados e o intragável sertanejo universitário (sem xenofobismo, por favor!). Não vejo a hora desse sertanejo se formar, começar a trabalhar e parar de encher o saco!

Aquela alesada, toda chorosa, coloca um anúncio e pede milhares de compartilhamentos porque o gato ou cachorro de estimação sumiu e seu o coração está em frangalhos. Enquanto isso lá no quintal da casa, o filho dela fica viçando (comendo) terra e aumentando o tamanho do “bucho”. Mas o que importa mesmo é o animal de volta, o guri que se entupa de verme!

Tem uns que vão viajar e mal chegam ao aeroporto ou rodoviária e mandam uma foto com a legenda: “indo pra lugar tal, indo não sei pra onde! Ora, vai rapaz, que tal ir pros “quintos” e por lá ficar? Outros, na mais total ausência de afazeres passam o tempo todo chamando pra jogar isso, jogar aquilo, jogar não sei o quê! Não quero jogar nada, não sei jogar esses negócios! Ultimamente nem pedra na lua ou nos telhados ando jogando, muito embora, alguns tetos andem merecendo umas boas pedradas!

Sem meio esforço, no face, você é metralhado por uma coleção de frases de auto-ajuda, máximas religiosas, poesias e piadas que, com exceções, aceitamos e respeitamos.

Tem os que reproduzem Nietsche, Max, Engels, Sócrates, e os que passeiam por Jesus Cristo, Nossa Senhora, Maomé, Buda, Iemanjá, Ogum, Gandhi, Chico Xavier, Zibia Gasparetto. Outros atacam de Adamastor Pitaco, Mução, Barnabé e tantos mais, dentre santos, célebres e engraçados, tudo vale quando é pro bem comum!

Lá também aparece mais coisa boa como divulgação de prestação de serviços, eventos, fotografias, informes e dados históricos, culturais e esportivos. Curiosidades e avanços da ciência e da medicina, também têm lugar no multifacetado facebook.

Todavia, existem os que praticam a falta de ética e respeito, o que não devia habitar um espaço de interação social.Tem uma turma que faz comentário político com a boa crítica e análise criteriosa, manifestação sensata. Outros, no entanto, sem polimento qualquer descambam pra apelação, ofensa e revanchismo.

Existem aqueles que se travestem de pais da invencionice, verdadeiros criadores de fatos, dados, números e valores que só eles conhecem, sabem ou viram um dia. Ai vira desinformação, sacanagem! Preferências textuais, à parte, a rede é social e, por tal, espaço do direito livre, facultado a todos, muito embora, a turma devesse melhorar e enriquecer o conteúdo, para o bem da formação e da informação.

Em muitos casos, como dito numa piada encontrada no glossário do bom humor do próprio face: a coisa anda tão feia no facebook que a palavra em vez de “postar” deveria ser “bostar”. Mas o que é mesmo a relação humana senão um grande oásis, do qual todos bebem e se recostam à sombra; cada qual, segundo a sua sede e cansaço?

O autor é músico e produtor cultural

tatadeportovelho@gmail.com

A importação de Engenheiros – Opinião

Por Artur Quintela

 

Verdade que o Governo Federal tenciona abreviar o registro de engenheiros estrangeiros para atuar no Brasil.

Verdade, também, que a Federação Nacional de Engenheiros se posiciona preocupada com a medida, já que isso pode gerar desemprego para os engenheiros brasileiros.

Verdade, ainda, que a evasão dos acadêmicos atua como desestímulo às Faculdades em disponibilizar cursos de engenharia em várias regiões do País.

 

Entretanto, é bom que se veja – NOTADAMENTE – que a qualidade do ensino superior no Brasil despencou tenebrosamente.

 

Trabalho com assessoria acadêmica e estou ultimando meus últimos trabalhos com a categoria exatamente por estar decepcionado com a qualidade de ensino e aprendizado hoje difundidos em nossas faculdades.

 

Parece que a voga (dos anos setenta) voltou como prioridade: O diploma é mais importante que o saber.

 

Temos, atualmente, docentes que se formaram de forma irregular, apadrinhados, parece-me. Não sabem compor um Projeto de Pesquisa, embora tenhamos vários autores abalizados no assunto que ensinam os dez passos para a elaboração de um bom projeto.

 

Têm-me chegado às mãos trabalhos com notas elevadas – aprovados – e incompletos. Faltando metodologia, padronização, partes, enfim… E aprovados!

 

Tais graduandos (graduados) sofrem uma decepção enorme quando são rejeitados pelo mercado de trabalho – cada dia mais exigente na qualificação de mão-de-obra.

 

Contudo, são eles mesmos os responsáveis – ou co-responsáveis – pelo fracasso. Preferiram o “canudo” ao saber.

 

Enquanto isso, os que estudaram com afinco (CDFs, no linguajar chulo das “facul”) conquistam vagas excelentes no mercado. Mas são poucos… pouquíssimos.

 

E assim caminha a academia…

 

Esperar o quê, então, de um governo que se interessa pelo progresso? Temos que ir buscar lá fora, sim. O que está faltando aqui. Em quantidade e qualidade. Se quisermos continuar progredindo.

 

 Dê um pulinho no link

http://www.seesp.org.br/site/cotidiano/828-fne-se-posicion…tacao-de-engenheiros.html

O RESPEITO À MÃE DEVE SER EXEMPLO DE VIDA

 

Já escrevi antes neste espaço que duvido muito que possa aparecer uma pessoa que afirme – com convicção – que já foi desrespeitada por mim.

Não posso dizer o contrário, infelizmente.

 

Cresci em uma casa onde o respeito não era só aos que tinham autoridade, mas aos mais velhos e aos iguais, também se devia respeito.

Posto que é respeitando que se granjeia o respeito.

 

Tenho visto vários jovens hoje andando pelas ruas, adentrando casas comerciais, e até residências, com as cuecas à mostra, calças sem cinturões, arriadas quase à base da bunda.

 

Creio que lhes faltou ensinamento doméstico. Sim. Ensinamento familiar.

Será que esses mesmos jovens gostariam de ver outros indivíduos comportando-se de tal maneira na presença de suas mães? Para os que respondem afirmativamente, creio que o título desse breve artigo deve cair como uma luva.

 

Uma vez um indivíduo falou que homem que usa banheiro público deve ser bicha. Ora, quem estava utilizando um mictório era eu. Pagara por isso.

E, ao sair, sem discussão, redargui que se ele não ficava ofendido com sua esposa vendo a exposição de tantos pênis pelas ruas da cidade, eu, por meu lado, preocupava-me com isso sim. E respeitava, inclusive, aquela que estava a seu lado, que parecia ser sua esposa. Ele desconversou, dizendo que estava ali pra brincar o carnaval e não discutir, o que encerrou a réplica.

 

Fico pasmo de ver como os valores morais vão se esgotando em nossa sociedade. Será que esses jovens que andam de cuecas pelas ruas acreditam mesmo que fazem sucesso?

 

A outra pergunta que não cala é:

 

Será que aceitariam de boa vontade a presença de outros elementos na frente de suas genitoras, posando com as calças quase pelos joelhos e as cuecas totalmente às mostras.

 

Acredito que tais personagens são aqueles que passaram a primeira infância sem assistência dos pais, desagregados das famílias, por isso não aprenderam o que é respeito, mesmo que aos familiares. Foram forçados pelo regime a conhecer primeiro os coleguinhas da escola que, como eles, também foram apartados do seio familiar. Assim, criam um mundo banalizado onde a negligência com os costumes e o desrespeito passa a nortear suas ações.

 

Que pena!… Que pena!…

O texto abaixo circula através da rede Facebook. É uma boa resposta para os que “gostam” de atacar outros estados ou municípios sem olhar para o próprio umbigo. E, quem quiser conhecer um pouco sobre o Professor Fabio Lins, visite:

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?metodo=apresentar&id=K4761514E0&tipo=completo&idiomaExibicao=1.

VALE A PENA LER!

A bela resposta de Fabio Lins (professor da UFAL) ao ignorante que falou mal de Alagoas!!

Crônica de um desagravo alagoano

Está circulando pela internet um comentário postado recentemente no facebook em que um cidadão diz que deveria ser soltada uma bomba no Senado e também no Estado de Alagoas, a fim de que não se proliferassem “essas crias do inferno”, referindo-se a alguns parlamentares que ocuparam cadeiras no Senado Federal.

Nas palavras raivosas do citado cidadão, “Alagoas é um ninho destas pestes, uma ratoeira.” Ele fez referência expressa a alguns representantes políticos do Estado de Alagoas que estariam “infectando” todo o país.

O que responder a uma pessoa com esta, que é movida por tanta ignorância e intolerância?

Antes de tudo, não pretendo fazer aqui uma defesa dos mencionados políticos, posto que além de não ter votado nos mesmos, tão pouco os considero como bons políticos (sim, há bons políticos). Também gostaria de dizer que políticos de péssima qualidade, seja no aspecto ético-moral ou mesmo técnico (em geral nos dois aspectos), existem em todos os lugares. Que atire a primeira pedra em Alagoas aquele que vive em um Estado brasileiro que não tem políticos corruptos e despreparados em quantidade superior ao quantitativo que esperávamos. Sei que já foi dito que cada povo tem o Governo que merece, mas certamente não se pode atribuir à população as características pessoais de alguns de seus integrantes. Não estou passando a mão na cabeça do povo alagoano. De jeito nenhum. Que, em inúmeras situações, nós escolhemos mal nossos representantes, isto é fato e a história está aí para confirmar. Mas jamais direi (ou ficarei calado diante de quem afirme) que o alagoano, ou quem quer que seja, é desonesto ou calhorda porque tem representantes políticos de péssima estirpe.

É um gesto de infinita ignorância achar que somente os que vivem em determinada região do país são os únicos (ou até mesmo os maiores) portadores de mazelas nacionais. O citado ato veiculado pelo facebook, longe de ser um fato isolado, provém de uma grande intolerância, especialmente com os nordestinos, situação que não deve ser calada.

O que fazer com um sujeito com esse e seus pensamentos tacanhos?

Imagino a realização de uma reunião com algumas figuras alagoanas ilustres para discutir o destino deste infeliz e preconceituoso indivíduo (uma reunião no estilo Meia Noite em Paris, de Wood Allen, onde personagens do presente e do passado se misturam). Nesta reunião, estariam presentes Graciliano Ramos, Nise da Silveira, Arthur Ramos, Pontes de Miranda, Aurélio Buarque de Holanda, Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto, Zumbi, Zagallo, Marta, Cacá Diegues, Paulo Gracindo e Djavan.

Iniciada a reunião, o Mestre Graça diria:

– Nem em minha “Infância”, vi pessoa com tanta “Angústia”. Acho que pessoas com esta criatura têm “Vidas Secas”. Mal sabe ele que os “Viventes das Alagoas” são pessoas de bem, humildes, trabalhadoras, que honram suas origens “Caetés”. Minha cara Nise, creio que este rapaz precise de um sério tratamento psiquiátrico. Veja o que você pode fazer por esta pobre alma.

– Graciliano (eleito o alagoano do século XX, um dos maiores escritores da língua portuguesa), responde Nise da Silveira (psiquiatra, precursora dos tratamentos psiquiátricos humanizados no país), apesar de sempre ter defendido a utilização de terapias mais humanizadas, creio que para este senhor, não há muito que a psiquiatria possa fazer. Acho que ninguém melhor que o Mestre Aurélio para lhe dar algumas palavras.

– De fato, disse Aurélio Buarque de Holanda (filólogo, dicionarista, autor do principal dicionário da língua portuguesa), este rapaz tem que saber que tolerância é a “disposição de admitir, nos outros, modos de pensar, de agir e de sentir diferentes dos nossos” e que ignorância, de que julgo que ele é um grande possuidor, significa “Falta geral de conhecimento, de saber, de instrução./ Estado de quem ignora”. Creio que Arthur poderia analisar a condição deste indivíduo.

– Claro Aurélio, disse Arthur Ramos (etnólogo e antropólogo brasileiro, foi diretor da UNESCO), como sempre fui um estudioso das questões sociológicas, em especial da condição de segmentos objeto de discriminação, como os negros, sei que este cidadão é um reflexo de uma sociedade de exclusão: exclusão do pobre, do diferente, do que não vive perto dos grandes centros. Como ele, existem muitos outros que passam a vida se julgando superiores, detentores de uma moral e capacidade acima dos demais. Em outras palavras, merecedores de pena.

Neste momento, Pontes de Miranda (jurista, escritor, considerado por muitos o maior jurista brasileiro de todos os tempos, autor da maior obra jurídica da história da humanidade) acrescentou:

– De pena e dos rigores da lei. Atitudes como a deste rapaz configuram crime e devem ser apuradas e punidas, evitando novos gestos de racismo, preconceito e intolerância.

Neste exato momento, sentado ao lado de Floriano Peixoto (segundo presidente da República e consolidador desta), Deodoro da Fonseca (proclamador da República, primeiro presidente do Brasil) bradou:

– Se acharmos necessário para garantir os fins da República, a igualdade entre os cidadãos e o respeito aos direitos fundamentais, podemos reunir mais pessoas e criar um movimento revolucionário contra a ignorância e a intolerância. Meu amigo Zumbi dos Palmares, você que é um herói nacional como eu sou, o que você acha ?

Zumbi (líder negro, comandou a maior movimento de libertação das Américas no período colonial) então respondeu:

– Dei minha vida pela liberdade, e voltaria a fazê-lo, mas a liberdade deve ser exercida para o bem da humanidade. Ninguém tem o direito de se utilizar de forma indevida da liberdade de expressão para agredir as pessoas. Se o fazem, devem responder por tais atos.

Sugeriram que fossem enviadas poesias de Jorge de Lima e Lêdo Ivo para o citado cidadão se tornar mais civilizado.

Zagallo (único futebolista tetracampeão do mundo), que também estava presente, disse:

– Esse cidadão, goste de nós alagoanos ou não, ele vai ter que nos engolir.

A Rainha Marta (quatro vezes melhor jogadora de futebol do mundo) concordou com a opinião do Velho Lobo.

Cacá Diegues (grande cineastra brasileiro) emendou:

– Este cidadão deveria ser informado que se Deus é Brasileiro, Alagoas é seu Paraíso das Águas.

Paulo Gracindo sugeriu:

– Este sujeito não deve ser Bem Amado.

Convidado para animar a reunião com seu talento musical, Djavan (compositor, cantor, um dos grandes da MPB), concluiu a reunião cantando:

– Você me deu liberdade
Pra meu destino escolher
E quando sentir saudades
Poder chorar por você
Não vê, minha terra mãe
Que estou a me lamentar
É que eu fui condenado a viver do que cantar
A–la, a–la, ala, Alagoas

Prof. Fabio Lins

Para os que acham que Presidenta é apenas o feminino de Presidente, vamos esclarecer: ente = sufixo designador de ser, pessoa. Portanto, é substantivo masculino e feminino. Presidente é sm e sf e também adjetivo.
Para os que acham que estou no linguajar errado, atentem para as expressões abaixo e vejam como soa “bonito”.

Os entas da Presidenta

Ela estava largamenta sorridenta, justamenta porque não se mostrava incoerenta, mas sim, competenta. E, firmementa, exatamenta porque era pertinenta, permitiu que os doidamenta insanos a classificassem torpementa.
Sua estrela refulgenta, geralmenta rubra, atualmenta mantinha o brilho, embora brevementa. Embora não fosse tão atraenta, mostrava-se contenta porque era prudenta. E a massa inconscienta, achando-se experienta, orientava-se mutuamenta para desfrutar fartamenta, o que a gerenta e a serventa da Presidenta esbanjavam.

“SURRUPIADA DO AMIGO EDILSON PALANCIO”

A formiga estourada!!!!!             (SENSACIONAL!!!)

Era uma vez, uma formiguinha e uma cigarra muito amigas.

Durante todo o outono, a formiguinha trabalhou sem parar, armazenando comida para o período de inverno.

Não aproveitou nada do sol, da brisa suave do fim da tarde e nem o bate-papo com os amigos ao final do trabalho tomando uma cervejinha gelada. Seu nome era ‘Trabalho’, e seu sobrenome era ‘Sempre’.

Enquanto isso, a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade; não desperdiçou nem um minuto sequer.

Cantou durante todo o outono, dançou, aproveitou o sol, curtiu prá valer sem se preocupar com o inverno que estava por vir. Então, passados alguns dias, começou a esfriar.

Era o inverno que estava começando. A formiguinha, exausta de tanto trabalhar, entrou para a sua singela e aconchegante toca, repleta de comida.

Mas alguém chamava por seu nome, do lado de fora da toca.

Quando abriu a porta para ver quem era, ficou surpresa com o que viu. Sua amiga cigarra estava dentro de uma Ferrari amarela com um aconchegante casaco de vison.

E a cigarra disse para a formiguinha:

– Olá, amiga, vou passar o inverno em Paris. – Será que você poderia cuidar da minha toca? 

E a formiguinha respondeu:

– Claro, sem problemas! – Mas o que lhe aconteceu? – Como você conseguiu dinheiro para ir à Paris e comprar esta Ferrari?

E a cigarra respondeu:

– Imagine você que eu estava cantando em um bar na semana passada e um produtor gostou da minha voz. Fechei um contrato de seis meses para fazer show em Paris… À propósito, a amiga deseja alguma coisa de lá?

– Desejo sim, respondeu a formiguinha. Se você encontrar o La Fontaine (Autor da Fábula Original) por lá, manda ele ir para a ‘Puta Que O Pariu!!!’

Moral da História: Aproveite sua vida, saiba dosar trabalho e lazer, pois trabalho em demasia só traz benefício em fábulas do La Fontaine.

Trabalhe, mas curta a sua vida. Ela é única!!!

Se você não encontrar a sua metade da laranja, não desanime, procure sua metade do limão, adicione açúcar e gelo, e…aproveite, entendeu?

Seja feliz !