Category: Entretenimento


FALANDO DE FUTEBOL

 

Quando o Brasil perdeu a Copa de 1998 para a França o torcedor ficou fulo e entre tantas e tantas ousadas especulações falava-se na “venda” do título pela CBF.

Aí vieram as explicações de técnicos, dirigentes, jornalistas… nenhuma delas deglutida facilmente pela torcida brasileira (e quem deglutiu, sofreu indigestão).

 

Depois, veio a vergonha de 2014. Vergonha porque foi alardeada pela própria comissão técnica que tínhamos (como em 1998) a melhor seleção daquela copa.

O placar de 7 a 1 mostrou que não era nada disso. Tínhamos uma seleção medíocre, com garotos que foram usados por gente inescrupulosa para apenas manter a camisa canarinho em campo.

Exceção: Julio Cesar. Ele não merecia ser o cristo da vez. Talvez fosse o único que não merecia aquela humilhação. Sim! Porque Neymar se recusou e fazer o joguinho do Ronaldo de 98. E a patrocinadora deu outro “jeitinho brasileiro”. A “lesão” foi tão bem montada que apareceram “exames comprovadores”. Tudo muito certinho para mostrar que “realmente Neymar estava lesionado”. Explicações demais, acho. Exageradamente explicável. Mas os milhões do “garoto” não podiam ser tratados de outra maneira. E ele ficou fora da vergonha.

 

Já o Brasil, não. Amargamos a pior derrota dentro de uma Copa do Mundo de Futebol. E estamos amargando, ainda.

Tudo foi meticulosamente estudado, a maquiagem de cada detalhe,sordidamente combinada para dar o maior realismo possível. Até jornalistas experientes caíram na esparrela.

A casa caiu, entretanto. FIFA e CBF sucumbiram, um ano depois, às suas próprias maracutaias. As organizações de Copas, os patrocínios com desvios em favor de dirigentes, as contratações ilícitas, tudo veio à tona. E ainda virá muito mais nesse jogo de sujeira e poder.

 

A vergonha nacional hoje é mundial. O descrédito toma conta da entidade que congrega mais nações que a própria ONU. Até representantes dos congressos das mais diversas nações falam a esse respeito. Quem criticava duramente antes os dirigentes esportivos da FIFA (e da CBF) agora sente-se à vontade para gritar: “Eu falei! Eu avisei!”.

 

Para nós, aqui no Brasil, acostumados com tantos escândalos (Mensalão, Petrolão, etc.) talvez venha a ser apenas “mais um”. Mas José Maria Marin terá que se explicar ao FBI que não tem as “calças presas” aos “dólares nas cuecas”. E o atual Presidente da CBF deve estar com os tufos de cabelos doídos de tanto tentar arrancá-los, no desespero de ser pego, também.

Romário que o diga… Já o chamava de ladrão e agora estufa o peito para gritar. Afinal, goza da famosa imunidade parlamentar e pode xingar quem quiser.

Quanto a nós, meros mortais, resta pedir aos deuses do Olimpo para proteger nosso futebol de várzea. Tomara que pelo menos a “pelada” dos fins de semana escape.

 

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Olá, gente querida.
Estou um tanto ausente deste espaço por problemas de ordem maior.

De qualquer forma não posso deixar de publicar aqui, como de hábito, o resultado da reunião realizada pela Escola Asfaltão que, com nova diretoria já urge para o ano vindouro, com suas ações sendo desenvolvidas e planejadas. Então segue aí o comunicado da amiga Silvia que continua à frente da Diretoria de Comunicações de nossa escola querida.

Senhores(as),
Segue em anexo o resultado do Planejamento da escola de Samba Asfaltão.
Pedimos se possível, a veiculação deste material.
Grata,

Silvia – 9982-9381
Diretora de Comunicação do GRESA

“A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios.
Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente,
antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”.
(Charlie Chaplin).

ASFALTÃO MANTERÁ SUA MISSÃO

“…O samba agoniza , mais não morre…” (Nelson Sargento)
O Samba é um ritmo genuinamente Brasileiro que surgiu a partir das danças, rituais e ritmos de raízes africanas. Aqui na terra do gingado e do swing, ganhou uma característica com  estilo,  cara,  jeito e harmonia encontrada somente neste País tropical, por isso é considerado uma das principais manifestações culturais populares do Brasil.
Em Rondônia, mas especificamente em Porto Velho, sob a responsabilidade de muitos que já estiveram neste plano e outros que por aqui ainda cumprem sua missão, a história deste ritmo segue, a duras penas e graças a garra de muitos bambas, ainda se mantém firme e muito viva.
1.  A Escola de Samba Asfaltão avalia e planeja para organizar!!
A Escola de Samba Asfaltão, visando continuar e revitalizar esta história, procurando fortalecer ainda mais, junto com todas as pessoas que carregam consigo este propósito, reuniu a sua Diretoria no dia 28/03/2015, pra avaliar, planejar e organizar suas ações. Assim definidas:
1.1.    AÇÕES ESTRUTURAIS que consiste em cuidar da estrutura e do Patrimônio da Agremiação;

1.2.    AÇÕES ADMINISTRATIVAS – redefinir e organizar as ações burocráticas da Instituição;

1.3.    AGENDA SOCIAL – são as agendas de eventos que envolvem o fortalecimento do samba, o Projeto leituras ao Vento, Rua de lazer, integração com a comunidade e outros eventos tradicionais da Agenda do Asfaltão.
• O destaque especial neste item é o Projeto Samba Autoral, criado por membros da Família Asfaltão junto com outros bambas de Porto Velho, que vem incentivando os compositores e compositoras de nossa cidade.
• Destaque também, para o esporte por meio do futebol, que além de possibilitar qualidade de vida, tem proporcionado intercâmbio com clubes e equipes locais e atletas de outras cidades.

1.4.    AGENDA CARNAVAL – que nada mais é do que planejar e organizar as ações da Escola, pertinentes ao carnaval de 2016 dentre as quais estão os encaminhamentos para a Escolha do Enredo; Entrega da Sinopse, Escolha do Samba de Enredo dentre outras ações.
• Destaques do Planejamento
Duas ações comentadas a seguir foram discutidas intensamente, e por isso destacadas pelos presentes na reunião de Planejamento.
Agenda Social – Escolinha de Percussão
É um Projeto da Escola iniciado a 2 anos atrás, que apesar de ter preparado muitas crianças e adolescentes, esteve suspenso por algum tempo por falta de apoio e estrutura.
Agora, graças a uma parceria que está sendo consolidada com acadêmicos da Faculdade São Lucas, terá continuidade. Conduzido pelo Mestre Danilo e os Contra Mestres Eduardo Soneka e Junior Frajola, desta vez, além de nossas crianças e adolescentes, serão também incentivados e preparados discentes desta instituição.

Desfile das Escolas de Samba
Este assunto bateu recorde na avaliação negativa, principalmente por lembrarem que nesta gestão municipal, a tradição dos desfiles das Escolas de Samba não aconteceu e o sentimento de todos é, ao que tudo indica, da forma que vai, nem o de 2016 acontecerá. Se realmente quisessem ou quiserem, este seria o momento, para o planejamento do Desfile do ano que vem e, tanto Funcultural quanto FESEC da qual o GRESA é filiado, deveriam estar debruçados neste projeto.
Não adianta empurra, empurra de data, pois fruto de problemas oriundos tanto de gestões passadas da FESEC e da má vontade da Prefeitura Municipal de Porto Velho por meio Funcultural, bem como do Governo do Estado que demonstra total descaso com a cultura, o sentimento geral da Diretoria é que a exemplo do que aconteceu em 2014, o desfile de 2015, fracassou.
Muitos pontos foram levantados, o mais grave e que muito preocupa, é o fato de não percebermos, por parte da gestão municipal, vontade para sanar esta dívida cultural e política para com os fomentadores e admiradores deste segmento da cultura.
Se querem de fato sanar este débito cultural, vamos agora no mês de abril Fulcultural e Fesec, junto com suas filiadas, começar a Planejar, e a elaborar o projeto de organização para os desfiles de 2016.

Silvia Ferreira de Oliveira Pinheiro – 9982-9381
Diretora de Comunicação

Inicialmente, bom dia, gente querida.

Estive ausente, logo após o retorno da “cheia do Madeira”. Acontece que nossas instalações ainda estão sofríveis. A água que entrou pelas tubulações compromete a fiação e – sabe-se lá por quê, Meu Deus – um raio que atingiu os cabos de telefonia causaram pane em modem, roteador, portas… etc, de meu equipamento de informática. Resultado: Ficamos sem Internet por mais de uma semana.

Agora, com dispositivos novos e já tudo “arrumado”, estamos de volta.

Agora segue o pedido de desculpas à Família Asfaltão.  Sempre que recebo uma nota da Diretoria de Comunicação através da amiga Silvia, posto no blog e faço chamada pelo facebook. Infelizmente, a nota chegou durante o período sem net. Desculpas apresentadas!

Continuando, a Nota da Asfaltão segue na íntegra, mesmo defasada no tempo para a comemoração do Dia das Crianças. Não seria muito ético editar.  Então segue aí.

Bom dia!

Senhores(as), com os cumprimentos da Família Asfaltão, peço se possível a veiculação do material abaixo.

Grata,

Silvia – 9982-9381

“A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios.
Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente,
antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”.
(Charlie Chaplin).

 

 

ASFALTÃO ELEGE NOVA DIRETORIA

O GRESA – Grêmio Recreativo Escola de Samba Asfaltão, realizou nesta terça feira, dia 07 de outubro, a assembleia de reforma Estatutária e Eleição da nova Diretoria.

A renovação é um passo importante para esta reestruturação, com este pensamento, foi eleito como Presidente o jovem Danilo Cardoso, filho de Reginaldo Cardoso (Makumbinha). Nascido em 19/08/1989, Danilo Fith como é conhecido, desfila na Escola desde os 6 anos de idade, sempre na bateria. Multi instrumentista, é compositor e cantor. Em 2010 foi conduzido à Contra Mestre da Bateria da Escola a Pura Raça. Em 2009 já dividia o posto de Mestre de Bateria junto com experiente Admilson kinghtz, o Mestre Negão, titular da Batuta.

O Presidente eleito é também componente da ala de compositores da escola de Samba Asfaltão. Graduando em Análises Clínicas e Recursos Humanos, é percussionista nos grupos de pagode Samba VIP e Samba Mais.

Como Vice Presidente, fará a dobradinha com o Mestre Danilo, o seu parceiro Eduardo Dias, nascido em 11/12/1993, também ritmista, compositor e cantor que desfila no Asfaltão desde os 5 anos de idade.

Outros dois jovens passam a compor a Diretoria, Allan Junior, nascido em 06/05/1993 ritmista, compositor e cantor. Desfila no GRESA desde os 3 anos de idade, é Também Contra Mestre da Bateria Pura Raça. Hoje focado para se aperfeiçoar no cavaquinho, Juninho como é chamado pela atual Diretoria, assume a Diretoria de Patrimônio.

Dentro desta renovação está a jovem Camila Pinheiro, nascida em 10/11/1990, que desfila junto com a Família Asfaltão desde os 3 anos de idade, foi destaque em vários desfiles. Atuante nos barracões nos trabalhos manuais, ultimamente junto com outros colegas, ela tem assumido a missão de Diretora de Harmonia na avenida. Graduanda em Direito, Camila assumirá a Diretoria de Finanças da Escola.

Este quarteto, Danilo, Eduardo, Allan Junior e Camila, chegam com novas ideias, trazendo energia e disposição. Com a origem do reduto do samba, assumem papéis importantes, com a missão de junto a outros amigos, sejam da escola ou das coirmãs, fortalecerem e manterem viva a resistência do Samba em Porto Velho. Eles contarão com a experiência de componentes da atual direção que ficaram com as seguintes atribuições: Andreia: Secretária; Vanilce: Administradora; Silvia: Diretora de Comunicação; Osvaldo Pitaluga: Diretor Social; Everton: Diretor Jurídico; Makumbinha: Diretor de Carnaval; Oscar Knight: Diretor Musical; Janilson conhecido como Jacaré: Diretor de Esporte. Membros do Conselho Fiscal Efetivo: Anderson Machado, Tatá, Léia; Membros do Conselho Fiscal Suplente: Maria José, Ismael Barreto e Wilma Dias.

“…Que esta nova composição da Diretoria tenha sucesso em seu trabalho…” Assim disse Makumbinha, que está deixando a Presidência.

 

Fazer “Escola”, é preparar e passar o legado da importância em se manter viva uma história. É transmitir que mais que querer, é importante viver e sentir o que é cultura pra que esta chama não se apague.

 

AGENDA

A nova Diretoria já tem uma agenda a cumprir ainda este ano, dentre elas estão:

 

  1. Rua de Lazer alusiva ao dia das crianças, que acontece neste sábado (11/10), na Tenda do Tigre, das 08:00 às 12:00. A Tenda do Tigre fica localizada na Jacy Paraná entre Getúlio Vargas e Brasília; e

 

  1. Baile Brega, que acontecerá no próximo mês de novembro;

 

  1. Tem ainda a semana de Zumbi, o dia do Samba e o Dia de Santa Barbara, agendas que se encontram em fase de ajustes e adequação.

 

A Família Asfaltão conta com o apoio e a participação de todos que valorizam e respeitam a cultura.

 

 

Silvia Ferreira de Oliveira Pinheiro – 9982-9381

Diretora de Comunicação do G.R.E.S Asfaltão

 

Parabéns  à nova Diretoria. Sucesso ao Danilo e seu grupo.
Na realidade, tenho que dar os parabéns a toda a Família Asfaltão, que cede espaço à juventude para que exponha seus sonhos e os torne realidade. 

 

 

Ontem, na Intervenção Cultural promovida pela Associação Cultural Rio Madeira (ACRM), Projeto Seresta Cultural e Bar Interativo Itinerante Social e Cultural (BIISC), tivemos a grata satisfação de contar, mais uma vez com uma apresentação de nosso Poeta Mado.

Mado consegue encantar a plateia e prender a atenção. Aos mais sensíveis (como eu) é capaz de levar às lágrimas com sua atuação. A performance deixa-nos orgulhosos da verdadeira “prata da casa”.

Ao POETA MADO dedico, com carinho, esse pequeno trabalho.

 

MADO

 

POEMA BEIRADEIRO

 

MADO

DEIXE QUE CANTE EM POEMA

AO POETA VERDADEIRO

NEM QUE SEJA ESTE CANTO

O MEU CANTO DERRADEIRO

 

PORTUGAL TEM LÁ ORIGENS

DO MEU CANTAR, TALVEZ FADO,

PORTO VELHO TEM HISTÓRIA

CONTADA E CANTADA POR MADO

 

FAZ ENCANTAR A PLATEIA

FAZ SOBERANA A VOZ

CHAMA A SI A ASSEMBLEIA

ENTRETENDO TODOS NÓS

 

FAZ LEMBRAR A CACHOEIRA

QUE SERVIU AO MARECHAL

LÁ SE FOI A ALTANEIRA

JÁ DEU SEU GRITO FINAL

 

RESSUSCITA A FERROVIA

FAZ DE NOVO APITAR

A VELHA MAD MARIA

E O POVO FAZ VIBRAR

 

AS ÁGUAS DO MEU MADEIRA

ESTÃO NO SEU RECITAL

O VENTO QUE AGITA A BANDEIRA

FAZ DANÇAR O IMORTAL

 

MUITO ALÉM DO IMAGINÁVEL

MAIS PRA LÁ QUE O INATINGÍVEL

ESSE POETA NOTÁVEL

FAZ LEIGO FICAR SENSÍVEL

 

SE FAZ CHORAR QUEM LHE OUVE

SE FAZ SORRI QUEM LHE VÊ

É PORQUE MAIOR JAMAIS HOUVE

SEJA NO RÁDIO OU TV

 

QUE SEJA O POETA MADO

DAS ÁGUAS OU BEIRADEIRO

SEMPRE SERÁ O AMADO

MAIS AMADO BRASILEIRO

 

Olá, gente amiga.

Que bom estar de volta após os tenebrosos meses da (e pós) alagação que quase destruiu minha casa.

Já fui cobrado por muita gente amiga por ter “abandonado” meu blog. Mas estou de volta com a cuca cheia de temas para artigos. E vamos começar pelo evento de ontem, na Ladeira Comendador Centeno, aqui em Porto Velho.

O velho prédio que abrigou a Prefeitura e a Câmara de Vereadores de nosso Município está sendo restaurado e promete abrigar o Museu da Câmara.

Fiquei feliz por vários motivos ontem. Ao participar com algumas músicas foi de somenos importância. Mas, ver o amigo e companheiro Anisio Gorayeb (o filho) emocionar-se com a oficialização do nome que será dado àquela casa, emocionou-me também. Seu pai, que orgulhou esta cidade como verdadeiro edil defensor do povo, foi homenageado  e seu nome (in memoriam) será atribuído ao nosso mais novo prédio.

E ver tanta gente bonita e amiga ali foi compensador.

Nosso querido Bazinho não cansava de fotografar. Queria guardar tudo na info-memória. Com razão. Justificadíssimo. Afinal, a associação da qual é membro fundador foi a mentora do projeto que recuperou aquele prédio – altamente erodido pelo tempo e descaso das autoridades.

A Associação Cultural Rio Madeira não só cuidou da parte do planejamento como aliou-se ao atual Presidente da Câmara Municipal – Alan Queiroz – para levar à frente a obra de recuperação que – diga-se de passagem – está muito bonita e na parte final.

Citar todos os nomes aqui, seria passar o dia inteiro escrevendo. Mas, sem injustiçar, podemos citar Silvio Santos (Zekatraca) que, com o filho Silvinho deu um show, acompanhados pela banda da Seresta Cultural, comandada pelo Heitor Almeida. Também se fizeram presentes Alciréia e o esposo Calmon. Ela foi outro show no palco.

Dentre as personalidades marcantes de nossa história política, contamos o Presidente da Academia Rondoniense de Letras (William) e o compositor do Hino de Porto Velho, Claudio Feitosa. esse, por sinal, muito esquecido pelas autoridades municipais, pois sequer consta seu nome como compositor de nosso símbolo musical.

Claro que ficam muitos nomes de fora dessa lista, gente de importância, mas que requer uma lista enorme.

A todos fica aqui meu muito obrigado.

 

Olha, é preciso coragem, disposição para ler do início ao fim. Sei que muita gente não concorda com o que foi escrito. É um artigo com verdadeira percepção musical contemporânea.
Costumo atender acadêmica(o)s em dificuldades em seus TCCs. Talvez não tenham disposição (nem tempo) para ler todo o artigo, mas seu conteúdo é válido.
Boa leitura (se conseguir…).

 

 

MIB (Música Imbecil Brasileira): o Sertanejo Universitário na era da imbecilidade monossilábica

By Ton Müller on 30 de julho de 2014 Hipnose, Sociedade

Por Rafael Teodoro do site Revista Bula | Post retirado do meu blog de fotografia mas que precisa ser amplamente distribuído pois até hoje foi o texto que na minha opinião mais explicou sobre a década perdida da música brasileira, mais uma vez… 

Um movimento circular, no qual aquele que nada tem a oferecer intelectualmente alimenta com sua arte quem já se encontra morrendo de inanição cerebral

Há uma tendência idiomática, estudada pelos gramáticos e linguistas, e mesmo constatável empiricamente, que consiste na ação do falante de abreviar as palavras. Assim, palavras longas são reduzidas ao longo do tempo. Exemplo clássico encontra-se no pronome “vocês”. Esta forma, tal como se encontra hoje registrada nos léxicos, nem sempre se pôde considerar “correta”. Em Portugal, a nação europeia da qual o Brasil herdou seu idioma oficial, houve um tempo em que o pronome de tratamento real era “vossa mercê”. Expressão longa, a passagem dos séculos tratou de vulgarizá-lo, abreviando-o. Hoje o escrevemos apenas como “vo­cê” — considerando o plenamente aceitável nos rígidos quadrantes da gramática normativa culta.

Talvez a necessidade de fluidez nos diálogos possa explicar, ao menos em parte, esse movimento de “encurtamento” das palavras numa língua. O interlocutor apressado deseja exprimir suas ideias e sentimentos com rapidez. Logo, usa de vocabulário que lhe proporcione a celeridade almejada. E é aí que a abreviação encontra campo fértil para desenvolver-se, porquanto parece ser de fácil compreensão que palavras curtas propiciam agilidade a uma conversa. Nos tempos presentes, na afamada “era digital”, esse mo­­vimento, outrora secular, acelerou-se. Hoje é possível notar sem dificuldades o re­crudescimento do processo de abreviação das palavras de um dado idioma.

Para citar novamente o caso do “você”, nas redes sociais e nos programas de comunicação instantânea via internet, aquele pronome, cuja forma culta na atualidade já é uma redução da original, foi novamente “mutilado”, tornando-se um singelo “vc”. Idêntico fenômeno se observa no verbo “teclar”: quando usado na denotação de “acionar por meio de teclas”, o usuário da internet tem preferido um simples “tc”.

Essas transformações linguísticas, se de um lado operam-se nos rastros das consequências sociais da globalização — aquilo que o sociólogo Zygmunt Bauman chamou de “modernidade líquida” —, de outro decorrem de uma tentativa de estabelecimento de um signo linguístico capaz de comportar uma sociedade acelerada e sem freio. Eis o “idioma da velocidade”.

O “idioma da velocidade”, dessa maneira, pode-se considerar como sendo o sistema de comunicação mediante o qual o interlocutor prioriza a ligeireza da interlocução: o diálogo deve ser rápido, fluido, “líquido”, mesmo que, para tal fim, seja preciso sacrificar regras comezinhas de sintaxe ou abreviar impiedosamente as palavras.

Um conceito obscuro no cancioneiro nacional

A ideia de “idioma da velocidade”, que ora estou a propor, encontrou terreno fecundo na música comercial brasileira. Especifi­camente, refiro-me ao gênero que se convencionou chamar de “sertanejo universitário” — atualmente dominante em todas as rádios do País.

O conceito de “sertanejo universitário” é dos mais obscuros do cancioneiro nacional. Trata-se de uma aparente “contradictio in terminis”, afinal, “sertanejo” remete à ideia de “sertão”, área agreste, rústica, visto que distanciada dos grandes centros urbanos. Já “universitário” é adjetivo que se liga incontinenti à “universidade”, isto é, espaços de difusão dos saberes científico e filosófico e que, o mais das vezes, situam-se justamente em áreas de intensa urbanização. Por isso, já houve quem quisesse definir “sertanejo universitário” como sendo o “caipira que passou no vestibular” ou “o cidadão urbano com origens no sertão”. Nenhum desses conceitos, é claro, corresponde à realidade. De “sertanejo” esse universitário não tem absolutamente nada. Cuida-se, sim, da juventude da cidade que decidiu colocar um chapéu de cowboy e “cair na balada”.

Do ponto de vista musical, o sertanejo universitário hoje é um gênero musical utilizado comumente para designar a fórmula da “música dançante feita para gente descerebrada”. É o correspondente hodierno, do século 21, ao que foi a axé music no fim do século 20, mais precisamente na década de 1990: a demonstração cabal de que o físico alemão Albert Einstein estava certo quando afirmou: “Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, quanto ao universo, ainda não estou completamente certo disso”.

A década perdida da música brasileira

Recordando os tristes anos de 1990, a década perdida da música brasileira, o império da axé music na indústria fonográfica nacional proporcionou algumas das mais constrangedoras composições que alguém, su­postamente um ser racional, já foi capaz de escrever. Naqueles idos, expressões do quilate de “vai dançando gostoso, balançando a bundinha” tornaram-se símbolos de uma geração destruída pelo assédio constante da lógica hedonista do “prazer carnavalesco ininterrupto, curtição acéfala e exibicionismo de corpos plasticamente esculpidos na academia”. Era o princípio de uma tendência irrefreável, que só se acentuaria ao longo dos anos na música brasileira: a substituição do cérebro pelas nádegas. Era o começo da MIB: Música Imbecil Brasileira. O acrônimo de uma geração de jovens destruída pela estultice.

O grau de estupidez a que os ouvidos humanos foram submetidos nessa “idade das trevas” das rádios do País pode ser muito bem representado num dos hits do mais emblemático dos grupos surgidos no período. Refiro-me ao É o Tchan e a sua antológica “Na boquinha da garrafa”, sucesso radiofônico absoluto, cujas coreografias foram repetidas incessantemente em programas de auditório dominicais, com suas dançarinas calipígias “engatando” bem-sucedidas carreiras nas capas de revistas masculinas e no mundo das sub-celebrity. Vejamos: “No samba ela gosta do rala, rala. Me trocou pela garrafa. Não aguentou e foi ralar. Vai ralando na boquinha da garrafa. É na boca da garrafa. Vai descendo na boquinha da garrafa. É na boca da garrafa”.

A letra dispensa comentários e, por si só, revela a mais absoluta falta de respeito próprio, menos de quem compôs e produziu o grupo — um empresário na tarefa de lucrar na indústria do kitsch —, mais da parte de quem anotou na sua biografia momentos de supremo constrangimento “ralando na boquinha da garrafa”.

Quanto ao exibicionismo a que me refiro como caracterizador do período, este se notava na quantidade imensa de pessoas que passaram a trajar abadás multicoloridos qual uniformes denotativos de um suposto status citadino jovem, com os símbolos do “carnaval fora de época”. Havia mesmo uma hierarquia curiosa nas vestimentas: dependendo da cor do abadá, o sujeito era “playboy/patricinha” ou “pobre/povão”, pois já se sabia antecipadamente o preço elevado que se pagava para estar no bloco da “cervejada” ou dos “chicleteiros”, relegando o setor da “pipoca” para o vulgacho empobrecido. Foi também uma época de criatividade única no desenvolvimento de coreografias para as muitas “danças” que surgiam: do vampiro, da manivela, da tartaruga, do tamanduá, do morcego. Quase toda a fauna brasileira foi vilipendiada, digo, homenageada nessas composições.

Ivete Sangalo merece uma atenção especial. Originalmente vocalista da Banda Eva, seguiu o caminho para o qual todo “artista” de axé está direcionado: a carreira solo. Sangalo soube aproveitar como ninguém a catapulta. Carismática e muito bem assessorada, ela sabia que seu repertório grotesco não a sustentaria mais do que alguns verões fora de Salvador. Assim, tratou de cultivar uma imagem que a projetasse como cantora para além da axé music, que principiava a agonizar nas vendas das gravadoras. Hoje, contando com o apoio de quase toda a mass media brasileira, que a tem por “grande cantora”, é empurrada “goela abaixo” do público pela televisão, que lhe dá um espaço imenso nos principais canais abertos, sem contar os sucessivos apelos propagandísticos. Mas nem toda a máquina publicitária pode esconder a péssima qualidade do seu repertório, que não resiste a um exame qualitativo mais minucioso. “Carro velho”, sucesso comercial na sua voz, revela bem o quão criativa é a leitura de mundo da cantora: “Cheiro de pneu queimado. Carburador furado. Coração dilacerado. Quero meu negão do lado. Cabelo penteado. No meu carro envenenado. Eu vou, eu vou, então venha. Pois eu sei. Que amar a pé, amor. É lenha”.

Nos anos 2000, no entanto, a axé music entrou em colapso no mercado. Os carnavais fora de época (micaretas) foram aos poucos desaparecendo pela perda crescente de público. Os grupos “clássicos” do período deixaram de existir não por brigas de seus integrantes, mas pela simples falta de shows. O mercado usou e abusou da axé music enquanto era lucrativa. Quando deixou de sê-lo, descartou-a, substituída que foi, nas rádios comerciais, pelo forró universitário e pelo funk carioca (cuja nomenclatura correta é “batidão”). Nem mesmo o movimento da “suingueira”, capitaneado por “pérolas” do nível de “Re­bolation”, associado a um amplo apelo midiático que tem por diretriz espicaçar os “sucessos do carnaval”, conseguiu ressuscitar o declínio inexorável daquele gênero musical moribundo.

O jovem hedonista do século 21 no Brasil

Entretanto, o mercado, no capitalismo, nunca pode parar na sua incessante busca pela rentabilidade. Ele precisa encontrar novos meios de entretenimento que gerem lucros vultosos. A fórmula mais fácil disso é, indiscutivelmente, estimular a imbecilidade da juventude. Sem escrúpulos.

Os meios de comunicação de massa cumprem, então, o seu papel: associam a ideia de “ser jovem” com a de “ser um imbecil”, aqui entendido como um irresponsável, que não se importa com nada que não seja o próprio prazer, imediato, rápido, fluido, como deve ser a linguagem nos tempos da globalização digital.

O sertanejo universitário surge nesse contexto. Ele vem ocupar o espaço dos ritmos que se prestam a proporcionar “diversão sem compromisso”, expressão que não quer outra coisa senão mascarar a baixíssima qualidade da música produzida, além de servir como sentença de absolvição da mediocridade humana de quem ouve esse estilo. Entender o estereótipo do sertanejo universitário, dessa ma­nei­ra, afigura-se como sendo da mais alta relevância para a compreensão da ideia corrente do que é ser um jovem hedonista no século 21. É o desafio a que me proponho a partir de agora.

O perfil estereotípico do sertanejo universitário

Naturalmente, numa empresa dessa envergadura, precisarei recorrer às letras de algumas das composições mais re­presentativas do estilo. Cuida-se de analisar como pensam os grandes artistas do gênero para, ao final, ro­bustecer um juízo estético-sociológico sobre este conceito indecifrável do “sertanejo universitário”.

Nesse sentido, creio que uma das suas primeiras características é o desapego aos estudos. O sertanejo universitário é um hedonista por excelência. Seu adágio popular dileto, alçado à condição de mote da própria vida, é o clichê: “Pra que estudar se o futuro é a morte?”.

Desse modo, pode ser concebido como um jovem, de péssima formação intelectual e que, a despeito de cursar uma faculdade, não está nem um pouco preocupado com os estudos. Para ele, só existe a balada (o prazer imediato). É o que notamos na composição “Bolo doido”, da dupla “Guilherme e Santiago”: “Ai ai ai sexta-feira chegou! quem não guenta bebe leite e quem guenta vem comigo. Na sexta-feira o bar virou uma micareta. Mulherada foi solteira e os meus amigos loucos pra beber. Da faculdade eu fui pra festa tomar todas com a galera. E fiz amor até amanhecer. Toquei direto, fui à praia com as gatinhas na gandaia. Minha galera bota é pra ferver. Segunda de madrugada, travado, cheguei em casa. Sete horas acordei com uma ressaca, tinha prova pra fazer”.

Mas o sertanejo universitário, para levar uma vida de “baladeiro”, necessita de dinheiro, pois o vil metal tem o condão de, simultaneamente, torná-lo cliente especial da sociedade de consumo e despertar o interesse das garotas mais lindas da balada — verdadeiras empreendedoras no varejo dos relacionamentos humanos. Ele é, assim, um sujeito endinheirado. É o que se observa na composição “Ca­maro amarelo”, da dupla Mu­nhoz e Mariano: “Quando eu passava por você. Na minha CG você nem me olhava. Fazia de tudo pra me ver, pra me perceber. Mas nem me olhava. Aí veio a herança do meu ‘véio’. E resolveu os meus problemas, minha situação. E do dia pra noite fiquei rico. ‘To’ na grife, ‘to’ bonito, ‘to’ andando igual patrão. Agora eu fiquei doce igual caramelo. ‘To’ tirando onda de Camaro amarelo. E agora você diz: vem cá que eu te quero. Quando eu passo no Camaro amarelo”.

Já sabemos, portanto, que o sertanejo, do tipo universitário, é jovem, de posses, sai da faculdade com seu Camaro amarelo direto para a balada e “bota a galera pra ferver”. Há quem lhe custeie os estudos. E, ainda que ao final de quatro ou cinco anos saia da faculdade no nível de um analfabeto funcional, seus genitores são suficientemente influentes para arranjar-lhe uma boa posição na iniciativa privada ou mesmo no serviço público.

O sertanejo universitário é sujeito destemido, porém sensível. Tem o dom da poesia in­crustado nas suas veias. Na balada, este santuário da “pegação da mulherada”, sente a verve aflorar com facilidade, produzindo versos riquíssimos, como os que se notam na composição “Ai se eu te Pego”, do cantor Michel Teló: “Sábado na balada. A galera começou a dançar. E passou a menina mais linda. Tomei coragem e comecei a falar. Nossa, nossa. Assim você me mata. Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego”.

De fato, é preciso ser muito perspicaz para rimar “dançar” com “falar”. Sobretudo, me impressiona a profundidade dos versos: quando passa a menina mais linda, ele toma coragem e fala. É um movimento controlado, premeditado. O eu lírico “toma coragem” e “parte para a caça” na balada. Inspirado pela beleza da garota, ele se aproxima e a corteja de uma maneira que qualquer mulher, de Carla Perez a Susan Sontag, sentir-se-ia enamorada: “Ai se eu te pego”, “ai se eu te pego”, ele repete à exaustão o verso aos ouvidos da “garota mais gostosa”.

Contudo, talvez a característica mais significativa desta personagem — o sertanejo universitário — seja mesmo a preferência pelo “idioma da velocidade”. Sertanejo que é sertanejo universitário evita a prolixidade; é sucinto, direto, objetivo. Sua linguagem despreza floreios verbais, construções frasais longas, vocábulos de difícil entendimento. Dado o portento de seu talento poético, ele acentua a desnecessidade do vocabulário complexo, adepto que é da lógica do “dizer muito com muito pouco” ou do “falar fácil é que é difícil”. Conhecedor profundo da fonologia da gramática da língua portuguesa, ele lança mão do rico alfabeto fonético do idioma românico-galego e, conjugando-o com seu ideal filosófico de concisão e com as técnicas redacionais modernas que enaltecem o “texto enxuto”, passa a compor valorizando a mínima emissão de voz na entonação dos seus versos, economizando em palavras o que pode expressar, em seu entender, perfeitamente com vocábulos monossílabos. É daí que nasce a tendência manifesta das composições do estilo em priorizar a vocalização de uma única sílaba. Exemplificativamente, temos: “Eu quero tchu, eu quero tcha”, de João Lucas e Marcelo: “Eu quero tchu, eu quero tchã. Eu quero tchu tcha tcha tchu tchu tchã. Tchu tcha tcha tchu tchu tchã”.

“Eu quero tchu, eu quero tcha” é, sem dúvida, um dos mais formidáveis exemplos de como se pode economizar palavras, de como se pode fundir o dígrafo consonantal “ch” com o “t” e uma vogal (“a” ou “u”) e criar um hit nacional. O significado poético-filosófico do “tchu” e do “tcha” na composição também merece registro: o eu lírico cria um jogo de contrastes, antitético como as leis da dialética, onde o “tchu” só existe para o “tcha”, de modo que não pode haver “tcha” sem “tchu” nem “tchu” sem “tcha”. Daí o porquê de invocar-se as expressões alternadamente, silabando-as na velocidade da luz: “Tchu tcha tcha tchu tchu tchã”.

Na mesma linha vem a composição “Tchá tchá tchá”, cantada por Thaeme e Thiago: “Ai que vontade, ai que vontade que me dá. De te colocar no colo e fazer o tchá tchá tchã. Tchá tchá tchá, Tchá tchá tchã. Tchá tchá tchá, Tchá tchá tchã. De beijar na sua boca fazer o tchá tchá tchã. Tchá tchá tchá, Tchá tchá tchã. Tchá tchá tchá, Tchá tchá tchã. De beijar na sua boca e fazer o tchá tchá tchã”.

Outro exemplo notável do uso de monossílabos é observável em “Lê lê lê”, de João Neto e Fre­derico. Vejamos: “Sou simples. Mas eu te garanto. Eu sei fazer o Lê lê lê. Lê lê lê. Lê lê lê. Se eu te pegar você vai ver. Lê lê lê. Lê lê lê”.

Mais uma vez temos o eu lírico usando de monossílabos, economizando em palavras, porque riqueza vocabular tornou-se algo desprezível. Sendo possível conotar com um mero “lê”, por que falar mais? O “lê, lê, lê”, no entanto, guarda uma mensagem subliminar perigosa: se tomado isoladamente na segunda pessoa do imperativo afirmativo, pode vir a constituir-se em ordem para leitura. Nada mais distante do que pretende o compositor e a “filosofia de vida” que a­nima o sertanejo que frequenta a universidade. Logo, é preciso apreender o “lê lê lê” de maneira contextualizada, ou seja, como registro onomatopaico que emula o sentimento de auto compensação libidinosa do eu lírico diante da vergonha que é, numa sociedade de consumo, ter uma condição financeira oprobriosa.

A era da imbecilidade monossilábica

A partir das breves linhas expostas acima, penso que o leitor já se encontra habilitado a conceituar este personagem enigmático do cancioneiro nacional: o sertanejo universitário. Trata-se de um modelo hedônico de uma sociedade capitalista hedonista, marcadamente voltado ao consumo, onde ser um “idiota”, um “imbecil completo”, não só não é motivo de desonra — própria e familiar — como se consubstancia num status socialmente tolerado (diria mesmo instigado). É o estereótipo desejável da sociedade globalizada por relações líquidas sob o elo do idioma da velocidade: no falar, no vestir, no relacionar-se, tudo que se refere ao gênero humano passa numa piscadela. Na música, não é diferente. Predomina o sertanejo universitário como o modelo supremo da juventude irresponsável, mediocrizada, de baixíssimo nível cultural. As composições são cunhadas no esteio da pobreza vocabular de quem as escreve, mas também de quem as canta — em ambos os casos denunciando a mais absoluta falta de leitura. É um autêntico movimento circular, no qual aquele que nada tem a oferecer intelectualmente alimenta com sua arte quem já se encontra morrendo de inanição cerebral.

Por essas razões é que me sinto autorizado a declarar que, depois da hecatombe cerebral que a axé mu­sic proporcionou na década de 1990, contribuindo decisivamente na deseducação do povo brasileiro com seus versos de “balançando a bundinha” e “boquinha da garrafa”, o sertanejo universitário, gestado pela indústria fonográfica em crise, desponta como o meio mais fácil de lucrar em cima do desejo hedonístico, cotidianamente instigado pelos meios de comunicação, que impele o jovem a aproveitar a vida a qualquer preço, de qualquer maneira, custe o que custar — incluindo o próprio senso do ridículo daqueles aos quais falta massa encefálica para perceber o quão patético é idolatrar “artistas” incapazes de compor com vocábulos polissílabos. É quando aos olhos de uma garota, na balada, torna-se “bonito” ser um completo idiota. Com o sertanejo universitário, a MIB entrou definitivamente na “era da imbecilidade monossilábica”.

BOM DIA!!!
Hoje é um dia especial para mim. Sim! É pela Copa do Mundo no Brasil, sim!
Não vou pedir desculpas a quem pensa diferente. Creio que é exatamente a diferença que nos faz bem.
Mas eu sonho com essa copa desde a infância. Nasci no ano em que o Brasil perdeu, no recém inaugurado Maracanã, para o Uruguai, a primeira Copa em casa.
Desde a infância sonho em ver uma Copa do Mundo de Futebol aqui no Brasil.
Se você é contra ou nunca gostou de futebol, paciência. Assim como eu, muitos outros brasileiros estão felizes de ter um evento que reúne nações na paz – e não na guerra ou na política. É na paz que pretendo curtir a MINHA COPA!
Reunido com familiares e amigos tentarei esquecer das mazelas que a natureza e o progresso trouxeram à minha vida ultimamente. Tentarei e tentarei!!!
Não é a Copa do Brasil a responsável por tudo de ruim que vem acontecendo em nosso país. Alguns hipócritas criticaram Ronaldo quando fez a relação entre copa e hospitais. Hipócritas, sim. Ronaldo disse a verdade que muitos têm medo de pronunciar.
O dinheiro dos hospitais sempre existiu – e existe. Se não foi ou não é aplicado, a culpa é de quem colocou ladrões no poder. E não de quem gosta de futebol, simplesmente.
Quero a Copa do Mundo no Brasil. Quero poder ver meu país em festa. Quero ver o povo nas ruas, indo para os estádios, praças…
E quero que tudo funcione normalmente.
Não quero greves políticas. Mesmo porque as greves em momento inoportuno não são promovidas por trabalhadores realmente.
Quem é Sininho??? Quem pensa que é? Dona da verdade ou do caos?

Eu sou um cidadão brasileiro. Quero poder rir, mesmo na tragédia. Porque considero isso um direito!
E quem não concorda, não tem o direito de querer fazer minha cabeça contra o evento promovido por uma entidade que nunca promoveu uma batalha sequer, muito menos guerras. Uma entidade que reúne mais nações que a própria ONU. Que faz rir e chorar. Mas, não derrama bombas, não atira gás lacrimogênio nem coquetel molotov. Os derrotados choram, mas não são feridos por artefatos mortais. Não sofrem a vergonha de ver suas pátrias invadidas e suas vidas destruídas.

Estou a favor da COPA DO BRASIL!!!
Com ou sem você.

Tenham todos um bom dia.
PRA FRENTE BRASIL!!! Vai Neymar!!! Vai Fred!!! Te segura Croácia!!!

Como de hábito, estamos divulgando aqui a programação da Escola de Samba Asfaltão.

Senhores(as),

Peço se possível, a veiculação deste material.

grata,

Silvia Ferreira de Oliveira Pinheiro – 9982-9381

Dir. de Comunicação do GRESA

 

ENSAIO SHOW TERÁ PARTICIPAÇÃO DE BETO CEZAR

ASFALTÃO 07.02.2014

Conforme já foi anunciado, os ensaios da Escola de Samba Asfaltão começaram e acontecer de terça a sexta feira na Tenda do Tigre que fica localizada na Rua jacy Paraná, entre Brasília e Getúlio Vargas. “A comunidade tem participado e atendido ao nosso convite”, mencionou o Presidente da Agremiação.

Ensaio Show

Sempre as sextas feiras, o ensaio será diferenciado, por isso é denominado Ensaio Show. Neste dia acontecerá sempre o primeiro momento de ensaio com os brincantes, a Bateria Pura Raça e a Rainha da Bateria.

Como a Escola se refugia e é abrigada no reduto do samba, não poderia ser diferente, o segundo momento será regado a uma boa e harmoniosa Roda Samba, que nesta sexta 07/02, terá a participação especial do cantor e compositor Beto Cezar.

 

Silvia Ferreira de Oliveira Pinheiro – 9982-9381

Diretora de Comunicação do G.R.E.S. Asfaltão

Bom dia, povo querido e tão amigo.

 

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Hoje, com a serenidade retornando ao seu devido lugar, venho postar minha opinião sobre o Campeonato Brasileiro que terminou de forma paradoxal. Se no sábado houve só alegria, no domingo a tristeza tomou conta dos verdadeiros amantes do esporte dos gramados. E não foi por pouca coisa. A briga das torcidas atleticana e vascaína foi vergonhosa. Mostrou bem que o Estatuto do Torcedor não mudou a cara dos verdadeiros vilões da festa maior de nosso país. Quem vai ao estádio pra se divertir não pode ser confundido com os brigões de plantão.

Em certo momento, assistindo àquela verdadeira guerra pela TV, cheguei a admitir que deveria haver polícia armada de rifles para conter tamanha selvageria. Depois, com a cabeça mais fria e menos revoltado, vi que tinha pensado exatamente o que não queria ver ninguém fazer. ou seja, envolvera-me com o sentimento da revanche.

Não, não é esse espetáculo que queremos para nosso futebol. E não estou preocupado com a mancha do Brasil da Copa de 2014. Estou preocupado, sim, com os verdadeiros torcedores, as famílias que retornaram aos estádios após aqueles insidiosos anos 80/90 em que as brigas entre torcedores e jogadores eram comuns. Naquele tempo cheguei a parar de assistir jogos pois era uma verdadeira insanidade o que se praticava nos estádios.

Quando a calmaria voltou, trouxe também as famílias. Coisa linda de se ver. Casais com filhos torcendo por seus times. E que saiam tristes ou alegres apenas pelo desempenho dos jogadores.

Faltou senso de humanidade aos brigões. Que são poucos! Não custa banir de vez tais elementos das arquibancadas. Que sejam encarcerados, ou não. Mas que sejam banidos da festa da bola. De vez!

A tristeza, porém, não se limitou à briga de torcidas. Ver clubes que criaram o atual Campeonato Brasileiro fora da Série A é outra forma de tristeza.

 

Como Flamenguista, poderia estar feliz em ver dois arquirrivais rebaixados. Mas não estou! Sofro com os torcedores de Fluminense e Vasco ao perceber a vergonha que o regulamento do Campeonato Brasileiro impõe aos seus criadores.

 

Sempre afirmei e repito. Não é Campeonato Brasileiro! Não pode ser Campeonato Brasileiro se exclui clubes de vários estados e só uma minoria participa. Temos 27 Unidades da Federação. E o Campeonato para ser BRASILEIRO, teria que ter – a meu ver – os Campeões de cada uma dessas UF. Assim poder-se-ia dizer que seria justo. Mas criar um campeonato com 4 séries, rebaixando-se 4 clubes e ascendendo-se outros 4, parece-me pilhéria.

 

Vou dizer minha fórmula ideal, para ser justo, a meu ver, com os verdadeiros mentores e que justificam a existência de um campeonato a nível nacional.

Mas, antes, deixem-me lembrar uma coisa: Imagine – você, que está lendo – uma situação em que criasse uma modalidade de campeonato de dominó (por exemplo) em sua casa, com regras definidas por você e convidando os que lhe conviessem – verdadeiros amigos – para participar. Muito bem. O campeonato teria SUAS regras, posto que VOCÊ criara. Então, depois de certo tempo, alguns outros chegam – se auto-convidando – e criam novas regras, excluindo você do campeonato. É certo? Alguém aceitaria? Creio que não. Da mesma forma, o Campeonato Brasileiro.

 

Em 1987 – quem viveu, lembra – A CBF, cujo Presidente era Octávio Pinto Guimarães, afirmou que não tinha recursos para realizar o Campeonato Brasileiro daquele ano. Questionado pelos maiores clubes se poderiam realizar às suas expensas, ele concordou e disse que validaria. O que se seguiu foi uma reunião com os treze melhores colocados dentro do ranking da própria CBF.  Os quatro grandes de São Paulo: Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos; os quatro grandes do Rio de Janeiro: Flamengo, Vasco da Gama, Fluminense, Botafogo; os dois grandes de Minas Gerais: Atlético Mineiro e Cruzeiro; os dois maiores do Rio Grande do Sul: Internacional e Grêmio; e o Bahia (diferente do que muitos acreditam, não foi o Atlético Paranaense o décimo terceiro clube).

O regulamento foi criado, convidados outros clubes para chegar aos dezesseis e criada a Copa União. Por exigência da CBF, foi criado mais um grupo com clubes menores, com pouco poder aquisitivo e que seriam bancados com as receitas auferidas pelo Clube dos Treze. Vejam bem: O clube dos Treze bancava tudo. Aceitas as exigências da CBF a Copa União iniciou com dois módulos – VERDE e AMARELO – que disputavam campeonatos distintos. Tanto é que os nomes dos Troféus eram “João Havelange” para o Módulo Verde e “Roberto Gomes Pedrosa” para o Módulo Amarelo.

O importante é que o Clube dos Treze passou a patrocinar o Campeonato Brasileiro desde aquela época. Então seria lógico que seus treze mentores tivessem, ao menos, a primazia de participar em todas as edições. Nunca seriam rebaixados. Com o aumento de 16 para 20 clubes na primeira divisão, 7 seriam convidados inicialmente e os quatro piores seriam rebaixados para a segunda divisão de onde ascenderiam os quatro melhores colocados.

 

A ideia não é assim tão escabrosa, quanto possa parecer a alguns, de princípio. O Campeonato só pode ser levado avante com recursos financeiros de grande aporte. E é vendido às redes de televisão por preços vantajosos para ambas as partes. Então, retirando-se os maiores clubes da Primeira Divisão, o Campeonato estará fadado ao fracasso.

 

Imaginem os que contradizem – de início – uma final de Campeonato com os Clubes Juventude e ASA. Claro que os locais estariam todos ligados e seria uma festa na cidade do campeão ou vice. Mas e o retorno financeiro para o Campeonato seguinte? Haveria?
Numa segunda hipótese – que, pelo andar da carruagem, é possível, sim – a Primeira Divisão sem contar com nenhum dos doze clubes que originaram o Clube dos Treze teria audiência a nível nacional? Claro que não, é óbvio.

 

Então por que ficar alegre com o rebaixamento de Vasco e Fluminense? Da mesma forma como fui contra o rebaixamento de Palmeiras, Botafogo, Grêmio e qualquer outro grande clube, sou contra o rebaixamento dos dois clubes cariocas.
Sabe quem vai lucrar com isso? A Rede de Televisão que comprou a Série B. Vai ter muita gente ligada na telinha – NÃO GLOBAL -, no ano que vem, da mesma forma como já aconteceu, antes.

 

E, aos que acharam bonito e ficaram felizes com o rebaixamento, lembro que futebol não é guerra de nações. É um esporte e a predileção de cada um pode se dar dentro da própria família. Tenho um irmão vascaíno e um cunhado-amigo-irmão Fluminense. Estamos juntos nessa, também. Porque, se eles sofrem, sofro também.
Minha alegria de ser campeão da Copa do Brasil está embotada pela tristeza deles, que faço minha.

 

Finalmente, Parabéns ao Cruzeiro e cruzeirenses pela excelente campanha e última partida, em paz, rica em glórias e sorrisos.

 

Parabéns ao Palmeiras e palmeirenses, pelo retorno à Série A, da melhor maneira possível. Como campeão antecipado.

 

Parabéns ao Flamengo e flamenguistas pela “volta por cima” de um time desacreditado, liderado com amor pelo Auxiliar Técnico – hoje, reconhecidamente, o melhor Técnico do Brasil.

 

 

A Família Asfaltão despede-se de 2013 com dois eventos dignos. Primeiro, teremos na próxima sexta-feira – 06 – um encontro de sambistas para comemorar o verdadeiro samba, raiz das tradições brasileiras. Como hoje é o Dia do Samba e numa segunda-feira, tradicionalmente, o trabalho é pesado (claro, depois do fim de semana puxado…) a Escola Asfaltão irá comemorar no dia 6, congregando as massas que não dispensam o melhor dos fins de dia da semana.

Por outro lado, no dia 10, Clarice Lispector será homenageada pela melhor Escola de Porto Velho na Casa da Cultura Ivan Marrocos, em evento grandioso que iniciará às 19,00 horas.

Leia aí a nota completa distribuída pela Diretora de Comunicação Silvia Pinheiro.

Senhores(as),

Peço se possível, a veiculação deste material.

Grata,

Silvia – 9982-9381

Diretora de Comunicação do G.R.E.S Asfaltão

A arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte.”

(Mahatma Gandhi)

 

 

2 DE DEZEMBRO DIA DO SAMBA

 

ASFALTÃO IRÁ COMEMORAR COM A COMUNIDADE

 

“Não, ninguém faz só porque prefere. Força nenhuma no mundo interfere, sobre o poder da criação…” (João Nogueira)

 

2 de Dezembro é a data que o Brasil comemora o dia do Samba.  Ele chegou tão contagiante e envolvente que originou vários outros estilos musicais neste País de tantos segmentos de riquezas e diversidades musicais e culturais.

 

Para marcar e comemorar este dia, no dia 06/12/2013, próxima sexta-feira, a Família Asfaltão exaltará o Samba e o dia de Santa Barbara comemorado no dia 4 de dezembro. Este encontro de sambistas se dará a partir das 18:00 horas no Bar do Calixto, que fica na rua Jacy Paraná com Brasília.

 

Como bem disseram Arlindo Cruz e Sombrinha: “…Ser sambista é ver com os olhos do coração, ser sambista é crer que existe uma solução. É certeza de ter escolhido o que convém. É se engrandecer e sem menosprezar ninguém…”, por isso e por manterem acesa a história deste ritmo que nasceu nas senzalas, se abrigou em guetos e favelas, se expandindo para área urbana das cidades brasileiras,  este momento será uma grande confraternização, bem como uma homenagem da escola aos sambistas de nossa amada Porto Velho. SALVE O SAMBA! SALVE OS SAMBISTAS DE PORTO VELHO!!

 

“… Aconselho a você, que seja sambista também!…”

 

LANÇAMENTO OFICIAL DO SAMBA DE ENREDO

 

Este encontro de sambistas, será marcado também pelo lançamento oficial do Samba de Enredo de 2014, escolhido no ultimo dia 9 de novembro. O samba que sagrou-se campeão é de autoria da dupla de compositores Toninho Tavernard e Marquinhos do Cavaco, e desenvolve o Enredo PORTO VELHO, TEU “VALOR” CULTURAL, É A RIQUEZA E O BRILHO DO MEU CARNAVAL! de autoria de Silvia Pinheiro.

 

A AGENDA DA ESCOLA DE 2013, ENCERRA DIA 10/12/2013

 

“Samba pra Clarice…”

 

“…Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho…” (Clarice Lispector)

 

Se estivesse viva, no dia 10 de dezembro a escritora Clarice Lispector completaria 100 anos e seguindo um calendário organizado pelo segmento da literatura nacional, a agremiação fará uma noite intitulada “Samba pra Clarice”, que será realizado no dia 10/12/2013, a partir das 19:00, na Casa de Cultura Ivan Marrocos.

 

 

O Presidente Makumbinha, reforça o convite, ressaltando que a Família Asfaltão sempre recebe os amigos de braços e corações abertos.

Encerrou parabenizando todos os sambistas de Porto Velho, especialmente os que fazem parte desta escola.

 

Silvia – 9982-9381

Diretora de Comunicação do G.R.E.S Asfaltão
A arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte.”
(Mahatma Gandhi)