Category: ESPORTES


FALANDO DE FUTEBOL

 

Quando o Brasil perdeu a Copa de 1998 para a França o torcedor ficou fulo e entre tantas e tantas ousadas especulações falava-se na “venda” do título pela CBF.

Aí vieram as explicações de técnicos, dirigentes, jornalistas… nenhuma delas deglutida facilmente pela torcida brasileira (e quem deglutiu, sofreu indigestão).

 

Depois, veio a vergonha de 2014. Vergonha porque foi alardeada pela própria comissão técnica que tínhamos (como em 1998) a melhor seleção daquela copa.

O placar de 7 a 1 mostrou que não era nada disso. Tínhamos uma seleção medíocre, com garotos que foram usados por gente inescrupulosa para apenas manter a camisa canarinho em campo.

Exceção: Julio Cesar. Ele não merecia ser o cristo da vez. Talvez fosse o único que não merecia aquela humilhação. Sim! Porque Neymar se recusou e fazer o joguinho do Ronaldo de 98. E a patrocinadora deu outro “jeitinho brasileiro”. A “lesão” foi tão bem montada que apareceram “exames comprovadores”. Tudo muito certinho para mostrar que “realmente Neymar estava lesionado”. Explicações demais, acho. Exageradamente explicável. Mas os milhões do “garoto” não podiam ser tratados de outra maneira. E ele ficou fora da vergonha.

 

Já o Brasil, não. Amargamos a pior derrota dentro de uma Copa do Mundo de Futebol. E estamos amargando, ainda.

Tudo foi meticulosamente estudado, a maquiagem de cada detalhe,sordidamente combinada para dar o maior realismo possível. Até jornalistas experientes caíram na esparrela.

A casa caiu, entretanto. FIFA e CBF sucumbiram, um ano depois, às suas próprias maracutaias. As organizações de Copas, os patrocínios com desvios em favor de dirigentes, as contratações ilícitas, tudo veio à tona. E ainda virá muito mais nesse jogo de sujeira e poder.

 

A vergonha nacional hoje é mundial. O descrédito toma conta da entidade que congrega mais nações que a própria ONU. Até representantes dos congressos das mais diversas nações falam a esse respeito. Quem criticava duramente antes os dirigentes esportivos da FIFA (e da CBF) agora sente-se à vontade para gritar: “Eu falei! Eu avisei!”.

 

Para nós, aqui no Brasil, acostumados com tantos escândalos (Mensalão, Petrolão, etc.) talvez venha a ser apenas “mais um”. Mas José Maria Marin terá que se explicar ao FBI que não tem as “calças presas” aos “dólares nas cuecas”. E o atual Presidente da CBF deve estar com os tufos de cabelos doídos de tanto tentar arrancá-los, no desespero de ser pego, também.

Romário que o diga… Já o chamava de ladrão e agora estufa o peito para gritar. Afinal, goza da famosa imunidade parlamentar e pode xingar quem quiser.

Quanto a nós, meros mortais, resta pedir aos deuses do Olimpo para proteger nosso futebol de várzea. Tomara que pelo menos a “pelada” dos fins de semana escape.

 

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Olá, gente querida!!
O sonho acabou? Talvez o seu. O meu, não.
Sonhei durante décadas com uma Copa do Mundo no Brasil. E estou tendo o prazer de realizar meu sonho.
A vitória – Hexa, jamais alcançado por nenhuma outra seleção – seria a coroação de uma vontade. Mas não a desilusão de um sonho perdido.
Vi – e ainda estou vendo – meu país invadido pelo mundo inteiro. Vi gente que sequer estava disputando a Copa, vindo apenas para assistir os jogos das demais seleções.
Vi as ruas enfeitadas, bandeiras tremulando sobre e abaixo as cabeças. Os carros e as pessoas fantasiados.
Vi efusão de alegria em cada esquina, em cada estabelecimento comercial.
Vi escolas cederem seu tempo para que todos pudessem assistir os jogos – desta vez realizados em nosso país.
Relembrei 1994, quando a Seleção Canarinho entrou desacreditada e os bancos sequer fechavam mais cedo. Com os jogos evoluindo veio o Tetra, tão festejado e inesquecível, numa dura disputa de pênaltis.
Relembrei, também, 2002, quando uma Seleção que quase ficava de fora, chegou e ganhou da Alemanha. Mérito desse Técnico que ontem, infelizmente, teve seu dia de infortúnio.
Temos nosso Penta. Ninguém tem, ainda, pelo menos, o Tetra que já superamos.
Por que chorar? Por que lamentar?
Tivemos – estamos tendo – nossa Copa. Provamos que temos competência para realizar um evento de porte fenomenal. Isso é o que prevalece. Pelo menos, para mim.
A megalomania de querer mais e mais, levou-nos a crer que tínhamos um selecionado capaz de superar os melhores projetos de países que valorizam realmente essas coisas.
Não nos preparamos para o futuro que hoje é o presente. Mas preparamos este presente que temos hoje.
Uma seleção jovem, com talento de sobra, esbanjando euforia e garra, mas com insegurança diante dos revezes.
Se for trabalhada, cuidada, lapidada, como fizeram com a equipe alemã, possivelmente essa mesma equipe ainda nos dará muitas alegrias. E gritos de euforia, também, com as vitórias conseguidas fora de casa.
De meu canto, estou e continuo tranquilo. Esperar o sábado para torcer pelo meu País, cantando o Hino Nacional de pé, com a mão no coração.
Aliás… seria bem melhor se não precisasse do futebol para demonstrarmos nossa brasilidade. Poderia ser melhor demonstrada na cabine de votação.

Obrigado a toda(o)s.
Bom dia. De amarelinha!

BOM DIA!!!
Hoje é um dia especial para mim. Sim! É pela Copa do Mundo no Brasil, sim!
Não vou pedir desculpas a quem pensa diferente. Creio que é exatamente a diferença que nos faz bem.
Mas eu sonho com essa copa desde a infância. Nasci no ano em que o Brasil perdeu, no recém inaugurado Maracanã, para o Uruguai, a primeira Copa em casa.
Desde a infância sonho em ver uma Copa do Mundo de Futebol aqui no Brasil.
Se você é contra ou nunca gostou de futebol, paciência. Assim como eu, muitos outros brasileiros estão felizes de ter um evento que reúne nações na paz – e não na guerra ou na política. É na paz que pretendo curtir a MINHA COPA!
Reunido com familiares e amigos tentarei esquecer das mazelas que a natureza e o progresso trouxeram à minha vida ultimamente. Tentarei e tentarei!!!
Não é a Copa do Brasil a responsável por tudo de ruim que vem acontecendo em nosso país. Alguns hipócritas criticaram Ronaldo quando fez a relação entre copa e hospitais. Hipócritas, sim. Ronaldo disse a verdade que muitos têm medo de pronunciar.
O dinheiro dos hospitais sempre existiu – e existe. Se não foi ou não é aplicado, a culpa é de quem colocou ladrões no poder. E não de quem gosta de futebol, simplesmente.
Quero a Copa do Mundo no Brasil. Quero poder ver meu país em festa. Quero ver o povo nas ruas, indo para os estádios, praças…
E quero que tudo funcione normalmente.
Não quero greves políticas. Mesmo porque as greves em momento inoportuno não são promovidas por trabalhadores realmente.
Quem é Sininho??? Quem pensa que é? Dona da verdade ou do caos?

Eu sou um cidadão brasileiro. Quero poder rir, mesmo na tragédia. Porque considero isso um direito!
E quem não concorda, não tem o direito de querer fazer minha cabeça contra o evento promovido por uma entidade que nunca promoveu uma batalha sequer, muito menos guerras. Uma entidade que reúne mais nações que a própria ONU. Que faz rir e chorar. Mas, não derrama bombas, não atira gás lacrimogênio nem coquetel molotov. Os derrotados choram, mas não são feridos por artefatos mortais. Não sofrem a vergonha de ver suas pátrias invadidas e suas vidas destruídas.

Estou a favor da COPA DO BRASIL!!!
Com ou sem você.

Tenham todos um bom dia.
PRA FRENTE BRASIL!!! Vai Neymar!!! Vai Fred!!! Te segura Croácia!!!

Bom dia, povo querido e tão amigo.

 

bola-de-futebol-1

 

Hoje, com a serenidade retornando ao seu devido lugar, venho postar minha opinião sobre o Campeonato Brasileiro que terminou de forma paradoxal. Se no sábado houve só alegria, no domingo a tristeza tomou conta dos verdadeiros amantes do esporte dos gramados. E não foi por pouca coisa. A briga das torcidas atleticana e vascaína foi vergonhosa. Mostrou bem que o Estatuto do Torcedor não mudou a cara dos verdadeiros vilões da festa maior de nosso país. Quem vai ao estádio pra se divertir não pode ser confundido com os brigões de plantão.

Em certo momento, assistindo àquela verdadeira guerra pela TV, cheguei a admitir que deveria haver polícia armada de rifles para conter tamanha selvageria. Depois, com a cabeça mais fria e menos revoltado, vi que tinha pensado exatamente o que não queria ver ninguém fazer. ou seja, envolvera-me com o sentimento da revanche.

Não, não é esse espetáculo que queremos para nosso futebol. E não estou preocupado com a mancha do Brasil da Copa de 2014. Estou preocupado, sim, com os verdadeiros torcedores, as famílias que retornaram aos estádios após aqueles insidiosos anos 80/90 em que as brigas entre torcedores e jogadores eram comuns. Naquele tempo cheguei a parar de assistir jogos pois era uma verdadeira insanidade o que se praticava nos estádios.

Quando a calmaria voltou, trouxe também as famílias. Coisa linda de se ver. Casais com filhos torcendo por seus times. E que saiam tristes ou alegres apenas pelo desempenho dos jogadores.

Faltou senso de humanidade aos brigões. Que são poucos! Não custa banir de vez tais elementos das arquibancadas. Que sejam encarcerados, ou não. Mas que sejam banidos da festa da bola. De vez!

A tristeza, porém, não se limitou à briga de torcidas. Ver clubes que criaram o atual Campeonato Brasileiro fora da Série A é outra forma de tristeza.

 

Como Flamenguista, poderia estar feliz em ver dois arquirrivais rebaixados. Mas não estou! Sofro com os torcedores de Fluminense e Vasco ao perceber a vergonha que o regulamento do Campeonato Brasileiro impõe aos seus criadores.

 

Sempre afirmei e repito. Não é Campeonato Brasileiro! Não pode ser Campeonato Brasileiro se exclui clubes de vários estados e só uma minoria participa. Temos 27 Unidades da Federação. E o Campeonato para ser BRASILEIRO, teria que ter – a meu ver – os Campeões de cada uma dessas UF. Assim poder-se-ia dizer que seria justo. Mas criar um campeonato com 4 séries, rebaixando-se 4 clubes e ascendendo-se outros 4, parece-me pilhéria.

 

Vou dizer minha fórmula ideal, para ser justo, a meu ver, com os verdadeiros mentores e que justificam a existência de um campeonato a nível nacional.

Mas, antes, deixem-me lembrar uma coisa: Imagine – você, que está lendo – uma situação em que criasse uma modalidade de campeonato de dominó (por exemplo) em sua casa, com regras definidas por você e convidando os que lhe conviessem – verdadeiros amigos – para participar. Muito bem. O campeonato teria SUAS regras, posto que VOCÊ criara. Então, depois de certo tempo, alguns outros chegam – se auto-convidando – e criam novas regras, excluindo você do campeonato. É certo? Alguém aceitaria? Creio que não. Da mesma forma, o Campeonato Brasileiro.

 

Em 1987 – quem viveu, lembra – A CBF, cujo Presidente era Octávio Pinto Guimarães, afirmou que não tinha recursos para realizar o Campeonato Brasileiro daquele ano. Questionado pelos maiores clubes se poderiam realizar às suas expensas, ele concordou e disse que validaria. O que se seguiu foi uma reunião com os treze melhores colocados dentro do ranking da própria CBF.  Os quatro grandes de São Paulo: Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos; os quatro grandes do Rio de Janeiro: Flamengo, Vasco da Gama, Fluminense, Botafogo; os dois grandes de Minas Gerais: Atlético Mineiro e Cruzeiro; os dois maiores do Rio Grande do Sul: Internacional e Grêmio; e o Bahia (diferente do que muitos acreditam, não foi o Atlético Paranaense o décimo terceiro clube).

O regulamento foi criado, convidados outros clubes para chegar aos dezesseis e criada a Copa União. Por exigência da CBF, foi criado mais um grupo com clubes menores, com pouco poder aquisitivo e que seriam bancados com as receitas auferidas pelo Clube dos Treze. Vejam bem: O clube dos Treze bancava tudo. Aceitas as exigências da CBF a Copa União iniciou com dois módulos – VERDE e AMARELO – que disputavam campeonatos distintos. Tanto é que os nomes dos Troféus eram “João Havelange” para o Módulo Verde e “Roberto Gomes Pedrosa” para o Módulo Amarelo.

O importante é que o Clube dos Treze passou a patrocinar o Campeonato Brasileiro desde aquela época. Então seria lógico que seus treze mentores tivessem, ao menos, a primazia de participar em todas as edições. Nunca seriam rebaixados. Com o aumento de 16 para 20 clubes na primeira divisão, 7 seriam convidados inicialmente e os quatro piores seriam rebaixados para a segunda divisão de onde ascenderiam os quatro melhores colocados.

 

A ideia não é assim tão escabrosa, quanto possa parecer a alguns, de princípio. O Campeonato só pode ser levado avante com recursos financeiros de grande aporte. E é vendido às redes de televisão por preços vantajosos para ambas as partes. Então, retirando-se os maiores clubes da Primeira Divisão, o Campeonato estará fadado ao fracasso.

 

Imaginem os que contradizem – de início – uma final de Campeonato com os Clubes Juventude e ASA. Claro que os locais estariam todos ligados e seria uma festa na cidade do campeão ou vice. Mas e o retorno financeiro para o Campeonato seguinte? Haveria?
Numa segunda hipótese – que, pelo andar da carruagem, é possível, sim – a Primeira Divisão sem contar com nenhum dos doze clubes que originaram o Clube dos Treze teria audiência a nível nacional? Claro que não, é óbvio.

 

Então por que ficar alegre com o rebaixamento de Vasco e Fluminense? Da mesma forma como fui contra o rebaixamento de Palmeiras, Botafogo, Grêmio e qualquer outro grande clube, sou contra o rebaixamento dos dois clubes cariocas.
Sabe quem vai lucrar com isso? A Rede de Televisão que comprou a Série B. Vai ter muita gente ligada na telinha – NÃO GLOBAL -, no ano que vem, da mesma forma como já aconteceu, antes.

 

E, aos que acharam bonito e ficaram felizes com o rebaixamento, lembro que futebol não é guerra de nações. É um esporte e a predileção de cada um pode se dar dentro da própria família. Tenho um irmão vascaíno e um cunhado-amigo-irmão Fluminense. Estamos juntos nessa, também. Porque, se eles sofrem, sofro também.
Minha alegria de ser campeão da Copa do Brasil está embotada pela tristeza deles, que faço minha.

 

Finalmente, Parabéns ao Cruzeiro e cruzeirenses pela excelente campanha e última partida, em paz, rica em glórias e sorrisos.

 

Parabéns ao Palmeiras e palmeirenses, pelo retorno à Série A, da melhor maneira possível. Como campeão antecipado.

 

Parabéns ao Flamengo e flamenguistas pela “volta por cima” de um time desacreditado, liderado com amor pelo Auxiliar Técnico – hoje, reconhecidamente, o melhor Técnico do Brasil.

 

 

Tv Rondônia – o fiasco dos horários

 

Afinal… o que pensa o empresário retrógrado?

Será que ele pensa em prejudicar a empresa ou sua clientela?

 

Quando a TV Rondônia (Rede Amazônica de Televisão) dobrou-se a uma decisão de manter a programação local no horário em que seria exibida nas origens (TV GLOBO), renunciou ao direito constitucional de liberdade de imprensa – censura proibida.

Jogou seus telespectadores para escanteio ao anunciar que estava se adaptando ao horário de verão.

Jogou seus anunciantes locais na lata de lixo, pois cada telespectador que pode correu para a parabólica de canais abertos, tendo uma imagem muito melhor e sem os comerciais locais.

Ano passado avisaram que estavam se adaptando ao horário de verão, portanto somente transmitiriam o segundo tempo dos jogos das quartas-feiras.

Esse ano, jogaram o Jornal Hoje para duas horas após a transmissão original.

Quem vai assistir notícias em horário defasado? Principalmente nesta época, em que a maioria das pessoas tem telefones celulares com internet… (?)

Será que os “Dalmos & Cia” ainda não despertaram para o século XXI?

 

Antigamente o Jornal da TV Globo era exibido em horário de almoço. Havia público, pois muitos sentavam à mesa com televisão ligada e, enquanto se alimentavam assistiam o noticiário.
Hoje, ficou o jornal local – que já está na internet, também (G1-RO) para a hora do almoço. Até aí, tudo bem. Mas jogar o noticiário nacional para duas horas após sua gravação, parece brincadeira de pior estilo. Humor negro.

 

E, no “país do futebol” extrair um tempo inteiro de jogo em nome do “horário da novela” quede nobre nada tem… aí é desgraça completa.

 

Estive conversando com alguns empresários e verifiquei que a onda de parabólicas ainda não parou. Tudo porque se aguardava algum recurso da Rede – que de amazônica parece ter apenas o tupi – embargando a decisão que obrigava a gravar a programação retransmitindo no horário “liberado” para a exibição local.

 

Quem não se lembra dos anos setenta, quando a TV Rondônia gravava toda a programação de véspera (ou horas antes) porque não tinha o sistema de satélite próprio? Naquele tempo dependia-se da Embratel e o custo da transmissão direta era altíssimo.

Lembro do João Dalmo “tentando” narrar jogo vencido.

Isso passou. Acorda Rede Amazônica!!!

Estamos no terceiro milênio e a direção de uma rede de TV não pode persistir em ficar no segundo.

 

Vamos, novamente, brincar de joguinho vencido…

Amanhã teremos o clássico Flamengo versus Botafogo.

Jogo decisivo em que apenas um continuará na Copa do Brasil.

E, ao que tudo indica, a TV Rondônia deverá transmitir apenas o segundo tempo, pois a novela é superior ao futebol.

 

Ledo engano dos administradores. Ledo engano, repito. Quem gosta de futebol vai à caça. Compra parabólica, assina TV paga ou vai mesmo pro barzinho, onde a cerveja gelada e o público faz com que se sinta em pleno estádio.

 

E os anunciantes locais… Óóóóóóó´!…

Para eles… necas de pitibiribas!!!

 

 

Parece que o Governador Confúcio se deu mal ao fazer alianças em sua campanha para eleger-se. Pelo menos, no que tange à Secretaria de Estado da Cultura, Esporte e Lazer, fica evidenciado que os “conchaves” de campanha não deram certo para nosso Médico-Governador.

 

Primeiro, Chicão Leilson não teve o verdadeiro apoio de seu partido durante sua gestão. Ficou segurando-se na amizade criada com o então candidato Confúcio. Mas acabou caindo.

 

Chamaram outro (Manoel Neri) que sequer teve tempo para “esquentar a cadeira”.

 

Veio a Cleidimara, que assim como Emanuel, saía das trincheiras do executivo municipal. E deu no que deu.

 

A operação policial deflagrada em conjunto nacionalmente, açambarcando vários estados, prendeu gente grande (inclusive o ex-Prefeito Roberto Sobrinho) que havia “laborado” na gestão passada de nossa capital.

 

E, junto com as prisões de ex-isso e ex-aquilo chegou-se à Mara que fazia parte daquela gestão municipal.

 

 

Não afirmo aqui (nem poderia) que Mara se locupletasse em sua faina no executivo municipal, mas integrou o grupo. Inclusive, segundo noticiado pela imprensa, liberando verbas destinadas à EMDUR – principal foco da investigação sobre a tenebrosa gestão de Sobrinho.

 

Mara foi afastada judicialmente de suas funções, com bloqueio de contas bancárias, bens, etc., mas o governo soltou uma notinha afirmando que ela pedira o afastamento.

Estão tentando blindar (parece-me) a gestora.

 

 

Ontem havia saído no rondoniaovivo a seguinte nota:

 

Titular da SECEL está suspensa do exercício de função pública

 

Terça-Feira, 09 de Abril de 2013 / 11:39 – Atualizado em Terça-Feira, 09 de Abril de 13 / 12:11

 

 

Cleidimara Alves, titular da pasta da Secretaria dos Esportes, da Cultura e do Lazer (SECEL), também conhecida como “Mara”, está suspensa do exercício de função pública de acordo com a Procuradoria Geral de Justiça, do Ministério Público de Rondônia.

 

Indicada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) para o cargo, Mara é doutoranda, foi ex-secretária municipal de Esportes e Lazer de Porto Velho (SEMES) da administração do ex-prefeito Roberto Sobrinho, ela está na lista dos envolvido do escândalo da EMDUR que foi apresentada nesta amanhã na coletiva ocorrida na sede do MP-RO, que deu detalhes sobre a “Operação Luminus”, desencadeada na manhã de hoje.

 

Cleidimara foi empossada no dia 13 de dezembro do ano passado. O secretário anterior a Cleidimara foi outro político da gestão de Roberto Sobrinho também acusado de corrupção, engenheiro Manoel Neri, preso na operação Vórtice. Desta forma em menos de seis meses, dois secretários da SECEL já foram afastados por indicios de corrupção.

 

Fonte: Rondoniaovivo

 

Agora leia a nota de hoje no site do rondoniagora.

 

Geral

Quarta-feira, 10 de abril de 2013 – 14:50

 

Quadrilha da Prefeitura

GOVERNO DIZ QUE SECRETÁRIA CLEIDIMARA “PEDIU AFASTAMENTO”

Citada nas investigações da Operação Luminus, que mandou para cadeia o ex-prefeito Roberto Sobrinho (PT), a secretária de Esportes, Cultura e Lazer (SECEL), Cleidimara Alves, pediu afastamento do Governo, segundo nota do Departamento de Comunicação. Até a manhã desta quarta, ela despachava normalmente, mas de acordo com o MP, um oficial de Justiça buscava contato para apresentar o mandado judicial que a impedia de ocupar cargos públicos. Cleidimara foi indicada ao Governo pela deputada Epifânia Barbosa, que também a colocou lado a lado com Sobrinho. Na gestão petista, Cleidimara atuava na pasta dos esportes e teria destinado recursos a gestão corrupta na EMDUR.
Segundo o Governo, a gerente administrativa da Secel, Eluane Martins foi nomeada interina.

Fonte: RONDONIAGORA

Autor: RONDONIAGORA

 

 

Vamos esperar mais o quê?  O Governo adianta que – por enquanto – a Gerente Eluane Martins assume a pasta. Até quando… não se sabe.

Boa sorte SECEL!

Faço minhas as palavras do amigo escritor Sergio Ramos.

Pior do que mentir é fazer outra pessoa mentir e esconder-se atrás da cortina.

O que o governo atual vem fazendo pela cultura rondoniense não é pecado, É DESASTRE!

Chicão Leilson afirmou (agosto de 2012) em plena quadra do bumbódromo de Guajará Mirim, diante dos protestos dos artistas que a verba do convênio seria liberada na quarta feira seguinte. Isso fez com que a festa começasse. Todos acreditaram nele.

Pouco tempo depois, já fora da SECEL, sem que a tal verba tivesse sido liberada, voltou atrás, afirmando que o Governador mandara cancelar todos os empenhos (EM JULHO).

Ou seja, mentira para proteger o governo que estava mandando-o embora.

E as demais promessas do Governador Confúcio Moura em relação à Cultura também foram para o beleléu.

Por isso considero muito bem vinda – em hora e plano – a crítica severa de Sérgio Ramos que segue na íntegra aí embaixo. Leiam só o desabafo de um artista do povo.

 

 

 

OPINIÃO

 

Em discussão a política cultural 2013

 

Por Sérgio Ramos (*)

 

Porto Velho, onde os mais idosos ainda se orgulham quando falam do melhor carnaval, melhor e maior festival folclórico e o melhor futebol. Essa fase passou, e parece que não voltará. É comum dizerem: “Porto Velho, terra do já teve.”.

Isso é o que se pode deduzir; em 2013 não houve desfile das Escolas de Samba, o estádio será demolido e não haverá o Arraial Flor do Maracujá.  Sem falar do teatro. Na verdade, é melhor que continue do jeito que está; pelo menos não estará gerando despesas, ou não terá mais materiais para se deteriorar. Se for concluído será um elefante branco; não funcionará.

Mas não era para ser assim. Vamos relembrar o que o Governador prometeu logo depois de eleito. Tudo registrado nos anais. Publiquei no meu blog – http://www.sergioramos.com.br – uma entrevista que ele concedeu ao incansável Zé Katraca, que fez a gentileza de me autorizar. Relembre os projetos que o principal funcionário público do Estado de Rondônia idealizou para a cultura, no dia 28/11/2010.

Para começar, o mandatário de Rondônia revelou: “Vamos regulamentar e sancionar a Lei de Incentivo a Cultura que já foi aprovada pelos deputados estaduais. Vamos criar o Conselho de Cultura e em consequência o Fundo Cultural. Vamos criar a secretaria de Cultura. Governador Confúcio Moura, em entrevista para o Zé Katraca -28/11/2010.”. Acreditei tanto nisso que mantive essa frase na seção de frases, por bom tempo.

Na mesma entrevista o governante do Estado da Madeira Mamoré decretou, na mesma entrevista:

“(…) desmembrar a Secel dividindo em duas secretarias, a de Cultura e de Esportes, porém isso leva algum tempo, (…) Creio que em seis meses isso será resolvido.”

“Independente de quem seja o secretário, temos um plano de governo para o setor cultural.”

“A pessoa que assumir a secretaria de cultura vai ter apenas que seguir o que a categoria discutiu e planejou. Com o mínimo de ajuste, o projeto de vocês será colocado em prática”.

Até então, ainda não havia sido escolhido o Secretário da Secel. O escolhido foi o Francisco Leilson Celestino de Souza Filho, o Chicão. Então, os projetos do Governador revelados na entrevista ao Zé Katraca, teve ressonância no novo Secretário, e não podia ser diferente, afinal, a política cultural é do Governo. E no dia 17/12/2010, nas mesmas condições da entrevista citada, publiquei no meu blog a entrevista com o Chicão. Escrevi na época, este comentário: “Nesse caso o Chicão é o responsável por realizar a política para a cultura, do governador Confúcio Moura, externada no dia 28/11/2010, em entrevista ao colunista cultural Zé Katraca”.

Então vamos recordar as responsabilidades do Secretário da SECEL para a cultura, definidas pelo principal representante do povo de Rondônia:

“(…) almejo primeiro resgatar a identidade, dar espaço, fortalecer e consolidar os movimentos culturais.”

“(…) O consenso geral é que a gente aproveite aquilo que foi traçado nesse período da eleição e as demandas históricas construídas pelos movimentos culturais.”

“(…) Vamos fazer uma parceria com a Fundação Iaripuna e utilizar as dependências do Mercado Cultural com as atividades envolvendo inclusive shows musicais, capoeira, carnaval, boi bumbá, quadrilha, teatro etc.”

“Tão logo o Orçamento esteja liberado a gente vai fazer o convênio, é claro que mediado com uma conversa com o governador vamos construir um grande carnaval este ano.” Realmente houve carnaval em 2011 e 2012.

“Desconfio que este ano o estado tenha condição de construir uma arena apropriada. Compartilho da idéia de que deve ser feito um esforço coletivo envolvendo prefeitura, governo do estado, demais órgãos correlatos e a Federon para que a gente possa estudar uma alternativa para que a gente tenha um espaço adequado que comporte a estrutura e a magnitude que é o Flor do Maracujá. Todos os municípios de Rondônia precisam saber o que é o Flor do Maracujá.”

“Estou recebendo uma secretaria sem muitos problemas”.

Isso foi externado em dezembro de 2010.

O Chicão deixou o cargo em 2012 – acho que cumpriu o seu papel, sempre com as perenes e crescentes dificuldades do setor cultural – e não conheço o novo Secretário(a).

2013, sem Carnaval popular, sem estádio, sem teatro e sem o Flor do Maracujá. Ah! Ouvi falar que a Casa da Cultura está também com sérios problemas.

Em sua última resposta na entrevista ao Zé Katraca, Leilson revelou: “Não podemos dizer que há ausência de política de esporte e ausência de política de cultura, muito pelo contrário, acho que temos que valorizar todas as pessoas que nestes últimos anos estiveram aqui na Secel”.

Em abril de 2011, no Programa “Viva Porto Velho”, o Governador Confúcio Moura revelou ao apresentador Viriato Moura, em reposta à sugestão de transformar o Palácio Presidente Getúlio Vargas no Palácio da Cultura: “O Palácio da Cultura abrigará a sede das diversas instituições culturas não oficiais além de Museu Artes Visuais, Centro de Documentação Histórica, Acervo de Imagem e de Som, Auditório etc. Haverá cursos gratuitos permanentes de artes visuais, música e dança”, revelou o jornalista, e completou: . “Esse é o desejo do governador Confúcio”, concluiu o entusiasta da cultura regional”.

Deu no Zé Katraca: “Será que Porto Velho deixará de ser a ”terra do já teve” e passará a ser chamada de “terra do nunca mais terá”?

Há algum exagero nisso? 

(*) O autor é agitador cultural e blogueiro.

SECEL E A CULTURA

 Por Artur Quintela

Conheço a Secretária Cleidimara de tempos idos. Sempre ligada ao esporte. Não tenho dúvidas que em sua gestão a SECEL irá apoiar fortemente o esporte estadual. E não é pra menos. Nosso esporte vive às favas há anos. Praticamente sem apoio do governo e sem ninguém à altura pra se importar com as modalidades que Rondônia pode e deve desenvolver.

 

Já quanto à Cultura a história é outra. Mara nunca foi dada a esses movimentos.

Tanto que temos passado às vistas grossas da Secretária.

 

Quarta-feira, dia 9 (portanto, ontem) SECEL negou categoricamente apoio ao Carnaval das Escolas de Samba de Porto Velho e de outros municípios do interior do Estado. Tudo em nome de um Orçamento que não contempla verba para isso.
Cá pra nós… pensei que o Orçamento era da SECEL e não do esporte, carnaval, etc…

Mas, deixa pra lá.

 

Temos outro caso grotesco na SECEL de então.

Dia 3, quarta-feira anterior (haja quarta-feira…) estive na SECEL com o Diretor Fundador do Boi Bumbá Malhadinho de Guajará Mirim. Não conseguimos falar com a Secretária. O assunto era o repasse do convênio firmado no ano passado com as agremiações de Guajará Mirim e que estava travado naquela secretaria.
Repito: não conseguimos falar com a Secretária. Fomos informados por um cidadão que pareceu-nos o Chefe de Gabinete (estava naquela área) de que a Secretária não se encontrava no prédio e que deveríamos nos dirigir à Gerência Financeira pois lá estariam todas as informações. Adiantou-nos para que tratássemos diretamente com a titular daquela pasta, pois ela já tinha solução para o impasse.
Só que… e sempre tem uma reticência quando se trata de governo (pelo menos este) fomos barrados, também, na Gerência Financeira por um cidadão que colocou o braço na porta e impediu nossa passagem. Acho que ele pensou que iríamos “assaltar” alguém lá. Depois que nos identificamos ele informou que a titular também não se encontrava no prédio mas que a liberação estava dependendo da abertura do exercício financeiro – o que só se daria na semana seguinte (esta, agora).

 

O interessante nisso tudo é que as duas titulares encontravam-se – SIM – naquele prédio, em seus gabinetes. Tanto é que o cidadão desculpou-se conosco ao final da “entrevista” dizendo que havia negado sua presença (da GEFIN) porque estava havendo “expediente interno”.

Por outro lado, Mara também estava se “escondendo” ao que parece, pois quando saíamos deparamos com a comissão da FESEC que estava indo exatamente tratar do tal assunto do repasse com a Secretária (reunião marcada, diga-se).
Parece que a reunião daquele dia também “gorou” (como a de ontem), pois não haverá repasse às agremiações carnavalescas de Escolas.

 

Também não se sabe se o “Governo do Calote” irá repassar o prometido nos convênios do ano passado.

 

Na realidade, é melhor ser claro de início, como fez a Secretária Mara desta vez. Não vai ter repasse e acabou!!!

Chega de enrolação, embromação…

 

Quanto aos convênios anteriormente assinados e não cumpridos, seria de bom alvitre que as entidades envolvidas entrassem com denúncia no Ministério Público, haja vista que estão sendo alvo de ações judiciais e os juízes (e juízas) não aceitam o argumento de que “o governo não pagou o prometido”. As agremiações simplesmente são condenadas, inclusive com multas diárias pelo não cumprimento de sentenças.

 

Desse jeito, a Cultura, o Folclore, a Arte de Rondônia está fadada à mudar para outros estados.

 

 

Veja-se, por fim, o que foi publicado na Coluna “Zekatraca” do Jornalista Silvio Santos, no Diário da Amazônia de hoje.

 

 

CARNAVAL

 

Governo nega apoio às escolas de samba

 

Em reunião realizada na última quarta feira 9, a secretária da Secel Mara Alves informou aos carnavalescos dirigentes das escolas de samba filiadas à FESEC, que a Secel não tem como firmar convênio do repasse do subsídio solicitado de R$ 750 Mil com a FESEC, pois segundo a Mara “A Secel não tem orçamento”.  A saída, segundo a secretária “É vocês conseguirem emendas junto aos deputados estaduais”. Assim que a direção da FESEC saiu da reunião expediu a seguinte nota:

“Na reunião de hoje na Secel com a Federação das Escolas de Samba e a Secretaria Cleidimara Alves, as noticias não foram as que esperávamos a Secel não tem orçamento para contribuir com a realização do carnaval de Porto Velho, Ariquemes, Cacoal, Rolim de Moura, Costa Marques e Guajará Mirim. A Fesec irá buscar junto aos parlamentares estaduais emendas que possibilitem realizar os desfiles das Escolas de Samba nesses Municípios, esperamos contar com a boa vontade dos deputados, afinal de contas às escolas já estão trabalhando ha um bom tempo, ensaios já estão a todo vapor e barracões de alegoria e de fantasias estão abertos. Em Porto Velho a Fundação Iaripuna receberá a FESEC nesta quinta-feira dia 10, para ultimar os detalhes de sua parte, já que o carnaval é do município”.

Vale salientar que a prefeitura de Porto Velho através da Iaripuna está garantindo apenas R$ 350 Mil praticamente, o mesmo valor repassado no carnaval passado. “A presidente Jória Batista nos disse que iria tentar convencer os secretários da área financeira a aumentar um pouco os subsídios das escolas de samba. Nossa solicitação é de R$ 600 Mil” disse o secretário da FESEC Cantarelli.

Diante da falta da confirmação da prefeitura sobre o valor e data do repasse e agora com a noticia de que o governo estadual não fará o repasse, a diretoria da escola de samba Asfaltão expediu nota cancelando o inicio dos ensaios: “Até que tenhamos a certeza de que contaremos com subsídios oficiais, para montarmos nosso carnaval”.

Enquanto o governo estadual nega contribuir com a montagem dos enredos das escolas de samba, o “Carnaval do Povo”, evento que praticamente passa despercebido pela população e que é coordenado pela mesma empresa que realiza o carnaval fora de época de Porto Velho, já está praticamente com recursos assegurados, via emenda parlamentar. O processo está em andamento no setor financeiro da Secel.

A Uniblocos também está conseguindo recursos via emenda parlamentar.

Já a direção da Fesec por falta de comando, já que o presidente Ariel Argobe assumiu o cargo de secretário de cultura e turismo do município de Guajará Mirim e em consequência, não consegue espaço em sua agenda para cuidar das escolas de samba, ficou a ver navios, ao contar apenas com os recursos oriundos da Secel fato que foi descartado pela secretária Mara Alves na reunião de quarta feira passada.

 

 

BOM DIA!

Bom dia, amigos do blog.
Segunda feira, depois de um domingo de futebol e vitória tricolor garantindo por antecipação de três rodadas o título de campeão brasileiro versão 2012.
Parabéns aos tricolores. Assisti o jogo com o cunhado Bel, tricolor em todas as direções.
E ainda deu tempo de curtir o Mengão do coração avançar mais um pouco em direção à Sul Americana de 2013.
Nossa campanha foi ridícula, mesmo assim, conseguimos sair da ZB4.

Espero, sinceramente, que nesta segunda as camisas tricolores saiam das malas e armários e ganhem as ruas. Diferente de 2010 quando se via mais camisas do Flamengo que qualquer outra. Isso, em situação normal, não causaria embaraço, mas depois do Flu ser garantido matematicamente como campeão, é bom que se veja as camisetas de sua torcida pelas ruas da cidade.

Bom… é hora de recomeçar a rotina semanal. Trampo é o que não falta.
E labor é minha segunda alma.
Tenham todos uma excelente segunda-feira.
Artur Quintela

O texto abaixo foi colhido na íntegra do blog do xará Arthur. Reflete minha opinião, que acredito deve ser igual a da maioria da nação rubro-negra em relação à situação atual do jogador Adriano (ex-Flamengo).

Adriano: Uma Opinião.

 

ter, 06/11/12
por Arthur Muhlenberg |

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Brasileiro já era, o assunto voltou a ser Adriano, sem dúvida alguma a crucificação mais esperada do ano. Dá pena ver o rumo que sua história está tomando. Mas pelo menos ele não precisa culpar ninguém pela merda toda que está acontecendo. A Marcela Raposo tem uma opinião sobre o caso. Você pensa diferente ou fecha com ela? Manda aí seus pensamentos, pode ser que eles sejam publicados.

Marcela Raposo marcelaraposo@hotmail.com por globo.com
15:51 (3 dias atrás)

para blogdoflamengo
Olá,

Sou mais uma flamenguista apaixonada, que tem 18 anos e cursa faculdade de Moda na PUC – RIO, mas é incansável no que diz respeito a ler sobre seu time do coração e, também, escrever sobre ele. Escrevi um texto que teve repercussão positiva entre amigos e eles me sugeriram enviá-lo para um lugar “adequado”. Logo pensei no blog do torcedor. Assim sendo, segue o mesmo abaixo e em anexo..

Adriano e seu império de papel
Por Marcela Raposo

Creio que seja difícil, não apenas para flamenguistas, ler uma matéria sobre o jogador Adriano e não ficar chocado. No entanto, muito mais do que triste observar o provável fim daquele que já foi ídolo, tal fato gera reflexão. Eis a minha: o problema de Adriano certamente não é ter nascido na favela, estar acima do peso, gostar de orgias e carrões. Posso ir ainda mais longe: o problema não está somente no jogador.

Adriano é um fruto real da má gestão que acomete os clubes brasileiros desde que o futebol passou a ser sinônimo de cifra ao invés de paixão. Administrar um clube do porte do flamengo, por exemplo, exige muito mais do que sabedoria: exige valentia. É preciso ter pulso firme para impedir ou punir faltas e atrasos, cobrar melhor desempenho e, principalmente, saber lidar com o Mundo do estrelato que atualmente acompanha os jogadores.

A fama, o dinheiro, o poder e ilusão de que se pode tudo não são luxos de um esportista, mas sim das celebridades. O esporte, ainda que o cenário atual queira nos fazer acreditar no contrário, não é lugar de permissividade, mas sim de sacrifícios. Ai entra a culpa do Imperador e os problemas da má gestão, no caso, pessoal.

Certamente o atual momento de sua carreira reflete sua indisciplina, a falta de percepção de que no futebol, assim como em todos os esportes, não basta ser bom. É preciso treinar a exaustão e ter responsabilidade, afinal, vestir a camisa de qualquer time significa assinar um contrato com cada torcedor, no qual você não dá garantia de gol, mas de raça, amor e paixão. Torcedor quer gana, suor, dedicação e entrega.

No momento, o jogador parece desconhecer todos os fatos anteriormente mencionados. Recusa-se a ter um psicólogo, frequenta a noite, falta ao treino e, o pior, tenta fazer o torcedor de trouxa nas entrevistas coletivas em que se diz profundamente arrependido e pronto para mudar. Alguém precisa dizer para ele que toda mudança pede ações, não palavra. E, caso ele quisesse nos fazer acreditar em discurso, deveria ter trabalhado sua credibilidade.

Infelizmente, seu império, que um dia já foi sólido, hoje em dia parece feito de papel e sempre a beira do desmoronamento: esse é o retrato simbólico do caos que permeia a vida daquele que, num passado não tão distante, emanou raça, amor e paixão. Saudades, Adriano versão 2009!

Marcela Raposo, 3/11/2012