Category: Música


Olá, gente querida.
Estou um tanto ausente deste espaço por problemas de ordem maior.

De qualquer forma não posso deixar de publicar aqui, como de hábito, o resultado da reunião realizada pela Escola Asfaltão que, com nova diretoria já urge para o ano vindouro, com suas ações sendo desenvolvidas e planejadas. Então segue aí o comunicado da amiga Silvia que continua à frente da Diretoria de Comunicações de nossa escola querida.

Senhores(as),
Segue em anexo o resultado do Planejamento da escola de Samba Asfaltão.
Pedimos se possível, a veiculação deste material.
Grata,

Silvia – 9982-9381
Diretora de Comunicação do GRESA

“A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios.
Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente,
antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”.
(Charlie Chaplin).

ASFALTÃO MANTERÁ SUA MISSÃO

“…O samba agoniza , mais não morre…” (Nelson Sargento)
O Samba é um ritmo genuinamente Brasileiro que surgiu a partir das danças, rituais e ritmos de raízes africanas. Aqui na terra do gingado e do swing, ganhou uma característica com  estilo,  cara,  jeito e harmonia encontrada somente neste País tropical, por isso é considerado uma das principais manifestações culturais populares do Brasil.
Em Rondônia, mas especificamente em Porto Velho, sob a responsabilidade de muitos que já estiveram neste plano e outros que por aqui ainda cumprem sua missão, a história deste ritmo segue, a duras penas e graças a garra de muitos bambas, ainda se mantém firme e muito viva.
1.  A Escola de Samba Asfaltão avalia e planeja para organizar!!
A Escola de Samba Asfaltão, visando continuar e revitalizar esta história, procurando fortalecer ainda mais, junto com todas as pessoas que carregam consigo este propósito, reuniu a sua Diretoria no dia 28/03/2015, pra avaliar, planejar e organizar suas ações. Assim definidas:
1.1.    AÇÕES ESTRUTURAIS que consiste em cuidar da estrutura e do Patrimônio da Agremiação;

1.2.    AÇÕES ADMINISTRATIVAS – redefinir e organizar as ações burocráticas da Instituição;

1.3.    AGENDA SOCIAL – são as agendas de eventos que envolvem o fortalecimento do samba, o Projeto leituras ao Vento, Rua de lazer, integração com a comunidade e outros eventos tradicionais da Agenda do Asfaltão.
• O destaque especial neste item é o Projeto Samba Autoral, criado por membros da Família Asfaltão junto com outros bambas de Porto Velho, que vem incentivando os compositores e compositoras de nossa cidade.
• Destaque também, para o esporte por meio do futebol, que além de possibilitar qualidade de vida, tem proporcionado intercâmbio com clubes e equipes locais e atletas de outras cidades.

1.4.    AGENDA CARNAVAL – que nada mais é do que planejar e organizar as ações da Escola, pertinentes ao carnaval de 2016 dentre as quais estão os encaminhamentos para a Escolha do Enredo; Entrega da Sinopse, Escolha do Samba de Enredo dentre outras ações.
• Destaques do Planejamento
Duas ações comentadas a seguir foram discutidas intensamente, e por isso destacadas pelos presentes na reunião de Planejamento.
Agenda Social – Escolinha de Percussão
É um Projeto da Escola iniciado a 2 anos atrás, que apesar de ter preparado muitas crianças e adolescentes, esteve suspenso por algum tempo por falta de apoio e estrutura.
Agora, graças a uma parceria que está sendo consolidada com acadêmicos da Faculdade São Lucas, terá continuidade. Conduzido pelo Mestre Danilo e os Contra Mestres Eduardo Soneka e Junior Frajola, desta vez, além de nossas crianças e adolescentes, serão também incentivados e preparados discentes desta instituição.

Desfile das Escolas de Samba
Este assunto bateu recorde na avaliação negativa, principalmente por lembrarem que nesta gestão municipal, a tradição dos desfiles das Escolas de Samba não aconteceu e o sentimento de todos é, ao que tudo indica, da forma que vai, nem o de 2016 acontecerá. Se realmente quisessem ou quiserem, este seria o momento, para o planejamento do Desfile do ano que vem e, tanto Funcultural quanto FESEC da qual o GRESA é filiado, deveriam estar debruçados neste projeto.
Não adianta empurra, empurra de data, pois fruto de problemas oriundos tanto de gestões passadas da FESEC e da má vontade da Prefeitura Municipal de Porto Velho por meio Funcultural, bem como do Governo do Estado que demonstra total descaso com a cultura, o sentimento geral da Diretoria é que a exemplo do que aconteceu em 2014, o desfile de 2015, fracassou.
Muitos pontos foram levantados, o mais grave e que muito preocupa, é o fato de não percebermos, por parte da gestão municipal, vontade para sanar esta dívida cultural e política para com os fomentadores e admiradores deste segmento da cultura.
Se querem de fato sanar este débito cultural, vamos agora no mês de abril Fulcultural e Fesec, junto com suas filiadas, começar a Planejar, e a elaborar o projeto de organização para os desfiles de 2016.

Silvia Ferreira de Oliveira Pinheiro – 9982-9381
Diretora de Comunicação

Inicialmente, bom dia, gente querida.

Estive ausente, logo após o retorno da “cheia do Madeira”. Acontece que nossas instalações ainda estão sofríveis. A água que entrou pelas tubulações compromete a fiação e – sabe-se lá por quê, Meu Deus – um raio que atingiu os cabos de telefonia causaram pane em modem, roteador, portas… etc, de meu equipamento de informática. Resultado: Ficamos sem Internet por mais de uma semana.

Agora, com dispositivos novos e já tudo “arrumado”, estamos de volta.

Agora segue o pedido de desculpas à Família Asfaltão.  Sempre que recebo uma nota da Diretoria de Comunicação através da amiga Silvia, posto no blog e faço chamada pelo facebook. Infelizmente, a nota chegou durante o período sem net. Desculpas apresentadas!

Continuando, a Nota da Asfaltão segue na íntegra, mesmo defasada no tempo para a comemoração do Dia das Crianças. Não seria muito ético editar.  Então segue aí.

Bom dia!

Senhores(as), com os cumprimentos da Família Asfaltão, peço se possível a veiculação do material abaixo.

Grata,

Silvia – 9982-9381

“A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios.
Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente,
antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”.
(Charlie Chaplin).

 

 

ASFALTÃO ELEGE NOVA DIRETORIA

O GRESA – Grêmio Recreativo Escola de Samba Asfaltão, realizou nesta terça feira, dia 07 de outubro, a assembleia de reforma Estatutária e Eleição da nova Diretoria.

A renovação é um passo importante para esta reestruturação, com este pensamento, foi eleito como Presidente o jovem Danilo Cardoso, filho de Reginaldo Cardoso (Makumbinha). Nascido em 19/08/1989, Danilo Fith como é conhecido, desfila na Escola desde os 6 anos de idade, sempre na bateria. Multi instrumentista, é compositor e cantor. Em 2010 foi conduzido à Contra Mestre da Bateria da Escola a Pura Raça. Em 2009 já dividia o posto de Mestre de Bateria junto com experiente Admilson kinghtz, o Mestre Negão, titular da Batuta.

O Presidente eleito é também componente da ala de compositores da escola de Samba Asfaltão. Graduando em Análises Clínicas e Recursos Humanos, é percussionista nos grupos de pagode Samba VIP e Samba Mais.

Como Vice Presidente, fará a dobradinha com o Mestre Danilo, o seu parceiro Eduardo Dias, nascido em 11/12/1993, também ritmista, compositor e cantor que desfila no Asfaltão desde os 5 anos de idade.

Outros dois jovens passam a compor a Diretoria, Allan Junior, nascido em 06/05/1993 ritmista, compositor e cantor. Desfila no GRESA desde os 3 anos de idade, é Também Contra Mestre da Bateria Pura Raça. Hoje focado para se aperfeiçoar no cavaquinho, Juninho como é chamado pela atual Diretoria, assume a Diretoria de Patrimônio.

Dentro desta renovação está a jovem Camila Pinheiro, nascida em 10/11/1990, que desfila junto com a Família Asfaltão desde os 3 anos de idade, foi destaque em vários desfiles. Atuante nos barracões nos trabalhos manuais, ultimamente junto com outros colegas, ela tem assumido a missão de Diretora de Harmonia na avenida. Graduanda em Direito, Camila assumirá a Diretoria de Finanças da Escola.

Este quarteto, Danilo, Eduardo, Allan Junior e Camila, chegam com novas ideias, trazendo energia e disposição. Com a origem do reduto do samba, assumem papéis importantes, com a missão de junto a outros amigos, sejam da escola ou das coirmãs, fortalecerem e manterem viva a resistência do Samba em Porto Velho. Eles contarão com a experiência de componentes da atual direção que ficaram com as seguintes atribuições: Andreia: Secretária; Vanilce: Administradora; Silvia: Diretora de Comunicação; Osvaldo Pitaluga: Diretor Social; Everton: Diretor Jurídico; Makumbinha: Diretor de Carnaval; Oscar Knight: Diretor Musical; Janilson conhecido como Jacaré: Diretor de Esporte. Membros do Conselho Fiscal Efetivo: Anderson Machado, Tatá, Léia; Membros do Conselho Fiscal Suplente: Maria José, Ismael Barreto e Wilma Dias.

“…Que esta nova composição da Diretoria tenha sucesso em seu trabalho…” Assim disse Makumbinha, que está deixando a Presidência.

 

Fazer “Escola”, é preparar e passar o legado da importância em se manter viva uma história. É transmitir que mais que querer, é importante viver e sentir o que é cultura pra que esta chama não se apague.

 

AGENDA

A nova Diretoria já tem uma agenda a cumprir ainda este ano, dentre elas estão:

 

  1. Rua de Lazer alusiva ao dia das crianças, que acontece neste sábado (11/10), na Tenda do Tigre, das 08:00 às 12:00. A Tenda do Tigre fica localizada na Jacy Paraná entre Getúlio Vargas e Brasília; e

 

  1. Baile Brega, que acontecerá no próximo mês de novembro;

 

  1. Tem ainda a semana de Zumbi, o dia do Samba e o Dia de Santa Barbara, agendas que se encontram em fase de ajustes e adequação.

 

A Família Asfaltão conta com o apoio e a participação de todos que valorizam e respeitam a cultura.

 

 

Silvia Ferreira de Oliveira Pinheiro – 9982-9381

Diretora de Comunicação do G.R.E.S Asfaltão

 

Parabéns  à nova Diretoria. Sucesso ao Danilo e seu grupo.
Na realidade, tenho que dar os parabéns a toda a Família Asfaltão, que cede espaço à juventude para que exponha seus sonhos e os torne realidade. 

 

 

Ontem, na Intervenção Cultural promovida pela Associação Cultural Rio Madeira (ACRM), Projeto Seresta Cultural e Bar Interativo Itinerante Social e Cultural (BIISC), tivemos a grata satisfação de contar, mais uma vez com uma apresentação de nosso Poeta Mado.

Mado consegue encantar a plateia e prender a atenção. Aos mais sensíveis (como eu) é capaz de levar às lágrimas com sua atuação. A performance deixa-nos orgulhosos da verdadeira “prata da casa”.

Ao POETA MADO dedico, com carinho, esse pequeno trabalho.

 

MADO

 

POEMA BEIRADEIRO

 

MADO

DEIXE QUE CANTE EM POEMA

AO POETA VERDADEIRO

NEM QUE SEJA ESTE CANTO

O MEU CANTO DERRADEIRO

 

PORTUGAL TEM LÁ ORIGENS

DO MEU CANTAR, TALVEZ FADO,

PORTO VELHO TEM HISTÓRIA

CONTADA E CANTADA POR MADO

 

FAZ ENCANTAR A PLATEIA

FAZ SOBERANA A VOZ

CHAMA A SI A ASSEMBLEIA

ENTRETENDO TODOS NÓS

 

FAZ LEMBRAR A CACHOEIRA

QUE SERVIU AO MARECHAL

LÁ SE FOI A ALTANEIRA

JÁ DEU SEU GRITO FINAL

 

RESSUSCITA A FERROVIA

FAZ DE NOVO APITAR

A VELHA MAD MARIA

E O POVO FAZ VIBRAR

 

AS ÁGUAS DO MEU MADEIRA

ESTÃO NO SEU RECITAL

O VENTO QUE AGITA A BANDEIRA

FAZ DANÇAR O IMORTAL

 

MUITO ALÉM DO IMAGINÁVEL

MAIS PRA LÁ QUE O INATINGÍVEL

ESSE POETA NOTÁVEL

FAZ LEIGO FICAR SENSÍVEL

 

SE FAZ CHORAR QUEM LHE OUVE

SE FAZ SORRI QUEM LHE VÊ

É PORQUE MAIOR JAMAIS HOUVE

SEJA NO RÁDIO OU TV

 

QUE SEJA O POETA MADO

DAS ÁGUAS OU BEIRADEIRO

SEMPRE SERÁ O AMADO

MAIS AMADO BRASILEIRO

 

Olá, gente amiga.

Que bom estar de volta após os tenebrosos meses da (e pós) alagação que quase destruiu minha casa.

Já fui cobrado por muita gente amiga por ter “abandonado” meu blog. Mas estou de volta com a cuca cheia de temas para artigos. E vamos começar pelo evento de ontem, na Ladeira Comendador Centeno, aqui em Porto Velho.

O velho prédio que abrigou a Prefeitura e a Câmara de Vereadores de nosso Município está sendo restaurado e promete abrigar o Museu da Câmara.

Fiquei feliz por vários motivos ontem. Ao participar com algumas músicas foi de somenos importância. Mas, ver o amigo e companheiro Anisio Gorayeb (o filho) emocionar-se com a oficialização do nome que será dado àquela casa, emocionou-me também. Seu pai, que orgulhou esta cidade como verdadeiro edil defensor do povo, foi homenageado  e seu nome (in memoriam) será atribuído ao nosso mais novo prédio.

E ver tanta gente bonita e amiga ali foi compensador.

Nosso querido Bazinho não cansava de fotografar. Queria guardar tudo na info-memória. Com razão. Justificadíssimo. Afinal, a associação da qual é membro fundador foi a mentora do projeto que recuperou aquele prédio – altamente erodido pelo tempo e descaso das autoridades.

A Associação Cultural Rio Madeira não só cuidou da parte do planejamento como aliou-se ao atual Presidente da Câmara Municipal – Alan Queiroz – para levar à frente a obra de recuperação que – diga-se de passagem – está muito bonita e na parte final.

Citar todos os nomes aqui, seria passar o dia inteiro escrevendo. Mas, sem injustiçar, podemos citar Silvio Santos (Zekatraca) que, com o filho Silvinho deu um show, acompanhados pela banda da Seresta Cultural, comandada pelo Heitor Almeida. Também se fizeram presentes Alciréia e o esposo Calmon. Ela foi outro show no palco.

Dentre as personalidades marcantes de nossa história política, contamos o Presidente da Academia Rondoniense de Letras (William) e o compositor do Hino de Porto Velho, Claudio Feitosa. esse, por sinal, muito esquecido pelas autoridades municipais, pois sequer consta seu nome como compositor de nosso símbolo musical.

Claro que ficam muitos nomes de fora dessa lista, gente de importância, mas que requer uma lista enorme.

A todos fica aqui meu muito obrigado.

 

Olha, é preciso coragem, disposição para ler do início ao fim. Sei que muita gente não concorda com o que foi escrito. É um artigo com verdadeira percepção musical contemporânea.
Costumo atender acadêmica(o)s em dificuldades em seus TCCs. Talvez não tenham disposição (nem tempo) para ler todo o artigo, mas seu conteúdo é válido.
Boa leitura (se conseguir…).

 

 

MIB (Música Imbecil Brasileira): o Sertanejo Universitário na era da imbecilidade monossilábica

By Ton Müller on 30 de julho de 2014 Hipnose, Sociedade

Por Rafael Teodoro do site Revista Bula | Post retirado do meu blog de fotografia mas que precisa ser amplamente distribuído pois até hoje foi o texto que na minha opinião mais explicou sobre a década perdida da música brasileira, mais uma vez… 

Um movimento circular, no qual aquele que nada tem a oferecer intelectualmente alimenta com sua arte quem já se encontra morrendo de inanição cerebral

Há uma tendência idiomática, estudada pelos gramáticos e linguistas, e mesmo constatável empiricamente, que consiste na ação do falante de abreviar as palavras. Assim, palavras longas são reduzidas ao longo do tempo. Exemplo clássico encontra-se no pronome “vocês”. Esta forma, tal como se encontra hoje registrada nos léxicos, nem sempre se pôde considerar “correta”. Em Portugal, a nação europeia da qual o Brasil herdou seu idioma oficial, houve um tempo em que o pronome de tratamento real era “vossa mercê”. Expressão longa, a passagem dos séculos tratou de vulgarizá-lo, abreviando-o. Hoje o escrevemos apenas como “vo­cê” — considerando o plenamente aceitável nos rígidos quadrantes da gramática normativa culta.

Talvez a necessidade de fluidez nos diálogos possa explicar, ao menos em parte, esse movimento de “encurtamento” das palavras numa língua. O interlocutor apressado deseja exprimir suas ideias e sentimentos com rapidez. Logo, usa de vocabulário que lhe proporcione a celeridade almejada. E é aí que a abreviação encontra campo fértil para desenvolver-se, porquanto parece ser de fácil compreensão que palavras curtas propiciam agilidade a uma conversa. Nos tempos presentes, na afamada “era digital”, esse mo­­vimento, outrora secular, acelerou-se. Hoje é possível notar sem dificuldades o re­crudescimento do processo de abreviação das palavras de um dado idioma.

Para citar novamente o caso do “você”, nas redes sociais e nos programas de comunicação instantânea via internet, aquele pronome, cuja forma culta na atualidade já é uma redução da original, foi novamente “mutilado”, tornando-se um singelo “vc”. Idêntico fenômeno se observa no verbo “teclar”: quando usado na denotação de “acionar por meio de teclas”, o usuário da internet tem preferido um simples “tc”.

Essas transformações linguísticas, se de um lado operam-se nos rastros das consequências sociais da globalização — aquilo que o sociólogo Zygmunt Bauman chamou de “modernidade líquida” —, de outro decorrem de uma tentativa de estabelecimento de um signo linguístico capaz de comportar uma sociedade acelerada e sem freio. Eis o “idioma da velocidade”.

O “idioma da velocidade”, dessa maneira, pode-se considerar como sendo o sistema de comunicação mediante o qual o interlocutor prioriza a ligeireza da interlocução: o diálogo deve ser rápido, fluido, “líquido”, mesmo que, para tal fim, seja preciso sacrificar regras comezinhas de sintaxe ou abreviar impiedosamente as palavras.

Um conceito obscuro no cancioneiro nacional

A ideia de “idioma da velocidade”, que ora estou a propor, encontrou terreno fecundo na música comercial brasileira. Especifi­camente, refiro-me ao gênero que se convencionou chamar de “sertanejo universitário” — atualmente dominante em todas as rádios do País.

O conceito de “sertanejo universitário” é dos mais obscuros do cancioneiro nacional. Trata-se de uma aparente “contradictio in terminis”, afinal, “sertanejo” remete à ideia de “sertão”, área agreste, rústica, visto que distanciada dos grandes centros urbanos. Já “universitário” é adjetivo que se liga incontinenti à “universidade”, isto é, espaços de difusão dos saberes científico e filosófico e que, o mais das vezes, situam-se justamente em áreas de intensa urbanização. Por isso, já houve quem quisesse definir “sertanejo universitário” como sendo o “caipira que passou no vestibular” ou “o cidadão urbano com origens no sertão”. Nenhum desses conceitos, é claro, corresponde à realidade. De “sertanejo” esse universitário não tem absolutamente nada. Cuida-se, sim, da juventude da cidade que decidiu colocar um chapéu de cowboy e “cair na balada”.

Do ponto de vista musical, o sertanejo universitário hoje é um gênero musical utilizado comumente para designar a fórmula da “música dançante feita para gente descerebrada”. É o correspondente hodierno, do século 21, ao que foi a axé music no fim do século 20, mais precisamente na década de 1990: a demonstração cabal de que o físico alemão Albert Einstein estava certo quando afirmou: “Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, quanto ao universo, ainda não estou completamente certo disso”.

A década perdida da música brasileira

Recordando os tristes anos de 1990, a década perdida da música brasileira, o império da axé music na indústria fonográfica nacional proporcionou algumas das mais constrangedoras composições que alguém, su­postamente um ser racional, já foi capaz de escrever. Naqueles idos, expressões do quilate de “vai dançando gostoso, balançando a bundinha” tornaram-se símbolos de uma geração destruída pelo assédio constante da lógica hedonista do “prazer carnavalesco ininterrupto, curtição acéfala e exibicionismo de corpos plasticamente esculpidos na academia”. Era o princípio de uma tendência irrefreável, que só se acentuaria ao longo dos anos na música brasileira: a substituição do cérebro pelas nádegas. Era o começo da MIB: Música Imbecil Brasileira. O acrônimo de uma geração de jovens destruída pela estultice.

O grau de estupidez a que os ouvidos humanos foram submetidos nessa “idade das trevas” das rádios do País pode ser muito bem representado num dos hits do mais emblemático dos grupos surgidos no período. Refiro-me ao É o Tchan e a sua antológica “Na boquinha da garrafa”, sucesso radiofônico absoluto, cujas coreografias foram repetidas incessantemente em programas de auditório dominicais, com suas dançarinas calipígias “engatando” bem-sucedidas carreiras nas capas de revistas masculinas e no mundo das sub-celebrity. Vejamos: “No samba ela gosta do rala, rala. Me trocou pela garrafa. Não aguentou e foi ralar. Vai ralando na boquinha da garrafa. É na boca da garrafa. Vai descendo na boquinha da garrafa. É na boca da garrafa”.

A letra dispensa comentários e, por si só, revela a mais absoluta falta de respeito próprio, menos de quem compôs e produziu o grupo — um empresário na tarefa de lucrar na indústria do kitsch —, mais da parte de quem anotou na sua biografia momentos de supremo constrangimento “ralando na boquinha da garrafa”.

Quanto ao exibicionismo a que me refiro como caracterizador do período, este se notava na quantidade imensa de pessoas que passaram a trajar abadás multicoloridos qual uniformes denotativos de um suposto status citadino jovem, com os símbolos do “carnaval fora de época”. Havia mesmo uma hierarquia curiosa nas vestimentas: dependendo da cor do abadá, o sujeito era “playboy/patricinha” ou “pobre/povão”, pois já se sabia antecipadamente o preço elevado que se pagava para estar no bloco da “cervejada” ou dos “chicleteiros”, relegando o setor da “pipoca” para o vulgacho empobrecido. Foi também uma época de criatividade única no desenvolvimento de coreografias para as muitas “danças” que surgiam: do vampiro, da manivela, da tartaruga, do tamanduá, do morcego. Quase toda a fauna brasileira foi vilipendiada, digo, homenageada nessas composições.

Ivete Sangalo merece uma atenção especial. Originalmente vocalista da Banda Eva, seguiu o caminho para o qual todo “artista” de axé está direcionado: a carreira solo. Sangalo soube aproveitar como ninguém a catapulta. Carismática e muito bem assessorada, ela sabia que seu repertório grotesco não a sustentaria mais do que alguns verões fora de Salvador. Assim, tratou de cultivar uma imagem que a projetasse como cantora para além da axé music, que principiava a agonizar nas vendas das gravadoras. Hoje, contando com o apoio de quase toda a mass media brasileira, que a tem por “grande cantora”, é empurrada “goela abaixo” do público pela televisão, que lhe dá um espaço imenso nos principais canais abertos, sem contar os sucessivos apelos propagandísticos. Mas nem toda a máquina publicitária pode esconder a péssima qualidade do seu repertório, que não resiste a um exame qualitativo mais minucioso. “Carro velho”, sucesso comercial na sua voz, revela bem o quão criativa é a leitura de mundo da cantora: “Cheiro de pneu queimado. Carburador furado. Coração dilacerado. Quero meu negão do lado. Cabelo penteado. No meu carro envenenado. Eu vou, eu vou, então venha. Pois eu sei. Que amar a pé, amor. É lenha”.

Nos anos 2000, no entanto, a axé music entrou em colapso no mercado. Os carnavais fora de época (micaretas) foram aos poucos desaparecendo pela perda crescente de público. Os grupos “clássicos” do período deixaram de existir não por brigas de seus integrantes, mas pela simples falta de shows. O mercado usou e abusou da axé music enquanto era lucrativa. Quando deixou de sê-lo, descartou-a, substituída que foi, nas rádios comerciais, pelo forró universitário e pelo funk carioca (cuja nomenclatura correta é “batidão”). Nem mesmo o movimento da “suingueira”, capitaneado por “pérolas” do nível de “Re­bolation”, associado a um amplo apelo midiático que tem por diretriz espicaçar os “sucessos do carnaval”, conseguiu ressuscitar o declínio inexorável daquele gênero musical moribundo.

O jovem hedonista do século 21 no Brasil

Entretanto, o mercado, no capitalismo, nunca pode parar na sua incessante busca pela rentabilidade. Ele precisa encontrar novos meios de entretenimento que gerem lucros vultosos. A fórmula mais fácil disso é, indiscutivelmente, estimular a imbecilidade da juventude. Sem escrúpulos.

Os meios de comunicação de massa cumprem, então, o seu papel: associam a ideia de “ser jovem” com a de “ser um imbecil”, aqui entendido como um irresponsável, que não se importa com nada que não seja o próprio prazer, imediato, rápido, fluido, como deve ser a linguagem nos tempos da globalização digital.

O sertanejo universitário surge nesse contexto. Ele vem ocupar o espaço dos ritmos que se prestam a proporcionar “diversão sem compromisso”, expressão que não quer outra coisa senão mascarar a baixíssima qualidade da música produzida, além de servir como sentença de absolvição da mediocridade humana de quem ouve esse estilo. Entender o estereótipo do sertanejo universitário, dessa ma­nei­ra, afigura-se como sendo da mais alta relevância para a compreensão da ideia corrente do que é ser um jovem hedonista no século 21. É o desafio a que me proponho a partir de agora.

O perfil estereotípico do sertanejo universitário

Naturalmente, numa empresa dessa envergadura, precisarei recorrer às letras de algumas das composições mais re­presentativas do estilo. Cuida-se de analisar como pensam os grandes artistas do gênero para, ao final, ro­bustecer um juízo estético-sociológico sobre este conceito indecifrável do “sertanejo universitário”.

Nesse sentido, creio que uma das suas primeiras características é o desapego aos estudos. O sertanejo universitário é um hedonista por excelência. Seu adágio popular dileto, alçado à condição de mote da própria vida, é o clichê: “Pra que estudar se o futuro é a morte?”.

Desse modo, pode ser concebido como um jovem, de péssima formação intelectual e que, a despeito de cursar uma faculdade, não está nem um pouco preocupado com os estudos. Para ele, só existe a balada (o prazer imediato). É o que notamos na composição “Bolo doido”, da dupla “Guilherme e Santiago”: “Ai ai ai sexta-feira chegou! quem não guenta bebe leite e quem guenta vem comigo. Na sexta-feira o bar virou uma micareta. Mulherada foi solteira e os meus amigos loucos pra beber. Da faculdade eu fui pra festa tomar todas com a galera. E fiz amor até amanhecer. Toquei direto, fui à praia com as gatinhas na gandaia. Minha galera bota é pra ferver. Segunda de madrugada, travado, cheguei em casa. Sete horas acordei com uma ressaca, tinha prova pra fazer”.

Mas o sertanejo universitário, para levar uma vida de “baladeiro”, necessita de dinheiro, pois o vil metal tem o condão de, simultaneamente, torná-lo cliente especial da sociedade de consumo e despertar o interesse das garotas mais lindas da balada — verdadeiras empreendedoras no varejo dos relacionamentos humanos. Ele é, assim, um sujeito endinheirado. É o que se observa na composição “Ca­maro amarelo”, da dupla Mu­nhoz e Mariano: “Quando eu passava por você. Na minha CG você nem me olhava. Fazia de tudo pra me ver, pra me perceber. Mas nem me olhava. Aí veio a herança do meu ‘véio’. E resolveu os meus problemas, minha situação. E do dia pra noite fiquei rico. ‘To’ na grife, ‘to’ bonito, ‘to’ andando igual patrão. Agora eu fiquei doce igual caramelo. ‘To’ tirando onda de Camaro amarelo. E agora você diz: vem cá que eu te quero. Quando eu passo no Camaro amarelo”.

Já sabemos, portanto, que o sertanejo, do tipo universitário, é jovem, de posses, sai da faculdade com seu Camaro amarelo direto para a balada e “bota a galera pra ferver”. Há quem lhe custeie os estudos. E, ainda que ao final de quatro ou cinco anos saia da faculdade no nível de um analfabeto funcional, seus genitores são suficientemente influentes para arranjar-lhe uma boa posição na iniciativa privada ou mesmo no serviço público.

O sertanejo universitário é sujeito destemido, porém sensível. Tem o dom da poesia in­crustado nas suas veias. Na balada, este santuário da “pegação da mulherada”, sente a verve aflorar com facilidade, produzindo versos riquíssimos, como os que se notam na composição “Ai se eu te Pego”, do cantor Michel Teló: “Sábado na balada. A galera começou a dançar. E passou a menina mais linda. Tomei coragem e comecei a falar. Nossa, nossa. Assim você me mata. Ai se eu te pego, ai ai se eu te pego”.

De fato, é preciso ser muito perspicaz para rimar “dançar” com “falar”. Sobretudo, me impressiona a profundidade dos versos: quando passa a menina mais linda, ele toma coragem e fala. É um movimento controlado, premeditado. O eu lírico “toma coragem” e “parte para a caça” na balada. Inspirado pela beleza da garota, ele se aproxima e a corteja de uma maneira que qualquer mulher, de Carla Perez a Susan Sontag, sentir-se-ia enamorada: “Ai se eu te pego”, “ai se eu te pego”, ele repete à exaustão o verso aos ouvidos da “garota mais gostosa”.

Contudo, talvez a característica mais significativa desta personagem — o sertanejo universitário — seja mesmo a preferência pelo “idioma da velocidade”. Sertanejo que é sertanejo universitário evita a prolixidade; é sucinto, direto, objetivo. Sua linguagem despreza floreios verbais, construções frasais longas, vocábulos de difícil entendimento. Dado o portento de seu talento poético, ele acentua a desnecessidade do vocabulário complexo, adepto que é da lógica do “dizer muito com muito pouco” ou do “falar fácil é que é difícil”. Conhecedor profundo da fonologia da gramática da língua portuguesa, ele lança mão do rico alfabeto fonético do idioma românico-galego e, conjugando-o com seu ideal filosófico de concisão e com as técnicas redacionais modernas que enaltecem o “texto enxuto”, passa a compor valorizando a mínima emissão de voz na entonação dos seus versos, economizando em palavras o que pode expressar, em seu entender, perfeitamente com vocábulos monossílabos. É daí que nasce a tendência manifesta das composições do estilo em priorizar a vocalização de uma única sílaba. Exemplificativamente, temos: “Eu quero tchu, eu quero tcha”, de João Lucas e Marcelo: “Eu quero tchu, eu quero tchã. Eu quero tchu tcha tcha tchu tchu tchã. Tchu tcha tcha tchu tchu tchã”.

“Eu quero tchu, eu quero tcha” é, sem dúvida, um dos mais formidáveis exemplos de como se pode economizar palavras, de como se pode fundir o dígrafo consonantal “ch” com o “t” e uma vogal (“a” ou “u”) e criar um hit nacional. O significado poético-filosófico do “tchu” e do “tcha” na composição também merece registro: o eu lírico cria um jogo de contrastes, antitético como as leis da dialética, onde o “tchu” só existe para o “tcha”, de modo que não pode haver “tcha” sem “tchu” nem “tchu” sem “tcha”. Daí o porquê de invocar-se as expressões alternadamente, silabando-as na velocidade da luz: “Tchu tcha tcha tchu tchu tchã”.

Na mesma linha vem a composição “Tchá tchá tchá”, cantada por Thaeme e Thiago: “Ai que vontade, ai que vontade que me dá. De te colocar no colo e fazer o tchá tchá tchã. Tchá tchá tchá, Tchá tchá tchã. Tchá tchá tchá, Tchá tchá tchã. De beijar na sua boca fazer o tchá tchá tchã. Tchá tchá tchá, Tchá tchá tchã. Tchá tchá tchá, Tchá tchá tchã. De beijar na sua boca e fazer o tchá tchá tchã”.

Outro exemplo notável do uso de monossílabos é observável em “Lê lê lê”, de João Neto e Fre­derico. Vejamos: “Sou simples. Mas eu te garanto. Eu sei fazer o Lê lê lê. Lê lê lê. Lê lê lê. Se eu te pegar você vai ver. Lê lê lê. Lê lê lê”.

Mais uma vez temos o eu lírico usando de monossílabos, economizando em palavras, porque riqueza vocabular tornou-se algo desprezível. Sendo possível conotar com um mero “lê”, por que falar mais? O “lê, lê, lê”, no entanto, guarda uma mensagem subliminar perigosa: se tomado isoladamente na segunda pessoa do imperativo afirmativo, pode vir a constituir-se em ordem para leitura. Nada mais distante do que pretende o compositor e a “filosofia de vida” que a­nima o sertanejo que frequenta a universidade. Logo, é preciso apreender o “lê lê lê” de maneira contextualizada, ou seja, como registro onomatopaico que emula o sentimento de auto compensação libidinosa do eu lírico diante da vergonha que é, numa sociedade de consumo, ter uma condição financeira oprobriosa.

A era da imbecilidade monossilábica

A partir das breves linhas expostas acima, penso que o leitor já se encontra habilitado a conceituar este personagem enigmático do cancioneiro nacional: o sertanejo universitário. Trata-se de um modelo hedônico de uma sociedade capitalista hedonista, marcadamente voltado ao consumo, onde ser um “idiota”, um “imbecil completo”, não só não é motivo de desonra — própria e familiar — como se consubstancia num status socialmente tolerado (diria mesmo instigado). É o estereótipo desejável da sociedade globalizada por relações líquidas sob o elo do idioma da velocidade: no falar, no vestir, no relacionar-se, tudo que se refere ao gênero humano passa numa piscadela. Na música, não é diferente. Predomina o sertanejo universitário como o modelo supremo da juventude irresponsável, mediocrizada, de baixíssimo nível cultural. As composições são cunhadas no esteio da pobreza vocabular de quem as escreve, mas também de quem as canta — em ambos os casos denunciando a mais absoluta falta de leitura. É um autêntico movimento circular, no qual aquele que nada tem a oferecer intelectualmente alimenta com sua arte quem já se encontra morrendo de inanição cerebral.

Por essas razões é que me sinto autorizado a declarar que, depois da hecatombe cerebral que a axé mu­sic proporcionou na década de 1990, contribuindo decisivamente na deseducação do povo brasileiro com seus versos de “balançando a bundinha” e “boquinha da garrafa”, o sertanejo universitário, gestado pela indústria fonográfica em crise, desponta como o meio mais fácil de lucrar em cima do desejo hedonístico, cotidianamente instigado pelos meios de comunicação, que impele o jovem a aproveitar a vida a qualquer preço, de qualquer maneira, custe o que custar — incluindo o próprio senso do ridículo daqueles aos quais falta massa encefálica para perceber o quão patético é idolatrar “artistas” incapazes de compor com vocábulos polissílabos. É quando aos olhos de uma garota, na balada, torna-se “bonito” ser um completo idiota. Com o sertanejo universitário, a MIB entrou definitivamente na “era da imbecilidade monossilábica”.

Como de hábito, estamos divulgando aqui a programação da Escola de Samba Asfaltão.

Senhores(as),

Peço se possível, a veiculação deste material.

grata,

Silvia Ferreira de Oliveira Pinheiro – 9982-9381

Dir. de Comunicação do GRESA

 

ENSAIO SHOW TERÁ PARTICIPAÇÃO DE BETO CEZAR

ASFALTÃO 07.02.2014

Conforme já foi anunciado, os ensaios da Escola de Samba Asfaltão começaram e acontecer de terça a sexta feira na Tenda do Tigre que fica localizada na Rua jacy Paraná, entre Brasília e Getúlio Vargas. “A comunidade tem participado e atendido ao nosso convite”, mencionou o Presidente da Agremiação.

Ensaio Show

Sempre as sextas feiras, o ensaio será diferenciado, por isso é denominado Ensaio Show. Neste dia acontecerá sempre o primeiro momento de ensaio com os brincantes, a Bateria Pura Raça e a Rainha da Bateria.

Como a Escola se refugia e é abrigada no reduto do samba, não poderia ser diferente, o segundo momento será regado a uma boa e harmoniosa Roda Samba, que nesta sexta 07/02, terá a participação especial do cantor e compositor Beto Cezar.

 

Silvia Ferreira de Oliveira Pinheiro – 9982-9381

Diretora de Comunicação do G.R.E.S. Asfaltão

A Família Asfaltão despede-se de 2013 com dois eventos dignos. Primeiro, teremos na próxima sexta-feira – 06 – um encontro de sambistas para comemorar o verdadeiro samba, raiz das tradições brasileiras. Como hoje é o Dia do Samba e numa segunda-feira, tradicionalmente, o trabalho é pesado (claro, depois do fim de semana puxado…) a Escola Asfaltão irá comemorar no dia 6, congregando as massas que não dispensam o melhor dos fins de dia da semana.

Por outro lado, no dia 10, Clarice Lispector será homenageada pela melhor Escola de Porto Velho na Casa da Cultura Ivan Marrocos, em evento grandioso que iniciará às 19,00 horas.

Leia aí a nota completa distribuída pela Diretora de Comunicação Silvia Pinheiro.

Senhores(as),

Peço se possível, a veiculação deste material.

Grata,

Silvia – 9982-9381

Diretora de Comunicação do G.R.E.S Asfaltão

A arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte.”

(Mahatma Gandhi)

 

 

2 DE DEZEMBRO DIA DO SAMBA

 

ASFALTÃO IRÁ COMEMORAR COM A COMUNIDADE

 

“Não, ninguém faz só porque prefere. Força nenhuma no mundo interfere, sobre o poder da criação…” (João Nogueira)

 

2 de Dezembro é a data que o Brasil comemora o dia do Samba.  Ele chegou tão contagiante e envolvente que originou vários outros estilos musicais neste País de tantos segmentos de riquezas e diversidades musicais e culturais.

 

Para marcar e comemorar este dia, no dia 06/12/2013, próxima sexta-feira, a Família Asfaltão exaltará o Samba e o dia de Santa Barbara comemorado no dia 4 de dezembro. Este encontro de sambistas se dará a partir das 18:00 horas no Bar do Calixto, que fica na rua Jacy Paraná com Brasília.

 

Como bem disseram Arlindo Cruz e Sombrinha: “…Ser sambista é ver com os olhos do coração, ser sambista é crer que existe uma solução. É certeza de ter escolhido o que convém. É se engrandecer e sem menosprezar ninguém…”, por isso e por manterem acesa a história deste ritmo que nasceu nas senzalas, se abrigou em guetos e favelas, se expandindo para área urbana das cidades brasileiras,  este momento será uma grande confraternização, bem como uma homenagem da escola aos sambistas de nossa amada Porto Velho. SALVE O SAMBA! SALVE OS SAMBISTAS DE PORTO VELHO!!

 

“… Aconselho a você, que seja sambista também!…”

 

LANÇAMENTO OFICIAL DO SAMBA DE ENREDO

 

Este encontro de sambistas, será marcado também pelo lançamento oficial do Samba de Enredo de 2014, escolhido no ultimo dia 9 de novembro. O samba que sagrou-se campeão é de autoria da dupla de compositores Toninho Tavernard e Marquinhos do Cavaco, e desenvolve o Enredo PORTO VELHO, TEU “VALOR” CULTURAL, É A RIQUEZA E O BRILHO DO MEU CARNAVAL! de autoria de Silvia Pinheiro.

 

A AGENDA DA ESCOLA DE 2013, ENCERRA DIA 10/12/2013

 

“Samba pra Clarice…”

 

“…Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho…” (Clarice Lispector)

 

Se estivesse viva, no dia 10 de dezembro a escritora Clarice Lispector completaria 100 anos e seguindo um calendário organizado pelo segmento da literatura nacional, a agremiação fará uma noite intitulada “Samba pra Clarice”, que será realizado no dia 10/12/2013, a partir das 19:00, na Casa de Cultura Ivan Marrocos.

 

 

O Presidente Makumbinha, reforça o convite, ressaltando que a Família Asfaltão sempre recebe os amigos de braços e corações abertos.

Encerrou parabenizando todos os sambistas de Porto Velho, especialmente os que fazem parte desta escola.

 

Silvia – 9982-9381

Diretora de Comunicação do G.R.E.S Asfaltão
A arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte.”
(Mahatma Gandhi)

 

 

Você sabe o que é BIISC? Não?
Bom, o projeto “é a cara do criador”.
Heitor Almeida não se contenta nunca. Depois de criar vários projetos culturais em Porto Velho e Ariquemes, vem à tona o mais novo evento cultural, que é sonho sonhado, realmente.

Heitor, que comanda com maestria a Seresta Cultural das quintas-feiras no Mercado Cultural de Porto Velho convidou-me certa vez para ouvir seu relato a respeito de um sonho que tivera. Sonhara com o General da Banda Manelão. E nesse sonho aparecera uma sigla – BIISC.

Ao acordar tentou e tentou decifrar. Até que “conseguiu”.

Ao contar, Heitor deixava à mostra a emoção. Emoção que não conseguia ser contida. Falou que já tinha, inclusive, alguém que se interessara tanto por seu projeto que disponibilizara recursos para o primeiro evento. Faltava o local. Parece que não falta mais nada.
Em entrevista concedida ao amigo Silvio Santos, o popular colunista cultural Zekatraca, Heitor falou de sua empolgação.

Fato, entretanto, é, que a data da estreia foi “renovada”. Ele falara na quarta passada, mas o jogo entre Flamengo e Atlético Paranaense, pela final da Copa do Brasil, atrapalharia os planos.

Então ficou para o dia 4 de dezembro, quarta-feira próxima.

Lei na íntegra a entrevista que Heitor concedeu  e que se encontra na coluna Zekatraca para quem quiser conferir.

Heitor Almeida – Lançamento do Projeto BIISC

 

O produtor cultural Heitor Almeida idealizador e responsável pelo Projeto Seresta Cultural que é apresentado todas as quintas feiras, no Mercado Cultural de Porto Velho, agora vem apresentar um novo projeto cultural, trata-se do BIISC. Essa sigla quer dizer: “Bar Itinerante, Interativo, Social e Cultural”. O lançamento desse novo empreendimento cultural vai acontecer no próximo dia 4 de dezembro, na casa de shows Mandacaru numa parceria com a APAE. Para falar sobre esse projeto e também sobre a Seresta Cultural, batemos o seguinte papo com o Heitor Almeida.

 

 

ENTREVISTA

 

Zk – Como foi que surgiu a idéia da Seresta Cultural?

Heitor Almeida – Na verdade há muitos anos mexo com cultura. Fui o primeiro a colocar sistema de som na quadra dos colégios, isso no inicio dos anos de 1970. Implantei a discoteca do Ferroviário e Ipiranga, depois fui para Ariquemes, fui fundador da primeira Casa de Cultura junto com o Binho e o Basinho, sou fundador do União Pop, dirigi o Canto Mocambo, entre outras coisas ligadas à cultura.

 

Zk – E a Seresta Cultural?

Heitor Almeida – Devo lembrar que sou um dos criadores da Fina Flor do Samba e derrepente vi que o espaço na Fina Flor estava muito fechado, era aquela mesma coisa, então criei a Seresta Cultural para apresentar as pessoas que gostavam e gostam de cantar sucessos do passado e não tinham espaço na “Calçada da Fama”. No dia 17 de maio de 2014 a Seresta completa quatro anos de existência.

 

Zk – Você conta com apoio do governo municipal para produzir a Seresta?

Heitor Almeida – Não! O apoio que a gente tem só é a liberação do local. Acho que os governantes Municipal e estadual estão deixando muito a desejar nessa questão. O que notamos é que o governo só apoia os projetos que beneficiam o artista que vem de fora.

 

Zk – E como é que você faz para gratificar os músicos que tocam na Seresta?

Heitor Almeida – Vale salientar que o maior cachê no Mercado Cultural quem paga sou eu. Acontece que conto com ajuda de amigos empresários como: Carlos da News Móveis, da Clinica Charles, Dr. Calmon, do meu amigo Cordeiro que chegou agora e está editando o jornalzinho além de colocar o telão. São pessoas que acreditam no nosso trabalho.

 

Zk – E a Banda que acompanha os cantores?

Heitor Almeida – É das melhores, inclusive gostaria de registrar que contamos com um dos melhores guitarristas da Amazônia que é Ronald Vasconcelos que inclusive participou do Projeto Pixinguinha, ele saia daqui para tocar por esse Brasil a fora, na bateria temos o Telêmaco que dispensa comentários, Tonhão que o nosso maestro e o Beneamine que toca o contra baixo e eu que de vez em quando assumo a percussão.

 

Zk – Você está com uma novidade a ser apresentada, qual é?

Heitor Almeida – O nome do Projeto é BIISC.

 

ZK – Isso quer dizer o que?

Heitor Almeida – Foi o seguinte, cheguei em casa meio troviscado , deitei e sonhei e no sonho o primeiro cara que apareceu foi o Manelão dizendo, ainda bem que tu chegou, aqui tá muito calmo, aí falei pra ele, tu não faz o carnaval? – Faço carnaval de ano em ano Nisso passa um carro com essas letras, BIISC. Quando acordei depois de bater muita cabeça consegui decifrar e ficou, Bar Itinerante, Interativo, social e Cultural – BIISC. Então vamos lançar essa ideia no próximo dia 4 de dezembro. Isso tudo em parceria com a APAE.

 

Zk – Como vai funcionar o BIISC?

Heitor Almeida – A entidade nos contrata para fazer o show. Ao firmamos o contrato a entidade contratante se compromete a vender pelo menos 50 mesas o arrecado com a venda das mesas será doado à APAE.

 

Zk – Tem horário?

Heitor Almeida – O Bar BIISC começa a funcionar às seis horas da tarde e fecha às dez horas da noite. Nossa apresentação fica condicionada à venda das 50 mesas e no dia do show cada convidado terá que levar um quilo de alimento, que será recebido na portaria do ambiente onde o BIISC for montado, pelos dirigentes da APAE.

 

Zk – O lançamento vai ser no dia 4 de dezembro. Certo?

Heitor Almeida – É. Vai ser na casa de shows Mandacaru e como vai ser o primeiro e queremos que a ideia alcance sucesso, inclusive o Daniel proprietário do Mandacaru ao tomar conhecimento do Projeto ficou encantado e colocou toda a estrutura da sua casa a disposição da nossa produção. Nesse primeiro BIISC ninguém vai ter que comprar mesa, será cobrado apenas o Quilo de alimento que será repassado à APAE.

 

Zk – Quais os artistas que vão se apresentar?

Heitor Almeida –Vamos começar as 18h00 com o Sandro Bacelar e a Gioconda Trivério fazendo o “Pirarublue”. Das 20h00 em diante entra o show Eternamente Cartola.

 

Zk – Quem faz parte do Eternamente Cartola?

Heitor Almeida – Inclusive quero informar que o show vai apresentar novos músicos, já que o Enio Melo não está podendo se apresentar, resolvi modificar tirei surdo, cavaquinho e ensaiei com o Mauro, Esquerdinha, Júnior Lopes, Argemiro e o Ronald Vasconcelos.

 

Zk – Como a pessoa pode contratar o BIISC?

Heitor Almeida – É só ligar para 9213- 9895.

Bom, se vc já leu a entrevista, então prepare o quilo de alimento não perecível para ser entregue à APAE e vamos para o Mandacaru. Quarta é imperdível.
Parabéns Heitor.

 

 

ENCONTRO DO BB PORTO VELHO

15/novembro/2013 – AABB Porto Velho

Foi um dia diferente, mas parecido com muitos outros que tivemos no passado.
O I Encontro do BB Porto Velho proporcionou aos participantes uma viagem ao passado, pelos melhores momentos de nossas vidas.
E valeu! Como valeu! Nem tinha começado, propriamente, o Encontro e já se falava no Segundo, querendo marcar data, local… Bom… Agora fica a carg da Comissão Organizadora que (parece-me) terá à frente Dina, esposa do amigo Jaime Alencar. Ela e as colaboradoras Janilda, Graça, Etenizia, Zuila, Cristina… vão formar a equipe feminina que irá elaborar o projeto transformando-o no melhor possível, para proporcionar aos próximos participantes lazer, alegria e, acima de tudo, muita emoção.
Aliás, emoção foi o que não faltou na AABB Porto Velho. Chaguinha que o diga. Foi quem mais se emocionou. Talvez por ser o mentor de várias das coisas que estávamos tendo e vendo ali. Por exemplo: A AABB que só se informatizou graças ao seu talento e dedicação, quando criou o programa dos Convênios, lá nos idos de 1992.

Olha… prometi que escreveria o nome dos participantes e, para isso, pedi que escrevessem na lista de presença. Só que… emoções, emoções, sucedendo-se… e a bendita gelada… deu no que deu… Poucos colocaram ali seus nomes e telefones. Fica pra depois, quando a gente elaborar a listagem. Mas, prometo, vai sair.

A música ao vivo mostrou que temos talentos (modéstia à parte, também) pra fazer uma festa se tornar inesquecível. Marina, morena marina… foi um momento indescritível. As “meninas” não me deixaram em paz no “palco”… rsrsrs Encanto, realmente, poder contar com as vozes femininas da Idenir, Etenízia… enfim, das nossas “meninas”.

Tive a oportunidade de reviver momentos cantando com Rai, Durães, Makumbinha, Helio Rubens… Sensacional. Matar a saudade é bom, mas reviver o passado vai além. Lembrei das paneladas na casa de Durães, no fundo do quintal. Um maracanã, um cavaquinho, um atabaque, um violão… e muita gela, curada na hora com o caldo da panelada ou caldeirada.
Nossa!!!… Já tinha passado tanto tempo assim??? Parecia que tinha sido ontem.

Iraci que o diga. Cantou e recantou.

Alguém notou quando o Carneiro chegou? Parecia os tempos de Tesouraria, quando a gente escutava do Setop o Supervisor “conversando” no térreo… kkk

Faltou uma pessoa, daquelas que vive dentro do coração. Aliás… faltou uma para cada coração, não foi?  Elas, com certeza, mesmo as que souberam e não puderam compartilhar, deverão estar se preparando para o próximo, com certeza. Aquelas que confirmaram e tiveram problemas de última hora, vão ficar com “saudade” do que não viram. Mas poderão curtir as fotos.

Aliás… quero pedir a toda(o)s que tiraram fotos que enviem, por favor para meu e-mail (arturquintela@hotmail.com) pois estarei elaborando um álbum exclusivo do encontro. Eu, pessoalmente, não tenho nenhuma.
Por enquanto, a lista que tenho os que participaram, realmente é essa aí:

1 – Artur Quintela
2 – Jose Damasceno Pires
3 – Raimundo Jorge Bicho Belo (+5)
4 – Cristina Courinos (+4)
5 – Zuila Trindade De Souza Santos (+3)
6 – Idenir Evangelista Carneiro
7 – Lucy Yuriko Pelliser
8 – Chico Chagoso (+2)
9 – Pedro (+1)
10 – Maria das Graças Machado (+ 3)
11 – Etenizia (+2)
12 – Silvestre (+1)
13 – Edith (+1)
14 – Cesar Marini
15 – Janilda (+3)
16 – Alvaro Carneiro (+2)
17 – Waldeatlas Barros
18 – Antônio Durães (+1)
19 – Helio Rubens
20 – Hilda Paes Gonçalves (+2)
21 – Gilberto Severo (+1)
22 – Jaime Alencar (+1)
23 – Reginaldo Maku

24 – Suely Aragão (+1)

25 – Lauro Câmara Jardim


Se tiver alguém faltando, é só avisar que eu edito, ok?
Repetindo: Não esqueçam de mandar as fotos para meu e-mail.

1476610_10202492948470167_590052317_n 11200_10202492942230011_1061235717_n 72295_10202493011231736_909477219_n 558950_10202492944990080_1746468804_n 936760_10202493018711923_1352861042_n 1012474_10202492996871377_402220634_n 1452390_10202492964750574_1059795089_n 1454999_10202492987511143_133541641_n 1456100_10202493043272537_687821968_n 1456591_10202492956390365_438612287_n 1459119_10202493014431816_1705281023_n 1460963_10202492950150209_1955791962_n 1461842_10202492939309938_662099933_n 1463074_10202492943430041_414402955_n 1463392_10202492955110333_964882909_n 1463452_10202493045032581_1750375094_n 1476470_10202493002711523_254128188_n

Agradecendo aqui os que me devotaram seus sorrisos e abraços, quero externar, ainda, minha inteira boa-vontade para contribuir em quantos outros encontros precisarem de mim. Aliás, como já escrevi, se tivesse que fazer mil vezes mais, faria, com certeza. Rever vocês, para mim, foi mais que gratificante, foi mais que ótimo, foi mais que excelente. Na realidade, já busquei a palavra no dicionário, mas a única que encontre que poderia definir um pouco minha emoção seria – INFINITA!!!

Abrações sempre sinceros e fraternos.

Artur Quintela

Falando sério (na realidade, sempre falo sério, até por brincadeira):

 

Hoje é quinta-feira. Dia de Seresta no Mercado Cultural.

Seresta, para quem não sabe, é uma expressão carioca para “abrasileirar” o termo serenata, que expressa arte no sereno.

Seresta, então, é toda expressão artística realizada à noite, em espaço aberto, sob o céu de estrelas.

A Seresta Cultural propõe exatamente isso. Arte sob o céu de estrelas, às vezes iluminado pelo belo luar de Porto Velho.

Projeto do amigo Heitor Facundo Almeida, a Seresta Cultural arrebanhou para o Mercado Cultural famílias que buscavam exatamente esse tipo de entretenimento.

 

A quinta-feira virou dia da cultura e arte no centro histórico de Porto Velho. E o Mercado Cultural, construído sobre os escombros do antigo Mercado Central do Município de Porto Velho, serve de palco para artistas das mais variadas correntes apresentarem seus estilos e obras.

Ali sempre foi como uma “segunda casa” para os artistas locais que careciam de um espaço para mostrar seus trabalhos. Vitrine de primeira. O Mercado Cultural abraçou vários projetos, mas a Seresta Cultural sempre mostrou-se como o mais eclético dos projetos.

Lá tivemos Bado, atuando. Tivemos Sandro e Gioconda cantando e encenando. Tivemos os “Dinossauros” Los Dynos & Cia. Além de tantas outras atrações já famosas pela cidade. A Seresta abriu portas para as artes cênicas, exposição de artes plásticas, cantorias e música instrumental…

 

Seresta Cultural que embala corações e que já despertou a inveja dos semeadores de discórdia. Entretanto, manteve-se incólume.

 

E lá se vão três, quase quatro anos… sempre com Heitor Almeida à frente. Comandando. Às vezes, áspero. Mas, apenas para alguns. Para a maioria, o sorriso de Heitor mostra-se angelical. E é isso que perturba alguns. Posto que seu palco já despertou a juventude para a arte, em várias primeiras apresentações.

 

Ali, os velhos e novos se juntam e comungam pela arte, com a arte, da arte.

E ali, naquele pedaço de calçada – que sonhamos virar calçadão – deixo meu coração falar. E cantar. E recitar.
Ali, foi que recitei, pela primeira vez em público, minha obra “Insaciável”. Ali recantei as primeiras músicas de meu repertório, ainda tão jovem, nas rádios e televisões do Rio de Janeiro. Ali, fiz reviver Elvis, Lennon, Sinatra… e rememorei os anos 60 com Renato, Fevers, Roberto, Erasmo, Eduardo, e tantos outros que fizeram parte viva de minha juventude.

 

Hoje à noite, estarei novamente com Heitor. É meu destino comungar com o amigo do gosto pela música. E minha plateia, que sempre me acompanhou, pode ficar certa que o coração estará repleto de carinho e amor por cada um dos que juntam ao meu seu sorriso.

 

Apareça. Estarei lá. Coração e braços abertos.

 

Artur Quintela