Category: Notícias e política


A TRAGÉDIA GREGA DO III MILÊNIO

O título não quer dizer exatamente a mensagem do texto.
Na realidade, tudo o que se escreve aqui representa a visão do autor sobre o tema que hoje faz os olhares da humanidade voltarem-se para a Grécia.

Abalada desde gestões passadas a economia grega passa pelo seu momento de maior incerteza. Nem os gregos parecem acreditar num final feliz para o drama em que se envolveu a nação após tantos e tantos planos e ideias mirabolantes para salvar a economia do país sucateado que foi pelas gestões que nada tinham de patriotismo ou idealismo, mas, simplesmente, submeteram-se à gana desenfreada do capitalismo.

O que vejo é a vitória grega sobre o capitalismo que vai apartando cada vez mais a raça humana. Mostrem-me uma obra de um capitalista e reconhecerei que estou errado. O capitalismo não constrói. Corrói. Destrói a alma humana. Destrói a esperança fingindo mantê-la.
Muitos dirão: Ahhh… mas os bancos dão emprego. – Sim!, lhes respondo… Mas a que preço – cobrado da clientela?

A Grécia parece-me, hoje, criar um novo ângulo no prisma viciado da visão capitalista. “Devo e pagarei, mas sem comprometer meu futuro!”
Não é aquele velho ditado do “devo não nego, pago quando puder”. É a nova maneira de impor regras – de baixo para cima. Ou seja… “se eu sucumbir, levo você junto. Então, aceite minhas regras”.

Ao negar o acordo oferecido inicialmente pela União Europeia a Grécia não renunciou ao pacto. Simplesmente exigiu tratamento de nação e não de cliente de balcão. É o povo grego que tem que decidir. E o povo apoiou a proposta de seu governante. Pagar, sim. Mas, pelas regras gregas.

Os economistas (que só aprenderam capitalismo e não economia, realmente) debateram-se na insônia provocada pelo arredio patriota. “Como pode?… Ta devendo e ainda faz exigências?”

Mas a Grécia não dobrou-se aos anseios dos ditadores do capital. E, mesmo correndo riscos, exigiu respeito.

Parece que a mensagem foi entendida. Por unanimidade a União dos Países Europeus aceitou renegociar. Agora, sim. Liderados – ao que parece – pela grande mulher da cúpula europeia, os membros da EU aceitaram fazer o teste.

Faz-me lembrar uma frase, que hoje parece-me sem sentido. Mas, ao inverter as personagens fica de uma lógica impressionante.

– Merkel, shows Dilma how do.

Reproduzo abaixo, a título de manter nossa população informada, a coluna do amigo Silvio Santos, popular Zekatraca, desta quarta feira.

Lenha na Fogueira

 

“A cheia vai acontecer sim. Só não sabemos quando. Acreditamos que em abril ela alcance seu ponto máximo, o que podemos informar a princípio, é que não será uma cheia como a do ano passado…” palavras do secretário adjunto de Defesa Civil José Pimentel.

 

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Congratulamo-nos com a preocupação dos órgãos de Defesa Civil para com a enchente que pode causar transtorno a muita gente.

 

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O que não podemos concordar, é com o terror que estão fazendo com a possibilidade de se ter uma nova enchente. Isso está prejudicando muita gente.

 

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O ribeirinho porque fica na incerteza do futuro de sua plantação! O comerciante porque não sabe se pode vender no crediário para os que moram em área considerada de risco, pois ficam na dúvida se vão ou não receber as prestações.

 

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O estudante porque não tem certeza que vai continuar naquela escola, pois a cheia pode fazer com que sua família se mude para um local distante da escola.

 

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O padre porque não tem certeza se vai poder mandar pintar a igreja, pois não trem certeza se a tinta vai resistir à nova enchente.

 

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O pescador porque não sabe se vai poder pescar, pois a cheia dificulta a pescaria.

 

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Ta todo mundo na dúvida. A cidade está parada por conta de uma possível enchente que o pessoal da Defesa Civil quer por quer que aconteça.

 

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Não preservaram o patrimônio da Madeira Mamoré alegando que viria uma nova enchente e que por isso, não adiantava fazer nada e assim, as peças foram ficando jogadas, até que o “Movimento Viva Madeira Mamoré” começou a cobrar maiores ações das autoridades municipais, estaduais e federais, o que culminou com o Manifesto que Aconteceu sábado e agora está nas redes sociais aguardando assinaturas.

 

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O secretário da Defesa Civil disse… ”…O que podemos informar  a princípio, é que não será uma cheia como a do ano passado…”

 

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Ora meus amigo, se não será como a do ano passado, será uma cheia que estamos acostumados a ver todos os anos.

 

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Nasci e me criei aqui e sempre vi alagar a Baixa da União e o que depois passaram a chamar de Cai N’água.

 

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Basta lembrar que as diversas cheias que afetaram a Baixa da União e o Triângulo foram responsáveis pela formação de alguns bairros como:

 

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Meu Pedacinho de Chão, Vila Tupi e parte do Bairro São Sebastião. A turma do Belmonte subiu a ladeira e foi formar o Bairro Nacional.

 

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Este ano não será diferente, daqui a alguns dias, a Baixa da União estará tomada pelas águas. A Feira do Produtor e o antigo Camelódromo estarão debaixo d’água. Isso acontece todos os anos.

 

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Quanto à lâmina d’água começar a cobrir a BR 364 não será culpa do Rio Madeira, pois a água que vai invadir a Estrada é a que forma a barragem.

 

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Jacy Paraná, Velha Mutum, Arara e outras localidades são vítimas da barragem das usinas e não da enchente do rio Madeira. Basta lembrar que foram as usinas que mandaram elevar parte da BR 364 justamente no trecho de Mutum Paraná. Só que a elevação não foi suficiente para livrar o leito da BR da água represada.

 

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Aqui na frente de Porto Velho o que vai acontecer e isso está bastante patente, só quem não quer admitir, são os que se dizem técnicos no assunto, é o desbarrancamento do que sobrou do Triângulo e se não tomarem providencias do barranco da frente do Plano Inclinado que já começou a desmoronar.

 

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Tenho ouvido da boca dos beradeiros, pescadores e garimpeiros, que o rio Madeira não está cheio está sim, muito Assoreado!

 

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Precisamos acabar de fazer terror, utilizando o rio Madeira como protagonista. 

Eleição e a Missa de 7º dia da Esquerda Nacional

 

Por Antônio Serpa do Amaral Filho

 

A briga de boxe entre Dilma Rousseff e Aécio Neves pela presidência da República tem produzido cenas patéticas. Uma delas é a composição em torno do candidato tucano: vê-se no mesmo palanque o mineiro Aécio Neves, Renata Campos, viúva de Eduardo Campos, e família; Magdalena Arraes, viúva de Miguel Arraes, e família, e, na Band News, vimos Marina Silva anunciando seu voto e sua adesão ao neto da maior raposa da política brasileira de todos os tempos, o esperto e sagaz Tancredo Neves, um conservador declarado, que depois de morto, representado pelo neto, foi parar no mesmo balaio de gato com um típico militante da esquerda brasileira, Miguel Arraes.

 

Caiu o Muro de Berlim da esquerda nacional. Luís Carlos Prestes veja o que aconteceu!! Como tudo que é que sólido se desmancha no ar, acordamos do lindo sonho marxista-leninista que começou em 1922, com a fundação do Partido Comunista Brasileiro – PCB. Com a iminente derrota do Partido dos Trabalhadores, fracassará o ambicioso projeto da esquerda na República Moderna, depois de doze longos anos no exercício do poder presidencial. Pior, numa arena eleitoral onde já não existe mais esquerda, nem direita, nem centro. A adesão do Partido Verde, do Partido Socialista Brasileiro e de Marina Silva à candidatura tucana marca o esfacelamento da afinidade ideológica que, nos momentos mais conflitantes de qualquer disputa eleitoral, matinha uma mínima unidade política à esquerda. O ambientalismo – qualquer abestado sabe – sempre foi uma bandeira ligada à esquerda, nunca ao liberalismo, e muito menos ao neoliberalismo.  Então, o que é que o senhor Eduardo Jorge do PV está fazendo de beijos e abraços com o Cacique das Minas Gerais?

 

Aqui na capital, por exemplo, a carreira de Roberto Sobrinho começou quando, por afinidade ideológica, o PT apoiou a candidatura de José Guedes, já que na época o PSDB era considerado também um partido de esquerda, da terceira via, chamada de social-democracia. Neste segundo turno, em nível nacional, a composição em torno de Aécio Neves tá mais para samba do crioulo doido, para quem foi lá em Diamantina onde nasceu JK que a princesa Leopoldina resolveu se casar. Hoje neoliberalismo, ambientalismo, esquerdismo e humanismo comem no mesmo prato o angu mineiro, diz que! Só mesmo o antipetismo e o oportunismo podem justificar o mais novo fenômeno da política tupiniquim: a união das raposas com as habitantes do galinheiro. “Agora somos um só corpo” – disse Aécio depois de receber as bênçãos e o compromisso de Marina Silva. Esqueceu de dizer que o corpo é do Frankenstein, personagem cabeça de porco do terror gótico.

 

O presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, divulgou carta aberta em que apoia a reeleição de Dilma Rousseff (PT) e afirma que seu partido “traiu a luta” do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos ao se aliar a Aécio Neves (PSDB). Ele é o último moicano esquerdista do país. A articulação planejada e praticada é uma invenção de Nicolau Maquiavel. A expressão ‘os fins justificam os meios’ também é dele.  Com Marina Silva, PV e PSB apoiando Aécio Neves, o maquiavelismo verde-amarelo criou outra pérola da ciência e principalmente da práxis política: os meios justificam os fins. A ideologia de esquerda sucumbiu ante ao pragmatismo, o PT semeou e colheu o antipetismo e o neoliberalismo de Aécio Neves e sua turma inventou o eleitoralismo sem nenhum pudor! Estão todos convidados para missa de sétimo dia da Esquerda Nacional, obviamente sete dias depois de anunciado o resultado da eleição pela Justiça Eleitoral. Não esqueçam de chamar a turma do Mensalão. Eles cantarão o réquiem em honra à falecida.

Bom dia, gente querida.

Um BOM DIA especial a todos os médicos pelo seu dia. A categoria que se dedica a salvar vidas. Embora alguns não levem a sério o juramento que fizeram, é um dos mais lindos já produzidos pela humanidade. A toda(o)s que labutam nessa honrosa profissão, meus sinceros parabéns. Não deveria ser um dia apenas, pois todos os dias precisamos de um.

 

Mudando de assunto, minha mensagem de hoje tem a ver com nossa situação política atual.

A conjuntura política de nosso país deve ser levada a sério e não como um jogo de futebol de várzea. Não há isso de “o meu ganhou!” ou “o seu perdeu kkk!”.

Quando se publica alguma coisa, não quer dizer explicitamente que isso corresponda à maneira de pensar do autor. Muitos textos são esclarecedores, apenas, de alguma situação ocorrente ou ocorrida.

Minha posição política é apartidária. Sempre foi. Sempre votei na pessoa e não no partido ao qual se vinculava. Mesmo porque não creio em ideologia política ou fidelidade partidária no Brasil. O mesmo político que foi eleito pelo partido “A” pode simplesmente desfiliar-se quando julgar conveniente “pular para outro banco”. E o próprio partido pode apartar de seu grupo de filiados aquele(s) que não coaduna(m) com a atuação da diretoria de época.

Vejo que alguns dos que me visitam com frequência ficaram alarmados por ter republicado alguns conteúdos que eram opostos à sua forma de pensar. Ótimo! A liberdade de pensamento é uma das conquistas de minha geração.

Já vivemos presos, atrelados a um regime duro que mandava e era obedecido – ou então, quem desobedecia sucumbia às torturas, fatalmente desaparecendo para sempre.

Quem não viveu os “anos de chumbo” não entenderá o que escrevi. Mesmo porque, os movimentos populares de hoje são diferentes. É uma marcha “tocada” por alguns que se escondem em trincheiras ou simplesmente atrás de máscaras. Não vejo idealismo no mascaramento ou idealismo.

Muitas pessoas que foram às ruas – pacificamente, digo – protestar contra os desmandos do governo atual estão fazendo propaganda a favor de sua continuidade. Esqueceram rapidamente do que reivindicavam.

 

Penso que o continuísmo conduz ao vício. E a verdadeira democracia deve permitir, sim, a alternância de poderes. Pelo menos em dois, dos constituídos, podemos fazer preponderar nossa vontade. E, quando posso, escrevo para a posteridade, ensinando aos meus que escolhi “fulano” ou “sicrano” por seu currículo e não porque pediu meu voto ou concedeu-me alguma benesse.

 

E quando posto a opinião de pessoas que pensam igual (ou diferente) a mim significa que respeito o direito democrático de cada um expressar seu pensamento, o que, aliás, é preceito constitucional.

 

Tenham uma boa sexta-feira!

Olá, gente amiga.

Que bom estar de volta após os tenebrosos meses da (e pós) alagação que quase destruiu minha casa.

Já fui cobrado por muita gente amiga por ter “abandonado” meu blog. Mas estou de volta com a cuca cheia de temas para artigos. E vamos começar pelo evento de ontem, na Ladeira Comendador Centeno, aqui em Porto Velho.

O velho prédio que abrigou a Prefeitura e a Câmara de Vereadores de nosso Município está sendo restaurado e promete abrigar o Museu da Câmara.

Fiquei feliz por vários motivos ontem. Ao participar com algumas músicas foi de somenos importância. Mas, ver o amigo e companheiro Anisio Gorayeb (o filho) emocionar-se com a oficialização do nome que será dado àquela casa, emocionou-me também. Seu pai, que orgulhou esta cidade como verdadeiro edil defensor do povo, foi homenageado  e seu nome (in memoriam) será atribuído ao nosso mais novo prédio.

E ver tanta gente bonita e amiga ali foi compensador.

Nosso querido Bazinho não cansava de fotografar. Queria guardar tudo na info-memória. Com razão. Justificadíssimo. Afinal, a associação da qual é membro fundador foi a mentora do projeto que recuperou aquele prédio – altamente erodido pelo tempo e descaso das autoridades.

A Associação Cultural Rio Madeira não só cuidou da parte do planejamento como aliou-se ao atual Presidente da Câmara Municipal – Alan Queiroz – para levar à frente a obra de recuperação que – diga-se de passagem – está muito bonita e na parte final.

Citar todos os nomes aqui, seria passar o dia inteiro escrevendo. Mas, sem injustiçar, podemos citar Silvio Santos (Zekatraca) que, com o filho Silvinho deu um show, acompanhados pela banda da Seresta Cultural, comandada pelo Heitor Almeida. Também se fizeram presentes Alciréia e o esposo Calmon. Ela foi outro show no palco.

Dentre as personalidades marcantes de nossa história política, contamos o Presidente da Academia Rondoniense de Letras (William) e o compositor do Hino de Porto Velho, Claudio Feitosa. esse, por sinal, muito esquecido pelas autoridades municipais, pois sequer consta seu nome como compositor de nosso símbolo musical.

Claro que ficam muitos nomes de fora dessa lista, gente de importância, mas que requer uma lista enorme.

A todos fica aqui meu muito obrigado.

AS CONFUSÕES DO GOVERNO CONFUSO

 

Confúcio Moura decretou o fim de várias atividades, reduziu jornada de trabalho dos órgãos governamentais, cancelou viagens de servidores (as dele, não), reduziu a frota (colocou vinte por cento dos veículos nas garagens – para apodrecer, sem manutenção)… tudo em nome da redução nos gastos públicos, propondo economizar vinte e cinco por cento do orçamento.

 

Por outro lado, o Governador determinou o cancelamento dos contratos com as empresas prestadoras de serviço de vigilância e segurança. Inicialmente, uma das empresas confirma a demissão de 2.500 seguranças, o que iria atingir direta e indiretamente cerca de dez mil pessoas.

 

O Sindicato da categoria já tentou de tudo, sem êxito. Até o Ministério Público do Trabalho tenta conter a onda, mas, até agora, sem sucesso.

 

Claro que isso denota o mal estar gerado pela eterna desavença entre o chefe do executivo e o Presidente da Assembleia estadual. Lógico está que a medida não é meramente administrativa. Muito menos de economia.

 

Não sou Economista, mas não precisa ser para entender que o governo está, na realidade, tirando de circulação um montante considerável de dinheiro. Ou seja, se ele não paga, os salários não vão para o comércio, indústria e segmentos de serviços (além de bancos, é claro).

 

Quando o Governo disponibiliza verbas, por exemplo, para um evento público as atividades que cercam o dito levam ao retorno rápido como forma de impostos e taxas. Afinal, capital precisa circular e retornar aos cofres públicos.

 

Então, não será por economia que o poder público irá cortar salários. Não é, mesmo!…

 

Parece a cada dia que o governo não consegue desatrelar-se da confusão criada pelas parcerias – deveria dizer-se “conchaves” – de sua eleição. Prometeu tanto a tantos que ficou sem verba para tocar o Estado.

 

Será que as verbas de compensação das usinas já acabaram? Falava-se em milhões e milhões. Mas, nenhuma obra se viu no atual governo que estampasse a logo de Furnas, Odebrecht, CSAC, SAE, etc.

 

Veja-se, então, o caso das obras “paralisadas” desde a administração anterior. Ao que tudo indica, apenas as que prometem visual – caso do CPA “Paláci Rio Madeira” e Teatro Estadual – tornaram-se objeto da ânsia governamental. Deve pensar que ali estarão os votos da capital para o próximo ano.

 

Atingindo os Vigilantes, Confúcio deixa de colocar no mercado alguns milhões por mês. Mas, isso não deve estar lhe interessando muito.  Afinal, o pão-de-cada-dia de sua casa está garantido até dezembro de 2014. Quem sabe até poderá ser prorrogado. Claro! Afinal, o que menos Confúcio precisa é dos votos da Capital. O interior é seu. Será? Quem viver verá!! Afinal, agora ele está atingindo pelo menos dez mil bocas. E a ação do Governador Bianco ainda é uma névoa sobre as eleições governamentais.

 

Tenho dito!

APOSTILAS PARA O CONCURSO TRE-2013

 

Tenho alguns exemplares para vender

 

R$ 70,00

 

APOSTILA TRE 2013 0002

A FLOR E A BAIONETA

 

Por Artur Quintela

Tenho acompanhado de longe – sentindo-me perto – os movimentos populares que explodiram por todo o país neste ano.

E vejo-me novamente, jovem, com sonhos dourados, a gritar pelas ruas do meu Brasil “Abaixo a Ditadura”.

 

ABAIXO A DITADURA

Alguns podem até achar que é demagogia, mas falo “Meu Brasil”, com orgulho.

 

Ajudei, contribuí, lutei por uma democracia. Por isso me alarmo quando vejo os civis de hoje querendo impor censura, mandando as tropas às ruas para escorraçar o povo – legítimo possuidor da nação brasileira.

 

Lutei, corri, atirei pedras e paus… gritei a plenos pulmões que queria LIBERDADE!!!

Liberdade para falar, para estudar, para trabalhar, para ser eu, enfim.

 

E, quando pensava que tinha conseguido realizar o tão almejado sonho, vejo uma corja de delinquentes infiltrados nos três poderes de minha Nação, vilipendiando seu erário e desrespeitando seus símbolos.

 

A FLOR CONTRA A BAIONETA

Ao combater o canhão – como bem disse Vandré – oferecíamos, primeiro, flores e palavras. Nunca saíamos de casa pensando em matar ou ferir ninguém.

 

Vimos nossa mocidade ser trucidada pelo AI-5. Nossos correligionários desaparecendo – como bem o disse Gil.

 

Mas conseguimos colocar o civil no poder e escrever uma Constituição que “parecia a cara do povo”.

 

A sequencia, entretanto, foi pior que o soneto inicial.

 

Não vi, sem soube de nenhum presidente militar que saísse do governo rico.

Da mesma forma que não vi e nem soube de nenhum civil que deixasse o governo apenas com o patrimônio que tinha antes. Os civis enriqueceram. O povo, não.

 

Foi esse o Brasil que ajudei a construir? Não!!! Decididamente, não!!!

Não foi por esse Brasil que Edson morreu. Não foi por esse Brasil que Palmeira gritou na Presidente Vargas. Não foi por esse Brasil que fizemos a Marcha dos Cem Mil. Não foi por esse Brasil que ladeei José Dirceu, Nara, Gil, Caetano, Marieta e tantos outros. Não, não foi por esse Brasil que marchei. Não foi por esse Brasil que daria (sim) a vida.

 

Por isso não aceito o Brasil de hoje, de novo, com armas contra seu povo. Não aceito o soldado que aprende o que lhes ensinam nos quartéis – “antigas lições, de morrer pela pátria e viver sem razões”.

 

Se hoje não tenho mais a disposição e o vigor físico da juventude, nem por isso me calo. Ainda que seja a última cartada da vida, ela continua sendo do MEU BRASIL!

 

“Podem me prender,

Podem me bater,

Podem até deixar-me sem comer

Que eu não mudo de opinião”!

 

 N.R. As fotos foram colhidas da internet. Motivo: Não tinha máquina fotográfica pessoal, na época.

RECADO PARA O JORNALISTA PAULO NOGUEIRA, COMO COMENTÁRIO AO SEU ARTIGO “Por que Joaquim Barbosa é o grande perdedor da segunda fase do mensalão”, de 18.set.2013, publicado no Jornal Digital 247 http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/115287/Por-que-Joaquim-Barbosa-%C3%A9-o-grande-perdedor-da-segunda-fase-do-mensal%C3%A3o.htm

 

 

 

Parece que o jornalista esqueceu alguma coisa no permear de sua escrita. Esqueceu que está sendo aético ao julgar o Presidente do Supremo. Você não é juiz, mero jornalista. Não deve e não pode. Enquanto afirma que a midia deve manter-se afastada do judiciário, joga escárnio sobre a maneira pública de Barbosa se expressar. Por que não falou do cômico voto de Marco Aurélio – que não apenas riu, mas fez o plenário gargalhar?

Deveria ter notado em sua longa carreira de favores e benesses que Joaquim Barbosa trouxe o judiciário para o devido lugar: o meio do povo. Cretinice achar que a erudição deve ser demonstrada em um julgamento. É atitude retrógrada em um mundo que não vive mais sem internet.

Lembre, ainda, caro simples mortal, que a Carta Magna de nossa nação reconheceu o analfabeto como eleitor – portanto, o povo merece ser ouvido e tem direito de entender o que dizem a seu respeito.

Usar da erudição – inclusive latim, já considerada língua morta – nos tribunais é querer ocultar a verdade face dos autos do povo simples.

Barbosa nunca se curvou aos costumes e tradições de seus pares e não seria na Presidência que o faria.

É Homem – com H maiúsculo, mesmo. Coisa que poucos jornalistas sabem ser.

DECISÃO NO STF VAI CONTRA O ANSEIO DO POVO BRASILEIRO

Artur Quintela

Deu no que se esperava. Mas, ainda paira no ar a gargalhada uníssona do pleno do STF, quando Marco Aurélio pilheriou (melhor, tripudiou) sobre o povo brasileiro, ao proferir seu voto, deixando para o decano o enfrentamento com a opinião pública. Afinal, o que o ministro risonho (bisonho, também) queria transmitir com suas piadas? Que o decano Celso (será parente, já que também é Mello, como Arnon, Fernando, etc.?) teria que enfrentar a opinião raivosa do brasileiro que cansou das roubalheiras?
Afinal… povo é opinião e voto popular. Nenhum dos dois conta pro STF.
Pronto. Acabou. A piada do maior julgamento da história do Brasil, deu em nada – quer dizer, em pizza, no linguajar político-popular.
Celso de Mello disse que não se curva ao anseio do povo, posto que a Constituição é maior que o interesse popular.
Afinal, a Carta Magna foi redigida por quem deveria representar o povo, mas representou interesses da classe política.
E se uma lei é omissa em um detalhe, prevalece um regimento – que nã é lei, de fato ou de direito.
Entendimento do decano.
Foi-se! A crença no Supremo Tribunal Federal esvaiu-se. Ali, quem pode gastar, protela, posterga, procrastina, ou seja, MANDA!
Os bobos da corte – dentre eles, Carlinhos Cachoeira – hão de pagar pelos seus crimes posto que não são fortes políticos.
E vem-me à mente o desabafo de um advogado “criminoso” que ao ser chamado de malandro por um legislador disse que “ali” se aprendia rápido. Malandragem é arte de político. E legislador, principalmente. /caso contrário não legislariam em causa própria (palavras do próprio Barbosa, presidente do STF).
Coitado do advogado. Foi preso e teve que pagar fiança d alguns reais para responder livre.
Não, não. Não foi preso pelo “crime que cometera”, mas pelo desrespeito de chamar nossos legisladores de “malandros”.
Malandros que adentraram no STF. Malandros que alteraram a lei às suas próprias conveniências.
Malandros que não podem ser presos, sequer, pelo Supremo.
Bom dia. Boa quinta-feira.