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FALANDO DE FUTEBOL

 

Quando o Brasil perdeu a Copa de 1998 para a França o torcedor ficou fulo e entre tantas e tantas ousadas especulações falava-se na “venda” do título pela CBF.

Aí vieram as explicações de técnicos, dirigentes, jornalistas… nenhuma delas deglutida facilmente pela torcida brasileira (e quem deglutiu, sofreu indigestão).

 

Depois, veio a vergonha de 2014. Vergonha porque foi alardeada pela própria comissão técnica que tínhamos (como em 1998) a melhor seleção daquela copa.

O placar de 7 a 1 mostrou que não era nada disso. Tínhamos uma seleção medíocre, com garotos que foram usados por gente inescrupulosa para apenas manter a camisa canarinho em campo.

Exceção: Julio Cesar. Ele não merecia ser o cristo da vez. Talvez fosse o único que não merecia aquela humilhação. Sim! Porque Neymar se recusou e fazer o joguinho do Ronaldo de 98. E a patrocinadora deu outro “jeitinho brasileiro”. A “lesão” foi tão bem montada que apareceram “exames comprovadores”. Tudo muito certinho para mostrar que “realmente Neymar estava lesionado”. Explicações demais, acho. Exageradamente explicável. Mas os milhões do “garoto” não podiam ser tratados de outra maneira. E ele ficou fora da vergonha.

 

Já o Brasil, não. Amargamos a pior derrota dentro de uma Copa do Mundo de Futebol. E estamos amargando, ainda.

Tudo foi meticulosamente estudado, a maquiagem de cada detalhe,sordidamente combinada para dar o maior realismo possível. Até jornalistas experientes caíram na esparrela.

A casa caiu, entretanto. FIFA e CBF sucumbiram, um ano depois, às suas próprias maracutaias. As organizações de Copas, os patrocínios com desvios em favor de dirigentes, as contratações ilícitas, tudo veio à tona. E ainda virá muito mais nesse jogo de sujeira e poder.

 

A vergonha nacional hoje é mundial. O descrédito toma conta da entidade que congrega mais nações que a própria ONU. Até representantes dos congressos das mais diversas nações falam a esse respeito. Quem criticava duramente antes os dirigentes esportivos da FIFA (e da CBF) agora sente-se à vontade para gritar: “Eu falei! Eu avisei!”.

 

Para nós, aqui no Brasil, acostumados com tantos escândalos (Mensalão, Petrolão, etc.) talvez venha a ser apenas “mais um”. Mas José Maria Marin terá que se explicar ao FBI que não tem as “calças presas” aos “dólares nas cuecas”. E o atual Presidente da CBF deve estar com os tufos de cabelos doídos de tanto tentar arrancá-los, no desespero de ser pego, também.

Romário que o diga… Já o chamava de ladrão e agora estufa o peito para gritar. Afinal, goza da famosa imunidade parlamentar e pode xingar quem quiser.

Quanto a nós, meros mortais, resta pedir aos deuses do Olimpo para proteger nosso futebol de várzea. Tomara que pelo menos a “pelada” dos fins de semana escape.

 

Inicialmente, bom dia, gente querida.

Estive ausente, logo após o retorno da “cheia do Madeira”. Acontece que nossas instalações ainda estão sofríveis. A água que entrou pelas tubulações compromete a fiação e – sabe-se lá por quê, Meu Deus – um raio que atingiu os cabos de telefonia causaram pane em modem, roteador, portas… etc, de meu equipamento de informática. Resultado: Ficamos sem Internet por mais de uma semana.

Agora, com dispositivos novos e já tudo “arrumado”, estamos de volta.

Agora segue o pedido de desculpas à Família Asfaltão.  Sempre que recebo uma nota da Diretoria de Comunicação através da amiga Silvia, posto no blog e faço chamada pelo facebook. Infelizmente, a nota chegou durante o período sem net. Desculpas apresentadas!

Continuando, a Nota da Asfaltão segue na íntegra, mesmo defasada no tempo para a comemoração do Dia das Crianças. Não seria muito ético editar.  Então segue aí.

Bom dia!

Senhores(as), com os cumprimentos da Família Asfaltão, peço se possível a veiculação do material abaixo.

Grata,

Silvia – 9982-9381

“A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios.
Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente,
antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”.
(Charlie Chaplin).

 

 

ASFALTÃO ELEGE NOVA DIRETORIA

O GRESA – Grêmio Recreativo Escola de Samba Asfaltão, realizou nesta terça feira, dia 07 de outubro, a assembleia de reforma Estatutária e Eleição da nova Diretoria.

A renovação é um passo importante para esta reestruturação, com este pensamento, foi eleito como Presidente o jovem Danilo Cardoso, filho de Reginaldo Cardoso (Makumbinha). Nascido em 19/08/1989, Danilo Fith como é conhecido, desfila na Escola desde os 6 anos de idade, sempre na bateria. Multi instrumentista, é compositor e cantor. Em 2010 foi conduzido à Contra Mestre da Bateria da Escola a Pura Raça. Em 2009 já dividia o posto de Mestre de Bateria junto com experiente Admilson kinghtz, o Mestre Negão, titular da Batuta.

O Presidente eleito é também componente da ala de compositores da escola de Samba Asfaltão. Graduando em Análises Clínicas e Recursos Humanos, é percussionista nos grupos de pagode Samba VIP e Samba Mais.

Como Vice Presidente, fará a dobradinha com o Mestre Danilo, o seu parceiro Eduardo Dias, nascido em 11/12/1993, também ritmista, compositor e cantor que desfila no Asfaltão desde os 5 anos de idade.

Outros dois jovens passam a compor a Diretoria, Allan Junior, nascido em 06/05/1993 ritmista, compositor e cantor. Desfila no GRESA desde os 3 anos de idade, é Também Contra Mestre da Bateria Pura Raça. Hoje focado para se aperfeiçoar no cavaquinho, Juninho como é chamado pela atual Diretoria, assume a Diretoria de Patrimônio.

Dentro desta renovação está a jovem Camila Pinheiro, nascida em 10/11/1990, que desfila junto com a Família Asfaltão desde os 3 anos de idade, foi destaque em vários desfiles. Atuante nos barracões nos trabalhos manuais, ultimamente junto com outros colegas, ela tem assumido a missão de Diretora de Harmonia na avenida. Graduanda em Direito, Camila assumirá a Diretoria de Finanças da Escola.

Este quarteto, Danilo, Eduardo, Allan Junior e Camila, chegam com novas ideias, trazendo energia e disposição. Com a origem do reduto do samba, assumem papéis importantes, com a missão de junto a outros amigos, sejam da escola ou das coirmãs, fortalecerem e manterem viva a resistência do Samba em Porto Velho. Eles contarão com a experiência de componentes da atual direção que ficaram com as seguintes atribuições: Andreia: Secretária; Vanilce: Administradora; Silvia: Diretora de Comunicação; Osvaldo Pitaluga: Diretor Social; Everton: Diretor Jurídico; Makumbinha: Diretor de Carnaval; Oscar Knight: Diretor Musical; Janilson conhecido como Jacaré: Diretor de Esporte. Membros do Conselho Fiscal Efetivo: Anderson Machado, Tatá, Léia; Membros do Conselho Fiscal Suplente: Maria José, Ismael Barreto e Wilma Dias.

“…Que esta nova composição da Diretoria tenha sucesso em seu trabalho…” Assim disse Makumbinha, que está deixando a Presidência.

 

Fazer “Escola”, é preparar e passar o legado da importância em se manter viva uma história. É transmitir que mais que querer, é importante viver e sentir o que é cultura pra que esta chama não se apague.

 

AGENDA

A nova Diretoria já tem uma agenda a cumprir ainda este ano, dentre elas estão:

 

  1. Rua de Lazer alusiva ao dia das crianças, que acontece neste sábado (11/10), na Tenda do Tigre, das 08:00 às 12:00. A Tenda do Tigre fica localizada na Jacy Paraná entre Getúlio Vargas e Brasília; e

 

  1. Baile Brega, que acontecerá no próximo mês de novembro;

 

  1. Tem ainda a semana de Zumbi, o dia do Samba e o Dia de Santa Barbara, agendas que se encontram em fase de ajustes e adequação.

 

A Família Asfaltão conta com o apoio e a participação de todos que valorizam e respeitam a cultura.

 

 

Silvia Ferreira de Oliveira Pinheiro – 9982-9381

Diretora de Comunicação do G.R.E.S Asfaltão

 

Parabéns  à nova Diretoria. Sucesso ao Danilo e seu grupo.
Na realidade, tenho que dar os parabéns a toda a Família Asfaltão, que cede espaço à juventude para que exponha seus sonhos e os torne realidade. 

 

 

Ontem, na Intervenção Cultural promovida pela Associação Cultural Rio Madeira (ACRM), Projeto Seresta Cultural e Bar Interativo Itinerante Social e Cultural (BIISC), tivemos a grata satisfação de contar, mais uma vez com uma apresentação de nosso Poeta Mado.

Mado consegue encantar a plateia e prender a atenção. Aos mais sensíveis (como eu) é capaz de levar às lágrimas com sua atuação. A performance deixa-nos orgulhosos da verdadeira “prata da casa”.

Ao POETA MADO dedico, com carinho, esse pequeno trabalho.

 

MADO

 

POEMA BEIRADEIRO

 

MADO

DEIXE QUE CANTE EM POEMA

AO POETA VERDADEIRO

NEM QUE SEJA ESTE CANTO

O MEU CANTO DERRADEIRO

 

PORTUGAL TEM LÁ ORIGENS

DO MEU CANTAR, TALVEZ FADO,

PORTO VELHO TEM HISTÓRIA

CONTADA E CANTADA POR MADO

 

FAZ ENCANTAR A PLATEIA

FAZ SOBERANA A VOZ

CHAMA A SI A ASSEMBLEIA

ENTRETENDO TODOS NÓS

 

FAZ LEMBRAR A CACHOEIRA

QUE SERVIU AO MARECHAL

LÁ SE FOI A ALTANEIRA

JÁ DEU SEU GRITO FINAL

 

RESSUSCITA A FERROVIA

FAZ DE NOVO APITAR

A VELHA MAD MARIA

E O POVO FAZ VIBRAR

 

AS ÁGUAS DO MEU MADEIRA

ESTÃO NO SEU RECITAL

O VENTO QUE AGITA A BANDEIRA

FAZ DANÇAR O IMORTAL

 

MUITO ALÉM DO IMAGINÁVEL

MAIS PRA LÁ QUE O INATINGÍVEL

ESSE POETA NOTÁVEL

FAZ LEIGO FICAR SENSÍVEL

 

SE FAZ CHORAR QUEM LHE OUVE

SE FAZ SORRI QUEM LHE VÊ

É PORQUE MAIOR JAMAIS HOUVE

SEJA NO RÁDIO OU TV

 

QUE SEJA O POETA MADO

DAS ÁGUAS OU BEIRADEIRO

SEMPRE SERÁ O AMADO

MAIS AMADO BRASILEIRO

 

Olá, gente amiga.

Que bom estar de volta após os tenebrosos meses da (e pós) alagação que quase destruiu minha casa.

Já fui cobrado por muita gente amiga por ter “abandonado” meu blog. Mas estou de volta com a cuca cheia de temas para artigos. E vamos começar pelo evento de ontem, na Ladeira Comendador Centeno, aqui em Porto Velho.

O velho prédio que abrigou a Prefeitura e a Câmara de Vereadores de nosso Município está sendo restaurado e promete abrigar o Museu da Câmara.

Fiquei feliz por vários motivos ontem. Ao participar com algumas músicas foi de somenos importância. Mas, ver o amigo e companheiro Anisio Gorayeb (o filho) emocionar-se com a oficialização do nome que será dado àquela casa, emocionou-me também. Seu pai, que orgulhou esta cidade como verdadeiro edil defensor do povo, foi homenageado  e seu nome (in memoriam) será atribuído ao nosso mais novo prédio.

E ver tanta gente bonita e amiga ali foi compensador.

Nosso querido Bazinho não cansava de fotografar. Queria guardar tudo na info-memória. Com razão. Justificadíssimo. Afinal, a associação da qual é membro fundador foi a mentora do projeto que recuperou aquele prédio – altamente erodido pelo tempo e descaso das autoridades.

A Associação Cultural Rio Madeira não só cuidou da parte do planejamento como aliou-se ao atual Presidente da Câmara Municipal – Alan Queiroz – para levar à frente a obra de recuperação que – diga-se de passagem – está muito bonita e na parte final.

Citar todos os nomes aqui, seria passar o dia inteiro escrevendo. Mas, sem injustiçar, podemos citar Silvio Santos (Zekatraca) que, com o filho Silvinho deu um show, acompanhados pela banda da Seresta Cultural, comandada pelo Heitor Almeida. Também se fizeram presentes Alciréia e o esposo Calmon. Ela foi outro show no palco.

Dentre as personalidades marcantes de nossa história política, contamos o Presidente da Academia Rondoniense de Letras (William) e o compositor do Hino de Porto Velho, Claudio Feitosa. esse, por sinal, muito esquecido pelas autoridades municipais, pois sequer consta seu nome como compositor de nosso símbolo musical.

Claro que ficam muitos nomes de fora dessa lista, gente de importância, mas que requer uma lista enorme.

A todos fica aqui meu muito obrigado.

BOM DIA!!!
Hoje é um dia especial para mim. Sim! É pela Copa do Mundo no Brasil, sim!
Não vou pedir desculpas a quem pensa diferente. Creio que é exatamente a diferença que nos faz bem.
Mas eu sonho com essa copa desde a infância. Nasci no ano em que o Brasil perdeu, no recém inaugurado Maracanã, para o Uruguai, a primeira Copa em casa.
Desde a infância sonho em ver uma Copa do Mundo de Futebol aqui no Brasil.
Se você é contra ou nunca gostou de futebol, paciência. Assim como eu, muitos outros brasileiros estão felizes de ter um evento que reúne nações na paz – e não na guerra ou na política. É na paz que pretendo curtir a MINHA COPA!
Reunido com familiares e amigos tentarei esquecer das mazelas que a natureza e o progresso trouxeram à minha vida ultimamente. Tentarei e tentarei!!!
Não é a Copa do Brasil a responsável por tudo de ruim que vem acontecendo em nosso país. Alguns hipócritas criticaram Ronaldo quando fez a relação entre copa e hospitais. Hipócritas, sim. Ronaldo disse a verdade que muitos têm medo de pronunciar.
O dinheiro dos hospitais sempre existiu – e existe. Se não foi ou não é aplicado, a culpa é de quem colocou ladrões no poder. E não de quem gosta de futebol, simplesmente.
Quero a Copa do Mundo no Brasil. Quero poder ver meu país em festa. Quero ver o povo nas ruas, indo para os estádios, praças…
E quero que tudo funcione normalmente.
Não quero greves políticas. Mesmo porque as greves em momento inoportuno não são promovidas por trabalhadores realmente.
Quem é Sininho??? Quem pensa que é? Dona da verdade ou do caos?

Eu sou um cidadão brasileiro. Quero poder rir, mesmo na tragédia. Porque considero isso um direito!
E quem não concorda, não tem o direito de querer fazer minha cabeça contra o evento promovido por uma entidade que nunca promoveu uma batalha sequer, muito menos guerras. Uma entidade que reúne mais nações que a própria ONU. Que faz rir e chorar. Mas, não derrama bombas, não atira gás lacrimogênio nem coquetel molotov. Os derrotados choram, mas não são feridos por artefatos mortais. Não sofrem a vergonha de ver suas pátrias invadidas e suas vidas destruídas.

Estou a favor da COPA DO BRASIL!!!
Com ou sem você.

Tenham todos um bom dia.
PRA FRENTE BRASIL!!! Vai Neymar!!! Vai Fred!!! Te segura Croácia!!!

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

 

Foto colhida da Internet

Foto colhida da Internet

Apesar do título que deram ao dia de hoje, creio que consciência negra é o que todos devemos ter todos os dias de nossas vidas. Afinal, tanto teológica quanto cientificamente já ficou comprovado que o homem evoluiu com melanina. A mais ou a menos isso depende do local onde viviam as comunidades.

E leia-se na Bíblia que Noé expulsou Cão de casa com uma maldição: “seus filhos nascerão negros e serão escravos de seus irmãos brancos”.

Não que eu considere a escravidão de qualquer ser como válida. Mas já era praticada nos tempos memoriais bíblicos e não cabe ao Brasil ser criticado tão duramente por ter permitido essa prática insana e cruel. Afinal, foi apenas mais um dos países que praticaram o sistema.

 

Em se tratando do dia da consciência negra, creio que o melhor a se fazer é valorizar aquele que foi violentamente arrancado de sua família, de suas terras, onde corria livre e feliz, caçava, pescava, constituía seu clã, festejando a vida.

Ao negro que sofreu com o apartheid britânico; ao negro que morreu nos navios negreiros e ao que sobreviveu; ao negro que superou as doenças e os castigos cruéis; ao negro que lutou pela liberdade, mesmo longe de sua Luanda. Ao que tudo enfrentou e transformou esse país no mundo da miscigenação. Ao verdadeiro negro de pele rica em melanina; a esse negro retinto, qual ébano, que ri, ginga e samba, que sobrepõe-se às mazelas do mundo expondo seus verdadeiros talentos, humanizando todos os ambientes; ao negro que trilhou todos os caminhos que poderiam conduzi-lo ao topo, com integridade e dinamismo, determinação e caráter; ao negro que honra e orgulha nosso Brasil, desde o gari ao Supremo Tribunal Federal.

 

A esse negro dedicamos o dia de hoje, para que nossa consciência faça dele – negro – todos os dias do ano e de nossas vidas.

 

Dedico abaixo a linda poesia de Ataulfo Alves – Terra Seca

 

(Trabalha, trabalha, nego)
(Trabalha, trabalha, nego)
Nego tá moiado de suor
As mãos do nego
Tá que é calo só
Ai, meu senhor
Nego tá véio
Não aguenta
Esta terra tão dura
Tão seca, poeirenta

(Trabalha, trabalha, nego)
(Trabalha, trabalha, nego)
Nego pede licença pra parar
Nego não pode mais trabaiá
(Trabalha, nego)
Nego tá moiado de suor
(Trabalha, trabalha, nego)
As mãos do nego tá que é calo só
(Trabalha, trabalha, nego)
Ai, meu senhor
Nego tá véio
Não aguenta
Esta terra tão dura
Tão seca, poeirenta
(Trabalha, trabalha, nego)
(Trabalha, trabalha, nego)
Nego pede licença pra parar
Nego não pode mais trabaiá

Quando o nego chegou por aqui
Era mais vivo e ligeiro que o saci
Varava estes rios
Estas matas
Estes campos sem fim
Nego era moço e a vida
Um brinquedo pra mim
Mas esse tempo passou
E esta terra secou
Ô, ô, ô, ô
A velhice chegou
E o brinquedo quebrou
Ô, ô
Sinhô
Nego véio tem pena de ter se acabado
Sinhô
Nego véio carrega este corpo cansado
Mas esse tempo passou
E esta terra secou
Ô, ô, ô, ô
A velhice chegou
E o brinquedo quebrou
Ô, ô
Sinhô
Nego véio tem pena de ter se acabado
Sinhô
Nego véio carrega este corpo cansado

 

 

 

A FLOR E A BAIONETA

 

Por Artur Quintela

Tenho acompanhado de longe – sentindo-me perto – os movimentos populares que explodiram por todo o país neste ano.

E vejo-me novamente, jovem, com sonhos dourados, a gritar pelas ruas do meu Brasil “Abaixo a Ditadura”.

 

ABAIXO A DITADURA

Alguns podem até achar que é demagogia, mas falo “Meu Brasil”, com orgulho.

 

Ajudei, contribuí, lutei por uma democracia. Por isso me alarmo quando vejo os civis de hoje querendo impor censura, mandando as tropas às ruas para escorraçar o povo – legítimo possuidor da nação brasileira.

 

Lutei, corri, atirei pedras e paus… gritei a plenos pulmões que queria LIBERDADE!!!

Liberdade para falar, para estudar, para trabalhar, para ser eu, enfim.

 

E, quando pensava que tinha conseguido realizar o tão almejado sonho, vejo uma corja de delinquentes infiltrados nos três poderes de minha Nação, vilipendiando seu erário e desrespeitando seus símbolos.

 

A FLOR CONTRA A BAIONETA

Ao combater o canhão – como bem disse Vandré – oferecíamos, primeiro, flores e palavras. Nunca saíamos de casa pensando em matar ou ferir ninguém.

 

Vimos nossa mocidade ser trucidada pelo AI-5. Nossos correligionários desaparecendo – como bem o disse Gil.

 

Mas conseguimos colocar o civil no poder e escrever uma Constituição que “parecia a cara do povo”.

 

A sequencia, entretanto, foi pior que o soneto inicial.

 

Não vi, sem soube de nenhum presidente militar que saísse do governo rico.

Da mesma forma que não vi e nem soube de nenhum civil que deixasse o governo apenas com o patrimônio que tinha antes. Os civis enriqueceram. O povo, não.

 

Foi esse o Brasil que ajudei a construir? Não!!! Decididamente, não!!!

Não foi por esse Brasil que Edson morreu. Não foi por esse Brasil que Palmeira gritou na Presidente Vargas. Não foi por esse Brasil que fizemos a Marcha dos Cem Mil. Não foi por esse Brasil que ladeei José Dirceu, Nara, Gil, Caetano, Marieta e tantos outros. Não, não foi por esse Brasil que marchei. Não foi por esse Brasil que daria (sim) a vida.

 

Por isso não aceito o Brasil de hoje, de novo, com armas contra seu povo. Não aceito o soldado que aprende o que lhes ensinam nos quartéis – “antigas lições, de morrer pela pátria e viver sem razões”.

 

Se hoje não tenho mais a disposição e o vigor físico da juventude, nem por isso me calo. Ainda que seja a última cartada da vida, ela continua sendo do MEU BRASIL!

 

“Podem me prender,

Podem me bater,

Podem até deixar-me sem comer

Que eu não mudo de opinião”!

 

 N.R. As fotos foram colhidas da internet. Motivo: Não tinha máquina fotográfica pessoal, na época.

Tenho a obrigação de dedicar, mais uma vez, este espaço ao amigo Tatá (Altair dos Santos), colaborando no “imbróglio”  do samba enredo da Escola Asfaltão para 2014.

Então, segue o texto:

Asfaltão

ROMARIA AO GUTIÃO NA SEXTA FEIRA 13

Por: Altair Santos (Tatá)

TATÁ

Nem de longe, esse amigo de vocês imaginava estar mexendo num vespeiro. Tudo porque, apenas, singelamente, houvemos de noticiar alguns pormenores do místico compositor Oscar Dias Knightz e seus rituais e cuidados preliminares para a grande e acirrada disputa do samba de enredo da Asfaltão, rumo ao carnaval de 2014, ano do centenário de Porto Velho. Noutras palavras, botaram o tacho pra ferver e jogaram veneno dentro.
Mergulhado em simpatias, cheio de amuletos e se mostrando supersticioso, o Oscar deu a conhecer que vai para disputa interna pelo samba da escola, todo blindado, intransponível, mega-protegido, corpo fechado por forças normais e até paranormais. Ninguém, ao certo, sabe se é apenas blefe do experiente carnavalesco pra desestabilizar os concorrentes e as concorrentes ou se, realmente todos os xamãs, benzedores e as rezadeiras da Amazônia, realmente estão ungindo o negão.
Não bastasse sua rápida ida ao Rio de Janeiro e o surpreendente mergulho lá no olho d´água do grutião, nessa semana, o Oscar viajou pra Humaitá onde passou o carnaval fora de época da terra da mangaba. No tour ao vizinho estado do Amazonas ele aproveitou pra se embrenhar nas matas, onde Oxóssi é o deus e ter com alguns pajés de tribos raras e, na beira dos lagos calmos, fazer preces para algumas entidades, dentre elas, Iara a mãe d´água! Pelo visto tem muita reza, culto, ritual e parangolé. Queremos ver é o samba na “hora h”.
Um moço ligado à escola, cuja identidade mantemos em absoluto sigilo, até para preservá-lo, nos encontrou no centro da cidade e, com gestos trêmulos, voz baixa e contida, saiu com essa: Tatá, meu amigo, eu li o que você escreveu. Sinceramente o Oscar está mesmo levando a sério essa disputa! Aquele banho de que você falou na mina, é verdade? Respondemos que não só o Oscar, mas outros também, se dizendo merecedores e dignos de uma boa lavagem nas águas mágicas e milagrosas já preparam suas procissões àquele paraíso. Pelo jeito a região está mais concorrida que o caminho de São Tiago de Compostela, na espanha!
As pastoras, pra não perderem tempo e também se mostrarem vivas na cena da disputa, ao que se sabe, já prepararam um grande aparato de simpatia, misticismo, crendices, outros apegos e manifestações de fé. Elas inventaram uma tradicional novena, onde a reza do terço vai comer no centro e os pedidos, de Mãe Rainha Salve o Nosso Samba, serão apresentados em chorosos clamores. Sobre isso dizem os concorrentes: missão difícil, missão dificílima, essa da Santa!
Pra empatar o jogo e não dar margem e folga ao Trio de Ouro, muito menos dar sopra pro azar, comenta-se do Cohab ao Santa Bárbara que elas, as pastoras, sairão em procissão, hoje, sexta-feira 13, em hora não divulgada, lá pra fonte donde jorram e escorrem virgens e inocentes as puras e abençoadas as águas do grutião.
No ritual da Romaria das Pastoras consta que o Agildo e o Zigo, dois ferrenhos torcedores das meninas, irão na frente bebendo muita cerveja, soltando foguetes e levando o andor com flores, rendas, sais e outras ofertas pra hora do bate tambor lá na beira d´água! Logo atrás vêm elas, as desesperadas compositoras puxando um hinário de exaltação e fé e fazendo seus pedidos em vozerio alto, fortes alaridos, quase aos gritos!
Um compositor da escola, que também é advogado, foi visto num fim de tarde ao lado do seu carro preto, no topo da ladeira da Rua Bolívia com Marechal Deodoro direcionando um olhar comprido e pedinte em direção ao local da sagrada fonte! Seu semblante denunciava um pedido feito à distância, como não quisesse descer a ladeira.
Como esses rituais não contemplam privilégios, parece que ele terá de descer até a cacimba dos deuses para, ao menos, em leves borrifadas, imantar-se com brisa de lá, ao gorjeio dos bem-ti-vis, pintassilgos, sabiás e até caga-sibite, a fauna do lugar. Quando indagado sobre o que fazia ali, disfarçou dizendo estar olhando os telhados do Bairro Areal. Então ele é outro que nesta sexta-feira 13, a qualquer hora, poderá ser visto todo de branco, de violão em punho, descendo as barrancas do bairro em desabalada carreira, rumo ao banho santo, pára ao chuááá das águas e ouvindo a voz do vento, receber a luz em forma de samba.
Como o grutião virou mesmo o poço de lamúrios e fonte das esperanças de todas as parcerias do samba da Asfaltão, sabe-se que o Misteira (Waldison), o Mávilo Melo e o Pedro Luiz também se refrescarão de corpo e mente naquelas cobiçadas, revigorantes e inspiradoras águas. Eles descerão para refugiarem-se na boca do poço e, de lá, somente subirão, quando vierem aos cantos e gritos anunciando a boa nova, habemos samba! habemos samba!
Preocupados com a grande exploração dos poderes, energias e bênçãos que emanam lá da mina do grutião e, temendo que a procura excessiva amenize os efeitos positivos, o Bainha e o Zé Baixinho, parceiros do Oscar, farão um sessão de bate atabaques, bem em frente onde era o terreiro do pai Albertino. O intuito é potencializar as proteções em torno do samba deles contra o olho gordo, o plágio, o quebranto e até espinhela caída, que as concorrências tão disparando contra os sambas alheios.
tatadeportovelho@gmail.com

 


ASFALTÃO

O ESTURRO DO TIGRE

TATÁ

“Sobe a temperatura no termômetro da disputa interna do samba de enredo para 2014, da Escola do Bairro Santa Bárbara.”

Por: Altair Santos (Tatá)

Tudo começou após o retorno do Mestre Oscar Knightz, do Rio de Janeiro. O cara voltou querendo conversa, ávido por fortes emoções e adrenalina em escala ascendente. Tão logo desembarcou no aeroporto da capital, lá foi ele direto, todo de branco em alta madrugada, sob silêncio sepulcral, de mala e cuia, banhar-se nas frias e límpidas águas do grutião.

Dizem que lá, testemunhado pela sua esposa Bete e o olhar tênue da luz cheia, o Oscar cantou uns mantras e fez um bailado nunca visto nem pelo lendário bailarino e coreógrafo russo Mikhail Baryshnikov, num ritual que selava a conexão Rio-Porto Velho, uma simpatia feita como encomenda pelo botafoguense, pra ungir com proteções divinas o seu samba de enredo na disputa pra 2014, segundo se comenta.

Nem sabemos direito as quantas andam os preparativos para o carnaval do ano do centenário de Porto Velho. Porém lá pras bandas do Bairro Santa Bárbara, desde a volta do Oscar, há dias, o silêncio foi quebrado. A acalorada guerra de nervos que permeia a disputa pela escolha do samba de enredo da Escola Asfaltão, já começou com a temperatura marcando alto no termômetro da Rua Bolívia, Tenda do Tigre e arrabaldes.

Pelo jeito e ao que tudo indica a turma de concorrentes ao samba que irá pra avenida, vai passar esses dois meses cuspindo brasas, uns na cara dos outros! Foi dado o primeiro disparo nessa guerra psicológica. O primeiro a soprar labaredas pra tudo que é lado foi ele mesmo, o Mestre Oscar Knightz, via facebook, após purificar-se e proteger-se com as águas, ervas e sais da fonte sagrada.

Como dito, recém chegado de uma breve estada no Rio de Janeiro, onde fora se revigorar nas areias e ondas de Copacabana, além de se esbaldar nos sambas e noites da Lapa e na Quadra da Vila Isabel, o rapaz se denunciando armado até os dentes com muita gasolina, palha seca e várias caixas de fósforo, deu uma de Nero, o imperador incendiário que ateou fogo em Roma e jogou as primeiras centelhas. De início, pra cima das Pastoras do Asfaltão e, depois, em direção aos demais.

Em seu comentário disse que elas, as Pastoras, estão fora da disputa, sequer compuseram uma linha, uma estrofe, perderam o cajado! Falou que a formação está em crise, em decadência, praticamente chamando-as de anciãs do Bairro Santa Bárbara. Aí o bicho pegou! A Wilma Pinheiro (que também é pastora) soube disso, desceu das tamancas e se fez possuída, invadida, intravenosamente contaminada pela paciência zero e explosiva do seu marido Zigo Lunga, o enfezado da Rua Alecrim (Bairro Cohab) e mandou seguinte recado: “se não mexer comigo, eu sou de paz!” Com um anúncio desses e, diante dos arroubos do Oscar, a essa altura já deu pra ver, a bandeira branca foi arrancada do mastro, ou seja: trégua nem pensar!

Pra não ficar só nessa de “mancuricar” o movimento das pastoras, o Oscar se nos saiu com outra: Tatá, onde está a concorrência que sumiu, ninguém dá as caras, está todo mundo recolhido, escondido, será medo? Não se garantem? Disse ainda que do jeito que a coisa vai, ele e seus parceiros do Trio de Ouro (Bainha e Zé Baixinho) vão subir no palco para a apresentação, na noite da escolha do samba, com o troféu de campeão no colo. A disputa então, nesse caso, dar-se-ia pela segunda colocação!

Absoluto nessa arena, o Oscar deitou e rolou pra cima dos demais dizendo: o Toninho Tavernard sumiu, parece se mudou pra Manaus e só vive na praia da Ponta Negra se aconselhando com os compositores de lá da terra do jaraqui! Se ele voltar pra concorrer vai trazer uma composição tipo zona franca cheio de chip e transistor, tudo importado. Mesmo assim seria apagado pela tecla off do nosso samba que está prontinho, tinindo, só esperando a hora de tirar do ar os concorrentes!

A Fina Batucada (juventude do Asfaltão) atravessou a batida, tá engrossando a voz e desafinou, não vai ter samba na disputa. O Mávilo e o Misteira há tempos não emplacam uma composição competitiva, estão fora do páreo. Se eles quiserem guarida nas sombras de um samba campeão podem chegar, vamos nomeá-los os chefes da nossa torcida animada pra noite da disputa. Enquanto isso eles podiam freqüentar os nossos ensaios e reuniões pra ver como se constrói um samba vencedor, o campeão dentro da escola e na avenida!

O Dr. Anderson Machado, o Fernando Chapéu e o Osvaldo Pitaluga também não vão disputar, eles reconhecem a força e o poderio do imbatível Trio de Ouro, a jóia rara do tigre. E vejam bem que tudo isso está acontecendo e a Vanilce, outra estopim curto da escola, ainda nem entrou na contenda. Imagine quando ela vier!

Mostrando firmeza, o Oscar ainda lançou um desafio. Dentro em breve, só pra ver quem tem roupa na mochila, irá promover uma roda de samba lá no Bar do Antonio Chulé praqueles que, dizem ter samba, cantarem os seus refrões! Será papai, será que vão topar?

Nessas turbulências de início de vôo e, sabedor da saraivada com munição pesada que vem por aí, eu, que tinha o modesto intento de apresentar um “sambinha”, botei o pára-quedas e pulei, deixa a nave voar! Outro que não terá sossego nesse alvoroço todo é o amigo Dr. Hugo Evangelista que deverá ter muito trabalho no campo jurídico, pra representar e defender ofensores e ofendidos, os contendores dessa grande pendenga carnavalesca, Ufa, peticione doutor, peticione logo!!!

O certo é que em tempos de espionagem internacional de olho no Brasil, pelas câmeras, pelas lupas, pelas lunetas, pelos óculos de grau e até binóculos comprados na Bolívia, além de abelhudos e xereteiros nas brechas de paredes e janelas, além de outros infiltrados, devem estar todos direcionados para cada passo dado pelos autores de samba do Asfaltão. De parte a parte, é prudente que se cuidem!

Pela autoridade e segurança com que chegou do Rio, pelo corajoso banho nas águas místicas lá da fonte do grutião e pelas contundentes e absolutas falas, o Oscar aparece como o adversário a ser batido, junto com seus parceiros é claro! Ao ensejo de mais uma tensa disputa, cabe aos concorrentes saírem das trincheiras e exibirem suas armas em forma de sambas e emparelharem a guerra fria que começa a esquentar ao som do ziriguidum! Quem viver verá!

tatadeportovelho@gmail.com

 

“Vira-lata é o governo Confúcio”

Por Antônio Serpa do Amaral Filho

É isso mesmo: o governo Confúcio Moura está sendo chamado de vira-lata. É o que diz, com muita picardia, uma faixa exposta, nesta quarta-feira, dia 24, pelo chamado Movimento Reforma Cultural defronte ao prédio da Secretaria de Planejamento do Estado, onde ocorreu a terceira jornada de protesto e ocupação de prédio público pelos artistas.

Antes de receber os representantes do movimento, o secretário George Alessandro Gonçalves Braga exigiu a retirada da faixa, por entender ser ofensiva ao seu chefe, o governador. Os artistas retiraram os dizeres e o secretário da Seplan sentou pra conversar e receber a reivindicação da categoria: a criação de uma secretaria própria para o setor, posto que a Secel é hoje um órgão que abrange cultura, esporte e lazer. O movimento reivindica mais: quer transparência orçamentária, elaboração de políticas públicas para a cultura e projetos de parceria entre educação e cultura, reclamando ainda condições dignas de trabalho para os artistas e produtores culturais no Estado de Rondônia.

Vinícius de Moraes já dizia que o melhor amigo do homem é o uísque, o cachorro engarrafado. O melhor amigo do pobre é o vira-lata, o cachorro bem dotado, possuidor de qualidades invejadas pelo Pastor-alemão, Hottweiler e Pooodle de madame; ele é o herói sem caráter dos descamisados, favelados e desesperançados, a verdadeira raça canina tupiniquim – brasilis caninus. Vivendo na rua e tendo de matar um leão por dia, o vira-lata é um herói nacional, símbolo da tenacidade da gente brasileira, metáfora explicita de um povo que teima sobreviver no Haiti tropical. Nos seringais da Amazônia ninguém caça melhor que um vira-lata, que intimida a onça e a sucuri, denuncia o buraco de tatu, encurrala a paca e pega cutia no dente. Sem falar do macaco gogó de sola, a quem, com um simples latido, bota pra correr. Tudo isso sem treinamento e sem apelo à teoria behaviorista radical do estímulo-resposta, apenas por alegria e voluntarismo do pândego animal. Pense num cão apetrechado de predicativos!

Portanto, por esse ângulo, chamar a administração Confúcio Moura de Vira-lata é emprestar dignidade a quem, do ponto de vista cultural, não tem e atribuir qualidades a quem, do ponto de vista político, não merece. Fosse mesmo vira-lata, esse governo não padeceria de tanta falta de criatividade, de determinação e pragmatismo. Fosse mesmo vira a administração Confúcio Moura, ela se identificaria plenamente com os anseios da comunidade artística, respeitaria a cultura dos rondonienses e rondonianos, dotando suas agências de gente mais competente que a secretária Eluane Martins, colocando em prática políticas públicas em favor daqueles que produzem, nas suas várias vertentes, a arte – oxigênio mantenedor da espiritualidade criadora e da identidade de um povo.

Cachorrada mesmo é não prestigiar o nosso emergente carnaval, a Flor do Maracujá, as artes plásticas e visuais, o teatro, a música, a dança, a literatura, o cinema e tantas outras manifestações culturais que vivem à míngua como cachorro pirento, à pachorra de um governo que nem vira-lata é. Vira-lata tem tutano e talento, cara e coragem, garra e criatividade para ir à luta. Se muito for, o governo Confúcio é uma barata tonta, pegajosa e lenta, acéfala, sem brilho e sem cor, descendo de bubuia em piroga maltrapilha no rio da história.

Enquanto os cães domesticados da burocracia ladram empertigados de pudores para com seu chefe, os verdadeiros vira-latas de nobre estirpe, os produtores culturais de Porto Velho, peregrinam de porta em porta clamando por subsídios para a cultura, pedindo transparência e projetos de fomentação para o setor. Os artistas se equivocaram. O governo Confúcio não é vira-lata, é a própria lata – de lixo.