Category: Saúde e bem-estar


Bom dia gente amiga e tão querida.

Ontem, ao completar um mês desde o passamento de minha filhota Aline Quintela, decidi encerrar os compromissos em nome da religião.
Mesmo porque o tempo nos traz lições e ao passar vai curando as feridas. As cicatrizes que ficam são para lembrar.
A dor não passa, mas aprendemos a conviver com ela.
Aline nunca será esquecida. Viverá, enquanto vivermos, em nossos corações.
Mas, o que pudemos fazer está feito. Agora é seguir em frente.

Então, ao final da missa, a cada uma das pessoas que trouxe o abraço amigo, garanti que daqui pra frente “vou celebrar a vida e não lamentar mais a morte”.
Tenho missões a cumprir e preciso seguir em frente.
Por respeito e por amor àquela que partiu para outro plano, preciso prosseguir.

Obrigado a todas as pessoas que se irmanaram comigo nesse período de intensa dor.

Deixo com vcs alguns versos de Gonzaguinha, porque sei que ainda poderei chorar.

E se eu chorar e o sal molhar o meu sorriso
Não se espante, cante, que seu canto é minha força pra cantar
Quando eu soltar a minha voz, por favor entenda
É apenas o meu jeito de viver
O que é amar.

Música, estou voltando!

Boa quinta-feira.

‪#‎boravivermundo‬!

Reproduzo abaixo, a título de manter nossa população informada, a coluna do amigo Silvio Santos, popular Zekatraca, desta quarta feira.

Lenha na Fogueira

 

“A cheia vai acontecer sim. Só não sabemos quando. Acreditamos que em abril ela alcance seu ponto máximo, o que podemos informar a princípio, é que não será uma cheia como a do ano passado…” palavras do secretário adjunto de Defesa Civil José Pimentel.

 

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Congratulamo-nos com a preocupação dos órgãos de Defesa Civil para com a enchente que pode causar transtorno a muita gente.

 

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O que não podemos concordar, é com o terror que estão fazendo com a possibilidade de se ter uma nova enchente. Isso está prejudicando muita gente.

 

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O ribeirinho porque fica na incerteza do futuro de sua plantação! O comerciante porque não sabe se pode vender no crediário para os que moram em área considerada de risco, pois ficam na dúvida se vão ou não receber as prestações.

 

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O estudante porque não tem certeza que vai continuar naquela escola, pois a cheia pode fazer com que sua família se mude para um local distante da escola.

 

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O padre porque não tem certeza se vai poder mandar pintar a igreja, pois não trem certeza se a tinta vai resistir à nova enchente.

 

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O pescador porque não sabe se vai poder pescar, pois a cheia dificulta a pescaria.

 

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Ta todo mundo na dúvida. A cidade está parada por conta de uma possível enchente que o pessoal da Defesa Civil quer por quer que aconteça.

 

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Não preservaram o patrimônio da Madeira Mamoré alegando que viria uma nova enchente e que por isso, não adiantava fazer nada e assim, as peças foram ficando jogadas, até que o “Movimento Viva Madeira Mamoré” começou a cobrar maiores ações das autoridades municipais, estaduais e federais, o que culminou com o Manifesto que Aconteceu sábado e agora está nas redes sociais aguardando assinaturas.

 

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O secretário da Defesa Civil disse… ”…O que podemos informar  a princípio, é que não será uma cheia como a do ano passado…”

 

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Ora meus amigo, se não será como a do ano passado, será uma cheia que estamos acostumados a ver todos os anos.

 

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Nasci e me criei aqui e sempre vi alagar a Baixa da União e o que depois passaram a chamar de Cai N’água.

 

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Basta lembrar que as diversas cheias que afetaram a Baixa da União e o Triângulo foram responsáveis pela formação de alguns bairros como:

 

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Meu Pedacinho de Chão, Vila Tupi e parte do Bairro São Sebastião. A turma do Belmonte subiu a ladeira e foi formar o Bairro Nacional.

 

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Este ano não será diferente, daqui a alguns dias, a Baixa da União estará tomada pelas águas. A Feira do Produtor e o antigo Camelódromo estarão debaixo d’água. Isso acontece todos os anos.

 

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Quanto à lâmina d’água começar a cobrir a BR 364 não será culpa do Rio Madeira, pois a água que vai invadir a Estrada é a que forma a barragem.

 

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Jacy Paraná, Velha Mutum, Arara e outras localidades são vítimas da barragem das usinas e não da enchente do rio Madeira. Basta lembrar que foram as usinas que mandaram elevar parte da BR 364 justamente no trecho de Mutum Paraná. Só que a elevação não foi suficiente para livrar o leito da BR da água represada.

 

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Aqui na frente de Porto Velho o que vai acontecer e isso está bastante patente, só quem não quer admitir, são os que se dizem técnicos no assunto, é o desbarrancamento do que sobrou do Triângulo e se não tomarem providencias do barranco da frente do Plano Inclinado que já começou a desmoronar.

 

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Tenho ouvido da boca dos beradeiros, pescadores e garimpeiros, que o rio Madeira não está cheio está sim, muito Assoreado!

 

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Precisamos acabar de fazer terror, utilizando o rio Madeira como protagonista. 

O VALOR DA AMIZADE – SERPINHA

Por Artur Quintela

 

Quando uma pessoa se faz amiga de outra, coloca-a dentro do coração. E de lá não a tira mais. Deixa perpetuar-se, como se parte de si próprio fizesse.

 

Alguns amigos demoram mais a tornar-se donos do coração. Já outros – que chamo de anjos – chegam voando e não precisam subir os degraus da amizade para serem tão importantes.

 

No período de cheia do Rio Madeira tive minha casa, escritório e outro imóvel – à época alugado para terceiros – fortemente atingidos pelas águas. Viver um pesadelo daquele tipo era inimaginável para mim. Ano passado fizera uma oração, agradecendo a Deus por ter escolhido um lugar tão bom para minha família residir e viver. Longe de desmoronamentos, não sujeitos a cheias pluviais repentinas, muito menos alagações. Dista mais de quinhentos metros da margem do Madeira.

 

Entretanto, o que não era esperado, o que julgávamos impossível, aconteceu. E tive que sair às pressas porquanto, embora informassem que as águas subiam dezessete centímetros por dia, houve vez de superar os vinte e cinco. E período em que, em quatro horas, apenas, o nível subiu quinze centímetros. Afirmo porque fiz medições desde que a água chegou às bueiras das cercanias. Elaborei uma régua e diariamente realizava medições. Várias delas, no final.

 

Perdi alguns móveis, eletroeletrônicos… mas principalmente, perdi a dignidade. Sempre trabalhei (comecei aos sete anos) e provi minha casa de recursos necessários à manutenção da ordem familiar. E, de repente, fiquei sem meu ambiente de labor diário, sem condições de sustentar a família.

 

Foi naquele momento que pude ver o que tinha produzido em minha vida pregressa. O amor, a compreensão, a mão amiga dos familiares, parentes e amigos, fizeram-me forte. Fizeram-me entender que não estava só. Sobraram-me momentos de alegria. Parecia não haver cheia. Acomodei-me em imóvel de parentes. Chegaram-me alimentos. Valores foram depositados para suprir as necessidades mais prementes. Se, por meu lado, deixei de comprar “aquela cervejinha”, por outro me chegavam os familiares e amigos e diziam “não vamos deixar a peteca cair”.

 

Certo… Irão dizer alguns que família é para se unir nessas horas e superar as dificuldades. E amigos também, ora.

 

Pois é o que mais vale. Os amigos chegaram-me de montão. Vi que minha vida tinha sido voltada para formar amigos fortes e sua força fazia-me forte também.

 

A todos eles deixei meu agradecimento. Mesmo àqueles que, de longe, apenas mandavam-me palavras de conforto e solidariedade. Eram tão importantes quanto os próximos.

 

E, hoje, pus-me a refletir. Em várias vezes de nossas vidas nos deparamos com dificuldades. E, nessas ocasiões, eles – os amigos – surgem como anjos. Anjos protetores.

 

Em um desses momentos – triste demais – tive uma de minha prole acometida por doença em um período muito difícil. Estávamos ambos – eu e minha esposa – desempregados. E ver uma filha com câncer, já é um suplício. Sem condições de tratamento na cidade, é demais.

 

Foi naquele tempo que uma amizade de infância reapareceu em minha vida. Já com os cabelos teimando em abandoná-lo, surgiu entre a névoa como luz e buscou a solução que o Excelso Criador lhe permitia no momento.

 

Talvez ele mesmo não tenha percebido a grandeza de seu gesto naquela ocasião. Talvez, não! Com certeza não percebeu, tamanha é a grandeza de espírito e generosidade que tem.

 

Muita gente talvez nem entenda o “porquê” desse depoimento. Acontece que essa pessoa passou a integrar nossa família, mesmo sem pisar em nossa casa. É importante que se mantenha viva a memória de um ato simples para ele e tão importante para mim.

 

Antonio Serpa do Amaral Filho – que conheci e trato por Serpinha, e atualmente é conhecido por demais no meio cultural como Bazinho – é essa figura de coração enorme que poucos conhecem tão bem.

 

Talvez a simplicidade do seu viver, a humildade – mesmo sendo filho de um dos melhores (há quem diga que foi o melhor) prefeitos de nossa capital – sejam qualidades que não lhe permitem orgulhar-se, muito menos recordar-se de atitudes tão bonitas.

 

Serpinha viu a dificuldade, a lentidão, dos processos jurídicos. Sentou-me à garupa de sua moto e, em menos de dez minutos havia conseguido a liberação da parcela do FGTS retida em dos planos governamentais. Não sabia. Não perguntou… Mas aquele valor seria utilizado para a viagem de minha filha a Manaus, a fim de realizar tratamento do câncer que a afligia.

 

Assim é Serpinha. Simples, bondoso, carinhoso… e tantos bons adjetivos mais que nem Aurélio Buarque de Holanda conseguiria verbetar todos.

 

Obrigado, Serpinha. Obrigado, Bazinho. Obrigado Antonio Serpa do Amaral Filho… por ser MEU AMIGO!

 

Anote-se! Registre-se! Torne-se público!

 

 

 

 

Você sabe o que é BIISC? Não?
Bom, o projeto “é a cara do criador”.
Heitor Almeida não se contenta nunca. Depois de criar vários projetos culturais em Porto Velho e Ariquemes, vem à tona o mais novo evento cultural, que é sonho sonhado, realmente.

Heitor, que comanda com maestria a Seresta Cultural das quintas-feiras no Mercado Cultural de Porto Velho convidou-me certa vez para ouvir seu relato a respeito de um sonho que tivera. Sonhara com o General da Banda Manelão. E nesse sonho aparecera uma sigla – BIISC.

Ao acordar tentou e tentou decifrar. Até que “conseguiu”.

Ao contar, Heitor deixava à mostra a emoção. Emoção que não conseguia ser contida. Falou que já tinha, inclusive, alguém que se interessara tanto por seu projeto que disponibilizara recursos para o primeiro evento. Faltava o local. Parece que não falta mais nada.
Em entrevista concedida ao amigo Silvio Santos, o popular colunista cultural Zekatraca, Heitor falou de sua empolgação.

Fato, entretanto, é, que a data da estreia foi “renovada”. Ele falara na quarta passada, mas o jogo entre Flamengo e Atlético Paranaense, pela final da Copa do Brasil, atrapalharia os planos.

Então ficou para o dia 4 de dezembro, quarta-feira próxima.

Lei na íntegra a entrevista que Heitor concedeu  e que se encontra na coluna Zekatraca para quem quiser conferir.

Heitor Almeida – Lançamento do Projeto BIISC

 

O produtor cultural Heitor Almeida idealizador e responsável pelo Projeto Seresta Cultural que é apresentado todas as quintas feiras, no Mercado Cultural de Porto Velho, agora vem apresentar um novo projeto cultural, trata-se do BIISC. Essa sigla quer dizer: “Bar Itinerante, Interativo, Social e Cultural”. O lançamento desse novo empreendimento cultural vai acontecer no próximo dia 4 de dezembro, na casa de shows Mandacaru numa parceria com a APAE. Para falar sobre esse projeto e também sobre a Seresta Cultural, batemos o seguinte papo com o Heitor Almeida.

 

 

ENTREVISTA

 

Zk – Como foi que surgiu a idéia da Seresta Cultural?

Heitor Almeida – Na verdade há muitos anos mexo com cultura. Fui o primeiro a colocar sistema de som na quadra dos colégios, isso no inicio dos anos de 1970. Implantei a discoteca do Ferroviário e Ipiranga, depois fui para Ariquemes, fui fundador da primeira Casa de Cultura junto com o Binho e o Basinho, sou fundador do União Pop, dirigi o Canto Mocambo, entre outras coisas ligadas à cultura.

 

Zk – E a Seresta Cultural?

Heitor Almeida – Devo lembrar que sou um dos criadores da Fina Flor do Samba e derrepente vi que o espaço na Fina Flor estava muito fechado, era aquela mesma coisa, então criei a Seresta Cultural para apresentar as pessoas que gostavam e gostam de cantar sucessos do passado e não tinham espaço na “Calçada da Fama”. No dia 17 de maio de 2014 a Seresta completa quatro anos de existência.

 

Zk – Você conta com apoio do governo municipal para produzir a Seresta?

Heitor Almeida – Não! O apoio que a gente tem só é a liberação do local. Acho que os governantes Municipal e estadual estão deixando muito a desejar nessa questão. O que notamos é que o governo só apoia os projetos que beneficiam o artista que vem de fora.

 

Zk – E como é que você faz para gratificar os músicos que tocam na Seresta?

Heitor Almeida – Vale salientar que o maior cachê no Mercado Cultural quem paga sou eu. Acontece que conto com ajuda de amigos empresários como: Carlos da News Móveis, da Clinica Charles, Dr. Calmon, do meu amigo Cordeiro que chegou agora e está editando o jornalzinho além de colocar o telão. São pessoas que acreditam no nosso trabalho.

 

Zk – E a Banda que acompanha os cantores?

Heitor Almeida – É das melhores, inclusive gostaria de registrar que contamos com um dos melhores guitarristas da Amazônia que é Ronald Vasconcelos que inclusive participou do Projeto Pixinguinha, ele saia daqui para tocar por esse Brasil a fora, na bateria temos o Telêmaco que dispensa comentários, Tonhão que o nosso maestro e o Beneamine que toca o contra baixo e eu que de vez em quando assumo a percussão.

 

Zk – Você está com uma novidade a ser apresentada, qual é?

Heitor Almeida – O nome do Projeto é BIISC.

 

ZK – Isso quer dizer o que?

Heitor Almeida – Foi o seguinte, cheguei em casa meio troviscado , deitei e sonhei e no sonho o primeiro cara que apareceu foi o Manelão dizendo, ainda bem que tu chegou, aqui tá muito calmo, aí falei pra ele, tu não faz o carnaval? – Faço carnaval de ano em ano Nisso passa um carro com essas letras, BIISC. Quando acordei depois de bater muita cabeça consegui decifrar e ficou, Bar Itinerante, Interativo, social e Cultural – BIISC. Então vamos lançar essa ideia no próximo dia 4 de dezembro. Isso tudo em parceria com a APAE.

 

Zk – Como vai funcionar o BIISC?

Heitor Almeida – A entidade nos contrata para fazer o show. Ao firmamos o contrato a entidade contratante se compromete a vender pelo menos 50 mesas o arrecado com a venda das mesas será doado à APAE.

 

Zk – Tem horário?

Heitor Almeida – O Bar BIISC começa a funcionar às seis horas da tarde e fecha às dez horas da noite. Nossa apresentação fica condicionada à venda das 50 mesas e no dia do show cada convidado terá que levar um quilo de alimento, que será recebido na portaria do ambiente onde o BIISC for montado, pelos dirigentes da APAE.

 

Zk – O lançamento vai ser no dia 4 de dezembro. Certo?

Heitor Almeida – É. Vai ser na casa de shows Mandacaru e como vai ser o primeiro e queremos que a ideia alcance sucesso, inclusive o Daniel proprietário do Mandacaru ao tomar conhecimento do Projeto ficou encantado e colocou toda a estrutura da sua casa a disposição da nossa produção. Nesse primeiro BIISC ninguém vai ter que comprar mesa, será cobrado apenas o Quilo de alimento que será repassado à APAE.

 

Zk – Quais os artistas que vão se apresentar?

Heitor Almeida –Vamos começar as 18h00 com o Sandro Bacelar e a Gioconda Trivério fazendo o “Pirarublue”. Das 20h00 em diante entra o show Eternamente Cartola.

 

Zk – Quem faz parte do Eternamente Cartola?

Heitor Almeida – Inclusive quero informar que o show vai apresentar novos músicos, já que o Enio Melo não está podendo se apresentar, resolvi modificar tirei surdo, cavaquinho e ensaiei com o Mauro, Esquerdinha, Júnior Lopes, Argemiro e o Ronald Vasconcelos.

 

Zk – Como a pessoa pode contratar o BIISC?

Heitor Almeida – É só ligar para 9213- 9895.

Bom, se vc já leu a entrevista, então prepare o quilo de alimento não perecível para ser entregue à APAE e vamos para o Mandacaru. Quarta é imperdível.
Parabéns Heitor.

 

 

PORTO VELHO TEM SURTO DE TUBERCULOSE?

 

Por Artur Quintela

 

É de arrepiar os cabelos a situação da saúde pública no Brasil inteiro.  Entretanto, parece que Rondônia é o modelo das catástrofes políticas. Talvez por ser o Estado que mais arrebanha migrantes, mostrando-se promissor, esteja passando pela pior fase desde a criação de seu primeiro município.  Rondônia é alvo da imprensa nacional diuturnamente. Não para elogios, é claro, mas para Críticas – algumas infundadas – provocadas pelos desmandos de nossos políticos.

 

Dia desses apareceu na mídia nacional por ter um deputado federal preso. Não bastasse isso, também teve um Senador com prisão decretada pelo Supremo Tribunal Federal. Escândalos sucedendo-se no legislativo local (estadual e municipal). E o governo nem…

 

Confúcio – médico – alardeou aos quatro cantos que seu governo seria voltado para a saúde e o que se viu foi o caos instalado na capital do estado, tão logo assumiu.

Chegou a pedir intervenção do governo federal, para que “tia” Dilma mandasse hospitais de campanha das forças armadas. Claro que Brasília negou. Deixou o médico cuidar dos problemas internos do estado.

Entretanto, o governo das confusões na chegou nunca a demonstrar a que veio realmente. Nem na saúde nem em outros setores governamentais.

 

Veja-se bem o caso da Secretaria de Cultura (SECEL) que teve quatro mandatários ema penas três anos – dois deles foram retirados por serem caso de polícia, envolvidos em falcatruas da administração municipal anterior. E agora o governador pede à Assembleia que autorize a extinção definitiva do órgão. Já que não deu conta do recado, para que manter. E dali pode sair verba para mais um de seus famosos CDS, graciosamente concedidos a quem nunca trabalhou nem trabalha.

 

Chegou, finalmente, o caos – não na saúde pública, pois já estava instalado. Mas no estado de saúde do povo, propriamente dito. A irresponsabilidade administrativa beira a loucura. Confúcio sabe – como médico e governante – que não deve se omitir dos tratamentos e, principalmente, da prevenção das doenças ditas infecto-contagiosas. Na é o que retratam profissionais da área.

 

Chega até nós, por depoimentos constrangedores de quem labuta diariamente na faina dos nosocômios públicos da capital, a notícia alarmante de que um surto de tuberculosa alastra-se por Porto Velho. O fato veio a público provocado por uma coisa que parece simples e banal para nossos políticos – a morte de uma moradora de rua. A jovem pereceu por falta de medicamentos para tratar sua tuberculose – ou por falta de atendimento, mesmo, já que sequer mandaram-na para o CEMETRON a fim de fazer exames conclusivos.

 

Parece filme, mas não é. Em pleno século XXI, uma doença já perfeitamente debelada, tratável em casa, sem maiores necessidades, ainda é causa de morte.

 

Mas, fica ainda a preocupação maior. Se a mulher morreu mesmo de tuberculose (diagnosticada por exames preliminares) poderia ela estar contaminando todos os que a cercavam. E não eram apenas outros moradores de rua. Ela era conhecida, assim como seu companheiro, de muita gente que freqüentava as noites da capital. Era vista passeando pelos bares e outros locais de movimento, onde as pessoas se aglomeram para “bebemorar” a vida.

 

Conversando com profissionais da saúde, ouvi de todos, sem exceção, que a situação de nosso HPS João Paulo II ainda é a pior de todos os tempos. E não é só a triagem, como se propalou anteriormente.

Não existem medicamentos, material ambulatorial e de procedimentos. As cirurgias são realizadas “em pé de guerra”. Falta de tudo, inclusive recursos humanos. A sobrecarga laboral é uma verdadeira agressão às condutas de trabalho. Uma doença infecto-contagiosa é facilmente disseminada de fora pra dentro ou de dentro pra fora. Como a tuberculose. Sequer estão capacitados para realizar exames simples como a pesquisa de BAAR.

 

Então o que fazer? Trocar os profissionais da saúde ou o chefe deles? Os primeiros fazem o que podem, enquanto o “todo-poderoso” arvora-se do poder para destituir quem trabalha e conceder mimos aos comparsas.

 

Creio que somente nas urnas consegue-se reverter uma situação dessas. Entretanto, infelizmente, em nosso estado as opções são raras – raríssimas. Com tantos migrantes que vieram pensando apenas em encher os bolsos, enquanto nos chamam de néscios, não sobram muitas alternativas. Mesmo porque, hoje, os nativos são minoria absoluta. É mais fácil encontrar um paranaense, por exemplo, do que um rondoniense.

 

Volte-se, aqui, ao caso dos políticos presos. Todos vindos de estados da região sul.

 

E volte-se um pouco mais, na memória popular, para lembrar a estirpe de onde saiu nosso atual mandatário estadual. Seu irmão fora cassado, durante a Constituinte, por corrupção. O que esperar, então, de um parente?

 

Bom dia.

 

 

 

 

COM PARTICIPAÇÃO MACIÇA DA ESCOLA DE SAMBA ASFALTÃO, PORTO VELHO TERÁ A CAMINHADA DA PAZ.

CONFIRAM A NOTA.

 

O nosso papel enquanto ser humano, se passa essencialmente pelo exercício pleno de cidadania, que só acontece de fato quando nossos direitos, são respeitados. 
Infelizmente, muitas vezes, para conquistar o devido respeito a estes direitos é necessário implorar ou brigar pela aplicação das Leis existentes, que apesar de fracas devem ser aplicadas.
Na busca de justiça, e numa grande corrente pela Paz, acontecerá neste sábado(23/03), a partir da 08:00 da manhã, uma grande caminhada, conforme programação abaixo.
Caminhada da Paz
Um abraço,

Silvia – 9982-9381

A arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte.”
(Mahatma Gandhi)

O Artigo abaixo foi recebido por e-mail, de um rondoniense que vive hoje no Rio Grande do Sul. A indignação nos pega em todos os cantos do Brasil. O que mostra, claramente, que o aspecto social não foi o único a ser menosprezado nas autorizações para construção das hidrelétricas do Rio Madeira. Também o aspecto técnico deixou a desejar.

Sinceramente, questiono se os técnicos que projetaram as UHE  Santo Antonio e Jirau realmente cumpriram os propósitos de suas carreiras escolares/acadêmicas.

 

Amazônia: Madeira, um rio em fúria

 
 

 

 

 

Brasil

A  Pública

Ana Aranha

 

Ondas engolem casas, e peixes aparecem mortos, enquanto pescadores passam fome. A usina de Santo Antônio mudou o rio e a vida em Rondônia.

Dois dias antes do início dos testes na primeira turbina da hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia, o telefone tocou na casa da pescadora Maria Iêsa Reis Lima. “Vai começar”, avisou o amigo que trabalhava na construção da usina. Iêsa sentou na varanda e se pôs a observar as águas, esperando o que sabia ser uma mudança sem volta. “O rio Madeira tem um jeito perigoso, exige respeito. Os engenheiros dizem que têm toda a tecnologia, mas nada controla a reação desse rio.”

Semanas depois, no início de 2012, as águas que banham a capital Porto Velho começaram a ficar agitadas. As ondas cresciam a cada dia, cavando a margem e arrancando árvores. O deque do porto municipal se rompeu. O rio alcançou as casas, até que a primeira delas ruiu junto com o barranco para dentro das águas.

O prognóstico de Iêsa estava certo. O que ela não podia imaginar era a rapidez com que a resposta do rio à abertura das comportas alteraria o curso da sua vida, do seu bairro e da história de Porto Velho. As ondas atacaram o bairro Triângulo, primeiro a se formar na capital. O bairro leva esse nome por ser o local onde o trem da estrada de ferro Madeira-Mamoré fazia a curva para desabastecer. A casa de Iêsa ficava entre a margem do Madeira e os trilhos abandonados. Cerca de sete quilômetros abaixo da usina.

O rio engoliu ainda o marco Rondon, obelisco histórico mais antigo que o próprio estado. Construído em 1911 pela equipe do marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, sertanista que rasgou a floresta para ligar a primeira linha telegráfica a conectar a Amazônia. Quando as ondas alcançaram o marco, alertas circularam em abundância por todos os meios de comunicação a que o mundo têm acesso. Mas a empresa Santo Antônio Energia, responsável pela usina, negava relação com o problema. Em duas semanas, as águas cavaram a base do obelisco e o arrastaram para o fundo do rio. Depois que ficou comprovada a responsabilidade da usina, a empresa tentou resgatar o obelisco, mas apenas dois blocos foram recuperados.

Banzeiro foi a palavra adotada pelos rondonienses para se referir ao fenômeno. Segundo o dicionário Houaiss: “série de ondas provocadas pela passagem da pororoca ou embarcação, e que vai quebrar violentamente na praia ou nas margens do rio”. Ou ainda: “cambaleante, pouco firme”, “que se sente banzo, melancólico, triste”.

Na sala do apartamento alugado pela usina, sentada numa cadeira de varanda entre caixas de mudança, Iêsa vive as diversas definições da palavra. “Minha história se perdeu, foi tudo pra baixo da água”, diz. Filha de soldado da borracha, ela aprendeu a pescar com o pai e os irmãos e era disso que vivia até o início do ano. Sente falta dos peixes frescos e da comida que colhia no quintal: mandioca, feijão, açaí, carambola e manga.

Por enquanto, quem ainda aproveita a sombra de suas árvores é o vizinho Francisco Batista Souza. Ele morava na beira do rio, no bairro Triângulo, e também mudou para apartamento. Mas passa o dia no quintal de Iêsa, construindo pequenos barcos. O terreno onde ele trabalhava foi levado pelas águas. Souza se agarra às fotos do antigo estaleiro e briga na justiça para que a usina lhe indenize pelo local de trabalho. “Tenho 59 anos, faço barco desde os 15, o que vou fazer da vida agora?”, questiona.

Com o valor da indenização (entre R$ 90 mil e R$ 150 mil), as 120 famílias provisoriamente instaladas em hotéis e apartamentos não poderão voltar para os terrenos à beira do rio, que são áreas muito valorizadas em Porto Velho. E nem poderão voltar ao bairro Triângulo, que vai ser todo removido para a construção de um complexo turístico e paisagístico na beira do rio.

Os moradores mais antigos se recusam a sair. Como José Oliveira, que trabalhou na estrada de ferro desde 1950, quando tinha 16 anos, até sua desativação em 1972. “Era guarda fio, cortava o mato quando enrolava na linha. Andava sozinho pela estrada, pedalando num velocípede que encaixava no trilho. Levei até flechada de índio”, lembra. Quando chegou a Porto Velho, a vida da cidade girava em torno do trem. Depois que desativaram a linha férrea, os dormentes foram usados para reforçar a base de sua casa. “Estou satisfeito aqui perto do trilho e do rio. Ninguém vai me jogar pra dentro da cidade como foi com essas famílias que saíram correndo, chorando, como se não valessem nada”.

É difícil entender o impacto da mudança para quem cresceu na beira do rio. Iêsa se preocupa com o neto de 12 anos, que já passou mais de mês fechado no quarto do apartamento. Quando perguntei o que mudou desde que a família teve de deixar a casa, o menino fez um longo silêncio e disse: “Mexe com o cérebro”.

As famílias não esquecem a noite em que, enquanto as ondas quebravam, a Santo Antônio Energia, empresa que comanda a usina, negava responsabilidades sobre os banzeiros na TV. Iêsa dormia com a mala pronta ao lado da porta de casa. “À noite as ondas ficavam mais fortes”, lembra. “A gente ouvia um barulho alto que vinha da usina.”

Por duas semanas, ninguém sabia o que fazer. As famílias não recebiam orientação das instâncias responsáveis por controlar as ações de impacto social e ambiental da obra: prefeitura, governo do estado e Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Foi preciso a intervenção do Ministério Público do estado, que chamou a empresa a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta, onde se fixaram o auxílio às famílias e a contenção das margens.

 

Alertas ignorados

Isso aconteceu porque o fenômeno não estava previsto pelo Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da obra – elaborado por Furnas e Odebrecht, empresas responsáveis por Santo Antônio, e certificado pelo Ibama antes do licenciamento. É esse estudo que aponta os danos possivelmente gerados pela construção e as ações para conter o prejuízo.

“Foi uma falha”, admite Thomaz Miazaki de Toledo, coordenador de Infra-Estrutura de Energia Elétrica no Ibama. “Se esses impactos tivessem sido previstos, as medidas preventivas teriam sido adotadas. Mas a gente não tem bola de cristal”, completa. A Santo Antônio Energia não atendeu aos pedidos de entrevista da reportagem, que se estenderam por mais de um mês.

Pelo menos dois especialistas pagos por Santo Antônio apontaram a alta probabilidade de erosão. Esses alertas estão em laudos complementares ao Estudo de Impacto Ambiental. “Foram análises aprofundadas, feitas por exigência do Ministério Público de Rondônia, mas depois foram esquecidas durante o licenciamento”, diz Roberto Smeraldi, diretor da ONG Amigos da Terra.

A erosão é apontada nesses estudos pelo biólogo José Galizia Tundisi, professor aposentado da Universidade de São Paulo e consultor na área ambiental. Ele escreve que o fenômeno poderia acontecer em diversos pontos do curso do Madeira, devido ao desequilíbrio na movimentação de sedimentos.

Para entender esse processo, é preciso saber que o Madeira é um dos três rios com maior concentração de sedimentos do mundo. Perde só para os que nascem no Himalaia. Ele leva esse nome porque, depois de descer a Cordilheira dos Andes, suas águas arrancam as árvores e margens de alguns trechos. Todo dia, essas madeiras e mais de 500 mil toneladas de sedimentos deslizam na frente de Porto Velho.

O modo como esse material vai se acomodando ao longo do rio é o que dá equilíbrio ao curso. Há trechos onde naturalmente ocorre erosão, e as margens caem. Em outros, há sedimentação, e aparecem formações como bancos de areia. O trecho de Porto Velho era uma área de sedimentação. Mas Tundisi já alertava no estudo divulgado em 2007: quando construídas as usinas, as reservas passariam a reter os sedimentos, e essa mudança de equilíbrio poderia criar novas zonas de erosão, em especial no trecho abaixo da usina.

Essa é uma das teses para explicar o problema com que trabalha o Ministério Público do Estado de Rondônia (MPE-RO). Ao Ibama, a empresa atribui o fenômeno à fase específica da obra. Como as turbinas não estão todas em funcionamento (serão 44, há 6 em operação), a água sai com mais velocidade, gerando ondas.

“Acatamos a explicação, mas entendemos que não é só isso, temos técnicos trabalhando para fazer um laudo independente”, afirma Aluildo de Oliveira Leite, do MPE-RO. A explicação da usina ajuda a entender a violência das ondas em Porto Velho. Mas o Ministério Público já registrou a ocorrência do fenômeno em ao menos mais duas comunidades, que ficam a 150 e 200 quilômetros abaixo da capital.

Um precedente preocupante é o caso da usina hidrelétrica de Aswam, no Egito. Embora menos caudaloso que o Madeira, o rio Nilo também é rico em sedimentos. A concentração de nutrientes em suas águas abastecia o Delta do Nilo, célebre pela fartura em meio ao deserto. Com a represa, concluída em 1970, erosões engoliram vilas inteiras rio abaixo e alteraram a morfologia do Delta, onde hoje a lavoura depende de fertilizantes.

Só com um diagnóstico completo será possível fixar ações de prevenção no rio Madeira. O que também depende da boa-fé da empresa. Depois dos acidentes no bairro Triângulo, a Santo Antônio foi obrigada a construir um paredão de sete quilômetros de pedras para conter as ondas. “Agora estão começando a desbarrancar outros trechos logo depois dessa faixa. E a empresa não reconhece, diz que não há nexo causal”, afirma a procuradora Renata Ribeiro Baptista, que acompanha o caso pelo Ministério Público Federal.

 

“Água preta como café”

Enquanto as ondas revoltam o curso do Madeira abaixo da usina, quem mora acima da barragem teve a vida transformada por outro desequilíbrio: a morte dos peixes.

Já era previsto que a quantidade de peixes diminuísse. Mas é ponto pacífico entre os pescadores que a quantidade caiu drasticamente. Nos pontos mais próximos da usina, os relatos são de que só é possível pegar quantidade suficiente para comer, não mais para vender.

Prevendo os problemas que surgiriam com o fechamento da barragem, um grupo de 30 pescadores de Jaci Paraná, vila a 90 quilômetros de Porto Velho, se organizou e montou um projeto para criação de tambaquis, antes mesmo que a escassez se consumasse. Fizeram tudo direito: ganharam edital da Petrobras e montaram uma estrutura com 26 tanques dentro do lago Madalena, que fica no rio Jaci Paraná, onde passaram a criar mais de 35 mil peixes.

Depois de dois anos, quando os tambaquis estavam quase prontos para a venda, a usina Santo Antônio começou a alagar as margens do rio para a criação da reserva. Em outubro de 2011, os pescadores acompanharam a subida do nível do lago com preocupação, dobrando o monitoramento da criação. Em dezembro, José dos Santos, pescador e coordenador de campo do projeto, recebeu uma ligação do pescador que estava no plantão: alguns peixes estavam morrendo. “Corri pra cá e vi que a água estava diferente, preta que nem café”, lembra. “Não deu tempo de nada, na mesma noite ele ligou que estava tudo morto, boiando. Foi um desespero”.

O grupo procurou a Santo Antônio Energia, empresa responsável pela usina. “E eles não disseram que os peixes morreram de fome?”, diz José, com um sorriso nervoso. “Nós lutando há cinco anos, cheios de ração guardada, ia deixar os bichos com fome?”

Na frente da sede do projeto, José aponta as centenas de árvores secas dentro do lago. Elas eram parte da vegetação de várzea, que sobrevive dentro da água alguns meses por ano, na cheia, mas não resistiu ao alagamento definitivo. Na volta para Jaci, cruzamos ainda com centenas de toras de madeira abandonadas na beira do rio, todas com o selo da Fox – empresa que faz o desmatamento para as usinas. Segundo os pescadores, grande parte da vegetação derrubada pela usina não foi retirada do local em tempo do alagamento e ficou dentro da água. Eles desconfiam que essa seja a causa da morte dos peixes: a decomposição da vegetação alagada.

A hipótese faz sentido para o biólogo Philip Fearnside, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). “Nos relatórios ambientais, as usinas indicam a vegetação de várzea como parte do leito do rio. Mas, se você enche essas áreas e deixa alagado o ano todo, as árvores vão se decompor, as folhas vão apodrecer e liberar CO²”, afirma.

O mesmo erro teria sido cometido no cálculo da área total a ser alagada para fazer os reservatórios de Santo Antônio e Jirau, a outra usina hidrelétrica que está sendo construída na região, rio acima. Para as usinas, seriam 230 km² de terras alagadas. Segundo Fearnside, a extensão real do alagamento, incluindo-se a floresta de várzea, pode ser o dobro disso: 529 km².

Auxiliados pela ONG Instituto Madeira Vivo, que ajudou a coordenar o projeto de piscicultura, o grupo colheu amostras da água e dos peixes mortos e enviou para análise da Universidade Federal de Rondônia. Segundo Iremar Antônio Ferreira, diretor do Instituto, a análise apontou ausência de oxigênio na água. “Entramos na justiça”, diz. “Queremos negociar com a empresa, retomar logo o projeto. Mas a Santo Antônio Energia diz que não tem acordo.”

Enquanto o processo corre, José ficou sem renda. A solução foi virar segurança na usina de Jirau.

A falta de controle da qualidade da água pela usina Santo Antônio já havia sido detectada no final de 2008, quando o cheiro de peixe morto chegou à capital. O Ibama estimou 11 toneladas, mas membros da equipe de fiscalização desconfiam que havia mais. As mortes aconteciam em trecho próximo à obra havia cinco dias e, quando os fiscais chegaram, funcionários da usina já estavam enterrando os peixes.

A usina foi multada em R$ 7,7 milhões. O relatório do Ibama aponta que a empresa agiu com negligência e imprudência, porque não monitorava a qualidade da água todos os dias e não havia equipe qualificada no local. A empresa foi repreendida por não ter avisado sobre o acidente, não ter feito a perícia da causa da morte dos peixes e por ter usado baldes inadequados para transportar os peixes ainda vivos, que chegaram mortos ao local de soltura.

 

Tirar a vara e o peixe

Considerando o melhor cenário, no qual as usinas seguiriam com rigor as normas de controle ambiental, a estimativa era que os peixes do rio Madeira diminuíssem em até 50% nos primeiros anos. Mas os pescadores garantem que hoje é quase impossível achar as espécies maiores e mais valiosas – como a dourada (Brachyplatystoma rousseauxii), bagre que foi objeto de piada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em 2007, Lula teria ironizado o fato de “um bagre” impedir a liberação para construção de uma usina. A dourada, o bagre mais comum na região, é um peixe que pode chegar a 1,8 metro de comprimento e que viaja 5 mil quilômetros da Ilha de Marajó até o pé da cordilheira dos Andes para reproduzir. Na época da piracema, era possível vê-las, às centenas, pulando para subir as cachoeiras que hoje foram alagadas.

O desaparecimento do bagre desestruturou a vida de milhares de pescadores que dependiam da pesca como fonte de renda. Segundo levantamento feito pela Universidade Federal de Rondônia, em estudo pago pelas usinas, ao longo de um mês em 2004, 219 pescadores pegaram 40 toneladas de dourada em localidades próximas à usina. Incluindo todas as espécies pescadas naquele mês, o levantamento soma quase 460 toneladas pescadas. O estudo ainda não repetiu o levantamento para verificar como esses números diminuíram. O mesmo grupo descobriu que o Madeira é o rio mais diverso de todo o mundo, com 957 espécies de peixes.

A principal ação da empresa para amenizar o impacto sobre o ciclo reprodutivo dos peixes foi construir dois canais por onde eles, teoricamente, podem passar. Mas é difícil reproduzir as condições exatas de uma cachoeira. “Os grandes bagres não estão encontrando a entrada da passagem, não foram observados subindo o canal”, afirma Fearnside, que acompanhou a construção do canal e verificou seu funcionamento este ano. “No caso de Santo Antônio, os funcionários estavam pegando o bagre com rede e soltando dentro do canal para eles subirem.”

O pescador Mário Ferreira dos Santos nunca mais viu uma dourada. Com a chegada da usina, ele perdeu a fonte de sustento e o local onde morava. A casa de Mário foi uma das alagadas pela represa. Ficava a 60 metros da cachoeira Teotônio, onde se ouvem histórias de um passado abundante. “A gente fica meio assim de falar porque o povo não acredita”, diz Mário. “Lá tinha pesca de pé firme: era só ficar na beira da pedra, jogar a rede e puxar. Se o sujeito saia de barco na boca da noite, voltava com 600 quilos de manhã.”

Hoje, ele vive de uma bolsa dada pela Santo Antônio Energia, assim como toda a comunidade de pescadores: 45 famílias foram removidas do local para um assentamento construído pela usina. Eles conseguiram a ajuda de custos depois de fazer um protesto na frente da usina. “Na reunião antes do alagamento, eles só falavam coisa boa”, lembra Marcelo Gonçalves da Silva, 32 anos, uma das lideranças da comunidade. “A gente podia escolher entre pegar uma casa, ou dinheiro. O povo perguntou se iam poder pescar, eles disseram que sim. Só faltou avisar que não ia ter peixe.”

No primeiro ano depois da mudança, sem acesso à sua fonte de renda, Marcelo conta que as famílias entraram em desespero. “Fiquemos sem chão”, lembra. “Tinha família com fome, casa com luz cortada porque não pagou a conta.”

Ela procurou o Movimento dos Atingidos por Barragens, que ajudou a marcar reuniões com a empresa. Assim, a comunidade conseguiu a ajuda de custos mensal e a promessa de que a usina vai investir em um projeto de piscicultura. Uma das orientações da empresa é que o grupo crie os peixes em um tanque escavado na terra, fora do rio. “É pra não colocar os peixes em risco, por causa da qualidade da água”, explica Marcelo.

Ironicamente, uma das pendências a serem resolvidas antes do projeto é o abastecimento de energia elétrica da comunidade. Para manter um tanque fora do rio, eles precisam bombear oxigênio para dentro da água – e, para isso, de energia. Mas, na comunidade construída pela usina Santo Antônio, falta energia quase toda semana. Enquanto a reportagem estava lá, por exemplo, a luz acabou. “Ih, pode esperar sentado, que aqui fica um ou dois dias pra voltar”, disse Marcelo. “Agora imagina se tem condição, depois de tudo que passamos, construir um tanque pra criar peixe, e eles morrerem sem ar por falta de energia?”

Texto: / Postado em 05/01/2013 ás 10:45

Estou pensando o seguinte:
Amanhã estarei de niver. E, como é normal nos fins de semana, pretendo passar o dia trabalhando no “Cantinho da Paz”.
Então, não haverá a tradicional “gelada” aqui em casa.
Tenho muita coisa a fazer, depois do incêndio florestal que atingiu meu projeto de sítio (vejam nas fotos que o fogo chegou pertinho da casa).

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Mas, quem quiser aparecer por lá será muito bem vindo. Creio que alguns amigos leais não vão deixar em branco.
Por mim, a necessidade do projeto me faz acreditar num dia cheio de trabalho. Mas haverá tempo para um papo descontraído e uma cervejinha (pouca) com o tradicional gorgonzola.
Se alguém levar mais… terá mais.
E quem quiser tucumã, vá buscar. Antes que acabe a safra.
Abração a todos

VILA NOVA DE TEOTÔNIO ESTÁ PREPARADA PARA SER UM DOS DESTINOS TURISTICOS DA CAPITAL | Imagemnews.com.br Agência Imagemnews – Jornal Eletrônico, Notícias de Rondônia e Região.

 

A Vila Nova de Teotônio, localizada a 40 quilômetros da capital, está mais preparada para receber os visitantes e tem tudo para se tornar um dos principais destinos de portovelhenses e turistas que procuram uma bela paisagem para desfrutar de momentos de lazer e descanso. O local já possui toda a infraestrutura que faz parte do Plano de Apoio ao Turismo e Lazer da Santo Antônio Energia na região. O plano compõe um conjunto de ações da concessionária para  geração de trabalho e renda para as famílias que foram remanejadas  para a nova localidade e foi desenvolvido em conjunto com  a associação dos moradores.
 
Foto: Cleris Muniz/Santo Antônio Energia/Ag. Imagem News
Foto: Cleris Muniz/Ag. Imagem News
 
A praia artificial, criada a partir do enchimento do reservatório da Usina Hidrelétrica Santo Antônio, foi sinalizada com placas e raias que indicam os locais apropriados para banho, conforme orientações do Corpo de Bombeiros. O local possui sombreiros, banheiros químicos,  e ganhará em breve cinco quiosques de alvenaria, com banheiros e duchas que serão administrados pelos comerciantes que são moradores do local.
 
Foto: Cleris Muniz/Santo Antônio Energia/Ag. Imagem News
 
Outra atração é o píer de madeira com mirante para apreciação da paisagem, construídos pela Santo Antônio Energia para o acesso à praia. Há ainda praças, bosque e trilhas para caminhadas. Para o almoço, os visitantes podem saborear, mediante reserva  em um dos três restaurantes, os pratos típicos que são o pirarucu a casaca, o escabeche de peixe, o escondidinho de pirarucu, o filé de dourado e o peixe crocante, este último, eleito em janeiro o prato típico da região. No artesanato, os destaques são os produtos confeccionados com frutos e sementes de árvores existentes nas proximidades da vila como o Açaí, a Macaúba, o Patuá e o Tucumã que viram lindas biojóias.
 
Para os que desejarem desfrutar dessa paisagem à noite, uma novidade: a concessionária acaba de iluminar a praia, o píer e as quadras de esportes.
 
Foto: Eliênio Nascimento/Santo Antônio Energia/Ag. Imagem News
Foto: Eliênio Nascimento/Ag. Imagem News
 
Na Vila Nova de Teotônio vivem 44 famílias que moravam na região da antiga Cachoeira de Teotônio e foram remanejadas porque estavam na área do reservatório da Usina Hidrelétrica Santo Antônio. A vila possui casas de alvenaria, com dois, três e quatro dormitórios, construídas em terrenos de dois mil metros quadrados cada uma. Há também uma escola, posto de saúde, duas igrejas, seis estabelecimentos comerciais,  áreas de lazer, rede de energia elétrica e água encanada. Tanto os artesãos como os proprietários dos restaurantes participaram de oficinas de empreendedorismo, artesanato e culinária. Uma empresa de consultoria foi contratada para ministrar as oficinas organizando a comunidade para que tenham no turismo mais uma fonte de renda.
 

 

 

Fonte : Imagem News    Autor : Assessoria Santo Antonio Energia

MOTO RESGATE PROMETE AGILIZAR SOCORRO A VÍTIMAS DE ACIDENTES DE TRÂNSITO | Imagemnews.com.br Agência Imagemnews – Jornal Eletrônico, Notícias de Rondônia e Região.

MOTO RESGATE PROMETE AGILIZAR SOCORRO A VÍTIMAS DE ACIDENTES DE TRÂNSITO
25/7/2012 – 17:54 – ( Cotidiano ) 

Com objetivo de prestar um atendimento de primeiros socorros de forma mais ágil e rápida, o Corpo de Bombeiros iniciou nesta semana, o serviço de moto resgate que pretende diminuir pela metade, o tempo de chegada do socorro a vitimas, principalmente de acidentes de trânsito. Ao todo são 15 motocicletas, oito atuando em Porto Velho e sete em Vilhena. 
 
Foto: Maks Rocha/Ag. Imagem News
Foto: Maks Rocha/Ag. Imagem News
 
“Quanto mais rápido, maior a chance de salvar vidas”, afirmou o oficial do Corpo de Bombeiro, tenente Constantino, que coordenou o curso de capacitação dos bombeiros, ao explicar que os bombeiros das motos resgate devem realizar todo o atendimento de primeiros socorros, até a chegada de uma ambulância, que muitas vezes encontra dificuldades de acessibilidade no trânsito.
 
Foto: Maks Rocha/Ag. Imagem News
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Adquiridas com recursos do Governo do Estado, no valor estimado de R$ 1 milhão, as motos resgate são equipadas com utensílios de primeiros socorros e equipamentos de desencarceramento, sendo um alicate de corte e um cilindro de espaçar, utilizados para salvar vítimas presas em ferragens. 
 
Foto: Maks Rocha/Ag. Imagem News

 
De acordo com Constantino, Rondônia é o primeiro estado a utilizar a tecnologia de desencarceramento nas motos resgate. Um desfibrilador também deve fazer parte do kit socorro, mas ainda está em fase de licitação. Segundo o tenente, o Corpo de Bombeiro dos estados de Pernambuco, São Paulo e Brasília já oferecem o serviço, porém, sem os equipamentos de salvamento em ferragens. 
 
Foto: Maks Rocha/Ag. Imagem News

 
Para executarem o serviço de resgate, 17 bombeiros militares passaram por uma formação de 200 horas de aulas praticas e teóricas. Além de três bombeiros vindos de Brasília que também participaram da formação.
Foto: Maks Rocha/Ag. Imagem News