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A VIDA CONTINUA – ALINE VIVE

Hoje, saudoso como sempre, desde a partida da filhota, recebi em nossa casa um casal que se tornou tão amigo de Aline que passou a integrar a família como membro de nossa prole. Renato e Ariadne são como nossos filhos.
Ariadne havia prometido a Aline, durante sua gestação, que se fosse menina teria o nome em homenagem a ela, pela grande amizade que nutriam uma pela outra.
E hoje a pequena Aline adentrou nossa casa, com apenas quatro dias de vida.
Fez meu mundo reluzir, embora não impedindo as lágrimas, que explodiram mais uma vez.
Aline vive, mais uma vez entre nós. Será presença constante, sim, em nossa casa. Pois já foi abençoada por nós, como nossa neta e como a estrelinha fulgurante que importa neste momento.
Meu céu brilha, mais uma vez. E minha alegria pode ser vista, tanto no sorriso, quanto no olhar marejado.
Obrigado, meu Deus. Obrigado, Ariadne e Renato. Obrigado Aline.
Aline vive!2015-07-29 11.07.01 2015-07-29 11.07.04 2015-07-29 11.07.10 2015-07-29 11.07.14 2015-07-29 11.07.33 2015-07-29 11.07.40 2015-07-29 11.07.42 2015-07-29 11.07.45 2015-07-29 11.07.50 2015-07-29 11.10.23 2015-07-29 11.10.34

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FELIZ DIA DO AMIGO

Bom dia, gente querida.
Hoje é o Dia do Amigo.
Refletindo, lembrei o dia em que reencontrei minha irmã Maria Augusta Quintela, em seu apartamento no Rio. Passamos a tarde sentados no chão de seu quarto, olhando fotos e matando a saudade de quando vivíamos juntos.
Havia, misturado às fotos, alguns marca-folhas. Daqueles com mensagens para se marcar a página do livro que se está lendo, quando interrompida a leitura.
De cara notei um que batia muito comigo, pois falava de amizade.
Ela presenteou-me com o cartão. Guardo com carinho até hoje.

Amizade é muito importante para mim. Muito mais que o amor, costumo dizer. Pois quando o amor se rompe, normalmente fica o rancor, até ódio da pessoa dantes amada.
E a amizade é indissolúvel, não se rompe, não se quebra.
O que não quer dizer que não possamos ficar com raiva, em certos momentos, da pessoa querida. Mas, guardar mágoa, rancor… isso nunca.

Já discuti com vários amigos, mas isso é questão apenas de momento de divergência de opinião. Nada que perdure.

Da mesma forma, a amizade não exige contemporaneidade, muito menos presença.
Disse-me, certa vez, um grande amigo, já saudoso: “Nossa amizade não se abala nem pelo tempo nem pela distância. Podemos ficar anos sem nos vermos que no reencontro a amizade estará ali, sólida, incólume e mais fortalecida, até.

É assim… nada que abale, mesmo.

E a frase que tirei num momento de definição: Se um amigo morrer, pode ser que não tenha ninguém da sua família junto com você para prantear a dor, mas se um parente seu falecer, com certeza haverá pelo menos um amigo a lhe amparar, buscando consolo para sua dor”.

E, hoje, quero deixar aqui meu abraço festivo, ou, como costume escrever, fraterno e sempre sincero a todo(a)s amigo(a)s que fazem parte de minha vida.

FELIZ DIA DO AMIGO!!

 

O VALOR DA AMIZADE – SERPINHA

Por Artur Quintela

 

Quando uma pessoa se faz amiga de outra, coloca-a dentro do coração. E de lá não a tira mais. Deixa perpetuar-se, como se parte de si próprio fizesse.

 

Alguns amigos demoram mais a tornar-se donos do coração. Já outros – que chamo de anjos – chegam voando e não precisam subir os degraus da amizade para serem tão importantes.

 

No período de cheia do Rio Madeira tive minha casa, escritório e outro imóvel – à época alugado para terceiros – fortemente atingidos pelas águas. Viver um pesadelo daquele tipo era inimaginável para mim. Ano passado fizera uma oração, agradecendo a Deus por ter escolhido um lugar tão bom para minha família residir e viver. Longe de desmoronamentos, não sujeitos a cheias pluviais repentinas, muito menos alagações. Dista mais de quinhentos metros da margem do Madeira.

 

Entretanto, o que não era esperado, o que julgávamos impossível, aconteceu. E tive que sair às pressas porquanto, embora informassem que as águas subiam dezessete centímetros por dia, houve vez de superar os vinte e cinco. E período em que, em quatro horas, apenas, o nível subiu quinze centímetros. Afirmo porque fiz medições desde que a água chegou às bueiras das cercanias. Elaborei uma régua e diariamente realizava medições. Várias delas, no final.

 

Perdi alguns móveis, eletroeletrônicos… mas principalmente, perdi a dignidade. Sempre trabalhei (comecei aos sete anos) e provi minha casa de recursos necessários à manutenção da ordem familiar. E, de repente, fiquei sem meu ambiente de labor diário, sem condições de sustentar a família.

 

Foi naquele momento que pude ver o que tinha produzido em minha vida pregressa. O amor, a compreensão, a mão amiga dos familiares, parentes e amigos, fizeram-me forte. Fizeram-me entender que não estava só. Sobraram-me momentos de alegria. Parecia não haver cheia. Acomodei-me em imóvel de parentes. Chegaram-me alimentos. Valores foram depositados para suprir as necessidades mais prementes. Se, por meu lado, deixei de comprar “aquela cervejinha”, por outro me chegavam os familiares e amigos e diziam “não vamos deixar a peteca cair”.

 

Certo… Irão dizer alguns que família é para se unir nessas horas e superar as dificuldades. E amigos também, ora.

 

Pois é o que mais vale. Os amigos chegaram-me de montão. Vi que minha vida tinha sido voltada para formar amigos fortes e sua força fazia-me forte também.

 

A todos eles deixei meu agradecimento. Mesmo àqueles que, de longe, apenas mandavam-me palavras de conforto e solidariedade. Eram tão importantes quanto os próximos.

 

E, hoje, pus-me a refletir. Em várias vezes de nossas vidas nos deparamos com dificuldades. E, nessas ocasiões, eles – os amigos – surgem como anjos. Anjos protetores.

 

Em um desses momentos – triste demais – tive uma de minha prole acometida por doença em um período muito difícil. Estávamos ambos – eu e minha esposa – desempregados. E ver uma filha com câncer, já é um suplício. Sem condições de tratamento na cidade, é demais.

 

Foi naquele tempo que uma amizade de infância reapareceu em minha vida. Já com os cabelos teimando em abandoná-lo, surgiu entre a névoa como luz e buscou a solução que o Excelso Criador lhe permitia no momento.

 

Talvez ele mesmo não tenha percebido a grandeza de seu gesto naquela ocasião. Talvez, não! Com certeza não percebeu, tamanha é a grandeza de espírito e generosidade que tem.

 

Muita gente talvez nem entenda o “porquê” desse depoimento. Acontece que essa pessoa passou a integrar nossa família, mesmo sem pisar em nossa casa. É importante que se mantenha viva a memória de um ato simples para ele e tão importante para mim.

 

Antonio Serpa do Amaral Filho – que conheci e trato por Serpinha, e atualmente é conhecido por demais no meio cultural como Bazinho – é essa figura de coração enorme que poucos conhecem tão bem.

 

Talvez a simplicidade do seu viver, a humildade – mesmo sendo filho de um dos melhores (há quem diga que foi o melhor) prefeitos de nossa capital – sejam qualidades que não lhe permitem orgulhar-se, muito menos recordar-se de atitudes tão bonitas.

 

Serpinha viu a dificuldade, a lentidão, dos processos jurídicos. Sentou-me à garupa de sua moto e, em menos de dez minutos havia conseguido a liberação da parcela do FGTS retida em dos planos governamentais. Não sabia. Não perguntou… Mas aquele valor seria utilizado para a viagem de minha filha a Manaus, a fim de realizar tratamento do câncer que a afligia.

 

Assim é Serpinha. Simples, bondoso, carinhoso… e tantos bons adjetivos mais que nem Aurélio Buarque de Holanda conseguiria verbetar todos.

 

Obrigado, Serpinha. Obrigado, Bazinho. Obrigado Antonio Serpa do Amaral Filho… por ser MEU AMIGO!

 

Anote-se! Registre-se! Torne-se público!

 

 

 

 

ENCONTRO DO BB PORTO VELHO

15/novembro/2013 – AABB Porto Velho

Foi um dia diferente, mas parecido com muitos outros que tivemos no passado.
O I Encontro do BB Porto Velho proporcionou aos participantes uma viagem ao passado, pelos melhores momentos de nossas vidas.
E valeu! Como valeu! Nem tinha começado, propriamente, o Encontro e já se falava no Segundo, querendo marcar data, local… Bom… Agora fica a carg da Comissão Organizadora que (parece-me) terá à frente Dina, esposa do amigo Jaime Alencar. Ela e as colaboradoras Janilda, Graça, Etenizia, Zuila, Cristina… vão formar a equipe feminina que irá elaborar o projeto transformando-o no melhor possível, para proporcionar aos próximos participantes lazer, alegria e, acima de tudo, muita emoção.
Aliás, emoção foi o que não faltou na AABB Porto Velho. Chaguinha que o diga. Foi quem mais se emocionou. Talvez por ser o mentor de várias das coisas que estávamos tendo e vendo ali. Por exemplo: A AABB que só se informatizou graças ao seu talento e dedicação, quando criou o programa dos Convênios, lá nos idos de 1992.

Olha… prometi que escreveria o nome dos participantes e, para isso, pedi que escrevessem na lista de presença. Só que… emoções, emoções, sucedendo-se… e a bendita gelada… deu no que deu… Poucos colocaram ali seus nomes e telefones. Fica pra depois, quando a gente elaborar a listagem. Mas, prometo, vai sair.

A música ao vivo mostrou que temos talentos (modéstia à parte, também) pra fazer uma festa se tornar inesquecível. Marina, morena marina… foi um momento indescritível. As “meninas” não me deixaram em paz no “palco”… rsrsrs Encanto, realmente, poder contar com as vozes femininas da Idenir, Etenízia… enfim, das nossas “meninas”.

Tive a oportunidade de reviver momentos cantando com Rai, Durães, Makumbinha, Helio Rubens… Sensacional. Matar a saudade é bom, mas reviver o passado vai além. Lembrei das paneladas na casa de Durães, no fundo do quintal. Um maracanã, um cavaquinho, um atabaque, um violão… e muita gela, curada na hora com o caldo da panelada ou caldeirada.
Nossa!!!… Já tinha passado tanto tempo assim??? Parecia que tinha sido ontem.

Iraci que o diga. Cantou e recantou.

Alguém notou quando o Carneiro chegou? Parecia os tempos de Tesouraria, quando a gente escutava do Setop o Supervisor “conversando” no térreo… kkk

Faltou uma pessoa, daquelas que vive dentro do coração. Aliás… faltou uma para cada coração, não foi?  Elas, com certeza, mesmo as que souberam e não puderam compartilhar, deverão estar se preparando para o próximo, com certeza. Aquelas que confirmaram e tiveram problemas de última hora, vão ficar com “saudade” do que não viram. Mas poderão curtir as fotos.

Aliás… quero pedir a toda(o)s que tiraram fotos que enviem, por favor para meu e-mail (arturquintela@hotmail.com) pois estarei elaborando um álbum exclusivo do encontro. Eu, pessoalmente, não tenho nenhuma.
Por enquanto, a lista que tenho os que participaram, realmente é essa aí:

1 – Artur Quintela
2 – Jose Damasceno Pires
3 – Raimundo Jorge Bicho Belo (+5)
4 – Cristina Courinos (+4)
5 – Zuila Trindade De Souza Santos (+3)
6 – Idenir Evangelista Carneiro
7 – Lucy Yuriko Pelliser
8 – Chico Chagoso (+2)
9 – Pedro (+1)
10 – Maria das Graças Machado (+ 3)
11 – Etenizia (+2)
12 – Silvestre (+1)
13 – Edith (+1)
14 – Cesar Marini
15 – Janilda (+3)
16 – Alvaro Carneiro (+2)
17 – Waldeatlas Barros
18 – Antônio Durães (+1)
19 – Helio Rubens
20 – Hilda Paes Gonçalves (+2)
21 – Gilberto Severo (+1)
22 – Jaime Alencar (+1)
23 – Reginaldo Maku

24 – Suely Aragão (+1)

25 – Lauro Câmara Jardim


Se tiver alguém faltando, é só avisar que eu edito, ok?
Repetindo: Não esqueçam de mandar as fotos para meu e-mail.

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Agradecendo aqui os que me devotaram seus sorrisos e abraços, quero externar, ainda, minha inteira boa-vontade para contribuir em quantos outros encontros precisarem de mim. Aliás, como já escrevi, se tivesse que fazer mil vezes mais, faria, com certeza. Rever vocês, para mim, foi mais que gratificante, foi mais que ótimo, foi mais que excelente. Na realidade, já busquei a palavra no dicionário, mas a única que encontre que poderia definir um pouco minha emoção seria – INFINITA!!!

Abrações sempre sinceros e fraternos.

Artur Quintela

SOU O QUE SOU

SOU O QUE SOU

Artur Quintela

 

Boa tarde/noite a todos(as).

Sexta-feira, tardinha, preparando para largar o trabalho e partir para a compensadora happy-hour.

Entretanto, ainda há tempo para expressar meu pensamento para o fim de semana que se avizinha.

Falando de personalidade.

A personalidade está intrinsecamente ligada ao caráter, mas ambos são diferentes e exclusivos em sua forma de ser, simplesmente.

Enquanto a personalidade liga-se a “injeções” hormonais, o caráter é moldado dia após dia desde que a criança começa a entender o mundo que a cerca.

Não vamos tratar com psicologia, neste breve texto, mesmo porque não sou autoridade no assunto.

Mas a vivência nos ensina muitas coisas e uma delas é que sua personalidade é exclusiva sua, enquanto o caráter pode vir de família.

Enquanto alguns podem dizer que a personalidade do filho é idêntica (ou parecida com) a do pai, parece-me que estão confundindo com o caráter.

Pois, então, é exatamente nisso que centro meu texto hoje.

Se você busca a felicidade na solidão, é caso exclusivo seu. Mas se o faz na convivência com outras pessoas então deve esperar a desigualdade sempre. As diferenças individuais são marcas das personalidades. E é exatamente isso que faz o mundo – a humanidade – ser tão belo.

Nas diferenças pessoais está o motivo de aproximação.

Não espero que as pessoas pensem da mesma forma que eu. Exatamente isso. Até neste texto vou encontrar os que concordam e os que discordam plenamente. Alguns até ‘doutorados’ no assunto.

Mas ali é que estará a certeza do que escrevo.

Não busco espelho nas pessoas. Não me interesso por ver meu reflexo nelas. Permiti – sinceramente – a formação individual de cada um de meus filhos. Cada qual escolheu sua religião, seu time de coração, sua profissão, sua ideologia política… coisas assim.

Nunca pretendi interferi em suas vocações, seus destinos.

 

Assim também ajo em relação às pessoas que me cercam. Não me encho de expectativas ao conhecer alguém novo. Vou aguardando as novidades que vão surgindo aos pouquinhos e contentando-me com cada uma delas. Sinto alegria ou tristeza, mas sempre aguardo pelas novidades.

E aceito-as, mesmo quando são tristes. Faz parte da real realidade da vida.

 

Não espero, também, que as pessoas me aceitem do jeito que sou.

Da mesma maneira que não me modifico para agradar essa ou aquela pessoa.

Simplesmente sou.

O que não quer dizer que não seja polido nas ocasiões em que é preciso ser. Ou grotesco quando o momento assim o permite ou clama.

Simplesmente, sou eu mesmo.

 

Talvez por causa disso tenha me cercado de tantos amigos. E talvez por isso, também, me sinta feliz com a vida que tenho.

 

Tenho muitos – MUITOS – problemas. E isso é bom. É desenvolvedor da força natural. Faz-me pensar, agir. E agir muito.

 

Mas continuo sendo o que sou. Simplesmente.

 

E aí… aceito os demais como são.

Simplesmente, como são.

 

Bom fim de semana.