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Olá, gente querida.
Estou um tanto ausente deste espaço por problemas de ordem maior.

De qualquer forma não posso deixar de publicar aqui, como de hábito, o resultado da reunião realizada pela Escola Asfaltão que, com nova diretoria já urge para o ano vindouro, com suas ações sendo desenvolvidas e planejadas. Então segue aí o comunicado da amiga Silvia que continua à frente da Diretoria de Comunicações de nossa escola querida.

Senhores(as),
Segue em anexo o resultado do Planejamento da escola de Samba Asfaltão.
Pedimos se possível, a veiculação deste material.
Grata,

Silvia – 9982-9381
Diretora de Comunicação do GRESA

“A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios.
Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente,
antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”.
(Charlie Chaplin).

ASFALTÃO MANTERÁ SUA MISSÃO

“…O samba agoniza , mais não morre…” (Nelson Sargento)
O Samba é um ritmo genuinamente Brasileiro que surgiu a partir das danças, rituais e ritmos de raízes africanas. Aqui na terra do gingado e do swing, ganhou uma característica com  estilo,  cara,  jeito e harmonia encontrada somente neste País tropical, por isso é considerado uma das principais manifestações culturais populares do Brasil.
Em Rondônia, mas especificamente em Porto Velho, sob a responsabilidade de muitos que já estiveram neste plano e outros que por aqui ainda cumprem sua missão, a história deste ritmo segue, a duras penas e graças a garra de muitos bambas, ainda se mantém firme e muito viva.
1.  A Escola de Samba Asfaltão avalia e planeja para organizar!!
A Escola de Samba Asfaltão, visando continuar e revitalizar esta história, procurando fortalecer ainda mais, junto com todas as pessoas que carregam consigo este propósito, reuniu a sua Diretoria no dia 28/03/2015, pra avaliar, planejar e organizar suas ações. Assim definidas:
1.1.    AÇÕES ESTRUTURAIS que consiste em cuidar da estrutura e do Patrimônio da Agremiação;

1.2.    AÇÕES ADMINISTRATIVAS – redefinir e organizar as ações burocráticas da Instituição;

1.3.    AGENDA SOCIAL – são as agendas de eventos que envolvem o fortalecimento do samba, o Projeto leituras ao Vento, Rua de lazer, integração com a comunidade e outros eventos tradicionais da Agenda do Asfaltão.
• O destaque especial neste item é o Projeto Samba Autoral, criado por membros da Família Asfaltão junto com outros bambas de Porto Velho, que vem incentivando os compositores e compositoras de nossa cidade.
• Destaque também, para o esporte por meio do futebol, que além de possibilitar qualidade de vida, tem proporcionado intercâmbio com clubes e equipes locais e atletas de outras cidades.

1.4.    AGENDA CARNAVAL – que nada mais é do que planejar e organizar as ações da Escola, pertinentes ao carnaval de 2016 dentre as quais estão os encaminhamentos para a Escolha do Enredo; Entrega da Sinopse, Escolha do Samba de Enredo dentre outras ações.
• Destaques do Planejamento
Duas ações comentadas a seguir foram discutidas intensamente, e por isso destacadas pelos presentes na reunião de Planejamento.
Agenda Social – Escolinha de Percussão
É um Projeto da Escola iniciado a 2 anos atrás, que apesar de ter preparado muitas crianças e adolescentes, esteve suspenso por algum tempo por falta de apoio e estrutura.
Agora, graças a uma parceria que está sendo consolidada com acadêmicos da Faculdade São Lucas, terá continuidade. Conduzido pelo Mestre Danilo e os Contra Mestres Eduardo Soneka e Junior Frajola, desta vez, além de nossas crianças e adolescentes, serão também incentivados e preparados discentes desta instituição.

Desfile das Escolas de Samba
Este assunto bateu recorde na avaliação negativa, principalmente por lembrarem que nesta gestão municipal, a tradição dos desfiles das Escolas de Samba não aconteceu e o sentimento de todos é, ao que tudo indica, da forma que vai, nem o de 2016 acontecerá. Se realmente quisessem ou quiserem, este seria o momento, para o planejamento do Desfile do ano que vem e, tanto Funcultural quanto FESEC da qual o GRESA é filiado, deveriam estar debruçados neste projeto.
Não adianta empurra, empurra de data, pois fruto de problemas oriundos tanto de gestões passadas da FESEC e da má vontade da Prefeitura Municipal de Porto Velho por meio Funcultural, bem como do Governo do Estado que demonstra total descaso com a cultura, o sentimento geral da Diretoria é que a exemplo do que aconteceu em 2014, o desfile de 2015, fracassou.
Muitos pontos foram levantados, o mais grave e que muito preocupa, é o fato de não percebermos, por parte da gestão municipal, vontade para sanar esta dívida cultural e política para com os fomentadores e admiradores deste segmento da cultura.
Se querem de fato sanar este débito cultural, vamos agora no mês de abril Fulcultural e Fesec, junto com suas filiadas, começar a Planejar, e a elaborar o projeto de organização para os desfiles de 2016.

Silvia Ferreira de Oliveira Pinheiro – 9982-9381
Diretora de Comunicação

Entendo bem o desabafo do amigo Antonio Serpa do Amaral Filho. Bazinho para os íntimos. Serpinha para mim. Amigo dedicado, moço atencioso e amante apaixonadíssimo pela cultura local.

Serpinha não foge às suas origens. Seu pai foi prefeito querido pela população porque se envolvia com o povo. E o filho não poderia sair diferente.

Quem quiser encontrar Bazinho vá no Mercado Cultural – sua segunda casa, ou melhor, NOSSA.

Às sextas-feiras, infalivelmente, lá está o querido músico, esquecendo-se por momentos da vivência entre os processos do judiciário federal, entrelaçando braços nos abraços festivos com os companheiros d’A Fina Flor do Samba.

E o desabafo, agora, vem em boa hora. Estamos, VERDADEIRAMENTE, às voltas com o pior governo de nosso estado, em se tratando de apoio à cultura e seus segmentos.

Confúcio não sabe, ainda, a que veio, no governo estadual. Está mais parecendo com a paródia que fizeram de seu nome – confuso. Perdido, não conseguiu, até agora, uma pessoa a contento para chefiar sua Secretaria da Cultura (que traz o Esporte, ainda, em sua conjuntura).

Como disse bem o amigo Silvio Zekatraca Santos, estamos em vias de ver o sexto titular chegar àquela escadaria do prédio do relógio. A fumaça pode sair a qualquer momento.

Não que a atual Secretária não seja bem vista, mas parece carecer de recursos governamentais para gerir a pasta que lhe foi colocada às mãos.

E, por outro lado, nosso Doutor Prefeito, ou Prefeito Doutor, que não entende nada de nadicas de cultura, também não sabe para onde correr. Colocou Jória à frente da Fundação Cultural – que tem status de secretaria – mas cercou-a com um grupo inerte, que vê nossa cultura ser dilapidada a cada dia, sem mover uma palha sequer.

Tanto é que aconteceu o “im”previsível bloqueio do local onde seria levado a termo o “Caldeirão Cultural”. A interdição do local já era antiga. Só que os assessores da amiga Jória não levaram isso a sério. E insistiram em anunciar que todos os Projetos do Mercado Cultural seriam levados para o Ypiranga, numa tarde-noite de sábado que se tornaria inesquecível para os amantes da música – e das demais manifestações culturais.

Deu no que deu! Pífio demais!

Às pressas tiveram todos que correr para a Internet, dando conta aos convidados de que a interdição ocorrera.

Colocar a culpa nos bombeiros seria estapafúrdio, parece-me.  Fizeram a parte deles. Escapamos, graças a eles, de um vexame que poderia ser bem pior.

Acompanhe na íntegra,sem edições, o artigo muito bem escrito pelo amigo Serpinha.

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Efeito Kiss salva artistas do complexo de vira-lata

Por Antônio Serpa do Amaral Filho

O Corpo de Bombeiros de Porto Velho acabou prestando relevante serviço à cultura da capital nesse último final de semana: deu parecer negativo sobre as condições de segurança no Clube Ypiranga, local onde iria acontecer, sábado, dia 29, o chamado Caldeirão Cultural, um encontro de artistas organizado pela Fundação Cultural. A idéia macabra padece de gritante incoerência. Realizam Seminário sobre a problemática cultural num dia e no outro colocam artistas de elevado nível de qualidade num péssimo espaço cênico, tido pelo povo em geral como uma pocilga infestada de pulgas e baratas. Enquanto a comunidade vai às ruas gritar por saúde, educação, cultura e segurança, aos olhos de todos e da imprensa, um segmento da comunidade artística aceita ser tratado como vira-lata, agindo de forma alienada e autômata, como se não fossem eles o espelho de onde emanam as melhores sensibilidades que cultivamos no espírito.

Se o projeto tivesse sido realizado, seria um desastre em dois sentidos: primeiro, porque representaria o aceite resignado do complexo de vira-lata que ronda o espírito da comunidade artística local e, segundo, porque, se de fato conseguisse atrair um grande público para aquele ambiente, ofereceria sérios riscos à segurança dos frequentadores. O vira-latismo é tanto que, em nível estadual, Confucio Moura nada de braçada em cima dos produtores de arte, que prometeram fazer uma Revolução Cultural e o máximo que conseguiram foi soltar dois mirrados peidos de velha no gabinete do governador, não fazendo nem cosquinha nos carapanãs que habitam o escritório do chefe do executivo estadual. Com todo respeito à tradicionalidade do Velho Leão Azul, fundado em 1919 e cinco vezes campeão de futebol em Rondônia, aquilo é uma espelunca de quinta categoria, um lugar

desqualificado, desestruturado, feio e jogado às traças por falta de amor próprio também dos leoninos e da sua atual diretoria. Aquele lugar, hoje, nem de longe lembra os tempos áureos do glorioso Ypiranga de Paulo Cordeiro da Cruz Saldanha. Das glórias do passado restou, na Rua Pinheiro Machado, um cafofo mal ajambrado, decadente e com péssima imagem social, sendo o mais pobre e horrendo local do corredor de entretenimento da capial, denominado “Calçada da Fama”.

No Amazonas, quando um projeto governamental quer prestigiar e dar visibilidade a uma determinada produção cultural, os gestores mostram o espetáculo no Teatro Amazonas ou no Estúdio 5, com direito a mídia, infraestrutura de primeira qualidade e glamour. Aqui a Funcultural tira os artistas do Mercado Cultural, local que tem um mínimo de decência, e tenta apresentá-los no desbotado Ypiranga. E o pior: eles aceitam unanimemente. E como toda unanimidade é burra, no dizer de MILLOR FERNANDES(*), então a burrice avassaladora acaba contaminando a todos, como uma peste da miserabilidade político-cultual. Com o incêndio naquela boate de SANTA MARIA/SC(**), ainda bem que o efeito Kiss levou nosso glorioso Corpo de Bombeiros ao local onde iria acontecer o desastre cultural e aí, sem querer, os combatentes do fogo salvaram vários artistas da vivência do complexo de vira-lata.

O prefeito Mauro Nazif, embora culturalmente medíocre, está bem assessorado com a secretária Jória Lima. Ela, sim, é que parece estar carecendo de visão crítico-histórica e de melhores quadros na sua assessoria, na Funcultural. Enquanto o Brasil acorda nas ruas, alguns dos nossos melhores artistas dormem em berço esplêndido canino, como cachorros sem dono!

NR – (*) O autor da frase “Toda unanimidade é burrar” é Nelson Rodrigues

NR.(**) – A boite Kiss fica em Santa Maria – Rio Grande do Sul