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FALANDO DE FUTEBOL

 

Quando o Brasil perdeu a Copa de 1998 para a França o torcedor ficou fulo e entre tantas e tantas ousadas especulações falava-se na “venda” do título pela CBF.

Aí vieram as explicações de técnicos, dirigentes, jornalistas… nenhuma delas deglutida facilmente pela torcida brasileira (e quem deglutiu, sofreu indigestão).

 

Depois, veio a vergonha de 2014. Vergonha porque foi alardeada pela própria comissão técnica que tínhamos (como em 1998) a melhor seleção daquela copa.

O placar de 7 a 1 mostrou que não era nada disso. Tínhamos uma seleção medíocre, com garotos que foram usados por gente inescrupulosa para apenas manter a camisa canarinho em campo.

Exceção: Julio Cesar. Ele não merecia ser o cristo da vez. Talvez fosse o único que não merecia aquela humilhação. Sim! Porque Neymar se recusou e fazer o joguinho do Ronaldo de 98. E a patrocinadora deu outro “jeitinho brasileiro”. A “lesão” foi tão bem montada que apareceram “exames comprovadores”. Tudo muito certinho para mostrar que “realmente Neymar estava lesionado”. Explicações demais, acho. Exageradamente explicável. Mas os milhões do “garoto” não podiam ser tratados de outra maneira. E ele ficou fora da vergonha.

 

Já o Brasil, não. Amargamos a pior derrota dentro de uma Copa do Mundo de Futebol. E estamos amargando, ainda.

Tudo foi meticulosamente estudado, a maquiagem de cada detalhe,sordidamente combinada para dar o maior realismo possível. Até jornalistas experientes caíram na esparrela.

A casa caiu, entretanto. FIFA e CBF sucumbiram, um ano depois, às suas próprias maracutaias. As organizações de Copas, os patrocínios com desvios em favor de dirigentes, as contratações ilícitas, tudo veio à tona. E ainda virá muito mais nesse jogo de sujeira e poder.

 

A vergonha nacional hoje é mundial. O descrédito toma conta da entidade que congrega mais nações que a própria ONU. Até representantes dos congressos das mais diversas nações falam a esse respeito. Quem criticava duramente antes os dirigentes esportivos da FIFA (e da CBF) agora sente-se à vontade para gritar: “Eu falei! Eu avisei!”.

 

Para nós, aqui no Brasil, acostumados com tantos escândalos (Mensalão, Petrolão, etc.) talvez venha a ser apenas “mais um”. Mas José Maria Marin terá que se explicar ao FBI que não tem as “calças presas” aos “dólares nas cuecas”. E o atual Presidente da CBF deve estar com os tufos de cabelos doídos de tanto tentar arrancá-los, no desespero de ser pego, também.

Romário que o diga… Já o chamava de ladrão e agora estufa o peito para gritar. Afinal, goza da famosa imunidade parlamentar e pode xingar quem quiser.

Quanto a nós, meros mortais, resta pedir aos deuses do Olimpo para proteger nosso futebol de várzea. Tomara que pelo menos a “pelada” dos fins de semana escape.

 

Olá, gente querida!!
O sonho acabou? Talvez o seu. O meu, não.
Sonhei durante décadas com uma Copa do Mundo no Brasil. E estou tendo o prazer de realizar meu sonho.
A vitória – Hexa, jamais alcançado por nenhuma outra seleção – seria a coroação de uma vontade. Mas não a desilusão de um sonho perdido.
Vi – e ainda estou vendo – meu país invadido pelo mundo inteiro. Vi gente que sequer estava disputando a Copa, vindo apenas para assistir os jogos das demais seleções.
Vi as ruas enfeitadas, bandeiras tremulando sobre e abaixo as cabeças. Os carros e as pessoas fantasiados.
Vi efusão de alegria em cada esquina, em cada estabelecimento comercial.
Vi escolas cederem seu tempo para que todos pudessem assistir os jogos – desta vez realizados em nosso país.
Relembrei 1994, quando a Seleção Canarinho entrou desacreditada e os bancos sequer fechavam mais cedo. Com os jogos evoluindo veio o Tetra, tão festejado e inesquecível, numa dura disputa de pênaltis.
Relembrei, também, 2002, quando uma Seleção que quase ficava de fora, chegou e ganhou da Alemanha. Mérito desse Técnico que ontem, infelizmente, teve seu dia de infortúnio.
Temos nosso Penta. Ninguém tem, ainda, pelo menos, o Tetra que já superamos.
Por que chorar? Por que lamentar?
Tivemos – estamos tendo – nossa Copa. Provamos que temos competência para realizar um evento de porte fenomenal. Isso é o que prevalece. Pelo menos, para mim.
A megalomania de querer mais e mais, levou-nos a crer que tínhamos um selecionado capaz de superar os melhores projetos de países que valorizam realmente essas coisas.
Não nos preparamos para o futuro que hoje é o presente. Mas preparamos este presente que temos hoje.
Uma seleção jovem, com talento de sobra, esbanjando euforia e garra, mas com insegurança diante dos revezes.
Se for trabalhada, cuidada, lapidada, como fizeram com a equipe alemã, possivelmente essa mesma equipe ainda nos dará muitas alegrias. E gritos de euforia, também, com as vitórias conseguidas fora de casa.
De meu canto, estou e continuo tranquilo. Esperar o sábado para torcer pelo meu País, cantando o Hino Nacional de pé, com a mão no coração.
Aliás… seria bem melhor se não precisasse do futebol para demonstrarmos nossa brasilidade. Poderia ser melhor demonstrada na cabine de votação.

Obrigado a toda(o)s.
Bom dia. De amarelinha!

Bom dia, povo querido e tão amigo.

 

bola-de-futebol-1

 

Hoje, com a serenidade retornando ao seu devido lugar, venho postar minha opinião sobre o Campeonato Brasileiro que terminou de forma paradoxal. Se no sábado houve só alegria, no domingo a tristeza tomou conta dos verdadeiros amantes do esporte dos gramados. E não foi por pouca coisa. A briga das torcidas atleticana e vascaína foi vergonhosa. Mostrou bem que o Estatuto do Torcedor não mudou a cara dos verdadeiros vilões da festa maior de nosso país. Quem vai ao estádio pra se divertir não pode ser confundido com os brigões de plantão.

Em certo momento, assistindo àquela verdadeira guerra pela TV, cheguei a admitir que deveria haver polícia armada de rifles para conter tamanha selvageria. Depois, com a cabeça mais fria e menos revoltado, vi que tinha pensado exatamente o que não queria ver ninguém fazer. ou seja, envolvera-me com o sentimento da revanche.

Não, não é esse espetáculo que queremos para nosso futebol. E não estou preocupado com a mancha do Brasil da Copa de 2014. Estou preocupado, sim, com os verdadeiros torcedores, as famílias que retornaram aos estádios após aqueles insidiosos anos 80/90 em que as brigas entre torcedores e jogadores eram comuns. Naquele tempo cheguei a parar de assistir jogos pois era uma verdadeira insanidade o que se praticava nos estádios.

Quando a calmaria voltou, trouxe também as famílias. Coisa linda de se ver. Casais com filhos torcendo por seus times. E que saiam tristes ou alegres apenas pelo desempenho dos jogadores.

Faltou senso de humanidade aos brigões. Que são poucos! Não custa banir de vez tais elementos das arquibancadas. Que sejam encarcerados, ou não. Mas que sejam banidos da festa da bola. De vez!

A tristeza, porém, não se limitou à briga de torcidas. Ver clubes que criaram o atual Campeonato Brasileiro fora da Série A é outra forma de tristeza.

 

Como Flamenguista, poderia estar feliz em ver dois arquirrivais rebaixados. Mas não estou! Sofro com os torcedores de Fluminense e Vasco ao perceber a vergonha que o regulamento do Campeonato Brasileiro impõe aos seus criadores.

 

Sempre afirmei e repito. Não é Campeonato Brasileiro! Não pode ser Campeonato Brasileiro se exclui clubes de vários estados e só uma minoria participa. Temos 27 Unidades da Federação. E o Campeonato para ser BRASILEIRO, teria que ter – a meu ver – os Campeões de cada uma dessas UF. Assim poder-se-ia dizer que seria justo. Mas criar um campeonato com 4 séries, rebaixando-se 4 clubes e ascendendo-se outros 4, parece-me pilhéria.

 

Vou dizer minha fórmula ideal, para ser justo, a meu ver, com os verdadeiros mentores e que justificam a existência de um campeonato a nível nacional.

Mas, antes, deixem-me lembrar uma coisa: Imagine – você, que está lendo – uma situação em que criasse uma modalidade de campeonato de dominó (por exemplo) em sua casa, com regras definidas por você e convidando os que lhe conviessem – verdadeiros amigos – para participar. Muito bem. O campeonato teria SUAS regras, posto que VOCÊ criara. Então, depois de certo tempo, alguns outros chegam – se auto-convidando – e criam novas regras, excluindo você do campeonato. É certo? Alguém aceitaria? Creio que não. Da mesma forma, o Campeonato Brasileiro.

 

Em 1987 – quem viveu, lembra – A CBF, cujo Presidente era Octávio Pinto Guimarães, afirmou que não tinha recursos para realizar o Campeonato Brasileiro daquele ano. Questionado pelos maiores clubes se poderiam realizar às suas expensas, ele concordou e disse que validaria. O que se seguiu foi uma reunião com os treze melhores colocados dentro do ranking da própria CBF.  Os quatro grandes de São Paulo: Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos; os quatro grandes do Rio de Janeiro: Flamengo, Vasco da Gama, Fluminense, Botafogo; os dois grandes de Minas Gerais: Atlético Mineiro e Cruzeiro; os dois maiores do Rio Grande do Sul: Internacional e Grêmio; e o Bahia (diferente do que muitos acreditam, não foi o Atlético Paranaense o décimo terceiro clube).

O regulamento foi criado, convidados outros clubes para chegar aos dezesseis e criada a Copa União. Por exigência da CBF, foi criado mais um grupo com clubes menores, com pouco poder aquisitivo e que seriam bancados com as receitas auferidas pelo Clube dos Treze. Vejam bem: O clube dos Treze bancava tudo. Aceitas as exigências da CBF a Copa União iniciou com dois módulos – VERDE e AMARELO – que disputavam campeonatos distintos. Tanto é que os nomes dos Troféus eram “João Havelange” para o Módulo Verde e “Roberto Gomes Pedrosa” para o Módulo Amarelo.

O importante é que o Clube dos Treze passou a patrocinar o Campeonato Brasileiro desde aquela época. Então seria lógico que seus treze mentores tivessem, ao menos, a primazia de participar em todas as edições. Nunca seriam rebaixados. Com o aumento de 16 para 20 clubes na primeira divisão, 7 seriam convidados inicialmente e os quatro piores seriam rebaixados para a segunda divisão de onde ascenderiam os quatro melhores colocados.

 

A ideia não é assim tão escabrosa, quanto possa parecer a alguns, de princípio. O Campeonato só pode ser levado avante com recursos financeiros de grande aporte. E é vendido às redes de televisão por preços vantajosos para ambas as partes. Então, retirando-se os maiores clubes da Primeira Divisão, o Campeonato estará fadado ao fracasso.

 

Imaginem os que contradizem – de início – uma final de Campeonato com os Clubes Juventude e ASA. Claro que os locais estariam todos ligados e seria uma festa na cidade do campeão ou vice. Mas e o retorno financeiro para o Campeonato seguinte? Haveria?
Numa segunda hipótese – que, pelo andar da carruagem, é possível, sim – a Primeira Divisão sem contar com nenhum dos doze clubes que originaram o Clube dos Treze teria audiência a nível nacional? Claro que não, é óbvio.

 

Então por que ficar alegre com o rebaixamento de Vasco e Fluminense? Da mesma forma como fui contra o rebaixamento de Palmeiras, Botafogo, Grêmio e qualquer outro grande clube, sou contra o rebaixamento dos dois clubes cariocas.
Sabe quem vai lucrar com isso? A Rede de Televisão que comprou a Série B. Vai ter muita gente ligada na telinha – NÃO GLOBAL -, no ano que vem, da mesma forma como já aconteceu, antes.

 

E, aos que acharam bonito e ficaram felizes com o rebaixamento, lembro que futebol não é guerra de nações. É um esporte e a predileção de cada um pode se dar dentro da própria família. Tenho um irmão vascaíno e um cunhado-amigo-irmão Fluminense. Estamos juntos nessa, também. Porque, se eles sofrem, sofro também.
Minha alegria de ser campeão da Copa do Brasil está embotada pela tristeza deles, que faço minha.

 

Finalmente, Parabéns ao Cruzeiro e cruzeirenses pela excelente campanha e última partida, em paz, rica em glórias e sorrisos.

 

Parabéns ao Palmeiras e palmeirenses, pelo retorno à Série A, da melhor maneira possível. Como campeão antecipado.

 

Parabéns ao Flamengo e flamenguistas pela “volta por cima” de um time desacreditado, liderado com amor pelo Auxiliar Técnico – hoje, reconhecidamente, o melhor Técnico do Brasil.

 

 

Tv Rondônia – o fiasco dos horários

 

Afinal… o que pensa o empresário retrógrado?

Será que ele pensa em prejudicar a empresa ou sua clientela?

 

Quando a TV Rondônia (Rede Amazônica de Televisão) dobrou-se a uma decisão de manter a programação local no horário em que seria exibida nas origens (TV GLOBO), renunciou ao direito constitucional de liberdade de imprensa – censura proibida.

Jogou seus telespectadores para escanteio ao anunciar que estava se adaptando ao horário de verão.

Jogou seus anunciantes locais na lata de lixo, pois cada telespectador que pode correu para a parabólica de canais abertos, tendo uma imagem muito melhor e sem os comerciais locais.

Ano passado avisaram que estavam se adaptando ao horário de verão, portanto somente transmitiriam o segundo tempo dos jogos das quartas-feiras.

Esse ano, jogaram o Jornal Hoje para duas horas após a transmissão original.

Quem vai assistir notícias em horário defasado? Principalmente nesta época, em que a maioria das pessoas tem telefones celulares com internet… (?)

Será que os “Dalmos & Cia” ainda não despertaram para o século XXI?

 

Antigamente o Jornal da TV Globo era exibido em horário de almoço. Havia público, pois muitos sentavam à mesa com televisão ligada e, enquanto se alimentavam assistiam o noticiário.
Hoje, ficou o jornal local – que já está na internet, também (G1-RO) para a hora do almoço. Até aí, tudo bem. Mas jogar o noticiário nacional para duas horas após sua gravação, parece brincadeira de pior estilo. Humor negro.

 

E, no “país do futebol” extrair um tempo inteiro de jogo em nome do “horário da novela” quede nobre nada tem… aí é desgraça completa.

 

Estive conversando com alguns empresários e verifiquei que a onda de parabólicas ainda não parou. Tudo porque se aguardava algum recurso da Rede – que de amazônica parece ter apenas o tupi – embargando a decisão que obrigava a gravar a programação retransmitindo no horário “liberado” para a exibição local.

 

Quem não se lembra dos anos setenta, quando a TV Rondônia gravava toda a programação de véspera (ou horas antes) porque não tinha o sistema de satélite próprio? Naquele tempo dependia-se da Embratel e o custo da transmissão direta era altíssimo.

Lembro do João Dalmo “tentando” narrar jogo vencido.

Isso passou. Acorda Rede Amazônica!!!

Estamos no terceiro milênio e a direção de uma rede de TV não pode persistir em ficar no segundo.

 

Vamos, novamente, brincar de joguinho vencido…

Amanhã teremos o clássico Flamengo versus Botafogo.

Jogo decisivo em que apenas um continuará na Copa do Brasil.

E, ao que tudo indica, a TV Rondônia deverá transmitir apenas o segundo tempo, pois a novela é superior ao futebol.

 

Ledo engano dos administradores. Ledo engano, repito. Quem gosta de futebol vai à caça. Compra parabólica, assina TV paga ou vai mesmo pro barzinho, onde a cerveja gelada e o público faz com que se sinta em pleno estádio.

 

E os anunciantes locais… Óóóóóóó´!…

Para eles… necas de pitibiribas!!!