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Eleição e a Missa de 7º dia da Esquerda Nacional

 

Por Antônio Serpa do Amaral Filho

 

A briga de boxe entre Dilma Rousseff e Aécio Neves pela presidência da República tem produzido cenas patéticas. Uma delas é a composição em torno do candidato tucano: vê-se no mesmo palanque o mineiro Aécio Neves, Renata Campos, viúva de Eduardo Campos, e família; Magdalena Arraes, viúva de Miguel Arraes, e família, e, na Band News, vimos Marina Silva anunciando seu voto e sua adesão ao neto da maior raposa da política brasileira de todos os tempos, o esperto e sagaz Tancredo Neves, um conservador declarado, que depois de morto, representado pelo neto, foi parar no mesmo balaio de gato com um típico militante da esquerda brasileira, Miguel Arraes.

 

Caiu o Muro de Berlim da esquerda nacional. Luís Carlos Prestes veja o que aconteceu!! Como tudo que é que sólido se desmancha no ar, acordamos do lindo sonho marxista-leninista que começou em 1922, com a fundação do Partido Comunista Brasileiro – PCB. Com a iminente derrota do Partido dos Trabalhadores, fracassará o ambicioso projeto da esquerda na República Moderna, depois de doze longos anos no exercício do poder presidencial. Pior, numa arena eleitoral onde já não existe mais esquerda, nem direita, nem centro. A adesão do Partido Verde, do Partido Socialista Brasileiro e de Marina Silva à candidatura tucana marca o esfacelamento da afinidade ideológica que, nos momentos mais conflitantes de qualquer disputa eleitoral, matinha uma mínima unidade política à esquerda. O ambientalismo – qualquer abestado sabe – sempre foi uma bandeira ligada à esquerda, nunca ao liberalismo, e muito menos ao neoliberalismo.  Então, o que é que o senhor Eduardo Jorge do PV está fazendo de beijos e abraços com o Cacique das Minas Gerais?

 

Aqui na capital, por exemplo, a carreira de Roberto Sobrinho começou quando, por afinidade ideológica, o PT apoiou a candidatura de José Guedes, já que na época o PSDB era considerado também um partido de esquerda, da terceira via, chamada de social-democracia. Neste segundo turno, em nível nacional, a composição em torno de Aécio Neves tá mais para samba do crioulo doido, para quem foi lá em Diamantina onde nasceu JK que a princesa Leopoldina resolveu se casar. Hoje neoliberalismo, ambientalismo, esquerdismo e humanismo comem no mesmo prato o angu mineiro, diz que! Só mesmo o antipetismo e o oportunismo podem justificar o mais novo fenômeno da política tupiniquim: a união das raposas com as habitantes do galinheiro. “Agora somos um só corpo” – disse Aécio depois de receber as bênçãos e o compromisso de Marina Silva. Esqueceu de dizer que o corpo é do Frankenstein, personagem cabeça de porco do terror gótico.

 

O presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, divulgou carta aberta em que apoia a reeleição de Dilma Rousseff (PT) e afirma que seu partido “traiu a luta” do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos ao se aliar a Aécio Neves (PSDB). Ele é o último moicano esquerdista do país. A articulação planejada e praticada é uma invenção de Nicolau Maquiavel. A expressão ‘os fins justificam os meios’ também é dele.  Com Marina Silva, PV e PSB apoiando Aécio Neves, o maquiavelismo verde-amarelo criou outra pérola da ciência e principalmente da práxis política: os meios justificam os fins. A ideologia de esquerda sucumbiu ante ao pragmatismo, o PT semeou e colheu o antipetismo e o neoliberalismo de Aécio Neves e sua turma inventou o eleitoralismo sem nenhum pudor! Estão todos convidados para missa de sétimo dia da Esquerda Nacional, obviamente sete dias depois de anunciado o resultado da eleição pela Justiça Eleitoral. Não esqueçam de chamar a turma do Mensalão. Eles cantarão o réquiem em honra à falecida.

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RECADO PARA O JORNALISTA PAULO NOGUEIRA, COMO COMENTÁRIO AO SEU ARTIGO “Por que Joaquim Barbosa é o grande perdedor da segunda fase do mensalão”, de 18.set.2013, publicado no Jornal Digital 247 http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/115287/Por-que-Joaquim-Barbosa-%C3%A9-o-grande-perdedor-da-segunda-fase-do-mensal%C3%A3o.htm

 

 

 

Parece que o jornalista esqueceu alguma coisa no permear de sua escrita. Esqueceu que está sendo aético ao julgar o Presidente do Supremo. Você não é juiz, mero jornalista. Não deve e não pode. Enquanto afirma que a midia deve manter-se afastada do judiciário, joga escárnio sobre a maneira pública de Barbosa se expressar. Por que não falou do cômico voto de Marco Aurélio – que não apenas riu, mas fez o plenário gargalhar?

Deveria ter notado em sua longa carreira de favores e benesses que Joaquim Barbosa trouxe o judiciário para o devido lugar: o meio do povo. Cretinice achar que a erudição deve ser demonstrada em um julgamento. É atitude retrógrada em um mundo que não vive mais sem internet.

Lembre, ainda, caro simples mortal, que a Carta Magna de nossa nação reconheceu o analfabeto como eleitor – portanto, o povo merece ser ouvido e tem direito de entender o que dizem a seu respeito.

Usar da erudição – inclusive latim, já considerada língua morta – nos tribunais é querer ocultar a verdade face dos autos do povo simples.

Barbosa nunca se curvou aos costumes e tradições de seus pares e não seria na Presidência que o faria.

É Homem – com H maiúsculo, mesmo. Coisa que poucos jornalistas sabem ser.

DECISÃO NO STF VAI CONTRA O ANSEIO DO POVO BRASILEIRO

Artur Quintela

Deu no que se esperava. Mas, ainda paira no ar a gargalhada uníssona do pleno do STF, quando Marco Aurélio pilheriou (melhor, tripudiou) sobre o povo brasileiro, ao proferir seu voto, deixando para o decano o enfrentamento com a opinião pública. Afinal, o que o ministro risonho (bisonho, também) queria transmitir com suas piadas? Que o decano Celso (será parente, já que também é Mello, como Arnon, Fernando, etc.?) teria que enfrentar a opinião raivosa do brasileiro que cansou das roubalheiras?
Afinal… povo é opinião e voto popular. Nenhum dos dois conta pro STF.
Pronto. Acabou. A piada do maior julgamento da história do Brasil, deu em nada – quer dizer, em pizza, no linguajar político-popular.
Celso de Mello disse que não se curva ao anseio do povo, posto que a Constituição é maior que o interesse popular.
Afinal, a Carta Magna foi redigida por quem deveria representar o povo, mas representou interesses da classe política.
E se uma lei é omissa em um detalhe, prevalece um regimento – que nã é lei, de fato ou de direito.
Entendimento do decano.
Foi-se! A crença no Supremo Tribunal Federal esvaiu-se. Ali, quem pode gastar, protela, posterga, procrastina, ou seja, MANDA!
Os bobos da corte – dentre eles, Carlinhos Cachoeira – hão de pagar pelos seus crimes posto que não são fortes políticos.
E vem-me à mente o desabafo de um advogado “criminoso” que ao ser chamado de malandro por um legislador disse que “ali” se aprendia rápido. Malandragem é arte de político. E legislador, principalmente. /caso contrário não legislariam em causa própria (palavras do próprio Barbosa, presidente do STF).
Coitado do advogado. Foi preso e teve que pagar fiança d alguns reais para responder livre.
Não, não. Não foi preso pelo “crime que cometera”, mas pelo desrespeito de chamar nossos legisladores de “malandros”.
Malandros que adentraram no STF. Malandros que alteraram a lei às suas próprias conveniências.
Malandros que não podem ser presos, sequer, pelo Supremo.
Bom dia. Boa quinta-feira.