Tag Archive: porto velho


Olá, gente querida.
Estou um tanto ausente deste espaço por problemas de ordem maior.

De qualquer forma não posso deixar de publicar aqui, como de hábito, o resultado da reunião realizada pela Escola Asfaltão que, com nova diretoria já urge para o ano vindouro, com suas ações sendo desenvolvidas e planejadas. Então segue aí o comunicado da amiga Silvia que continua à frente da Diretoria de Comunicações de nossa escola querida.

Senhores(as),
Segue em anexo o resultado do Planejamento da escola de Samba Asfaltão.
Pedimos se possível, a veiculação deste material.
Grata,

Silvia – 9982-9381
Diretora de Comunicação do GRESA

“A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios.
Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente,
antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”.
(Charlie Chaplin).

ASFALTÃO MANTERÁ SUA MISSÃO

“…O samba agoniza , mais não morre…” (Nelson Sargento)
O Samba é um ritmo genuinamente Brasileiro que surgiu a partir das danças, rituais e ritmos de raízes africanas. Aqui na terra do gingado e do swing, ganhou uma característica com  estilo,  cara,  jeito e harmonia encontrada somente neste País tropical, por isso é considerado uma das principais manifestações culturais populares do Brasil.
Em Rondônia, mas especificamente em Porto Velho, sob a responsabilidade de muitos que já estiveram neste plano e outros que por aqui ainda cumprem sua missão, a história deste ritmo segue, a duras penas e graças a garra de muitos bambas, ainda se mantém firme e muito viva.
1.  A Escola de Samba Asfaltão avalia e planeja para organizar!!
A Escola de Samba Asfaltão, visando continuar e revitalizar esta história, procurando fortalecer ainda mais, junto com todas as pessoas que carregam consigo este propósito, reuniu a sua Diretoria no dia 28/03/2015, pra avaliar, planejar e organizar suas ações. Assim definidas:
1.1.    AÇÕES ESTRUTURAIS que consiste em cuidar da estrutura e do Patrimônio da Agremiação;

1.2.    AÇÕES ADMINISTRATIVAS – redefinir e organizar as ações burocráticas da Instituição;

1.3.    AGENDA SOCIAL – são as agendas de eventos que envolvem o fortalecimento do samba, o Projeto leituras ao Vento, Rua de lazer, integração com a comunidade e outros eventos tradicionais da Agenda do Asfaltão.
• O destaque especial neste item é o Projeto Samba Autoral, criado por membros da Família Asfaltão junto com outros bambas de Porto Velho, que vem incentivando os compositores e compositoras de nossa cidade.
• Destaque também, para o esporte por meio do futebol, que além de possibilitar qualidade de vida, tem proporcionado intercâmbio com clubes e equipes locais e atletas de outras cidades.

1.4.    AGENDA CARNAVAL – que nada mais é do que planejar e organizar as ações da Escola, pertinentes ao carnaval de 2016 dentre as quais estão os encaminhamentos para a Escolha do Enredo; Entrega da Sinopse, Escolha do Samba de Enredo dentre outras ações.
• Destaques do Planejamento
Duas ações comentadas a seguir foram discutidas intensamente, e por isso destacadas pelos presentes na reunião de Planejamento.
Agenda Social – Escolinha de Percussão
É um Projeto da Escola iniciado a 2 anos atrás, que apesar de ter preparado muitas crianças e adolescentes, esteve suspenso por algum tempo por falta de apoio e estrutura.
Agora, graças a uma parceria que está sendo consolidada com acadêmicos da Faculdade São Lucas, terá continuidade. Conduzido pelo Mestre Danilo e os Contra Mestres Eduardo Soneka e Junior Frajola, desta vez, além de nossas crianças e adolescentes, serão também incentivados e preparados discentes desta instituição.

Desfile das Escolas de Samba
Este assunto bateu recorde na avaliação negativa, principalmente por lembrarem que nesta gestão municipal, a tradição dos desfiles das Escolas de Samba não aconteceu e o sentimento de todos é, ao que tudo indica, da forma que vai, nem o de 2016 acontecerá. Se realmente quisessem ou quiserem, este seria o momento, para o planejamento do Desfile do ano que vem e, tanto Funcultural quanto FESEC da qual o GRESA é filiado, deveriam estar debruçados neste projeto.
Não adianta empurra, empurra de data, pois fruto de problemas oriundos tanto de gestões passadas da FESEC e da má vontade da Prefeitura Municipal de Porto Velho por meio Funcultural, bem como do Governo do Estado que demonstra total descaso com a cultura, o sentimento geral da Diretoria é que a exemplo do que aconteceu em 2014, o desfile de 2015, fracassou.
Muitos pontos foram levantados, o mais grave e que muito preocupa, é o fato de não percebermos, por parte da gestão municipal, vontade para sanar esta dívida cultural e política para com os fomentadores e admiradores deste segmento da cultura.
Se querem de fato sanar este débito cultural, vamos agora no mês de abril Fulcultural e Fesec, junto com suas filiadas, começar a Planejar, e a elaborar o projeto de organização para os desfiles de 2016.

Silvia Ferreira de Oliveira Pinheiro – 9982-9381
Diretora de Comunicação

O VALOR DA AMIZADE – SERPINHA

Por Artur Quintela

 

Quando uma pessoa se faz amiga de outra, coloca-a dentro do coração. E de lá não a tira mais. Deixa perpetuar-se, como se parte de si próprio fizesse.

 

Alguns amigos demoram mais a tornar-se donos do coração. Já outros – que chamo de anjos – chegam voando e não precisam subir os degraus da amizade para serem tão importantes.

 

No período de cheia do Rio Madeira tive minha casa, escritório e outro imóvel – à época alugado para terceiros – fortemente atingidos pelas águas. Viver um pesadelo daquele tipo era inimaginável para mim. Ano passado fizera uma oração, agradecendo a Deus por ter escolhido um lugar tão bom para minha família residir e viver. Longe de desmoronamentos, não sujeitos a cheias pluviais repentinas, muito menos alagações. Dista mais de quinhentos metros da margem do Madeira.

 

Entretanto, o que não era esperado, o que julgávamos impossível, aconteceu. E tive que sair às pressas porquanto, embora informassem que as águas subiam dezessete centímetros por dia, houve vez de superar os vinte e cinco. E período em que, em quatro horas, apenas, o nível subiu quinze centímetros. Afirmo porque fiz medições desde que a água chegou às bueiras das cercanias. Elaborei uma régua e diariamente realizava medições. Várias delas, no final.

 

Perdi alguns móveis, eletroeletrônicos… mas principalmente, perdi a dignidade. Sempre trabalhei (comecei aos sete anos) e provi minha casa de recursos necessários à manutenção da ordem familiar. E, de repente, fiquei sem meu ambiente de labor diário, sem condições de sustentar a família.

 

Foi naquele momento que pude ver o que tinha produzido em minha vida pregressa. O amor, a compreensão, a mão amiga dos familiares, parentes e amigos, fizeram-me forte. Fizeram-me entender que não estava só. Sobraram-me momentos de alegria. Parecia não haver cheia. Acomodei-me em imóvel de parentes. Chegaram-me alimentos. Valores foram depositados para suprir as necessidades mais prementes. Se, por meu lado, deixei de comprar “aquela cervejinha”, por outro me chegavam os familiares e amigos e diziam “não vamos deixar a peteca cair”.

 

Certo… Irão dizer alguns que família é para se unir nessas horas e superar as dificuldades. E amigos também, ora.

 

Pois é o que mais vale. Os amigos chegaram-me de montão. Vi que minha vida tinha sido voltada para formar amigos fortes e sua força fazia-me forte também.

 

A todos eles deixei meu agradecimento. Mesmo àqueles que, de longe, apenas mandavam-me palavras de conforto e solidariedade. Eram tão importantes quanto os próximos.

 

E, hoje, pus-me a refletir. Em várias vezes de nossas vidas nos deparamos com dificuldades. E, nessas ocasiões, eles – os amigos – surgem como anjos. Anjos protetores.

 

Em um desses momentos – triste demais – tive uma de minha prole acometida por doença em um período muito difícil. Estávamos ambos – eu e minha esposa – desempregados. E ver uma filha com câncer, já é um suplício. Sem condições de tratamento na cidade, é demais.

 

Foi naquele tempo que uma amizade de infância reapareceu em minha vida. Já com os cabelos teimando em abandoná-lo, surgiu entre a névoa como luz e buscou a solução que o Excelso Criador lhe permitia no momento.

 

Talvez ele mesmo não tenha percebido a grandeza de seu gesto naquela ocasião. Talvez, não! Com certeza não percebeu, tamanha é a grandeza de espírito e generosidade que tem.

 

Muita gente talvez nem entenda o “porquê” desse depoimento. Acontece que essa pessoa passou a integrar nossa família, mesmo sem pisar em nossa casa. É importante que se mantenha viva a memória de um ato simples para ele e tão importante para mim.

 

Antonio Serpa do Amaral Filho – que conheci e trato por Serpinha, e atualmente é conhecido por demais no meio cultural como Bazinho – é essa figura de coração enorme que poucos conhecem tão bem.

 

Talvez a simplicidade do seu viver, a humildade – mesmo sendo filho de um dos melhores (há quem diga que foi o melhor) prefeitos de nossa capital – sejam qualidades que não lhe permitem orgulhar-se, muito menos recordar-se de atitudes tão bonitas.

 

Serpinha viu a dificuldade, a lentidão, dos processos jurídicos. Sentou-me à garupa de sua moto e, em menos de dez minutos havia conseguido a liberação da parcela do FGTS retida em dos planos governamentais. Não sabia. Não perguntou… Mas aquele valor seria utilizado para a viagem de minha filha a Manaus, a fim de realizar tratamento do câncer que a afligia.

 

Assim é Serpinha. Simples, bondoso, carinhoso… e tantos bons adjetivos mais que nem Aurélio Buarque de Holanda conseguiria verbetar todos.

 

Obrigado, Serpinha. Obrigado, Bazinho. Obrigado Antonio Serpa do Amaral Filho… por ser MEU AMIGO!

 

Anote-se! Registre-se! Torne-se público!

 

 

 

 

Ontem, na Intervenção Cultural promovida pela Associação Cultural Rio Madeira (ACRM), Projeto Seresta Cultural e Bar Interativo Itinerante Social e Cultural (BIISC), tivemos a grata satisfação de contar, mais uma vez com uma apresentação de nosso Poeta Mado.

Mado consegue encantar a plateia e prender a atenção. Aos mais sensíveis (como eu) é capaz de levar às lágrimas com sua atuação. A performance deixa-nos orgulhosos da verdadeira “prata da casa”.

Ao POETA MADO dedico, com carinho, esse pequeno trabalho.

 

MADO

 

POEMA BEIRADEIRO

 

MADO

DEIXE QUE CANTE EM POEMA

AO POETA VERDADEIRO

NEM QUE SEJA ESTE CANTO

O MEU CANTO DERRADEIRO

 

PORTUGAL TEM LÁ ORIGENS

DO MEU CANTAR, TALVEZ FADO,

PORTO VELHO TEM HISTÓRIA

CONTADA E CANTADA POR MADO

 

FAZ ENCANTAR A PLATEIA

FAZ SOBERANA A VOZ

CHAMA A SI A ASSEMBLEIA

ENTRETENDO TODOS NÓS

 

FAZ LEMBRAR A CACHOEIRA

QUE SERVIU AO MARECHAL

LÁ SE FOI A ALTANEIRA

JÁ DEU SEU GRITO FINAL

 

RESSUSCITA A FERROVIA

FAZ DE NOVO APITAR

A VELHA MAD MARIA

E O POVO FAZ VIBRAR

 

AS ÁGUAS DO MEU MADEIRA

ESTÃO NO SEU RECITAL

O VENTO QUE AGITA A BANDEIRA

FAZ DANÇAR O IMORTAL

 

MUITO ALÉM DO IMAGINÁVEL

MAIS PRA LÁ QUE O INATINGÍVEL

ESSE POETA NOTÁVEL

FAZ LEIGO FICAR SENSÍVEL

 

SE FAZ CHORAR QUEM LHE OUVE

SE FAZ SORRI QUEM LHE VÊ

É PORQUE MAIOR JAMAIS HOUVE

SEJA NO RÁDIO OU TV

 

QUE SEJA O POETA MADO

DAS ÁGUAS OU BEIRADEIRO

SEMPRE SERÁ O AMADO

MAIS AMADO BRASILEIRO

 

Olá, gente amiga.

Que bom estar de volta após os tenebrosos meses da (e pós) alagação que quase destruiu minha casa.

Já fui cobrado por muita gente amiga por ter “abandonado” meu blog. Mas estou de volta com a cuca cheia de temas para artigos. E vamos começar pelo evento de ontem, na Ladeira Comendador Centeno, aqui em Porto Velho.

O velho prédio que abrigou a Prefeitura e a Câmara de Vereadores de nosso Município está sendo restaurado e promete abrigar o Museu da Câmara.

Fiquei feliz por vários motivos ontem. Ao participar com algumas músicas foi de somenos importância. Mas, ver o amigo e companheiro Anisio Gorayeb (o filho) emocionar-se com a oficialização do nome que será dado àquela casa, emocionou-me também. Seu pai, que orgulhou esta cidade como verdadeiro edil defensor do povo, foi homenageado  e seu nome (in memoriam) será atribuído ao nosso mais novo prédio.

E ver tanta gente bonita e amiga ali foi compensador.

Nosso querido Bazinho não cansava de fotografar. Queria guardar tudo na info-memória. Com razão. Justificadíssimo. Afinal, a associação da qual é membro fundador foi a mentora do projeto que recuperou aquele prédio – altamente erodido pelo tempo e descaso das autoridades.

A Associação Cultural Rio Madeira não só cuidou da parte do planejamento como aliou-se ao atual Presidente da Câmara Municipal – Alan Queiroz – para levar à frente a obra de recuperação que – diga-se de passagem – está muito bonita e na parte final.

Citar todos os nomes aqui, seria passar o dia inteiro escrevendo. Mas, sem injustiçar, podemos citar Silvio Santos (Zekatraca) que, com o filho Silvinho deu um show, acompanhados pela banda da Seresta Cultural, comandada pelo Heitor Almeida. Também se fizeram presentes Alciréia e o esposo Calmon. Ela foi outro show no palco.

Dentre as personalidades marcantes de nossa história política, contamos o Presidente da Academia Rondoniense de Letras (William) e o compositor do Hino de Porto Velho, Claudio Feitosa. esse, por sinal, muito esquecido pelas autoridades municipais, pois sequer consta seu nome como compositor de nosso símbolo musical.

Claro que ficam muitos nomes de fora dessa lista, gente de importância, mas que requer uma lista enorme.

A todos fica aqui meu muito obrigado.

Você sabe o que é BIISC? Não?
Bom, o projeto “é a cara do criador”.
Heitor Almeida não se contenta nunca. Depois de criar vários projetos culturais em Porto Velho e Ariquemes, vem à tona o mais novo evento cultural, que é sonho sonhado, realmente.

Heitor, que comanda com maestria a Seresta Cultural das quintas-feiras no Mercado Cultural de Porto Velho convidou-me certa vez para ouvir seu relato a respeito de um sonho que tivera. Sonhara com o General da Banda Manelão. E nesse sonho aparecera uma sigla – BIISC.

Ao acordar tentou e tentou decifrar. Até que “conseguiu”.

Ao contar, Heitor deixava à mostra a emoção. Emoção que não conseguia ser contida. Falou que já tinha, inclusive, alguém que se interessara tanto por seu projeto que disponibilizara recursos para o primeiro evento. Faltava o local. Parece que não falta mais nada.
Em entrevista concedida ao amigo Silvio Santos, o popular colunista cultural Zekatraca, Heitor falou de sua empolgação.

Fato, entretanto, é, que a data da estreia foi “renovada”. Ele falara na quarta passada, mas o jogo entre Flamengo e Atlético Paranaense, pela final da Copa do Brasil, atrapalharia os planos.

Então ficou para o dia 4 de dezembro, quarta-feira próxima.

Lei na íntegra a entrevista que Heitor concedeu  e que se encontra na coluna Zekatraca para quem quiser conferir.

Heitor Almeida – Lançamento do Projeto BIISC

 

O produtor cultural Heitor Almeida idealizador e responsável pelo Projeto Seresta Cultural que é apresentado todas as quintas feiras, no Mercado Cultural de Porto Velho, agora vem apresentar um novo projeto cultural, trata-se do BIISC. Essa sigla quer dizer: “Bar Itinerante, Interativo, Social e Cultural”. O lançamento desse novo empreendimento cultural vai acontecer no próximo dia 4 de dezembro, na casa de shows Mandacaru numa parceria com a APAE. Para falar sobre esse projeto e também sobre a Seresta Cultural, batemos o seguinte papo com o Heitor Almeida.

 

 

ENTREVISTA

 

Zk – Como foi que surgiu a idéia da Seresta Cultural?

Heitor Almeida – Na verdade há muitos anos mexo com cultura. Fui o primeiro a colocar sistema de som na quadra dos colégios, isso no inicio dos anos de 1970. Implantei a discoteca do Ferroviário e Ipiranga, depois fui para Ariquemes, fui fundador da primeira Casa de Cultura junto com o Binho e o Basinho, sou fundador do União Pop, dirigi o Canto Mocambo, entre outras coisas ligadas à cultura.

 

Zk – E a Seresta Cultural?

Heitor Almeida – Devo lembrar que sou um dos criadores da Fina Flor do Samba e derrepente vi que o espaço na Fina Flor estava muito fechado, era aquela mesma coisa, então criei a Seresta Cultural para apresentar as pessoas que gostavam e gostam de cantar sucessos do passado e não tinham espaço na “Calçada da Fama”. No dia 17 de maio de 2014 a Seresta completa quatro anos de existência.

 

Zk – Você conta com apoio do governo municipal para produzir a Seresta?

Heitor Almeida – Não! O apoio que a gente tem só é a liberação do local. Acho que os governantes Municipal e estadual estão deixando muito a desejar nessa questão. O que notamos é que o governo só apoia os projetos que beneficiam o artista que vem de fora.

 

Zk – E como é que você faz para gratificar os músicos que tocam na Seresta?

Heitor Almeida – Vale salientar que o maior cachê no Mercado Cultural quem paga sou eu. Acontece que conto com ajuda de amigos empresários como: Carlos da News Móveis, da Clinica Charles, Dr. Calmon, do meu amigo Cordeiro que chegou agora e está editando o jornalzinho além de colocar o telão. São pessoas que acreditam no nosso trabalho.

 

Zk – E a Banda que acompanha os cantores?

Heitor Almeida – É das melhores, inclusive gostaria de registrar que contamos com um dos melhores guitarristas da Amazônia que é Ronald Vasconcelos que inclusive participou do Projeto Pixinguinha, ele saia daqui para tocar por esse Brasil a fora, na bateria temos o Telêmaco que dispensa comentários, Tonhão que o nosso maestro e o Beneamine que toca o contra baixo e eu que de vez em quando assumo a percussão.

 

Zk – Você está com uma novidade a ser apresentada, qual é?

Heitor Almeida – O nome do Projeto é BIISC.

 

ZK – Isso quer dizer o que?

Heitor Almeida – Foi o seguinte, cheguei em casa meio troviscado , deitei e sonhei e no sonho o primeiro cara que apareceu foi o Manelão dizendo, ainda bem que tu chegou, aqui tá muito calmo, aí falei pra ele, tu não faz o carnaval? – Faço carnaval de ano em ano Nisso passa um carro com essas letras, BIISC. Quando acordei depois de bater muita cabeça consegui decifrar e ficou, Bar Itinerante, Interativo, social e Cultural – BIISC. Então vamos lançar essa ideia no próximo dia 4 de dezembro. Isso tudo em parceria com a APAE.

 

Zk – Como vai funcionar o BIISC?

Heitor Almeida – A entidade nos contrata para fazer o show. Ao firmamos o contrato a entidade contratante se compromete a vender pelo menos 50 mesas o arrecado com a venda das mesas será doado à APAE.

 

Zk – Tem horário?

Heitor Almeida – O Bar BIISC começa a funcionar às seis horas da tarde e fecha às dez horas da noite. Nossa apresentação fica condicionada à venda das 50 mesas e no dia do show cada convidado terá que levar um quilo de alimento, que será recebido na portaria do ambiente onde o BIISC for montado, pelos dirigentes da APAE.

 

Zk – O lançamento vai ser no dia 4 de dezembro. Certo?

Heitor Almeida – É. Vai ser na casa de shows Mandacaru e como vai ser o primeiro e queremos que a ideia alcance sucesso, inclusive o Daniel proprietário do Mandacaru ao tomar conhecimento do Projeto ficou encantado e colocou toda a estrutura da sua casa a disposição da nossa produção. Nesse primeiro BIISC ninguém vai ter que comprar mesa, será cobrado apenas o Quilo de alimento que será repassado à APAE.

 

Zk – Quais os artistas que vão se apresentar?

Heitor Almeida –Vamos começar as 18h00 com o Sandro Bacelar e a Gioconda Trivério fazendo o “Pirarublue”. Das 20h00 em diante entra o show Eternamente Cartola.

 

Zk – Quem faz parte do Eternamente Cartola?

Heitor Almeida – Inclusive quero informar que o show vai apresentar novos músicos, já que o Enio Melo não está podendo se apresentar, resolvi modificar tirei surdo, cavaquinho e ensaiei com o Mauro, Esquerdinha, Júnior Lopes, Argemiro e o Ronald Vasconcelos.

 

Zk – Como a pessoa pode contratar o BIISC?

Heitor Almeida – É só ligar para 9213- 9895.

Bom, se vc já leu a entrevista, então prepare o quilo de alimento não perecível para ser entregue à APAE e vamos para o Mandacaru. Quarta é imperdível.
Parabéns Heitor.

 

 

ENCONTRO DO BB PORTO VELHO

15/novembro/2013 – AABB Porto Velho

Foi um dia diferente, mas parecido com muitos outros que tivemos no passado.
O I Encontro do BB Porto Velho proporcionou aos participantes uma viagem ao passado, pelos melhores momentos de nossas vidas.
E valeu! Como valeu! Nem tinha começado, propriamente, o Encontro e já se falava no Segundo, querendo marcar data, local… Bom… Agora fica a carg da Comissão Organizadora que (parece-me) terá à frente Dina, esposa do amigo Jaime Alencar. Ela e as colaboradoras Janilda, Graça, Etenizia, Zuila, Cristina… vão formar a equipe feminina que irá elaborar o projeto transformando-o no melhor possível, para proporcionar aos próximos participantes lazer, alegria e, acima de tudo, muita emoção.
Aliás, emoção foi o que não faltou na AABB Porto Velho. Chaguinha que o diga. Foi quem mais se emocionou. Talvez por ser o mentor de várias das coisas que estávamos tendo e vendo ali. Por exemplo: A AABB que só se informatizou graças ao seu talento e dedicação, quando criou o programa dos Convênios, lá nos idos de 1992.

Olha… prometi que escreveria o nome dos participantes e, para isso, pedi que escrevessem na lista de presença. Só que… emoções, emoções, sucedendo-se… e a bendita gelada… deu no que deu… Poucos colocaram ali seus nomes e telefones. Fica pra depois, quando a gente elaborar a listagem. Mas, prometo, vai sair.

A música ao vivo mostrou que temos talentos (modéstia à parte, também) pra fazer uma festa se tornar inesquecível. Marina, morena marina… foi um momento indescritível. As “meninas” não me deixaram em paz no “palco”… rsrsrs Encanto, realmente, poder contar com as vozes femininas da Idenir, Etenízia… enfim, das nossas “meninas”.

Tive a oportunidade de reviver momentos cantando com Rai, Durães, Makumbinha, Helio Rubens… Sensacional. Matar a saudade é bom, mas reviver o passado vai além. Lembrei das paneladas na casa de Durães, no fundo do quintal. Um maracanã, um cavaquinho, um atabaque, um violão… e muita gela, curada na hora com o caldo da panelada ou caldeirada.
Nossa!!!… Já tinha passado tanto tempo assim??? Parecia que tinha sido ontem.

Iraci que o diga. Cantou e recantou.

Alguém notou quando o Carneiro chegou? Parecia os tempos de Tesouraria, quando a gente escutava do Setop o Supervisor “conversando” no térreo… kkk

Faltou uma pessoa, daquelas que vive dentro do coração. Aliás… faltou uma para cada coração, não foi?  Elas, com certeza, mesmo as que souberam e não puderam compartilhar, deverão estar se preparando para o próximo, com certeza. Aquelas que confirmaram e tiveram problemas de última hora, vão ficar com “saudade” do que não viram. Mas poderão curtir as fotos.

Aliás… quero pedir a toda(o)s que tiraram fotos que enviem, por favor para meu e-mail (arturquintela@hotmail.com) pois estarei elaborando um álbum exclusivo do encontro. Eu, pessoalmente, não tenho nenhuma.
Por enquanto, a lista que tenho os que participaram, realmente é essa aí:

1 – Artur Quintela
2 – Jose Damasceno Pires
3 – Raimundo Jorge Bicho Belo (+5)
4 – Cristina Courinos (+4)
5 – Zuila Trindade De Souza Santos (+3)
6 – Idenir Evangelista Carneiro
7 – Lucy Yuriko Pelliser
8 – Chico Chagoso (+2)
9 – Pedro (+1)
10 – Maria das Graças Machado (+ 3)
11 – Etenizia (+2)
12 – Silvestre (+1)
13 – Edith (+1)
14 – Cesar Marini
15 – Janilda (+3)
16 – Alvaro Carneiro (+2)
17 – Waldeatlas Barros
18 – Antônio Durães (+1)
19 – Helio Rubens
20 – Hilda Paes Gonçalves (+2)
21 – Gilberto Severo (+1)
22 – Jaime Alencar (+1)
23 – Reginaldo Maku

24 – Suely Aragão (+1)

25 – Lauro Câmara Jardim


Se tiver alguém faltando, é só avisar que eu edito, ok?
Repetindo: Não esqueçam de mandar as fotos para meu e-mail.

1476610_10202492948470167_590052317_n 11200_10202492942230011_1061235717_n 72295_10202493011231736_909477219_n 558950_10202492944990080_1746468804_n 936760_10202493018711923_1352861042_n 1012474_10202492996871377_402220634_n 1452390_10202492964750574_1059795089_n 1454999_10202492987511143_133541641_n 1456100_10202493043272537_687821968_n 1456591_10202492956390365_438612287_n 1459119_10202493014431816_1705281023_n 1460963_10202492950150209_1955791962_n 1461842_10202492939309938_662099933_n 1463074_10202492943430041_414402955_n 1463392_10202492955110333_964882909_n 1463452_10202493045032581_1750375094_n 1476470_10202493002711523_254128188_n

Agradecendo aqui os que me devotaram seus sorrisos e abraços, quero externar, ainda, minha inteira boa-vontade para contribuir em quantos outros encontros precisarem de mim. Aliás, como já escrevi, se tivesse que fazer mil vezes mais, faria, com certeza. Rever vocês, para mim, foi mais que gratificante, foi mais que ótimo, foi mais que excelente. Na realidade, já busquei a palavra no dicionário, mas a única que encontre que poderia definir um pouco minha emoção seria – INFINITA!!!

Abrações sempre sinceros e fraternos.

Artur Quintela

Falando sério (na realidade, sempre falo sério, até por brincadeira):

 

Hoje é quinta-feira. Dia de Seresta no Mercado Cultural.

Seresta, para quem não sabe, é uma expressão carioca para “abrasileirar” o termo serenata, que expressa arte no sereno.

Seresta, então, é toda expressão artística realizada à noite, em espaço aberto, sob o céu de estrelas.

A Seresta Cultural propõe exatamente isso. Arte sob o céu de estrelas, às vezes iluminado pelo belo luar de Porto Velho.

Projeto do amigo Heitor Facundo Almeida, a Seresta Cultural arrebanhou para o Mercado Cultural famílias que buscavam exatamente esse tipo de entretenimento.

 

A quinta-feira virou dia da cultura e arte no centro histórico de Porto Velho. E o Mercado Cultural, construído sobre os escombros do antigo Mercado Central do Município de Porto Velho, serve de palco para artistas das mais variadas correntes apresentarem seus estilos e obras.

Ali sempre foi como uma “segunda casa” para os artistas locais que careciam de um espaço para mostrar seus trabalhos. Vitrine de primeira. O Mercado Cultural abraçou vários projetos, mas a Seresta Cultural sempre mostrou-se como o mais eclético dos projetos.

Lá tivemos Bado, atuando. Tivemos Sandro e Gioconda cantando e encenando. Tivemos os “Dinossauros” Los Dynos & Cia. Além de tantas outras atrações já famosas pela cidade. A Seresta abriu portas para as artes cênicas, exposição de artes plásticas, cantorias e música instrumental…

 

Seresta Cultural que embala corações e que já despertou a inveja dos semeadores de discórdia. Entretanto, manteve-se incólume.

 

E lá se vão três, quase quatro anos… sempre com Heitor Almeida à frente. Comandando. Às vezes, áspero. Mas, apenas para alguns. Para a maioria, o sorriso de Heitor mostra-se angelical. E é isso que perturba alguns. Posto que seu palco já despertou a juventude para a arte, em várias primeiras apresentações.

 

Ali, os velhos e novos se juntam e comungam pela arte, com a arte, da arte.

E ali, naquele pedaço de calçada – que sonhamos virar calçadão – deixo meu coração falar. E cantar. E recitar.
Ali, foi que recitei, pela primeira vez em público, minha obra “Insaciável”. Ali recantei as primeiras músicas de meu repertório, ainda tão jovem, nas rádios e televisões do Rio de Janeiro. Ali, fiz reviver Elvis, Lennon, Sinatra… e rememorei os anos 60 com Renato, Fevers, Roberto, Erasmo, Eduardo, e tantos outros que fizeram parte viva de minha juventude.

 

Hoje à noite, estarei novamente com Heitor. É meu destino comungar com o amigo do gosto pela música. E minha plateia, que sempre me acompanhou, pode ficar certa que o coração estará repleto de carinho e amor por cada um dos que juntam ao meu seu sorriso.

 

Apareça. Estarei lá. Coração e braços abertos.

 

Artur Quintela

O texto abaixo foi enviado à Eletrobrás Distribuição Rondônia, como desabafo. Afinal, nenhuma providência é esperada de uma empresa que trata os clientes “à distância”.

Senhores, bom dia.

Creio que se fosse situação inversa, o melhor adjetivo que os senhores me dariam seria tão pejorativo que escuso-me escrever aqui.

Vamos aos fatos.

Noite passada, cerca de uma hora da madrugada, após fortes ventos que assolaram nossa capital, dois cabos da rede de distribuição romperam, junto à minha residência. Das três fases, duas ficaram intactas, porém o neutro também havia rompido, o que deixou a rua às escuras.

Imediatamente liguei para a Central de Atendimento (0800 647 0120) e numa ligação de péssima qualidade fui atendido por um funcionário de vocês que pediu-me uma série de informações, todas atendidas com presteza e segurança. Entretanto, como ele sequer entendia o que seria Areal ou Baixa da União (nomes do logradouro, bairro) da ocorrência, perguntei-lhe de onde estava falando, qual o estado ou cidade. Ele fez-se de desentendido e disse que estava sendo aberta uma OS (Ordem de Serviço): “senhor, vai estar sendo emitida uma OS […]”.

Como questionei novamente sobre o local de onde falava, evasivamente falou “Porto Velho”.

Ora, qualquer morador local sabe o nome dos bairros de nossa capital, até mesmo os migrantes mais recentes. Como ele não conhecia sequer os bairros da zona central, lógico que estava mentindo.

Encerrei a ligação e aguardei.

Aguardei, aguardei, aguardei… horas passando e nenhuma viatura.

Vale lembrar que temos em nossa quadra uma pessoa que respira às custas de aparelhos e teve que ser remanejada para o balão de oxigênio, haja vista a falta de energia.

 

Numa noite terrificante, em região onde o calor é insuportável, vimos o dia amanhecer, “sem pregar olho”. Claro que a manhã começa conturbada, o humor péssimo, as palavras ríspidas fluindo facilmente.

 

Às 7,27h (hora local), ao verificar que não chegara viatura alguma do plantão, novamente ligamos e desta vez questionamos de imediato a atendente (Cintia) de onde estava falando. Ela prontamente informou que era de Porto Velho. Falei-lhe da ligação realizada 1,04h e ela informou não haver nenhum registro àquele respeito. Não havia OS nenhuma baixada. Também relatou que o atendimento a partir das 22,00h (sempre local) passava para Brasília-DF. E que o atendimento certamente houvera sido realizado por pessoa de lá. Passou-me o número do protocolo de seu atendimento (3825240) e pediu-me para ter calma pois nem todos os atendentes atendiam mal, ao que respondi-lhe que ela estava recebendo o feed back pelos atendimentos de um modo geral. Afinal, passaram-se sete horas e meia sem que o plantão tivesse nos atendido.

 

Menos de cinco minutos (vejam bem, 5 minutos) após minha ligação, já havia uma viatura do plantão atendendo à ocorrência. Ao conversar com o funcionário da terceirizada fui informado que não havia nenhuma outra OS desde a madrugada. Eles haviam atendido apenas uma ocorrência e, pela manhã receberam a nossa.

 

Pergunto aos senhores se aceitariam um tratamento desses no caso fossem vocês os necessitados. O que fazer com um atendente de Call Center que não repassa informações tão prementes como de cabos partidos ao chão, expondo vidas humanas ao risco iminente?

 

Também sou empresário e jamais aceitaria que um funcionário expusesse um cliente à situação tão constrangedora. Mas, não se trata apenas de constrangimento e sim, de vida. Vidas humanas.

 

Creio que alguma providência deve ser tomada, pois o trabalho realizado em Brasília (deveras, muito distante da situação) deixa-nos sem ter a quem recorrer em situações de risco como a relatada. Parece-nos que para os senhores “tanto faz” que sejamos bem ou mal atendidos, haja vista a concessão ser direta com os órgãos federais e o monopólio lhes permita a exclusividade.

 

Parabéns à atendente Cintia, pela presteza (e “sangue frio”) no atendimento matinal. Infelizmente, não posso dizer o mesmo do atendente da madrugada.

 

P.S. De bom alvitre que seu site seja revisto. Onde se lê “Manifestão”, leia-se “Manifestação”. Será isso prova de desleixo, desatenção, ou o “tanto faz” alhures?

 

Que seu dia seja melhor que minha noite.

AS CONFUSÕES DO GOVERNO CONFUSO

 

Confúcio Moura decretou o fim de várias atividades, reduziu jornada de trabalho dos órgãos governamentais, cancelou viagens de servidores (as dele, não), reduziu a frota (colocou vinte por cento dos veículos nas garagens – para apodrecer, sem manutenção)… tudo em nome da redução nos gastos públicos, propondo economizar vinte e cinco por cento do orçamento.

 

Por outro lado, o Governador determinou o cancelamento dos contratos com as empresas prestadoras de serviço de vigilância e segurança. Inicialmente, uma das empresas confirma a demissão de 2.500 seguranças, o que iria atingir direta e indiretamente cerca de dez mil pessoas.

 

O Sindicato da categoria já tentou de tudo, sem êxito. Até o Ministério Público do Trabalho tenta conter a onda, mas, até agora, sem sucesso.

 

Claro que isso denota o mal estar gerado pela eterna desavença entre o chefe do executivo e o Presidente da Assembleia estadual. Lógico está que a medida não é meramente administrativa. Muito menos de economia.

 

Não sou Economista, mas não precisa ser para entender que o governo está, na realidade, tirando de circulação um montante considerável de dinheiro. Ou seja, se ele não paga, os salários não vão para o comércio, indústria e segmentos de serviços (além de bancos, é claro).

 

Quando o Governo disponibiliza verbas, por exemplo, para um evento público as atividades que cercam o dito levam ao retorno rápido como forma de impostos e taxas. Afinal, capital precisa circular e retornar aos cofres públicos.

 

Então, não será por economia que o poder público irá cortar salários. Não é, mesmo!…

 

Parece a cada dia que o governo não consegue desatrelar-se da confusão criada pelas parcerias – deveria dizer-se “conchaves” – de sua eleição. Prometeu tanto a tantos que ficou sem verba para tocar o Estado.

 

Será que as verbas de compensação das usinas já acabaram? Falava-se em milhões e milhões. Mas, nenhuma obra se viu no atual governo que estampasse a logo de Furnas, Odebrecht, CSAC, SAE, etc.

 

Veja-se, então, o caso das obras “paralisadas” desde a administração anterior. Ao que tudo indica, apenas as que prometem visual – caso do CPA “Paláci Rio Madeira” e Teatro Estadual – tornaram-se objeto da ânsia governamental. Deve pensar que ali estarão os votos da capital para o próximo ano.

 

Atingindo os Vigilantes, Confúcio deixa de colocar no mercado alguns milhões por mês. Mas, isso não deve estar lhe interessando muito.  Afinal, o pão-de-cada-dia de sua casa está garantido até dezembro de 2014. Quem sabe até poderá ser prorrogado. Claro! Afinal, o que menos Confúcio precisa é dos votos da Capital. O interior é seu. Será? Quem viver verá!! Afinal, agora ele está atingindo pelo menos dez mil bocas. E a ação do Governador Bianco ainda é uma névoa sobre as eleições governamentais.

 

Tenho dito!

PORTO VELHO TEM SURTO DE TUBERCULOSE?

 

Por Artur Quintela

 

É de arrepiar os cabelos a situação da saúde pública no Brasil inteiro.  Entretanto, parece que Rondônia é o modelo das catástrofes políticas. Talvez por ser o Estado que mais arrebanha migrantes, mostrando-se promissor, esteja passando pela pior fase desde a criação de seu primeiro município.  Rondônia é alvo da imprensa nacional diuturnamente. Não para elogios, é claro, mas para Críticas – algumas infundadas – provocadas pelos desmandos de nossos políticos.

 

Dia desses apareceu na mídia nacional por ter um deputado federal preso. Não bastasse isso, também teve um Senador com prisão decretada pelo Supremo Tribunal Federal. Escândalos sucedendo-se no legislativo local (estadual e municipal). E o governo nem…

 

Confúcio – médico – alardeou aos quatro cantos que seu governo seria voltado para a saúde e o que se viu foi o caos instalado na capital do estado, tão logo assumiu.

Chegou a pedir intervenção do governo federal, para que “tia” Dilma mandasse hospitais de campanha das forças armadas. Claro que Brasília negou. Deixou o médico cuidar dos problemas internos do estado.

Entretanto, o governo das confusões na chegou nunca a demonstrar a que veio realmente. Nem na saúde nem em outros setores governamentais.

 

Veja-se bem o caso da Secretaria de Cultura (SECEL) que teve quatro mandatários ema penas três anos – dois deles foram retirados por serem caso de polícia, envolvidos em falcatruas da administração municipal anterior. E agora o governador pede à Assembleia que autorize a extinção definitiva do órgão. Já que não deu conta do recado, para que manter. E dali pode sair verba para mais um de seus famosos CDS, graciosamente concedidos a quem nunca trabalhou nem trabalha.

 

Chegou, finalmente, o caos – não na saúde pública, pois já estava instalado. Mas no estado de saúde do povo, propriamente dito. A irresponsabilidade administrativa beira a loucura. Confúcio sabe – como médico e governante – que não deve se omitir dos tratamentos e, principalmente, da prevenção das doenças ditas infecto-contagiosas. Na é o que retratam profissionais da área.

 

Chega até nós, por depoimentos constrangedores de quem labuta diariamente na faina dos nosocômios públicos da capital, a notícia alarmante de que um surto de tuberculosa alastra-se por Porto Velho. O fato veio a público provocado por uma coisa que parece simples e banal para nossos políticos – a morte de uma moradora de rua. A jovem pereceu por falta de medicamentos para tratar sua tuberculose – ou por falta de atendimento, mesmo, já que sequer mandaram-na para o CEMETRON a fim de fazer exames conclusivos.

 

Parece filme, mas não é. Em pleno século XXI, uma doença já perfeitamente debelada, tratável em casa, sem maiores necessidades, ainda é causa de morte.

 

Mas, fica ainda a preocupação maior. Se a mulher morreu mesmo de tuberculose (diagnosticada por exames preliminares) poderia ela estar contaminando todos os que a cercavam. E não eram apenas outros moradores de rua. Ela era conhecida, assim como seu companheiro, de muita gente que freqüentava as noites da capital. Era vista passeando pelos bares e outros locais de movimento, onde as pessoas se aglomeram para “bebemorar” a vida.

 

Conversando com profissionais da saúde, ouvi de todos, sem exceção, que a situação de nosso HPS João Paulo II ainda é a pior de todos os tempos. E não é só a triagem, como se propalou anteriormente.

Não existem medicamentos, material ambulatorial e de procedimentos. As cirurgias são realizadas “em pé de guerra”. Falta de tudo, inclusive recursos humanos. A sobrecarga laboral é uma verdadeira agressão às condutas de trabalho. Uma doença infecto-contagiosa é facilmente disseminada de fora pra dentro ou de dentro pra fora. Como a tuberculose. Sequer estão capacitados para realizar exames simples como a pesquisa de BAAR.

 

Então o que fazer? Trocar os profissionais da saúde ou o chefe deles? Os primeiros fazem o que podem, enquanto o “todo-poderoso” arvora-se do poder para destituir quem trabalha e conceder mimos aos comparsas.

 

Creio que somente nas urnas consegue-se reverter uma situação dessas. Entretanto, infelizmente, em nosso estado as opções são raras – raríssimas. Com tantos migrantes que vieram pensando apenas em encher os bolsos, enquanto nos chamam de néscios, não sobram muitas alternativas. Mesmo porque, hoje, os nativos são minoria absoluta. É mais fácil encontrar um paranaense, por exemplo, do que um rondoniense.

 

Volte-se, aqui, ao caso dos políticos presos. Todos vindos de estados da região sul.

 

E volte-se um pouco mais, na memória popular, para lembrar a estirpe de onde saiu nosso atual mandatário estadual. Seu irmão fora cassado, durante a Constituinte, por corrupção. O que esperar, então, de um parente?

 

Bom dia.