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Reproduzo abaixo, a título de manter nossa população informada, a coluna do amigo Silvio Santos, popular Zekatraca, desta quarta feira.

Lenha na Fogueira

 

“A cheia vai acontecer sim. Só não sabemos quando. Acreditamos que em abril ela alcance seu ponto máximo, o que podemos informar a princípio, é que não será uma cheia como a do ano passado…” palavras do secretário adjunto de Defesa Civil José Pimentel.

 

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Congratulamo-nos com a preocupação dos órgãos de Defesa Civil para com a enchente que pode causar transtorno a muita gente.

 

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O que não podemos concordar, é com o terror que estão fazendo com a possibilidade de se ter uma nova enchente. Isso está prejudicando muita gente.

 

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O ribeirinho porque fica na incerteza do futuro de sua plantação! O comerciante porque não sabe se pode vender no crediário para os que moram em área considerada de risco, pois ficam na dúvida se vão ou não receber as prestações.

 

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O estudante porque não tem certeza que vai continuar naquela escola, pois a cheia pode fazer com que sua família se mude para um local distante da escola.

 

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O padre porque não tem certeza se vai poder mandar pintar a igreja, pois não trem certeza se a tinta vai resistir à nova enchente.

 

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O pescador porque não sabe se vai poder pescar, pois a cheia dificulta a pescaria.

 

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Ta todo mundo na dúvida. A cidade está parada por conta de uma possível enchente que o pessoal da Defesa Civil quer por quer que aconteça.

 

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Não preservaram o patrimônio da Madeira Mamoré alegando que viria uma nova enchente e que por isso, não adiantava fazer nada e assim, as peças foram ficando jogadas, até que o “Movimento Viva Madeira Mamoré” começou a cobrar maiores ações das autoridades municipais, estaduais e federais, o que culminou com o Manifesto que Aconteceu sábado e agora está nas redes sociais aguardando assinaturas.

 

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O secretário da Defesa Civil disse… ”…O que podemos informar  a princípio, é que não será uma cheia como a do ano passado…”

 

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Ora meus amigo, se não será como a do ano passado, será uma cheia que estamos acostumados a ver todos os anos.

 

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Nasci e me criei aqui e sempre vi alagar a Baixa da União e o que depois passaram a chamar de Cai N’água.

 

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Basta lembrar que as diversas cheias que afetaram a Baixa da União e o Triângulo foram responsáveis pela formação de alguns bairros como:

 

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Meu Pedacinho de Chão, Vila Tupi e parte do Bairro São Sebastião. A turma do Belmonte subiu a ladeira e foi formar o Bairro Nacional.

 

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Este ano não será diferente, daqui a alguns dias, a Baixa da União estará tomada pelas águas. A Feira do Produtor e o antigo Camelódromo estarão debaixo d’água. Isso acontece todos os anos.

 

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Quanto à lâmina d’água começar a cobrir a BR 364 não será culpa do Rio Madeira, pois a água que vai invadir a Estrada é a que forma a barragem.

 

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Jacy Paraná, Velha Mutum, Arara e outras localidades são vítimas da barragem das usinas e não da enchente do rio Madeira. Basta lembrar que foram as usinas que mandaram elevar parte da BR 364 justamente no trecho de Mutum Paraná. Só que a elevação não foi suficiente para livrar o leito da BR da água represada.

 

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Aqui na frente de Porto Velho o que vai acontecer e isso está bastante patente, só quem não quer admitir, são os que se dizem técnicos no assunto, é o desbarrancamento do que sobrou do Triângulo e se não tomarem providencias do barranco da frente do Plano Inclinado que já começou a desmoronar.

 

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Tenho ouvido da boca dos beradeiros, pescadores e garimpeiros, que o rio Madeira não está cheio está sim, muito Assoreado!

 

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Precisamos acabar de fazer terror, utilizando o rio Madeira como protagonista. 

Ontem, na Intervenção Cultural promovida pela Associação Cultural Rio Madeira (ACRM), Projeto Seresta Cultural e Bar Interativo Itinerante Social e Cultural (BIISC), tivemos a grata satisfação de contar, mais uma vez com uma apresentação de nosso Poeta Mado.

Mado consegue encantar a plateia e prender a atenção. Aos mais sensíveis (como eu) é capaz de levar às lágrimas com sua atuação. A performance deixa-nos orgulhosos da verdadeira “prata da casa”.

Ao POETA MADO dedico, com carinho, esse pequeno trabalho.

 

MADO

 

POEMA BEIRADEIRO

 

MADO

DEIXE QUE CANTE EM POEMA

AO POETA VERDADEIRO

NEM QUE SEJA ESTE CANTO

O MEU CANTO DERRADEIRO

 

PORTUGAL TEM LÁ ORIGENS

DO MEU CANTAR, TALVEZ FADO,

PORTO VELHO TEM HISTÓRIA

CONTADA E CANTADA POR MADO

 

FAZ ENCANTAR A PLATEIA

FAZ SOBERANA A VOZ

CHAMA A SI A ASSEMBLEIA

ENTRETENDO TODOS NÓS

 

FAZ LEMBRAR A CACHOEIRA

QUE SERVIU AO MARECHAL

LÁ SE FOI A ALTANEIRA

JÁ DEU SEU GRITO FINAL

 

RESSUSCITA A FERROVIA

FAZ DE NOVO APITAR

A VELHA MAD MARIA

E O POVO FAZ VIBRAR

 

AS ÁGUAS DO MEU MADEIRA

ESTÃO NO SEU RECITAL

O VENTO QUE AGITA A BANDEIRA

FAZ DANÇAR O IMORTAL

 

MUITO ALÉM DO IMAGINÁVEL

MAIS PRA LÁ QUE O INATINGÍVEL

ESSE POETA NOTÁVEL

FAZ LEIGO FICAR SENSÍVEL

 

SE FAZ CHORAR QUEM LHE OUVE

SE FAZ SORRI QUEM LHE VÊ

É PORQUE MAIOR JAMAIS HOUVE

SEJA NO RÁDIO OU TV

 

QUE SEJA O POETA MADO

DAS ÁGUAS OU BEIRADEIRO

SEMPRE SERÁ O AMADO

MAIS AMADO BRASILEIRO

 

AS ALTERAÇÕES METEOROLÓGICAS PROVOCADAS PELO HOMEM

 Artur Quintela

 

Com a construção das hidrelétricas do Rio Madeira, um grande lago foi formado. Embora a tecnologia atual permita redução das áreas alagadas, a retenção de água ainda é muito grande.

Em decorrência, a lâmina d’água que sofre a incidência dos raios solares aumentou muito. Isso faz com que a evaporação aumente consideravelmente, durante o dia.

À noite, a condensação faz com que apareça a “cruviana”, fenômeno de friagem, em que as gotículas d’água em suspensão resfriem a paisagem. Os dias mais frios amanhecem com neblina. A cerração cobre campos e campinas.

Seria belo se não fosse tão cruel com a própria natureza.

 

Entretanto, o que mais se percebe é a alteração na precipitação pluviométrica.

Falando assim, parece que é fato relacionado com o aquecimento global, fenômeno que alguns cientistas atribuem ao efeito estufa, provocado pelo lançamento de gás carbônico na atmosfera, principalmente pelas indústrias e grandes queimadas agrícolas.

 

Mas, não! O fenômeno que ocorre em Porto Velho está claro e evidenciado que tem uma causa conhecida. Os lagos das duas barragens construídas até o momento: Santo Antônio e Jirau.

 

Costumo lembrar que, algumas décadas atrás, falava-se que o mês de julho era diferente dos demais, pois não chovia um dia sequer.

Ora, hoje, dia 12, somam-se 10 dias em que a chuva da tarde foi certeira. Tão costumeira quanto as precipitações diárias do mês de janeiro.

 

É para nossa engenharia repensar as próximas desculpas por atrasos nas obras.

Sim, porque nossos engenheiros, principalmente os que licitam com o poder público, costumam atrasar suas obras, justificando que “chegou o período das chuvas” e não há como se tocar obras assim.

 

A continuar desse jeito, as obras tendem a ficar paradas o ano inteiro.

 

Como será agosto? E setembro, quando irrompem os primeiros dilúvios primaveris?

 

 

Será?

 

Quem viver verá.

Caro Superintendente,
Espanta-me a calmaria que se sobrepõe sobre o DNIT-RO quando o caos impera em todas as obras a cargo de tal Departamento.
Ontem à noite, mais uma vez, Senhor André, fiquei por 2 horas e 45 minutos numa fila que chegava aos três quilômetros e meio, aguardando a travessia do Rio Madeira.
Olhei para todos os lados procurando encontrar sua pessoa. Creio que faltava isso. Sua presença, aguardando na fila, por quase três horas, enfrentando chuva, calor, insetos… tudo que tem de “bom” em nossa região amazônica.
Mas, não. O senhor não estava lá. Talvez estivesse bem acomodado com seu Balantines ou Chivas, enquanto os verdadeiros construtores deste país sofriam. Sofriam com o descaso e a irresponsabilidade. Não quero aqui tratar de corrupção, pois conhecendo quem é Roberto Dorner e outros tantos armadores que tiram as divisas de nosso estado levando para os seus próprios – principalmente Amazonas, seria demais tratar dessa “palavra”.

Perguntei-me:  “como estariam as obras das ‘casas’, em construção em um canteiro de obras cercado de tapumes, para que ninguém visse o que se passava lá dentro?… E fiquei pasmo ao ver, do alto de um dos veículos, que não havia nenhuma movimentação naquele local. Nenhum tijolo, nenhuma carrada de areia, nenhum material que demonstrasse que as obras haviam sido iniciadas.

Brincadeira!… diria, por certo, Neto (da Band).

Brincadeira, haja vista que os engenheiros responsáveis pela construção da ponte chegaram a alardear que seria a primeira obra do Brasil a ser concluída antes do prazo previsto. Iria ser inaugurada um mês antes.

Mas o Dnit não deixou. Não deixou e fez mais. Criou um novo período para arrastar-se a obra.

 

Raciocinando friamente, vê-se que os comentários – lato sensu – das estradas e das balsas podem, sim, ter alguma base.

 

Vejamos, então:

A quem interessa o atraso nas obras da ponte? Aos armadores, lógico.

A quem interessa o embargo da BR-319? Aos armadores, é claro.

E quem são os armadores? Bem… Roberto Dorner é um deles.

E comenta-se que seria um dos patrocinadores-mor de pelo menos um dos Senadores de Rondônia. (?)

Isso pode ser mentira? Sim! Também pode ser verdade!

 

E, como fica o Dnit, nesse caso? À frente da paródia toda em que se transformou a obra da ponte, talvez.

 

A única ponte que vi em toda minha vida – longo de 63 anos – que ficou pronta, mas que não se pode utilizar. Falta um acesso.

 

Ora, Senhor Superintendente. Também administro. Isso é coisa que se aprende em casa. Administrar a partir do creme dental que se usa, posto que não pode faltar. Então, administra-se o uso e repõe-se antes do fim.

 

Administrar é bicho-de-sete-cabeças para quem não é administrador. Ou seja, jamais administrou, sequer, o papel higiênico que usa.

 

Não está incomodando em nada “vossa excelência” que a produção rural da parte Oeste da capital não possa ser escoada. Haja posto que a balsa apenas “atravanca o progresso do país”.

 

Gostaria muito, Superintendente, de ver-lhe descer de seu pedestal e aparecer na balsa em um desses fins de semana, principalmente os prolongados.

Gostaria muito de ver seu carrão (nem sei se tem, mas deve ter) à beira da estrada, aguardando entre tantos outros – de igual para igual – sem milhões escorrendo para comprar o “furo da fila”.

 

Talvez o senhor não saiba, mas o serviço prestado pela Rodonave é digno de escória. Embora achemos alguns tripulantes educados, a maioria faz vista grossa para os problemas do trânsito. E “pouco se lixam” para os furões de fila que teimam, em seu desequilíbrio etílico, em furar a fila, com luzes de alerta ligadas, como se alguém ainda acreditasse nisso.

Não raras vezes surpreendem-se o “fiscal” da fila recebendo os “dezinhos” enrolados em um pedaço de papel, à guisa de “contribuição voluntária para o cofrinho das crianças”.

 

Será, Senhor André, que sua nova profecia será cumprida? Em junho de 2014 teremos ponte?

Sinceramente, duvido muito. O senhor já disse que na época das chuvas não consegue trabalhar. Particularmente, peço-lhe que não me chame de burro. As obras quando precisam sair do papel, são executadas em qualquer ambiente, até dentro do olho do furacão.

Talvez o senhor precise dar uma olhada nas obras realizadas em outros países, como na China, por exemplo, em que se construiu uma ponte em ambiente congelado, altamente inóspito.

Por quê, pergunto-lhe, SOMENTE NO BRASIL AS OBRAS PARAM POR CAUSA DE CHUVAS? Será que nossos engenheiros foram mal formados? Será que compraram monografias ou relatórios de estágios? Creio que não. Creio que a resposta está na cultura corrompida de nossa nação.

 

Só nos resta esperar. Sem ter a quem recorrer, já que o próprio Ministério Público “dá tratos à bola” em casos como esse.

 

E esperar… porque sua profecia esbarrará novamente nas chuvas. Junho é período pós chuva. Portanto estaremos saindo – novamente – de outra paralisação meteorológica.

 

Espero que sua gestão termine logo.

 

Boa noite!

O pragmatismo de Glauber Rocha e o romantismo Guaporé

Por Antônio Serpa do Amaral Filho

http://www.faperj.br/img/repositorio/glauber.jpg

Ao assistir o documentário sobre a vida do maior gênio do Cinema Novo, Glauber Rocha, uma coisa nos chama atenção: a diferença abismal entre o pragmatismo revolucionário dele e o nosso romantismo Guaporé. Antes de qualquer a priori ou a princípio, Glauber era um homem de ação, do chegar chegando e fazer fazendo, um homofaber movido a lenha conceitual, verdadeiro vendaval tripudiando os trotskistas e leninistas mais afoitos. Até por imposição do seu primoroso ofício, que tem por comandos: câmera, ação! Pronto, o filme da vida real começava imediatamente a ser rodado. Se por delírio ou egocentrismo dissesse “A Revolução sou Eu”, todos haveriam de tirar o chapéu pra ele em consentimento unânime. Morto, dele diria Jorge Amado: “É um gigante, muito maior do que nós pensávamos que fosse”.

Intenso como um solo de Jimi Rendrix e fosforescente como a década de 60 com sua revolução sexual, movimento contra-cultural e entrechoque das grandes potências ideológicas, ele queria tudo pra ontem, como se não houve mais possibilidade de um amanhã. Apaixonado, se entregava de corpo de alma ao sentido político-estético que dedicara à vida, como se estivesse marcado para morrer no dia seguinte.

Crítico, ao falar parecia uma metralhadora verborrágica atirando verbetes e locuções em todos os sentidos da rosa do vento, sempre com uma análise a querer decodificar as contradições da existência e apontar rumos para a arte na construção de uma sociedade proletária e socialista. A maneira de ser do homem Guaporé é muito mais comedida. Nela, devagar também é pressa. Correr pra quê se o Rio Madeira corre sozinho há séculos e nunca ninguém o viu suplicando por uma mãozinha para descer mais rápido! Glauber é filho da urbe industrializada e tacanha. O nativo é rebento altivo da mãe-terra despudorada e farta. O cinegrafista bebeu a vida num só gole, brindando a Sócrates a coragem de ter optado pela cicuta letal. Sorver a existência homeopaticamente, a um dia de cada vez pra não embananar o calendário da contemplação, é a máxima filosófica dos beradeiros.

Enquanto Glauber tem pressa, o homem Guaporé tem sesta. Transformar era seu verbo predileto. Contemplar, com zero de estresse nas veias, já satisfaz o nosso caboclo. Um semeia vento e colhe tempestade; para o outro, devagar se vai ao longe. Para Glauber a ação é pra ontem. Para o caboclo era pode esperar pra depois de amanhã, se não chover. Glauber é um guerrilheiro urbano. O caboclo é um monge tribal. Ambos sonham: um acordado e ou outro dormindo. Glauber quer a tríade: ação, pensamento e sentimento. Para o caboclo, com apenas duas dessas pedras essenciais já dá pra tocar a vida. Glauber sonhou com um Brasil inteiramente comunista. Os românticos combatentes desta ribeira queriam apenas “A República Socialista do Guaporé”.

Diz a Lenda – Vem a Maria Fumaça

Texto e fotografia: Beto Ramos

 

Vem a Maria Fumaça.

Bailando sobre os trilhos.

Dormentes cheios de cor.

Bandeira do Brasil jogada ao vento.

Pátria amada em muitas cores.

A velha Maria Fumaça vai sendo movida pelos sonhos.

Máquinas fotográficas dispararam seus diafragmas e obturador.

Algumas lentes mostram a verdade.

Outras buscam a fantasia que vai ser levada pelo carnaval.

Vem a Maria Fumaça.

Centenária e cheia de magia.

Trilhos cheios de luz e trevas.

Os mundiças continuam sendo ignorados.

Cheios da energia do impacto, os passageiros já não chegam à estação.

Tu é leso é?

– Vai ter festa cheia de caraminguás dos milhões investidos.

Dentro do vagão, alguém pisou em fezes.

– O que tentaram fazer com o nosso patrimônio histórico?

Isso é coisa antiga.

Vovô já reclamava disso.

Gostaria de saber a contrapartida das fantasias levadas pelo carnaval.

“Abraçado a Porto Velho, conheci o rio Madeira…”.

Quando esta canção do conhecedor da nossa história e poeta do Tracoá chega aos meus ouvidos, nos olhos nascem lágrimas.

É de uma magia incomum.

Piui, piui olha o trem!

Gostaria de ouvir está canção no centenário da Estrada de Ferro Madeira Mamoré.

“Como era gostoso o balanço do trem, quando eu viajava junto com meu bem…”.

Está é do poeta dos barrancos de São Carlos.

Aquele que incomoda, mas, que é fundamental falando a verdade e colocando lenha na fogueira.

“Você precisa ver, para saber como é que andava o trem na Madeira Mamoré”.

Está canção na voz do Bubu, ilumina os trilhos até Guajará Mirim.

Gostaria de ver o Bubu iluminar o centenário, deixando os cabelos da gente todos arrupiados, arrupiado como diria Dom Lauro.

“Da Candelária eu vi o trem passar…”.

Ver o trem passar com o cheiro de café que nossas casas possuíam, assim como a do Mávilo.

Ouvir o Misteira com as pastoras exaltando em preto e amarelo o centenário.

“Porto Velho meu dengo…”.

Sentir a emoção do poeta da cidade, fazendo uma declaração de amor à cidade de Porto Velho.

Ver aquelas folhas feitas pela Lu Silva, serem levadas pelo vento na mais bela interpretação do Pirarublue.

Ouvir o Binho cantar e lembrar tantos lugares e tantas pessoas.

Ver o Mado encenar na praça, ao ar livre, sem fóruns, sem articulações, apenas fazendo a sua viagem teatral com o rosto pintado de todas as cores.

Ouvir o Baaribu, o Bado, Os Anjos da Madrugada e o Carimbó.

Tem o teatro de bonecos, a turma do teatro de rua.

O Anízio para fazer a abertura da comemoração.

Vem a Maria Fumaça.

Chegando à estação dos nossos sonhos.

Cem anos de história.

Cem anos de solidão.

O reboliço todo é apenas no ano do centenário.

E se não existissem as compensações da luz e das trevas?

A velha rotunda continuaria abrigando a sujeira e a delinquência. Vamos ver o dia amanhecer no complexo ferroviário com o apito do trem.

Vamos mostrar para o mundo que não fazemos apenas negócios. Vamos mostrar para o mundo que possuímos raízes profundas na cidade que começou a crescer a partir do rio Madeira.

Vamos levar para o palco todos os trabalhadores ainda vivos da velha Estrada de Ferro e homenageá-los por terem participado do surgimento e sepultamento, e quem sabe ver agora o ressurgimento deste patrimônio que é acima de tudo nosso.

 

 

Diz a lenda